o condestável - março 2010 .tem vindo a reflectir as suas posições e tem ... flauta transversal

Download O Condestável - Março 2010 .tem vindo a reflectir as suas posições e tem ... Flauta Transversal

Post on 08-Nov-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • SOBREPOSTA N. 22 N. 22 N. 22 N. 22 JUNHO JUNHO JUNHO JUNHO 2010 2010 2010 2010

    BOLETIM INFORMATIVO

    DA ASSOCIAO SOCIAL E CULTURAL

    DE SOBREPOSTA

    Direco: Manuel Ribeiro Mendes Redaco: Fernando Mendes, Severino Fernandes, Antnio Coelho, Alberto Silva, Filipe Alves E-mail: mendesmuro@gmail.com asc.sobreposta@gmail.com

    ascsobreposta.wordpress.com

    O senhor Gil do Pao As casas do Pao Todos os nomes de stios e lugares de uma aldeia ou cidade encerram uma histria longnqua, muitas vezes difcil de compreender. So nomes que remontam a tempos muito antigos e de cuja pertinncia no ficaram registos escritos. Em quase todas as nossas aldeias h sempre um lugar ou uma casa designada por Pao. A palavra pao a transcrio popular da palavra latina que designa palcio (palatium). Ora, segundo o j falecido cnego Arlindo Ribeiro da Cunha, arquelogo e historiador que se interessou pelo estudo da capela e antiga parquia de S. Tom de Lageosa, aps a conquista destes territrios pelos romanos, os novos senhores instalaram-se no seu palatium (= pao), exploraram as terras volta para a produo de cereais e vinho (lugar da Vinha) e foram procura de guas aos montes sobranceiros (lugar do Monte) que guiaram at s suas exploraes (Lugar do Rego). Na poca da conquista romana (h aproximadamente dois mil anos) a populao de Lageosa estaria reduzida aos senhores do Pao e seus criados. E pouco

    mais cresceu at ao sculo XVIII. Com efeito, nesta data, por ter menos de vinte famlias, Lageosa foi anexada a Sobreposta situao que se mantm.

    Continua na pgina 5

    Ensino articulado da msica O 5 C

    O projecto comeou h um ano quando a senhora Directora da Companhia da Msica, Professora Doutora Elisa Lessa, no seguimento de um trabalho conjunto desta Associao com os seus alunos da cadeira de Etnomusicologia da

    Universidade do Minho, conheceu melhor o nosso meio e se interessou pelo seu desenvolvimento cultural.

    Continua na pgina 3

    VI ALMOO/CONVVIO DA ASSOCIAO SOCIAL E CULTURAL DE SOBREPOSTA

    DIA 15 DE AGOSTO DE 2010

    JUNTO CAPELA DE S.TOM DE LAGEOSA.

    INSCRIES AT 8 DE AGOSTO

    FACILITA O TRABALHO DA ORGANIZAO INSCREVENDO-TE DENTRO DO PRAZO ESTABELECIDO

    A turma do 5 C com a sua Directora de Turma e a Professora de Formao Musical e Classe de Conjunto

    Os finalistas da EB1 de Sobreposta

    Ana Sofia Antunes, Antnio Miguel Antunes, Bruna

    Daniela Veloso, Bruno Daniel Pereira, Ctia

    Fernandes, Diana Anunciao, Fbio Silva, Gonalo

    Ferreira, Henrique Gomes, Hugo Miguel Gomes, Hugo

    Miguel Fernandes, Jos Miguel Leite, Jos Pedro Silva,

    Lus Miguel Gonalves, Mariana Teixeira, Nomia

    Catarina Gil, Ricardo Jos Gonalves, Rui Francisco

    Cunha, Valter Dinis Rodrigues, Vtor Samuel Ferreira.

    Continua na pgina 7

  • Pgina 2 BOLETIM INFORMATIVO DA ASSOCIAO S. C. SOBREPOSTA - N. 22 . JUNHO 2010

    H muito prometi, mas sempre tem sido adiada a continuao do artigo Viajando, em que me referia ao encontro com outras

    religies, umas vezes, porque o excesso de material a publicar no dava espao, outras, porque dada a grandeza e importncia da quadra, exigiam uma reflexo diferente. No passado, as Igrejas Crists convictas da centralidade de Cristo, o Verbo feito carne, e apoiadas na urgncia do envio missionrio: Ide e fazei discpulos de todas as naes baptizando-os em nome do Pai do Filho e do Esprito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei (Mt. 28, 19-20), parece no ter deixado alternativa para colocar o problema sobre qual o sentido das outras religies. De h anos a esta parte, porm, a Igreja tem vindo a reflectir as suas posies e tem tomado uma atitude mais compreensiva. Os novos aprofundamentos bblicos e teolgicos, bem como o aprofundamento da psicologia moderna, tm levado a Igreja a repensar e a melhor esclarecer a sua atitude em relao a esta matria. Creio, desde logo, que a primeira coisa a ver , precisamente, qual a razo da Encarnao do Verbo. S. Joo diz-nos sem qualquer restrio: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundncia (Jo. 10,10). No acto da consagrao eucarstica, o sacerdote referindo as palavras de Jesus, ainda mais explcito: este o clice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliana, que ser derramado por vs e por todos. Com efeito, Cristo deu a vida por todos sem excepo. Ele, (Cristo) o primognito de todas as criaturas, porque nele foram criadas todas as coisas Ele a Cabea da Igreja, que o seu Corpo: Ele o Princpio, o Primognito dos mortos, pois nele aprouve a Deus fazer habitar a plenitude e reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os dos cus, realizando a paz pelo sangue da Sua Cruz (Cl. 1, 15-20). Assim sendo, no podemos excluir ningum e nem a caridade crist o consente. Cristo veio, tambm, e direi mesmo, sobretudo, para os fracos, os doentes, os marginalizados, para os sem voz deste mundo. So esses, particularmente, que esperam e anseiam pela salvao, como constatamos no Antigo Testamento nos casos dos pagos: como a viva de Sarepta, do srio Naam ou dos Ninivitas. A mesma atitude encontramos no Novo Testamento, nos Evangelhos como so os

    casos do centurio (Mt. 8,10-12), da cananeia (Mt. 15,21-28) ou da samaritana (Jo. 4,1-41), quer nos Actos dos Apstolos como o caso de Cornlio (Act. 10) ou a pregao aos pagos. Cristo veio destruir todo o tipo de barreiras: nacionais, sociais, econmicas, religiosas. A Sua misso congregar na unidade. Que sejam um, como Ns somos Um (Jo.17,22). Na verdade, o Esprito de Deus sopra quando quer e onde quer, e nada O pode deter. Deus o Pai comum de todos porque a todos criou, a todos d a vida, e a todos veio salvar em Jesus Cristo. Nada criou para destruir, mas deseja que tudo seja salvo e participe da Sua comunho. A Igreja a fiel depositria da Palavra de Deus, no para a guardar, mas fielmente a proclamar e testemunhar. verdade que os Livros S a g r a d o s f a l am d a d e f e s a intransigente do Deus nico; tambm isto contribuiu para que a Igreja desconfiasse das outras religies como de algo idoltrico, metendo no mesmo saco o Judasmo e o Islamismo. A tudo isto poderemos, certamente, juntar a auto-suficincia europeia e os problemas coloniais, que levaram muitas vezes no s ao desprezo das culturas, como mesmo a combat-las. Todavia, a revelao algo dinmico. O Caminho faz-se caminhando. Jesus havia dito: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vs no as podeis compreender agora. Quando vier o Esprito da Verdade Ele vos ensinar toda a verdade (Jo 16, 12-13). Assim, eu creio que o Esprito de Deus vai, em cada momento, fazendo luz sobre a Igreja. Esta, uma vez iluminada, torna-se conscincia e luz para os homens e para o mundo de cada tempo, ilumina a histria. O Vaticano II , neste como em muitos outros casos, de uma clareza meridiana como procurarei mostrar no prximo artigo Como se aproxima o tempo de frias, desejo queles que as tiverem umas boas frias. Para isso, e j que certamente muitos tero de fazer longas viagens, recomendo prudncia na conduo a fim de que tudo seja vivido na alegria e no no sofrimento e na dor. Boas frias! Com amizade,

    P. Z do Muro

    V I A J A N D O 3 A FESTA DE PENTECOSTES A palavra pentecostes significa quinquagsimo dia e esta festa religiosa tem este nome, quer entre os judeus, quer entre os cristos, porque se celebrava e celebra 50 dias aps a Pscoa. Os judeus celebram o dia em que Moiss recebeu as tbuas da Lei, no monte Sinai. Por sua vez, os cristos celebram a descida do Esprito Santo sobre os Apstolos que os impele a iniciar a evangelizao. De acordo com a tradio, o Esprito Santo representado pelo vento (fora invisvel), pelo fogo (elemento purificador) ou pela pomba (smbolo da simplicidade e da bondade). A propsito desta festa do calendrio liturgico, um amigo e antigo missionrio em Moambique (que habitualmente l o nosso Boletim) enviou-nos o texto que se segue onde relata a sua experincia de vida por ocasio da Festa do Pentecostes que, este ano, se celebrou no dia 23 de Maio passado.

    O rosto humano do Esprito Santo

    na paragem do autocarro Madrid - 23 de Maio. Era Domingo de Pentecostes. Eu estava na paragem do autocarro. Havia muita gente naquela paragem. Entretanto, chegou uma mulher com o seu filho, j de maioridade, com

    doena de D o w n ( d o e n a popularmente c o n h e c i d a p o r mongolismo). No pude deixar de me fixar neles

    como se no houvesse mais ningum naquela paragem. Logo a seguir chegou outra me com outro menino tambm com grande incapacidade psquica. O menino trazia na mo uma ramo de flores. No eram flores compradas, mas flores colhidas no campo. O menino no parava de mexer-se e de falar com a me. E foi, ento, aquela me que prendeu completamente a minha ateno J observaram, alguma vez, com vagar, o rosto de uma me ou de um pai que aceitaram com amor a realidade de terem um filho diferente? Por um lado, vemos que um rosto marcado pela dor que resulta desta preocupao: Quem vai cuidar do nosso filho um dia que ns lhe faltemos? Por outro lado, porm, veremos que um rosto de ternura infinita, habitado por uma espcie de luz misteriosa que nos surpreende e nos

    Continua na pgina 7

  • BOLETIM INFORMATIVO DA ASSOCIAO S. C. SOBREPOSTA - N. 22 . JUNHO 2010 Pgina 3 3 3 3

    Ensino articulado da msica O 5 C

    Continuao da pgina 1

    O desafio foi proposto Direco do Agrupamento e foi aceite. Fizeram-se reunies com todos os pais dos alunos de Pedralva, Espinho e Sobreposta que terminaram o 4 ano. No total das trs freguesias, eram 37 crianas. Destas, 22 aceitaram o desafio de constituir uma turma especial em que, alm das disciplinas normais, teriam mais 3 disciplinas: Formao Musical, Classe de Conjunto ou Coro e Instrumento (Violino, Viola dArco, Violoncelo, Clarinete, Flauta Transversal e Trompete). A Associao Social e Cultura