o desassossego - .linguagem ganhara as formas redondas e tranquilas do gerúndio: vamos andando,

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  • AGNCIA ECCLESIA Diretor: Paulo Rocha | Chefe de Redao: Octvio CarmoRedao: Henrique Matos, Jos Carlos Patrcio, Lgia Silveira,Lus Filipe Santos, Margarida Duarte, Snia NevesGrafismo: Manuel Costa | Secretariado: Ana GomesPropriedade: Secretariado Nacional das Comunicaes Sociais Diretor: Cnego Joo Aguiar CamposPessoa Coletiva n 500966575, NIB: 0018 0000 10124457001 82.Redao e Administrao: Quinta do Cabeo, Porta D1885-076 MOSCAVIDE.Tel.: 218855472; Fax: 218855473.agencia@ecclesia.pt; www.agencia.ecclesia.pt;

    04 - Editorial: Cnego Joo Aguiar Campos06 - Foto da semana07 - Citaes08 - Nacional14- A semana de... Henrique Matos16- Entrevista D. Antnio Francisco dos Santos22- Dossier Diocese do Porto

    40 - Internacional46 - Cinema48 - Multimdia50 - Estante52 - Vaticano II54- Agenda56 - Por estes dias58 - Programao Religiosa59 - Minuto YouCat60 - Liturgia62 - Fundao AIS64 - Luso Fonias66 - Critas Portuguesa

    Foto da capa: LFS/AEFoto da contracapa: Agncia Ecclesia

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    Opinio

    Novasprioridades paraa Europa[ver+]

    Bispo toma posseno Porto[ver+]

    Santo do Brasil,Portugal eEspanha[ver+] Joo Aguiar| Daniel Serro |RuiOsrio| Tony Neves | MrciaCarvalho | lvaro Pacheco 3

    http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/5http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/7http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/7http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/9http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/15http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/17http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/23http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/41http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/47http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/49http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/51http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/53http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/55http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/57http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/59http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/59http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/61http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/63http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/65http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/67http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/9http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/17http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/62/#/page/43

  • O desassossego

    Joo Aguiar CamposSecretariado Nacionaldas ComunicaesSociais

    Perguntaram-me, h dias, por ocasio doprimeiro aniversrio do incio do pontificado dopapa Francisco, se me sinto agitado pelo seudesassossego. Inicialmente fiz de conta que nopercebia a pertinncia da pergunta; mas depoisdei comigo a enumerar os verbos que vmmarcado as suas intervenes -- sair, partir,primeirear, procurar, ouvir, acompanhar; e, sim --disse para mim mesmo -- estes verbosdesinstalam.No sou dos que pensam que tudo est acomear agora. Mas no consigo negar queamos apresentando alguns sintomas de haversido afectados por uma modorra de ps-almoo,com a rua a ser vista a partir de uma sombra epelo canto de plpebras mal abertas. At a nossalinguagem ganhara as formas redondas etranquilas do gerndio: vamos andando, vamosfazendo, isto vai indo!...Com estes pensamentos flor da pele, quisDeus Nosso Senhor (que no acaso no acredito)que, em recente manh de meditao, fosse tercom Marcos 1, 21-39. Li o texto. Rezei o texto. Nofim, anotei, laia de pessoal memria futura, aslinhas que agora partilho..Correra bem a jornada de Cafarnaum: nasinagoga maravilharam-se com o seuensinamento, o esprito maligno foi obrigado adeixar o homem que aprisionava,

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    a sogra de Pedro recuperou ahoras da merenda e muitosdoentes e possessos foramigualmente curados. Alm disso, aspessoas queriam mais, muito mais tal e qual sonhassem fazer daterra o centro da curiosidadeturstica dos vizinhos. Os prpriosdiscpulos estavam encantadoscom a sua provvel condio deguias e porta de acesso ao Mestre.Revelaram-se, por isso,impertinentes: Onde te meteste,que todos te procuram?Paro a constatar como so toamorosamente humanos estesqueridos discpulos!...Ai como oscompreendo, se bem os imagino apensarem em estabelecer-se, emsossegar e usufruir da boa vontadee admirao respiradas ao seuredor.Convenhamos que, pelo descrito,em Cafarnaum se estava mesmobem!... Mas no se tratava s deaproveitar o clima positivo; haveriatambm piedosa desculpa? --que retribuir a hospitalidade!...A ordem para pegar nas trouxas epartir, a fim de percorrer aldeias,deve ter-lhes soado, por isso,estranha; muito estranha mesmo.Ainda para mais, apresentadacomo uma vocao: foi para issoque vim.

    Releio, pela terceira vez o texto eprocuro a luz: o desassossego estranho se no se percebe o amorque o motiva; o desprendimento estranho, se de administradorespassamos a donos; partir estranhose habitamos num stio, em vez demorarmos na voz que nos chamaEnviar e deslocalizar parece-me fcil.Difcil ir e desprender-me; difcil passar de sinaleiro a condutor econtinuar a respeitar todas as regrasdos cruzamentos e entroncamentos;difcil admitir que sou destinatrioda mensagem e no simplesmenteseu circunstancial porta-vozSeja ento bem-vindo odesassossego doutras aldeias!...

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  • Sismo de 8,2 na escala de Richter faz seis mortos na costa do Chile

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    Eu, francamente, no tenhoqualquer inteno de ser candidatoa Presidente. No tenho essainteno Duro Barroso ao jornalExpresso, afastando a possibilidadede um candidatura a Presidente daRepblica, 28.03.2014 "Assumi o compromisso de criaras condies, no espao de umalegislatura, para que possamosretirar da rua os portuguesessem-abrigo, que vivem aorelento, que das coisas maischocantes para qualquerportugus, como considero que muito importante criar polticaspblicas que de uma formaintegrada, na educao, nasade, no apoio social possamcombater o flagelo social que apobreza." Antnio Jos Seguro,02.04.2014, Rdio Renascena

    O Governo est enganado emquerer resolver a crise atravsda fora. A represso no ocaminho a tomar, D. DiegoPadrn, Arcebispo de Cuman ePresidente da ConferenciaEpiscopal venezuelana, agnciaLusa, 02.04.2014 () nem tudo dinheiro. Ns nopodemos olhar para os problemas eachar que os resolvemos pondodinheiro em cima deles. S osestragamos. A questo no sfinanceira. Tem muito que ver comessa engenharia social. O EstadoSocial custa muitssimo dinheiro. Setemos tantos recursos, a questo a de sermos capazes de reorientar aforma como os usamos, a favor daautonomia das pessoas, doempreendimento das pessoas, dasua capacidade de iniciativa,solidariedade e de resoluo dosproblemas que enfrentam, JoaquimAzevedo ao jornal Pblico, sobre osincentivos natalidade, 03.04.2014

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  • LOC/MTC pede prioridadeao crescimento na EuropaA Liga Operria Catlica/Movimentode Trabalhadores Cristos(LOC/MTC) defende que o BancoCentral Europeu deve reorientaras suas prioridades do controlo dainflao para o emprego, ocrescimento e a estabilidadefinanceira. "A palavraDesenvolvimento deve ser tomadano sentido da melhoria dascondies sociais dos cidados eno do crescimento econmico dolado do capital, defende aLOC/MTC em comunicado enviado Agncia ECCLESIA.Para o Movimento de TrabalhadoresCristos, indispensvel que seadote uma nova poltica monetriaque coloque as InstituiesMonetrias ao servio do plenoemprego. Esta medida implica umBanco Central Europeu maisresponsvel e mais representativo euma reorientao das prioridadesda sua ao do controlo da inflao,para o emprego, o crescimento, e aestabilidade financeira,

    afirma o documento.A LOC/MTC promoveu durante oms maro trs encontros deformao com o objetivo de debateralguns dos graves problemas queafetam os trabalhadores, as famliase a atual organizao social, cujasconcluses divulgou hoje emcomunicado. Os encontros, quedecorreram em Famalico, Coimbrae Amadora, pretenderam debateralguns dos graves problemas queafetam os trabalhadores, as famliase a atual organizao social, maisespecificamente, a necessidade degarantir trabalho para todos comofundamento da dignidade humanabem como aprofundar o processode iniciao de novos militantes e deexpanso da LOC/MTC a partir dasRevises de Vida recentementeefetuadas por muitas equipas debase.No mundo e em Portugal o modeloeconmico que domina ocapitalismo ou a economia demercado, reitera a LOC/MTC queculpa esse modelo econmico pelastantas crises em

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    Portugal e no mundo, pelos tantosdesempregados, pela pobreza epelas necessidades humanas queesto por satisfazer, e que emmuitos casos atinge mesmo as maisbsicas e essenciais vida humanae que envolve muitos milhes decidados.A LOC/MTC refere que o flagelo dodesemprego, que em janeiroatingiu em Portugal a taxa de 15,3%e sabe-se que h muitos quefogem estatstica, est

    intimamente relacionado com adesigualdade de repartio dorendimento gerado pela economia, oenfraquecimento do poder doEstado, o enfraquecimento dosmecanismos de regulao, o modelode globalizao e de governaodominante das empresas e afinanceirizao da economia.

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  • Cultura do encontro desafio do Papa aos catlicosO diretor do Secretariado Nacionaldas Comunicaes Sociais (SNCS)da Igreja afirmou que a promoodo encontro que leva ao anncioda f um dos maiores desafioslanados pelo Papa aos cristos. Acultura do encontro uma dasnossas maiores carncias elacunas, disse o cnego JooAguiar, durante o encontro deQuaresma dos organismos daConferncia Episcopal Portuguesaque decorreu esta tera-feira emAlfragide, arredores de Lisboa.O responsvel destacou osdesafios lanados pelo PapaFrancisco ao longo do seu primeiroano de pontificado, em particular osque resultam da exortaoapostlica Evangelii Gaudium (Aalegria do Evangelho), publicada emnovembro de 2013.O presidente do Conselho deGe

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