NR-13 CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO, TUBULAÇÕES E ?ão... · NR-13 CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO, TUBULAÇÕES…

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<p>NR-13 CALDEIRAS, VASOS DE PRESSO, TUBULAES E TANQUES METLICOS DE ARMAZENAMENTO </p> <p> Publicao D.O.U. </p> <p>Portaria MTb n. 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78 </p> <p>Alteraes/Atualizaes D.O.U. Portaria SSMT n. 12, de 06 de junho de 1983 14/06/83 Portaria SSMT n. 02, de 08 de maio de 1984 07/06/84 Portaria SSST n. 23, de 27 de dezembro de 1994 Rep.: 26/04/95 Portaria SIT n. 57, de 19 de junho de 2008 24/06/08 Portaria MTE n. 594, de 28 de abril de 2014 02/05/14 Portaria MTb n. 1.084, de 28 de setembro de 2017 29/09/17 Portaria MTb n. 1.082, de 18 de dezembro de 2018 20/12/18 </p> <p> (Redao dada pela Portaria MTb n. 1.082, de 18 de dezembro de 2018) SUMRIO: 13.1 Introduo 13.2 Campo de Aplicao 13.3 Disposies Gerais 13.4 Caldeiras 13.5 Vasos de Presso 13.6 Tubulaes 13.7 Tanques Metlicos de Armazenamento 13.8 Glossrio Anexo I Capacitao de Pessoal. Anexo II Requisitos para Certificao de Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos. Anexo III Certificao Voluntria de Competncias do Profissional Habilitado da NR13. 13.1.1 Esta Norma Regulamentadora NR estabelece requisitos mnimos para gesto da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de presso, suas tubulaes de interligao e tanques metlicos de armazenamento nos aspectos relacionados instalao, inspeo, operao e manuteno, visando segurana e sade dos trabalhadores. 13.1.2 O empregador o responsvel pela adoo das medidas determinadas nesta NR. 13.2 Campo de Aplicao 13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos: </p> <p>a) todos os equipamentos enquadrados como caldeiras conforme subitens 13.4.1.1 e 13.4.1.2; </p> <p>b) vasos de presso cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P a presso mxima de operao em kPa, em mdulo, e V o seu volume interno em m; </p> <p>c) vasos de presso que contenham fluido da classe A, especificados na alnea a do subitem 13.5.1.2, independente das dimenses e do produto P.V; </p> <p>d) recipientes mveis com P.V superior a 8 (oito) ou com fluido da classe A, especificado na alnea a do subitem 13.5.1.2. </p> <p>e) tubulaes ou sistemas de tubulao ligados a caldeiras ou vasos de presso, categorizados, conforme subitens 13.4.1.2 e 13.5.1.2, que contenham fluidos de classe A ou B, conforme a alnea a do subitem 13.5.1.2 desta NR; </p> <p>f) tanques metlicos de superfcie para armazenamento e estocagem de produtos finais ou de matrias primas, no enterrados e com fundo apoiado sobre o solo, com dimetro externo maior do que 3 m (trs metros), capacidade nominal maior do que 20.000 L (vinte mil litros), e que contenham fluidos de classe A ou B, conforme a alnea a do subitem 13.5.1.2 desta NR. </p> <p> 13.2.2 Os equipamentos abaixo referenciados devem ser inspecionados sob a responsabilidade tcnica de PH, considerando recomendaes do fabricante, cdigos e normas nacionais ou internacionais a eles relacionados, bem como submetidos a manuteno, ficando dispensados do cumprimento dos demais requisitos desta NR: </p> <p>a) recipientes transportveis, vasos de presso destinados ao transporte de produtos, reservatrios portteis de fluido comprimido e extintores de incndio; </p> <p>b) recipientes transportveis de Gs Liquefeito de Petrleo GLP com volume interno menor do que 500 </p> <p>L (quinhentos litros) e certificados pelo INMETRO; </p> <p>c) vasos de presso destinados ocupao humana; </p> <p>d) vasos de presso que faam parte de sistemas auxiliares de pacote de mquinas; </p> <p>e) vasos de presso sujeitos apenas condio de vcuo inferior a 5 kPa (cinco quilopascais) em mdulo, independente da classe do fluido contido; </p> <p>f) dutos e seus componentes; </p> <p>g) fornos e serpentinas para troca trmica; </p> <p>h) tanques e recipientes de superfcie para armazenamento e estocagem de fluidos no enquadrados em normas e cdigos de projeto relativos a vasos de presso e que no estejam enquadrados na alnea f do subitem 13.2.1 desta NR; </p> <p>i) vasos de presso com dimetro interno inferior a 150 mm (cento e cinquenta milmetros) para fluidos das classes B, C e D, conforme especificado na alnea a do subitem 13.5.1.2, e cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P a presso mxima de operao em kPa, em mdulo, e V o seu volume interno em m3; </p> <p>j) trocadores de calor de placas corrugadas gaxetadas; </p> <p>k) geradores de vapor no enquadrados em cdigos de vasos de presso; </p> <p>l) tubos de sistemas de instrumentao com dimetro nominal 12,7 mm (doze milmetros e sete dcimos) e com fluidos das classes A ou B, conforme especificado na alnea a do subitem 13.5.1.2; </p> <p>m) tubulaes de redes pblicas de distribuio de gs; </p> <p>n) vasos de presso fabricados em Plstico Reforado de Fibra de Vidro PRFV, contendo fluidos das classes A ou B, conforme especificado na alnea a do subitem 13.5.1.2, com volume interno maior do que 160 L (cento e sessenta litros) e presso mxima de operao interna maior do que 50 kPa (cinquenta quilopascais); </p> <p>o) vasos de presso fabricados em PRFV, sujeitos condio de vcuo, contendo fluidos das classes A ou B, conforme especificado na alnea a subitem 13.5.1.2, com volume interno maior do que 160 L (cento e sessenta litros) e vcuo maior do que 5 kPa (cinco quilopascais) e cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P a presso mxima de operao (vcuo) em kPa, em mdulo, e V o seu volume interno em m. </p> <p> 13.3 Disposies Gerais 13.3.1 Constitui condio de Risco Grave e Iminente RGI o no cumprimento de qualquer item previsto nesta NR que possa causar acidente ou doena relacionada ao trabalho, com leso grave integridade fsica do trabalhador, especialmente: </p> <p>a) operao de equipamentos abrangidos por esta NR sem os dispositivos de segurana previstos conforme alnea a do subitem 13.4.1.3, alnea a do subitem 13.5.1.3 e subitens 13.6.1.2 e 13.7.1.2; </p> <p>b) atraso na inspeo de segurana peridica de caldeiras; </p> <p>c) bloqueio de dispositivos de segurana de caldeiras, vasos de presso e tubulaes, sem a devida justificativa tcnica baseada em cdigos, normas ou procedimentos formais de operao do equipamento; </p> <p>d) ausncia de dispositivo operacional de controle do nvel de gua de caldeira; </p> <p>e) operao de equipamento enquadrado nesta NR com deteriorao atestada por meio de recomendao de sua retirada de operao constante de parecer conclusivo em relatrio de inspeo de segurana, de acordo com seu respectivo cdigo de projeto ou de adequao ao uso; </p> <p>f) operao de caldeira por trabalhador que no atenda aos requisitos estabelecidos no Anexo I desta NR, ou que no esteja sob superviso, acompanhamento ou assistncia especfica de operador qualificado. </p> <p> 13.3.1.1 Por motivo de fora maior e com justificativa formal do empregador, acompanhada por anlise tcnica e respectivas medidas de contingncia para mitigao dos riscos, elaborada por Profissional Habilitado PH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, pode ocorrer postergao de at 6 (seis) meses do prazo previsto para a inspeo de segurana peridica da caldeira. 13.3.1.1.1 O empregador deve comunicar ao sindicato dos trabalhadores da categoria predominante do estabelecimento a justificativa formal para postergao da inspeo de segurana peridica da caldeira. </p> <p>13.3.2 Para efeito desta NR, considerase PH aquele que tem competncia legal para o exerccio da profisso de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construo, acompanhamento da operao e da manuteno, inspeo e superviso de inspeo de caldeiras, vasos de presso, tubulaes e tanques metlicos de armazenamento, em conformidade com a regulamentao profissional vigente no Pas. 13.3.2.1 O PH, definido no subitem 13.3.2, pode obter voluntariamente a certificao de suas competncias profissionais atravs de um Organismo de Certificao de Pessoas OPC acreditado pela Coordenao Geral de Acreditao do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia Cgcre/INMETRO, conforme estabelece o Anexo III desta NR. 13.3.3 Todos os reparos ou alteraes em equipamentos abrangidos por esta NR devem respeitar os respectivos cdigos de projeto e psconstruo e as prescries do fabricante no que se refere a: </p> <p>a) materiais; </p> <p>b) procedimentos de execuo; </p> <p>c) procedimentos de controle de qualidade; </p> <p>d) qualificao e certificao de pessoal. 13.3.3.1 Quando no for conhecido o cdigo de projeto, deve ser respeitada a concepo original do vaso de presso, caldeira, tubulao ou tanques metlicos de armazenamento, empregandose os procedimentos de controle prescritos pelos cdigos aplicveis a esses equipamentos. 13.3.3.2 A critrio do PH podem ser utilizadas tecnologias de clculo ou procedimentos mais avanados, em substituio aos previstos pelos cdigos de projeto. 13.3.3.3 Projetos de alterao ou reparo devem ser concebidos previamente nas seguintes situaes: </p> <p>a) sempre que as condies de projeto forem modificadas; </p> <p>b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurana. 13.3.3.4 Os projetos de alteraes ou reparo devem: </p> <p>a) ser concebidos ou aprovados por PH; </p> <p>b) determinar materiais, procedimentos de execuo, controle de qualidade e qualificao de pessoal; </p> <p>c) ser divulgados para os empregados do estabelecimento que esto envolvidos com o equipamento. 13.3.3.5 Todas as intervenes que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob presso devem ser objeto de exames ou testes para controle da qualidade com parmetros definidos pelo PH, de acordo com normas ou cdigos aplicveis. 13.3.4 Os sistemas de controle e segurana das caldeiras, dos vasos de presso, das tubulaes e dos tanques metlicos de armazenamento devem ser submetidos manuteno preventiva ou preditiva. 13.3.5 O empregador deve garantir que os exames e testes em caldeiras, vasos de presso, tubulaes e tanques metlicos de armazenamento sejam executados em condies de segurana para seus executantes e demais trabalhadores envolvidos. 13.3.6 O empregador deve comunicar ao rgo regional do Ministrio do Trabalho e ao sindicato da categoria profissional predominante do estabelecimento a ocorrncia de vazamento, incndio ou exploso envolvendo equipamentos abrangidos nesta NR que tenha como consequncia uma das situaes a seguir: </p> <p>a) morte de trabalhador(es); </p> <p>b) acidentes que implicaram em necessidade de internao hospitalar de trabalhador(es); </p> <p>c) eventos de grande proporo. 13.3.6.1 A comunicao deve ser encaminhada at o segundo dia til aps a ocorrncia e deve conter: </p> <p>a) razo social do empregador, endereo, local, data e hora da ocorrncia; </p> <p>b) descrio da ocorrncia; </p> <p>c) nome e funo da(s) vtima(s); </p> <p>d) procedimentos de investigao adotados; </p> <p>e) cpia do ltimo relatrio de inspeo de segurana do equipamento envolvido; </p> <p>f) cpia da Comunicao de Acidente de Trabalho CAT. 13.3.6.2 Na ocorrncia de acidentes previstos no subitem 13.3.6, o empregador deve comunicar a representao sindical dos trabalhadores predominante do estabelecimento para compor uma comisso de investigao. 13.3.6.3 Os trabalhadores, com base em sua capacitao e experincia, devem interromper suas tarefas, exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidncias de riscos graves e iminentes para sua segurana e sade ou de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierrquico. 13.3.6.3.1 dever do empregador: </p> <p>a) assegurar aos trabalhadores o direito de interromper suas atividades, exercendo o direito de recusa nas situaes previstas no subitem 13.3.6.3, e em consonncia com o subitem 9.6.3 da Norma Regulamentadora n. 09 (NR09); </p> <p>b) diligenciar de imediato as medidas cabveis para o controle dos riscos. 13.3.6.4 O empregador deve apresentar, quando exigida pela autoridade competente do rgo regional do Ministrio do Trabalho, a documentao mencionada nos subitens 13.4.1.6, 13.5.1.6, 13.6.1.4 e 13.7.1.4. 13.3.7 proibida a fabricao, importao, comercializao, leilo, locao, cesso a qualquer ttulo, exposio e utilizao de caldeiras e vasos de presso sem a declarao do respectivo cdigo de projeto em seu pronturio e sua indicao na placa de identificao. (Vide observncia de aplicao no art. 3 da Portaria MTE n. 1.082, de 18 de dezembro de 2018). 13.4 Caldeiras 13.4.1 Disposies Gerais 13.4.1.1 Caldeiras a vapor so equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob presso superior atmosfrica, utilizando qualquer fonte de energia, projetados conforme cdigos pertinentes, excetuandose refervedores e similares. 13.4.1.2 Para os propsitos desta NR, as caldeiras so classificadas em 2 (duas) categorias, conforme segue: </p> <p>a) caldeiras da categoria A so aquelas cuja presso de operao igual ou superior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm), com volume superior a 100 L (cem litros); </p> <p>b) caldeiras da categoria B so aquelas cuja a presso de operao seja superior a 60 kPa (0,61 kgf/cm) e inferior a 1 960 kPa (19,98 kgf/cm2), volume interno superior a 100 L (cem litros) e o produto entre a presso de operao em kPa e o volume interno em m seja superior a 6 (seis). </p> <p> 13.4.1.3 As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens: </p> <p>a) vlvula de segurana com presso de abertura ajustada em valor igual ou inferior a Presso Mxima de Trabalho Admissvel PMTA, considerados os requisitos do cdigo de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerncias de calibrao; </p> <p>b) instrumento que indique a presso do vapor acumulado; </p> <p>c) injetor ou sistema de alimentao de gua independente do principal que evite o superaquecimento por alimentao deficiente, acima das temperaturas de projeto, de caldeiras de combustvel slido no atomizado ou com queima em suspenso; </p> <p>d) sistema dedicado de drenagem rpida de gua em caldeiras de recuperao de lcalis, com aes automticas aps acionamento pelo operador; </p> <p>e) sistema automtico de controle do nvel de gua com intertravamento que evite o superaquecimento por alimentao deficiente. </p> <p> 13.4.1.4 Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de fcil acesso e bem visvel, placa de identificao indelvel com, no mnimo, as seguintes informaes: </p> <p>a) nome do fabricante; </p> <p>b) nmero de ordem dado pelo fabricante da caldeira; </p> <p>c) ano de fabricao; </p> <p>d) presso mxima de trabalho admissvel; </p> <p>e) presso de teste hidrosttico de fabricao; </p> <p>f) capacidade de produo de vapor; </p> <p>g) rea de superfcie de aquecimento; </p> <p>h) cdigo de projeto e ano de edio. 13.4.1.5 Alm da placa de identificao, deve constar, em local visvel, a categoria da caldeira, conforme definida no subitem 13.4.1.2 desta NR, e seu nmero ou cdigo de identificao. 13.4.1.6 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a seguinte documentao devidamente atualizada: </p> <p>a) Pronturio da caldeira, fornecido por seu fabricante, contendo as seguintes informaes: cdigo de projeto e ano de edio; especificao dos materiais; procedimentos utilizados na fabricao, montagem e inspeo final; metodologia para estabelecimento da PMTA; registros da execuo do teste hidrosttico de fabricao; conjunto de desenhos e demais dados necessrios para o monitoramento da vida til da caldeira; caractersticas funcionais; dados dos dispositivos de segurana; ano de fabricao; categoria da caldeira; </p> <p>b) Registro de Segurana, em conformidade com o subitem 13.4.1.9; </p> <p>c)...</p>