O Conhecimento Em Kant

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<p>O conhecimento em Kant: princpios elimites By m:c / 05/09/2011 / Kant, Luciano de Oliveira Pereira / Deixe um comentrio Luciano de Oliveira PereiraImmanuel Kant (1724-1804) foi um filsofo inovador, pois em sua poca propiciou uma nova viso filosofia, de modo especial metafsica, sobretudo porque analisa como se baseia o conhecimento, indo por um caminho estritamente de princpios racionais, definindo os princpios e os limites da razo. Na concepo de Kant, preciso que o homem aprenda a filosofar, ou seja, trabalhe o talento da razo fazendo-a seguir princpios universais, mas sempre reservando razo o direito de investigar aqueles princpios, confirmando-os ou rejeitando-os. Dessa forma, a razo produz filosofia e tambm conduz critica do conhecimento.No pensamento kantiano, a filosofia no deve ser ctica, isto , no deve desacreditar da razo, e nem dogmtica, ou seja, confiar totalmente na razo. Kant fez uma sntese entre o racionalismo de Descartes e o empirismo de Hume. Sua proposta o criticismo, que um modo crtico de ver as condies da metafsica e da moral.A inteligncia, ou como Kant prefere chamar, o entendimento, exerce uma assimilao racional para conhecer, dessa forma a razo ativa e no apenas receptiva, no apenas diz sobre a realidade, mas a razo possui estruturas que ordenam os conhecimentos, de modo que eles se tornem inteligveis e tenham significados.Kant mostra que todo o conhecimento se inicia com a experincia, isso no prova que todo ele derive da experincia (KANT, 1997, p.36), ou seja, para conhecer preciso tanto a razo com seus instrumentos, como a experincia com os fatos da realidade emprica. Na geometria temos como saber a priori que a soma dos ngulos internos de um tringulo sempre cento e oitenta graus, um tipo de conhecimento que no depende da experincia com os fatos; pois eles se formam atravs de um conhecimento baseado na demonstrao. Quanto ao conhecimento cientfico, este no nos dar certeza, porque no importa quantos casos tenham ocorridos no passado, isso no nos prova que continuar ocorrendo. Por exemplo, por mais que o sol tenha nascido por milhares e milhares de dias, nada nos afirma que este fato ira ocorrer no futuro.A causalidade para Kant no est nos fenmenos que se pode observar pela experincia, mas sim no entendimento que analisa os fenmenos. O princpio da causalidade um produto da razo, assim conhecido a priori, pois no depende desta ou daquela experincia, mas se verifica absoluta independncia de toda e qualquer experincia, ou seja, o princpio de causalidade no deve ter por base os fatos dogmticos. Dessa forma vemos que no possvel chegar verdade permanente em fenmenos que esto sujeitos a transformao.A distino entre conhecimento sinttico e conhecimento analtico, que aquele baseado na experincia, e este reconhece a verdade sem a necessidade de uma prova emprica. Quando uma pessoa nos diz hoje o tempo est bom, ela diz sobre o tempo tendo como ponto de partida a observao ou experincias. Isto conhecimento sinttico, e tambm a posteriori, pois h necessidade da experincia e a possibilidade do conhecimento evoluir.Com a lgica traz a possibilidade do conhecimento analtico, que absolutamente verdadeiro, por exemplo, todo tringulo uma figura de trs lados. O conhecimento desse modo, mesmo sendo verdadeiro, no cria nada de novo, sobre o que j sabemos sobre o tringulo.Conforme Kant observa, o conhecimento a posteriori faz evoluir o conhecimento sinttico, e os conhecimentos analticos nos do verdade, ele cria um terceiro tipo de conhecimento, que o conhecimento sinttico a priori, pois este vem da experincia e racional. Como podemos perceber na lei da fsica, quando fala que os corpos se atraem na razo direta de suas massas, e na razo inversa do quadrado da distncia entre eles (CASTRO, 2008, p.77), esta lei demonstra a realidade fsica, tendo a necessidade que essa lei seja confivel no futuro. Tem o principio da causalidade como ferramenta, e assim o princpio a priori totalmente instrumento da razo.Os princpios da razo que nos auxiliam no conhecimento. Por exemplo, a relao causal entre o aquecimento do metal e a sua dilatao no est pronta, no est dada na realidade. Tomemos uma barra de ferro e uma fonte de calor, e algum que pe a barra de metal no fogo, etc (CASTRO, 2008, p.77). H os atributos na dilatao, que o metal, a fonte de calor e dilatao, mas o raciocnio no se encontra neles, pois a representao que torna possvel que o objeto seja conhecido e no o inverso. Dessa forma vemos que as experincias no apresentam verdadeiramente a realidade, e sim o entendimento com suas estruturas a priori, juntamente com os dados sensveis. Ento,o entendimento a faculdade das cognies. Estas consistem numa relao definida de dadas representaes a um objeto; e um objeto aquilo a que se liga a multiplicidade de uma dada intuio (BENDA, 1967, p.65).No existe experincia que esteja fora do tempo e do espao, todavia assim que o espao pensado (pois todas as partes do tempo existem simultaneamente no infinito) (KANT, 1997, p.66), sendo que o tempo uma representao necessria que constitui o fundamento de todas as intuies (KANT, 1997, p.70). Tempo e espao fazem parte da experincia e da observao. Por exemplo, quando um cientista faz experincias ou pesquisas com ratos no laboratrio, a experincia acontece em um espao que gaiolas, em um tempo, a durao da experincia. Para alcanar o conhecimento dos fenmenos da realidade para si, a razo tem como meio o tempo e o espao, e os culos da realidade, da possibilidade, da causalidade, etc.Assim, s podemos conhecer os fenmenos, ou seja, o que visto atravs da forma da razo, e no a realidade em si mesma (o nmeno). Ento, os elementos da metafsica, como alma e Deus, no podem ser conhecidos, pois esto fora do tempo e do espao.RefernciasBENDA, Julien. O pensamento vivo de Kant. Traduo de Wilson Veloso. So Paulo: Martins, 1967.CASTRO, Susana de. Introduo filosofia. Petrpolis: Vozes, 2008.KANT, Immauel. Crtica da razo pura. Traduo de Manuela Pinto dos Santos. 4. ed. Lisboa: Colouste Gulbenkian, 1997.PASCAL, Georges. O pensamento de Kant. Traduo de Raimundo Vier. Petrpolis: Vozes, 1992.</p>