numa linguagem simplificada adaptação: l. neilm .intuição das penas e gozos futuros...

Download NUMA LINGUAGEM SIMPLIFICADA Adaptação: L. NEILM .Intuição das penas e gozos futuros Intervenção

Post on 08-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • NUMA LINGUAGEM SIMPLIFICADA

    Adaptao:

    L. NEILMORIS

  • 2 Allan Kardec

    O LIVRO DOS ESPRITOS

    Allan Kardec

    Verso digital Numa Linguagem Simplificada

    Adaptao de:

    Louis Neilmoris

    Ttulo original em francs: LE LIVRE DES ESPRITS Lanado em 18 de abril de 1857 Paris, Frana Edio revisada em julho, 2011

  • 3 O LIVRO DOS ESPRITOS

    O LIVRO

    DOS ESPRITOS

    NUMA LINGUAGEM SIMPLIFICADA

    Allan Kardec

    Adaptao:

    LOUIS NEILMORIS

  • 4 Allan Kardec

    Nota da adaptao

    A proposta deste trabalho trazer ao meio popular o consolo e a

    iluminao de O LIVRO DOS ESPRITOS, escrito pelo memorvel Codificador Allan Kardec, sob a orientao de mentores espirituais. Um livro revolucionrio, no sendo exagero nenhum que se diga: a maior obra literria de todos os tempos.

    Mas, convenhamos, as tradues brasileiras, at ento disponveis, ainda oferecem grande massa popular graves obstculos para uma perfeita compreenso, no por falha dos tradutores muito pelo contrrio, mas pela fidelidade com que verteram dos originais em francs para o portugus, mantendo a elevada elocuo. Kardec, eminente autoridade em lingustica, evidentemente, s poderia escrever altura do superior nvel cultural de seus contemporneos. Desta forma, e nada mais justo, as verses procuram sempre equilibrar a linguagem.

    Esta adaptao procura simplificar o texto utilizando-se de vocbulos mais comuns, mais atualizados, no entanto, sem alterar o teor da argumentao.

    As novas verdades que a maravilhosa Doutrina Esprita nos traz devem estar ao alcance de todos, por uma questo de respeito e de amor.

    Louis Neilmoris

  • 5 O LIVRO DOS ESPRITOS

    O Livro dos Espritos

    PRINCPIOS DA DOUTRINA ESPRITA

    Sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espritos e suas relaes com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade segundo os ensinos dados por Espritos superiores com a cooperao de diversos

    mdiuns recebidos e coordenados por:

    ALLAN KARDEC

  • 6 Allan Kardec

    Sumrio

    Introduo ao estudo da Doutrina Esprita pg. 11 Prolegmenos pg. 34

    PARTE PRIMEIRA

    Das causas primrias CAPTULO I - De Deus pg. 37

    Deus e o Infinito Provas da existncia de Deus Atributos da Divindade Pantesmo

    CAPTULO II Dos elementos gerais do Universo pg. 42 Conhecimento do princpio das coisas Esprito e matria Propriedades da matria Espao universal

    CAPTULO III Da Criao pg. 46 Formao dos mundos Formao dos seres vivos Povoamento da Terra. Ado Diversidade das raas humanas Pluralidade dos mundos Consideraes e concordncias bblicas concernentes criao

    CAPTULO IV Do Princpio vital pg. 52 Seres orgnicos e inorgnicos A vida e a Morte Inteligncia e instinto

    PARTE SEGUNDA

    Do mundo esprita ou mundo dos Espritos CAPTULO I - Dos Espritos pg. 57

    Origem e natureza dos Espritos Mundo normal primitivo Forma e ubiquidade dos Espritos Perisprito Diferentes ordens de Espritos Escala esprita Terceira ordem Espritos imperfeitos Segunda ordem Bons Espritos Primeira ordem Espritos puros Progresso dos Espritos Anjos e demnios

  • 7 O LIVRO DOS ESPRITOS

    CAPTULO II - Da encarnao dos Espritos pg.63 Objetivo da encarnao A alma Materialismo

    CAPTULO III Da volta do Esprito, extinta a vida corprea, vida espiritual pg. 74

    A alma aps a morte Separao da alma e do corpo Perturbao espiritual

    CAPTULO IV Da pluralidade das existncias pg. 79 A reencarnao Justia da reencarnao Encarnao nos diferentes mundos Transmigraes progressivas Sorte das crianas depois da morte Sexo nos Espritos Parentesco, filiao Parecenas fsicas e morais Ideias inatas

    CAPTULO V Consideraes sobre a pluralidade das existncias pg. 92 CAPTULO VI Da vida esprita pg. 97

    Espritos errantes Mundos transitrios Percepes, sensaes e sofrimentos dos Espritos Ensaio terico da sensao nos Espritos Escolha das provas As relaes no alm-tmulo Relaes de simpatia e de antipatia entre os Espritos. Metades eternas Recordao da existncia corprea Comemorao dos mortos. Funerais

    CAPTULO VII Da volta do Esprito vida corporal pg. 1119 Preldio da volta Unio da alma e do corpo Faculdades morais e intelectuais do homem Influncia do organismo Idiotismo, loucura A infncia Simpatia e antipatia terrenas Esquecimento do passado

    CAPTULO VIII Da emancipao da alma pg. 133

    O sono e os sonhos Visitas espritas entre pessoas vivas Transmisso oculta do pensamento Letargia. Catalepsia. Mortes aparentes Sonambulismo xtase Dupla vista Resumo terico do sonambulismo, do xtase e da dupla vista

  • 8 Allan Kardec

    CAPTULO IX - Da interveno dos Espritos no mundo corporal pg. 146 Faculdade que tm os Espritos de penetrar em nossos pensamentos Influncia oculta dos Espritos em nossos pensamentos e atos Possessos Convulsionrios Afeio que os Espritos votam a certas pessoas Anjos de guarda. Espritos protetores, familiares ou simpticos Pressentimentos Influncia dos Espritos nos acontecimentos da vida Ao dos Espritos sobre os fenmenos da Natureza Os Espritos durante os combates Pactos Poder oculto. Talisms. Feiticeiros Bnos e maldies

    CAPTULO X - Das ocupaes e misses dos Espritos pg. 166 CAPTULO XI - Dos trs reinos pg. 172

    Os minerais e as plantas Os animais e o homem Metempsicose

    PARTE TERCEIRA Das leis morais

    CAPTULO I Da lei divina ou natural pg.180

    Caracteres da lei natural Conhecimento da lei natural O bem e o mal Diviso da lei natural

    CAPTULO II - Da lei de adorao pg. 186 Objetivo da adorao Adorao exterior Vida contemplativa A prece Politesmo Sacrifcios

    CAPTULO III - Da lei do trabalho pg.193 Necessidade do trabalho Limite do trabalho. Repouso

    CAPTULO IV - Da lei de reproduo pg. 196 Populao do Globo Sucesso e aperfeioamento das raas Obstculos reproduo Casamento e celibato Poligamia

    CAPTULO V - Da lei de conservao pg. 199 Instinto de conservao Meios de conservao Gozo dos bens terrenos Necessrio e suprfluo Privaes voluntrias. Mortificaes

  • 9 O LIVRO DOS ESPRITOS

    CAPTULO VI - Da lei de destruio pg. 204 Destruio necessria e destruio abusiva Flagelos destruidores Guerras Assassnio Crueldade Duelo Pena de morte

    CAPTULO VII - Da lei de sociedade pg. 211 Necessidade da vida social Vida de insulamento. Voto de silncio Laos de famlia

    CAPTULO VIII - Da lei do progresso pg. 213 Estado de natureza Marcha do progresso Povos degenerados Civilizao Progresso da legislao humana Influncia do Espiritismo no progresso

    CAPTULO IX - Da lei de igualdade pg. 222 Igualdade natural Desigualdade das aptides Desigualdades sociais Desigualdade das riquezas As provas de riqueza e de misria Igualdade dos direitos do homem e da mulher Igualdade perante o tmulo

    CAPTULO X - Da lei de liberdade pg.225 Liberdade natural Escravido Liberdade de pensar Liberdade de conscincia Livre-arbtrio Fatalidade Conhecimento do futuro Resumo terico da motivao das aes humanas

    CAPTULO XI - Da lei de justia, de amor e de caridade pg. 236 Justia e direitos naturais Direito de propriedade. Roubo Caridade e amor do prximo Amor materno e filial

    CAPTULO XII - Da perfeio moral pg. 241 As virtudes e os vcios Paixes O egosmo Caracteres do homem de bem Conhecimento de si mesmo

  • 10 Allan Kardec

    PARTE QUARTA Das esperanas e consolaes

    CAPTULO I - Das penas e gozos terrenos pg. 251

    Felicidade e infelicidade relativas Perda dos entes queridos Decepes. Ingratido. Afeies destrudas Unies antipticas Temor da morte Desgosto da vida. Suicdio

    CAPTULO II - Das penas e gozos futuros pg. 261 O Nada. Vida futura Intuio das penas e gozos futuros Interveno de Deus nas penas e recompensas Natureza das penas e gozos futuros Penas temporais Expiao e arrependimento Durao das penas futuras Ressurreio da carne Paraso, inferno e purgatrio

    Concluso pg. 278

  • 11 O LIVRO DOS ESPRITOS

    Introduo ao estudo da Doutrina Esprita

    I

    Para designar coisas novas so necessrias palavras novas. Assim exige a boa

    compreenso, para evitar a confuso que ocorre as palavras tm vrios sentidos. Os termos: espiritual, espiritualista, espiritualismo tm uma definio bem definida, e acrescentar a eles nova significao, para aplic-los Doutrina dos Espritos, seria multiplicar os casos de numerosas palavras com muitos significados. De fato, o Espiritualismo o oposto do materialismo. Aquele que acredita haver em si alguma coisa alm da matria espiritualista. Entretanto, isso no quer dizer que creia na existncia dos Espritos ou em suas comunicaes com o mundo visvel. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, ns usamos, para indicar a crena nos seres espirituais, os termos esprita e Espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido da raiz da palavra e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente compreensveis, deixando ao vocbulo espiritualismo a significao que lhe prpria. Diremos, pois, que a doutrina esprita ou o Espiritismo tem por princpio as relaes do mundo material com os Espritos ou seres do mundo invisvel. Os adeptos do Espiritismo sero os espritas, ou, se quiserem, os espiritistas.

    Como especialidade, O LIVRO DOS ESPRITOS contm a doutrina esprita como generalidade, liga-se doutrina espiritualista , que uma de suas caractersticas. Essa a razo porque traz no cabealho do seu ttulo as palavras: Filosofia espiritualista.

    II

    Igualmente, h outra palavra que todos ns devemos entender, por ser em si um dos fechos de abbada, ou seja, a sustentao de toda doutrina moral e ser objeto de inmeras controvrsias, por falta de uma acepo bem determinada. a palavra alma. A divergncia de opinies sobre a natureza da alm