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newsletterNMERO 134JUNHO 2012

A Primavera rabe no

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14Galpagos: uma perspetiva diferenteDoze artistas internacionais estiveram nas Galpagos numa residncia artstica invulgar, a convite da delegao britnica da Fundao Gulbenkian. As suas obras, agora expostas em Liverpool, mostram uma viso muito diferente das ilhas encantadas de Charles Darwin. Depois da Bluecoat Gallery, a exposio estar tambm na Fruitmarket Gallery em Edimburgo, a partir de novembro. Em abril do prximo ano vir para o Centro de Arte Moderna, em Lisboa.

A Fundao Calouste Gulbenkian uma instituio portuguesa de direito privado e utilidade pblica, cujos fins estatutrios so a Arte, a Beneficncia, a Cincia e a Educao. Criada por disposio testamentria de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Portugus a 18 de Julho de 1956.

newsletter Nmero 134.Junho.2012 | ISSN 0873-5980Esta Newsletter uma edio do Servio de Comunicao Elisabete Caramelo | Leonor Vaz | Sara PaisColaboram neste nmero Ana Barata | Ana Godinho | Andr Cunha | Patrcia Fernandes | Teresa LeitoDesign Jos Tefilo Duarte | Eva Monteiro [DDLX] | Reviso de texto Rita Veiga | Foto da Capa Ons Abid, Victory (da Srie Tunisian Revolution), 2011 | Impresso Greca Artes Grficas | Tiragem 10 000 exemplaresAv. de Berna, 45 A, 1067-001 Lisboa, tel. 21 782 30 00 | info@gulbenkian.pt | www.gulbenkian.pt

4 Aprender com ArteNuma escola bsica de Lisboa, vrias dezenas de crianas aprendem a Matemtica e o Estudo do Meio, mas tambm formas de se expressarem atravs da msica, do teatro, das artes plsticas ou da dana. O projeto experimental do Clube UNESCO de Educao Artstica, apoiado pela Fundao Gulbenkian, contribuiu para melhorar as suas aprendizagens, mas tambm a forma como esto na escola e em sociedade.

8 Gulbenkian Msica 12/13No ano em que a Orquestra Gulbenkian celebra 50 anos de existncia, a nova temporada de msica anuncia-se plena de acontecimentos e de algumas celebraes. A 15 de setembro, dia de abertura, haver atividades para todas as idades, com concertos, filmes e encontros com msicos. Um dia de festa com entrada livre.

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Jyll Bradley, Audiences (Galapagos), 2012

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ndiceprimeiro plano4 Aprender com Arte

notcias8 Celebrar os 50 anos da

Orquestra Gulbenkian12 Joaquim Sapinho e a Escola

de Antnio Reis13 Distines no IndieLisboa14 Galpagos: uma perspetiva

diferente16 Novo transportador de fosfato

em plantas17 Portal IGC para professores17 Encontro de jovens

investigadores europeus18 Crianas e Jovens em Risco

segunda fase do programa 18 Associao Orquestras

Gerao 19 Desmond Tutu em Lisboa 19 Reunio da Plataforma para

a Sade Mental

bolseiros gulbenkian20 Lus Gomes

um outro olhar22 Fernando Galrito

em maio24 A Primavera rabe

no Prximo Futuro30 Josef Albers na Amrica30 Antoni Muntadas. Entre/

Between31 A Teoria do Caos:

de Homer Simpson ao Futuro do Planeta

31 A alimentao e os desafios da economia

32 novas edies

33 catlogos de exposiesna biblioteca de arte

uma obra 34 272B9 31

A alimentao e os desafios da economiaO ciclo de conferncias dedicado ao Futuro da Alimentao elegeu o dia 14 de junho

para a discusso sobre os desafios econmicos e a alimentao. Francisco Avillez e Filomena Duarte so os oradores convidados para a conferncia que ser

antecedida por um encontro sobre empreendedorismo, com casos considerados bem-sucedidos em matria de inovao alimentar.

19 Desmond Tutu em LisboaNo dia 25 de junho, um dos rostos mais conhecidos na luta pelos direitos humanos e pela paz estar na Fundao Gulbenkian para uma conversa-debate com o Alto Representante das Naes Unidas para a Aliana das Civilizaes. s 18h30, no Auditrio 2, Desmond Tutu e Jorge Sampaio falaro do mundo atual e dos esforos para o transformar num lugar mais justo e pacfico. Desmond Tutu estar tambm na Fundao para participar na Reunio do Programa de Embaixadores Globais da eHealth, de que presidente.

24 A Primavera rabe no Prximo Futuro

Muita msica, conferncias e mesas-redondas na Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de frica, noites temticas no ciclo de cinema ao ar livre, so alguns dos motivos para no perder a programao do Prximo Futuro, a partir

do dia 22. Com uma forte componente sobre a Primavera rabe, a programao ter tambm o melhor do teatro sul-americano e as instalaes de arte pblica

no Jardim Gulbenkian.

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L ixo, lixo, para qu tanto lixo? tempo de mudar e come-ar a reciclar a letra da cano entoada pelas crianas que ocupam o palco improvisado da Escola Francisco Arruda, neste dia especial de apresentao do trabalho conjunto das quatro variantes artsticas a dana, a msi-ca, as expresses dramtica e plstica. As mos empunham garrafas usadas de plstico, enfiadas em carto reaproveitado e com bolas de restos enfeitadas com cores fortes. Ao fundo, as caixas de ovos, os baldes de plstico, as vassouras, ajudam msica dos instrumentos

a srio, numa orquestra afinada e muito atenta ao que se vai passando no centro do palco. Ali, as crianas vestidas de sementes e terra j tinham rolado no cho para fazerem emergir a rvore de braos abertos ao dia, numa clara mensagem de defesa da natureza e do meio ambiente. No -vontade infantil, j se entrev o trabalho corporal de trs anos que os ajuda a movimentar-se e a ter conscincia do espao que ocupam. Ana Marques, a professora de expresso corporal, comeou a trabalhar com este grupo a partir do 2. ano e no tem dvidas sobre as melhorias

Aprender com ArteNo incio do ano letivo de 2009, duas turmas da Escola Bsica Raul Lino, em Lisboa, iniciaram um projeto experimental no 1. ciclo a que chamaram Educao Artstica para um currculo de excelncia. Uma iniciativa do Clube UNESCO de Educao Artstica, apoiada pelo setor de Educao da Fundao Gulbenkian, que acredita que a arte pode ajudar a melhorar o desenvolvimento das crianas e potenciar um crescimento mais harmonioso.

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na capacidade de concentrao, na motivao e na desini-bio. Ana conta que a construo da rvore resultou de um exerccio feito em aula individualmente. A construo conjunta surgiu depois da leitura de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen que originou o movimento indi-vidual e muitas rvores a serem construdas. A passagem do individual ao grupo foi um passo que eles deram natu-ralmente, acrescenta. Como em todas as histrias infantis, esta tambm tem elementos maus, aqui protagonizados pelo Pedro, que repre-sentou a poluio. Ele a realidade a mudar e a pequena pea de teatro que se desenrola no palco faz aluso aos que podem mudar as coisas; no falta a figura do professor e at a do Gabinete do Sr. Ministro, escondido atrs do dossi com o carimbo arquivado. A Maria gostou muito de decorar as falas e de as fazer, enquanto a Leonor prefe-re falar de representar, um termo que no estranho professora de expresso dramtica, a atriz Amlia Videira, incansvel no papel de encenadora e contrarregra nesta pea. Apesar das dificuldades das marcaes, da dico e dos papis, a professora acredita na valorizao atravs da arte, convencida de que cada um de ns tem aptido para alguma coisa, sendo a educao artstica a grande impulsionadora para a revelao dessas possibilidades.

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Cruzar as artes com as matrias obrigatrias

O espetculo, a que alguns preferem chamar apresenta-o, o culminar de muitos meses de trabalho articulado entre os professores responsveis pelas turmas Jos Roque e Miguel Almeida e as quatro professoras das reas artsticas. Semanalmente, e durante 45 minutos, cada turma experimenta e aprende a msica, a dana, as artes plsticas e dramticas, em conjugao com as matrias obrigatrias e curriculares. Miguel Almeida lembra que esta apresentao foi articulada com Estudo do Meio e tambm foi trabalhada no Portugus, enquanto Jos Roque acentua a colaborao entre a Msica e a Matemtica, porque, atravs dos tempos musicais, se torna mais fcil explicar as fraes e as casas decimais. Para ambos claro que, ao fazerem este espetculo, todas as disciplinas foram trabalhadas, desde a Lngua Portuguesa, passando pelo Estudo do Meio, at Matemtica.Teresa Santos, a professora de Msica, fala da multidiscipli-naridade como uma mais-valia para estas crianas que, ao cumprirem os objetivos escolares, cruzam saberes e for-mas de aprender. Teresa regista que ao memorizar as falas da pea, as crianas percebem que podem usar essa apren-dizagem e aplic-la a outras reas do saber. As coisas ficam com outro sentido e eles percebem que todos os sabe-res se cruzam, remata. A criatividade e a expressividade so objetivos centrais deste projeto criado pelo Clube UNESCO, coordenado pela professora Ana Pereira Caldas, antiga diretora do Conser-vatrio Nacional e uma incansvel defensora da educao artstica. Alm de salientar a articulao entre as artes e as reas curriculares, Ana Pereira Caldas diz que os alunos

j vo para estas aulas com a mesma naturalidade com que vo para o Portugus ou a Matemtica, j que no se trata de entretenimento, mas de uma disciplina de formao. E acrescenta: Eles entendem-na como tal e sentem-na como tal e tem sido uma experincia fabulosa.

Criatividade em ao

As duas turmas da EB1 Raul

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