NR-15 ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES (115.000-6

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<ul><li><p>NR-15 ATIVIDADES E OPERAES INSALUBRES (115.000-6) </p><p> 15.1 So consideradas atividades ou operaes insalubres as que se desenvolvem: 15.1.1 Acima dos limites de tolerncia previstos nos Anexos n.s 1, 2, 3, 5, 11 e 12; 15.1.2 Revogado pela Portaria n 3.751, de 23-11-1990 (DOU 26-11-90) 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.s 6, 13 e 14; 15.1.4 Comprovadas atravs de laudo de inspeo do local de trabalho, constantes dos Anexos ns 7, 8, 9 e 10. 15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerncia", para os fins desta Norma, a concentrao ou intensidade mxima ou mnima, relacionada com a natureza e o tempo de exposio ao agente, que no causar dano sade do trabalhador, durante a sua vida laboral. 15.2 O exerccio de trabalho em condies de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepo de adicional, incidente sobre o salrio mnimo da regio, equivalente a: (115.001-4/ I1) </p><p> 15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau mximo; 15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau mdio; 15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mnimo; 15.3 No caso de incidncia de mais de um fator de insalubridade, ser apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acrscimo salarial, sendo vedada a percepo cumulativa. 15.4 A eliminao ou neutralizao da insalubridade determinar a cessao do pagamento do adicional respectivo. </p><p> 15.4.1 A eliminao ou neutralizao da insalubridade dever ocorrer: </p><p>a) com a adoo de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerncia; (115.002-2 / I4) b) com a utilizao de equipamento de proteo individual. </p><p> 15.4.1.1 Cabe autoridade regional competente em matria de segurana e sade do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo tcnico de engenheiro de segurana do trabalho ou mdico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos insalubridade quando impraticvel sua eliminao ou neutralizao. 15.4.1.2 A eliminao ou neutralizao da insalubridade ficar caracterizada atravs de avaliao pericial por rgo competente, que comprove a inexistncia de risco sade do trabalhador. </p><p> 15.5 facultado s empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministrio do Trabalho, atravs das DRTs, a realizao de percia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre. 15.5.1 Nas percias requeridas s Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalubridade, o perito do Ministrio do Trabalho indicar o adicional devido. </p></li><li><p> 15.6 O perito descrever no laudo a tcnica e a aparelhagem utilizadas. 15.7. O disposto no item 15.5. no prejudica a ao fiscalizadora do MTb nem a realizao ex-officio da percia, quando solicitado pela Justia, nas localidades onde no houver perito. </p><p>ANEXO N 1 </p><p>LIMITES DE TOLERNCIA PARA RUDO CONTNUO OU INTERMITENTE </p><p>NVEL DE RUDO DB (A) </p><p>MXIMA EXPOSIO DIRIA PERMISSVEL </p><p>85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos </p><p> 1. Entende-se por Rudo Contnuo ou Intermitente, para os fins de aplicao de Limites de Tolerncia, o rudo que no seja rudo de impacto. 2. Os nveis de rudo contnuo ou intermitente devem ser medidos em decibis (dB) com instrumento de nvel de presso sonora operando no circuito de compensao "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas prximas ao ouvido do trabalhador. 3. Os tempos de exposio aos nveis de rudo no devem exceder os limites de tolerncia fixados no Quadro deste anexo. (115.003-0/ I4) 4. Para os valores encontrados de nvel de rudo intermedirio ser considerada a mxima exposio diria permissvel relativa ao nvel imediatamente mais elevado. 5. No permitida exposio a nveis de rudo acima de 115 dB(A) para indivduos que no estejam adequadamente protegidos. </p></li><li><p> 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais perodos de exposio a rudo de diferentes nveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes fraes: </p><p> C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn T1 T2 T3 Tn exceder a unidade, a exposio estar acima do limite de tolerncia. </p><p> Na equao acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nvel de rudo especfico, e Tn indica a mxima exposio diria permissvel a este nvel, segundo o Quadro deste Anexo. 7. As atividades ou operaes que exponham os trabalhadores a nveis de rudo, contnuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteo adequada, oferecero risco grave e iminente. </p><p> ANEXO N 2 </p><p> LIMITES DE TOLERNCIA PARA RUDOS DE IMPACTO </p><p> 1. Entende-se por rudo de impacto aquele que apresenta picos de energia acstica de durao inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. 2. Os nveis de impacto devero ser avaliados em decibis (dB), com medidor de nvel de presso sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas prximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerncia para rudo de impacto ser de 130 dB (linear). Nos intervalos entre os picos, o rudo existente dever ser avaliado como rudo contnuo. (115.004-9 / I4) 3. Em caso de no se dispor de medidor de nvel de presso sonora com circuito de resposta para impacto, ser vlida a leitura feita no circuito de resposta rpida (FAST) e circuito de compensao "C". Neste caso, o limite de tolerncia ser de 120 dB(C). (115.005-7 / I4) 4. As atividades ou operaes que exponham os trabalhadores, sem proteo adequada, a nveis de rudo de impacto superiores a 140 dB(LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB(C), medidos no circuito de resposta rpida (FAST), oferecero risco grave e iminente. </p><p>ANEXO N 3 </p><p>LIMITES DE TOLERNCIA PARA EXPOSIO AO CALOR 1. A exposio ao calor deve ser avaliada atravs do "ndice de Bulbo mido Termmetro de Globo" - IBUTG definido pelas equaes que se seguem: (115.006.5/ I4) </p></li><li><p>Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg </p><p> onde: </p><p> tbn = temperatura de bulbo mido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco. </p><p> 2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliao so: termmetro de bulbo mido natural, termmetro de globo e termmetro de mercrio comum.(115.007-3/ I4) 3. As medies devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, altura da regio do corpo mais atingida. (115.008-1/I4) </p><p>Limites de Tolerncia para exposio ao calor, em regime de trabalho intermitente com perodos de descanso no prprio local de prestao de servio. </p><p>1. Em funo do ndice obtido, o regime de trabalho intermitente ser definido no Quadro n 1. </p><p>QUADRO N 1 (115.006-5/ I4) </p><p> TIPO DE ATIVIDADE Regime de Trabalho Intermitente com </p><p>Descanso no Prprio Local de Trabalho (por hora) </p><p>LEVE MODERADA PESADA </p><p>Trabalho contnuo at 30,0 at 26,7 at 25,0 45 minutos trabalho 15 minutos descanso </p><p>30,1 a 30,6 26,8 a 28,0 25,1 a 25,9 </p><p>30 minutos trabalho 30 minutos descanso </p><p>30,7 a 31,4 28,1 a 29,4 26,0 a 27,9 </p><p>15 minutos trabalho 45 minutos descanso </p><p>31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28,0 a 30,0 </p><p>No permitido o trabalho sem a adoo de medidas adequadas de controle </p><p>acima de 32,2 acima de 31,1 acima de 30,0 </p><p> 2. Os perodos de descanso sero considerados tempo de servio para todos os efeitos legais. 3. A determinao do tipo de atividade (Leve, Moderada ou Pesada) feita consultando-se o Quadro n 3. </p><p>Limites de Tolerncia para exposio ao calor, em regime de trabalho intermitente com perodo de descanso em outro local (local de descanso). 1. Para os fins deste item, considera-se como local de descanso ambiente termicamente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. 2. Os limites de tolerncia so dados segundo o Quadro n 2. </p></li><li><p>QUADRO N 2 (115.007-3/ I4) </p><p> M (Kcal/h) MXIMO IBUTG 175 200 250 300 350 400 450 500 </p><p>30,5 30,0 28,5 27,5 26,5 26,0 25,5 25,0 </p><p> Onde: M a taxa de metabolismo mdia ponderada para uma hora, determinada pela seguinte frmula: </p><p>Mt x Tt + Md x Td </p><p> M = </p><p> 60 Sendo: </p><p> Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho. Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho. Md - taxa de metabolismo no local de descanso. Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso. _____ IBUTG o valor IBUTG mdio ponderado para uma hora, determinado pela seguinte frmula: </p><p> IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd </p><p> ______ IBUTG = </p><p> 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Tt e Td = como anteriormente definidos. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no perodo mais desfavorvel do ciclo de trabalho, </p><p>sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. </p><p>3. As taxas de metabolismo Mt e Md sero obtidas consultando-se o Quadro n 3. 4. Os perodos de descanso sero considerados tempo de servio para todos os efeitos legais. </p></li><li><p> QUADRO N 3 </p><p> TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE (115.008-1/I4) </p><p>TIPO DE ATIVIDADE Kcal/h </p><p>SENTADO EM REPOUSO 100 </p><p>TRABALHO LEVE Sentado, movimentos moderados com braos e tronco (ex.: datilografia). Sentado, movimentos moderados com braos e pernas (ex.: dirigir). De p, trabalho leve, em mquina ou bancada, principalmente com os braos. </p><p> 125 150 150 </p><p>TRABALHO MODERADO Sentado, movimentos vigorosos com braos e pernas. De p, trabalho leve em mquina ou bancada, com alguma movimentao. De p, trabalho moderado em mquina ou bancada, com alguma movimentao. Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. </p><p> 180 175 </p><p> 220 300 </p><p>TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoo com p). Trabalho fatigante </p><p> 440 </p><p> 550 </p><p>ANEXO N 4 </p><p>Revogado pela Portaria MTPS n 3.751, de 23.11.90 (DOU 26.11.90) </p><p>ANEXO N 5 </p><p>RADIAES IONIZANTES (115.009-0/ I4) </p><p> Nas atividades ou operaes onde trabalhadores possam ser expostos a radiaes </p><p>ionizantes, os limites de tolerncia, os princpios, as obrigaes e controles bsicos para a proteo do homem e do seu meio ambiente contra possveis efeitos indevidos causados pela radiao ionizante, so os constantes da Norma CNEN-NE-3.01: "Diretrizes Bsicas de Radioproteo", de julho de 1988, aprovada, em carter experimental, pela Resoluo CNEN n 12/88, ou daquela que venha a substitu-la. </p><p> http://www.cnen.gov.br </p><p>ANEXO N 6 </p><p>TRABALHO SOB CONDIES HIPERBRICAS (115.010-3/ I4) </p><p>Este Anexo trata dos trabalhos sob ar comprimido e dos trabalhos submersos. 1. TRABALHOS SOB AR COMPRIMIDO </p></li><li><p>1.1. Trabalhos sob ar comprimido so os efetuados em ambientes onde o trabalhador obrigado a suportar presses maiores que a atmosfrica e onde se exige cuidadosa descompresso, de acordo com as tabelas anexas. 1.2 Para fins de aplicao deste item, define-se: </p><p>a) Cmara de Trabalho - o espao ou compartimento sob ar comprimido, no interior da qual o trabalho est sendo realizado; b) Cmara de Recompresso - uma cmara que, independentemente da cmara de trabalho, usada para tratamento de indivduos que adquirem doena descompressiva ou embolia e diretamente supervisionada por mdico qualificado; c) Campnula - uma cmara atravs da qual o trabalhador passa do ar livre para a cmara de trabalho do tubulo e vice-versa; d) Eclusa de Pessoal - uma cmara atravs da qual o trabalhador passa do ar livre para a cmara de trabalho do tnel e vice-versa; e) Encarregado de Ar Comprimido - o profissional treinado e conhecedor das diversas tcnicas empregadas nos trabalhos sob ar comprimido, designado pelo empregador como o responsvel imediato pelos trabalhadores; f) Mdico Qualificado - o mdico do trabalho com conhecimentos comprovados em Medicina Hiperbrica, responsvel pela supervi so e pelo programa mdico; g) Operador de Eclusa ou de Campnula - o indivduo previamente treinado nas manobras de compresso e descompresso das eclusas ou campnulas, responsvel pelo controle da presso no seu interior; h) Perodo de Trabalho - o tempo durante o qual o trabalhador fica submetido a presso maior que a do ar atmosfrico excluindo-se o perodo de descompresso; i) Presso de Trabalho - a maior presso de ar qual submetido o trabalhador no tubulo ou tnel durante o perodo de trabalho; j) Tnel Pressurizado - uma escavao, abaixo da superfcie do solo, cujo maior eixo faz um ngulo no superior a 45 (quarenta e cinco graus) com a horizontal, fechado nas duas extremidades, em cujo interior haja presso superior a uma atmosfera; l) Tubulo de Ar Comprimido - uma estrutura vertical que se estende abaixo da superfcie da gua ou solo, atravs da qual os trabalhadores devem descer, entrando pela campnula, para uma presso maior que atmosfrica. A atmosfera pressurizada ope-se presso da gua e permite que os homens trabalhem em seu interior. </p><p>1.3. O disposto neste item aplica-se a trabalhos sob ar comprimido em tubules pneumticos e tneis pressurizados. 1.3.1 Todo trabalho sob ar comprimido ser executado de acordo com as prescries dadas a seguir e quaisquer modificaes devero ser previamente aprovadas pelo rgo nacional competente em segurana e medicina do trabalho. 1.3.2 O trabalhador no poder sofrer mais que uma compresso num perodo de 24 (vinte e quatro) horas. </p></li><li><p>1.3.3 Durante o transcorrer dos trabalhos sob ar comprimido, nenhuma pessoa poder ser exposta presso superior a 3,4 kgf/cm2, exceto em caso de emergncia ou durante tratamento em cmara de recompresso, sob superviso direta do mdico responsvel. 1.3.4 A durao do perodo de trabalho sob ar comprimido no poder ser superior a 8 (oito) horas, em presses de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 (seis) horas em presses de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2; e a 4 (quatro) horas, em presso de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2. 1.3.5 Aps a descompresso, os trabalhadores sero obrigados a permanecer, no mnimo, por 2 (duas) horas, no canteiro de obra,...</p></li></ul>

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