O cuidado com o natural

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  1. 1. O Cuidado com o natural Previna-se I Estamos vivendo a era do ecolgico, do natural, e com isso a sociedade se manifesta de muitas formas sobre este assunto, uns assumem o comportamento radical sobre o consumo, outros s assistem de camarote e esperam o momento de lucrar, ou seja, enquanto uns choram, outros vendem lenos. sobre este natural que desejo lhe falar, mas me referindo especificamente ao rigor natureba e seus perigos, uma vez que os acidentes so mais freqentes do que se imagina e h poucos profissionais capacitados a identificar a causa e o causador. As residncias se enchem de plantinhas, que a primeira vista na loja, so lindas, inofensivas e at usamos algumas delas para fazer aqueles chazinhos milagrosos que j dizia a vov, a vizinha, quela amiga; toma um ch daquela plantinha, que tiro e queda. Realmente muitos dos chazinhos chegam a ser com um tiro e de verdade uma enorme queda, uma vez que no sabendo o perigo que se corre ao ingerir um composto fotoqumico desconhecido, estamos passivos de uma grande intoxicao que pode nos levar a morte. No se pode em hiptese alguma, esquecermos que ningum igual ao outro organicamente, e principalmente no que se refere ao uso de plantas medicinais, estaremos ingerindo substancia concentrada em uma nica dose, sobrecarregando o sistema orgnico e principalmente o fgado (glndula nica) que sem ela o homem morre. Faz-se necessrio relembrar de algumas dessas plantinhas milagrosas e seus efeitos sobre o organismo humano; irei me referir a duas formas (principio ativo) de forma sucinta. ALCALIDES. Presente nos vegetais da famlia papaveraceae, onde um dos seus representes a papoula ou trombeteira, lrios entre outras. Sua ingesta acidental em pequenas doses destes agentes deprime as secrees salivares e brnquicas e a sudorese. Com doses maiores, a pupila dilata, a capacidade de acomodao do olho inibida e os efeitos vagais sobre o corao so bloqueados, o que ocasiona o aumento da freqncia cardaca. Aumentando-se ainda mais a dose, ocorre a inibio do controle do sistema parassimptico sobre a bexiga urinria e sobre o sistema gastrintestinal, dificultando a mico e diminuindo a mobilidade intestinal. Medidas de preveno 1- Ao manipular qualquer planta, use luvas, uma vez que as mesmas liberam lquidos (seivas) que em contato com a pele, penetram no tecido e pode causar srios danos sade. 2- Identifique e eduque as crianas a no colocar na boca, no utilizar como comidinha ou tirar o leite. 3Conhea as plantas venenosas existentes na tua casa, na casa do vizinho, nos arredores, no as coloquem dentro de casa, se voc no as conhece, tais vegetais liberam essncias durante a noite e muitas dessas txicas ao ser humano. 4- No coma folhas, razes, rizomas que voc no conhece, nem todo cozimento poder eliminar o poder txico do vegetal. S um profissional pode identificar seguramente os vegetais. 5- O que foi milagroso para a tua conhecida , de certo no ser para voc. Crianas e velhos so mais sensveis as intoxicaes. 6- Em caso de suspeita de acidente fitolgico, procure imediatamente o servio de sade, se possvel levando o vegetal suspeito, se for possvel leve junto parte da secreo expelida pelo vitimado, atravs dela o profissional poder identificar seguramente o agente causador do acidente, fazendo comparaes com a parte do vegetal apresentado. REFERENCIAS Di Stasi. Plantas medicinais: arte e cincia. Um guia de estudo interdisciplinar. SP. UNESP. 1996. Lorenzi & Hermes. Plantas ornamentais e arbustivas no Brasil. Plantarum. SP. 1995. Joly Aylthon. Botnica: Txons vegetais. Ed Nacional. 12 Ed. 1989. *Marcilio FONTES bilogo especialista em etnobotnica. Contatos: biofontes@hotmail.com