NR-13 CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E TUBULAÇÃO ... ?· ou que não esteja sob supervisão, acompanhamento…

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  • NR-13 CALDEIRAS, VASOS DE PRESSO E TUBULAO

    Publicao D.O.U.

    Portaria GM n. 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78

    Alteraes/Atualizaes D.O.U.

    Portaria SSMT n. 12, de 06 de junho de 1983 14/06/83

    Portaria SSMT n. 02, de 08 de maio de 1984 07/06/84

    Portaria SSST n. 23, de 27 de dezembro de 1994 Rep.: 26/04/95

    Portaria SIT n. 57, de 19 de junho de 2008 24/06/08

    Portaria MTE n. 594, de 28 de abril de 2014 02/05/14 Portaria MTb n. 1.084, de 28 de setembro de 2017 29/09/17

    (Redao dada pela Portaria MTb n. 1.084, de 28 de setembro de 2017)

    SUMRIO:

    13.1 Introduo

    13.2 Abrangncia

    13.3 Disposies Gerais

    13.4 Caldeiras

    13.5 Vasos de Presso

    13.6 Tubulaes

    13.7 Glossrio

    Anexo I - Capacitao de Pessoal.

    Anexo II - Requisitos para Certificao de Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos.

    13.1 Introduo

    13.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos mnimos para gesto da integridade

    estrutural de caldeiras a vapor, vasos de presso e suas tubulaes de interligao nos aspectos

    relacionados instalao, inspeo, operao e manuteno, visando segurana e sade dos

    trabalhadores.

    13.1.2 O empregador o responsvel pela adoo das medidas determinadas nesta NR.

    13.2 Abrangncia

    13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:

    a) todos os equipamentos enquadrados como caldeiras conforme item 13.4.1.1 e 13.4.1.2;

    b) vasos de presso cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P a presso mxima de operao em

    kPa, em mdulo, e V o seu volume interno em m;

    c) vasos de presso que contenham fluido da classe A, especificados no item 13.5.1.2, alnea a,

    independente das dimenses e do produto P.V;

    d) recipientes mveis com P.V superior a 8 (oito) ou com fluido da classe A, especificados no item

    13.5.1.2, alnea a;

    e) tubulaes ou sistemas de tubulao interligados a caldeiras ou vasos de presso, categorizados

    conforme itens 13.4.1.2 e 13.5.1.2, que contenham fluidos de classe A ou B conforme item 13.5.1.2,

    alnea a desta NR.

    13.2.2 Os equipamentos abaixo referenciados devem ser inspecionados sob a responsabilidade tcnica de

    PH, considerando recomendaes do fabricante, cdigos e normas nacionais ou internacionais a eles

    relacionados, bem como submetidos a manuteno, ficando dispensados do cumprimento dos demais

    requisitos desta NR:

    a) recipientes transportveis, vasos de presso destinados ao transporte de produtos, reservatrios

    portteis de fluido comprimido e extintores de incndio;

    b) recipientes transportveis de gs liquefeito de petrleo GLP com volume interno menor do que 500

    L (quinhentos litros) e certificados pelo INMETRO;

    c) vasos de presso destinados ocupao humana;

    d) vasos de presso que faam parte de sistemas auxiliares de pacote de mquinas;

    http://www.mte.gov.br/Empregador/segsau/Legislacao/Portarias/1978/conteudo/port_3214.asp

  • e) vasos de presso sujeitos apenas condio de vcuo inferior a 5 (cinco) kPa, independente da classe

    do fluido contido;

    f) dutos e seus componentes;

    g) fornos e serpentinas para troca trmica;

    h) tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos no enquadrados em normas e

    cdigos de projeto relativos a vasos de presso;

    i) vasos de presso com dimetro interno inferior a 150 mm (cento e cinquenta milmetros) para fluidos

    das classes B, C e D, conforme especificado no item 13.5.1.2, alnea a e cujo produto P.V seja superior

    a 8 (oito), onde P a presso mxima de operao em kPa, em mdulo, e V o seu volume interno em m;

    j) trocadores de calor de placas corrugadas gaxetadas;

    k) geradores de vapor no enquadrados em cdigos de vasos de presso;

    l) tubos de sistemas de instrumentao com dimetro nominal 12,7 mm (doze milmetros e sete

    dcimos) e com fluidos das classes A e B, conforme especificado no item 13.5.1.2, alnea a;

    m) tubulaes de redes pblicas de distribuio de gs.

    13.3 Disposies Gerais

    13.3.1 Constitui condio de risco grave e iminente - RGI o no cumprimento de qualquer item previsto

    nesta NR que possa causar acidente ou doena relacionada ao trabalho, com leso grave integridade

    fsica do trabalhador, especialmente:

    a) operao de equipamentos abrangidos por esta NR sem os dispositivos de segurana previstos

    conforme itens 13.4.1.3.a, 13.5.1.3.a e 13.6.1.2;

    b) atraso na inspeo de segurana peridica de caldeiras;

    c) bloqueio de dispositivos de segurana de caldeiras, vasos de presso e tubulaes, sem a devida

    justificativa tcnica baseada em cdigos, normas ou procedimentos formais de operao do equipamento;

    d) ausncia de dispositivo operacional de controle do nvel de gua de caldeira;

    e) operao de equipamento enquadrado nesta NR com deteriorao atestada por meio de recomendao

    de sua retirada de operao constante de parecer conclusivo em relatrio de inspeo de segurana, de

    acordo com seu respectivo cdigo de projeto ou de adequao ao uso;

    f) operao de caldeira por trabalhador que no atenda aos requisitos estabelecidos no Anexo I desta NR,

    ou que no esteja sob superviso, acompanhamento ou assistncia especfica de operador qualificado.

    13.3.1.1 Por motivo de fora maior e com justificativa formal do empregador, acompanhada por anlise

    tcnica e respectivas medidas de contingncia para mitigao dos riscos, elaborada por Profissional

    Habilitado - PH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, pode ocorrer postergao de at 6

    (seis) meses do prazo previsto para a inspeo de segurana peridica da caldeira.

    13.3.1.1.1 O empregador deve comunicar ao sindicato dos trabalhadores da categoria predominante no

    estabelecimento a justificativa formal para postergao da inspeo de segurana peridica da caldeira.

    13.3.2 Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habilitado - PH aquele que tem competncia legal

    para o exerccio da profisso de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construo,

    acompanhamento da operao e da manuteno, inspeo e superviso de inspeo de caldeiras, vasos de

    presso e tubulaes, em conformidade com a regulamentao profissional vigente no Pas.

    13.3.3 Todos os reparos ou alteraes em equipamentos abrangidos por esta NR devem respeitar os

    respectivos cdigos de projeto e ps-construo e as prescries do fabricante no que se refere a:

    a) materiais;

    b) procedimentos de execuo;

    c) procedimentos de controle de qualidade;

    d) qualificao e certificao de pessoal.

    13.3.3.1 Quando no for conhecido o cdigo de projeto, deve ser respeitada a concepo original do vaso

    de presso, caldeira ou tubulao, empregando-se os procedimentos de controle prescritos pelos cdigos

    aplicveis a esses equipamentos.

  • 13.3.3.2 A critrio do PH podem ser utilizadas tecnologias de clculo ou procedimentos mais avanados,

    em substituio aos previstos pelos cdigos de projeto.

    13.3.3.3 Projetos de alterao ou reparo devem ser concebidos previamente nas seguintes situaes:

    a) sempre que as condies de projeto forem modificadas;

    b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurana.

    13.3.3.4 Os projetos de alteraes ou reparo devem:

    a) ser concebidos ou aprovados por PH;

    b) determinar materiais, procedimentos de execuo, controle de qualidade e qualificao de pessoal;

    c) ser divulgados para os empregados do estabelecimento que esto envolvidos com o equipamento.

    13.3.3.5 Todas as intervenes que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob

    presso devem ser objeto de exames ou testes para controle da qualidade com parmetros definidos pelo

    PH, de acordo com normas ou cdigos aplicveis.

    13.3.4 Os sistemas de controle e segurana das caldeiras, dos vasos de presso e das tubulaes devem ser

    submetidos manuteno preventiva ou preditiva.

    13.3.5 O empregador deve garantir que os exames e testes em caldeiras, vasos de presso e tubulaes

    sejam executados em condies de segurana para seus executantes e demais trabalhadores envolvidos.

    13.3.6 O empregador deve comunicar ao rgo regional do Ministrio do Trabalho e ao sindicato da

    categoria profissional predominante no estabelecimento a ocorrncia de vazamento, incndio ou exploso

    envolvendo equipamentos abrangidos nesta NR que tenha como consequncia uma das situaes a seguir:

    a) morte de trabalhador(es);

    b) acidentes que implicaram em necessidade de internao hospitalar de trabalhador(es);

    c) eventos de grande proporo.

    13.3.6.1 A comunicao deve ser encaminhada at o segundo dia til aps a ocorrncia e deve conter:

    a) razo social do empregador, endereo, local, data e hora da ocorrncia;

    b) descrio da ocorrncia;

    c) nome e funo da(s) vtima(s);

    d) procedimentos de investigao adotados;

    e) cpia do ltimo relatrio de inspeo de segurana do equipamento envolvido;

    f) cpia da Comunicao de Acidente de Trabalho - CAT.

    13.3.6.2 Na ocorrncia de acidentes previstos no item 13.3.6, o empregador deve comunicar a

    representao sindical dos trabalhadores predominante do estabelecimento para compor uma comisso de

    investigao.

    13.3.6.3 Os trabalhadores, com base em sua capacitao e experincia, devem interromper suas tarefas,

    exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidncias de riscos graves e iminentes para sua

    segurana e sade ou de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierrquico.

    13.3.6.3.1 dever do empregador:

    a) assegurar aos trabalhadores o direito de interromper suas atividades, exercendo o direito de recusa nas

    situaes previstas no item 13.3.6.3, e em consonncia com o item 9.6.3 da Norma Regulamentadora n.

    9;

    b) diligenciar de imediato as medidas cabveis para o controle dos riscos.

    13.3.6.4 O empregador dever apresentar, quando exigida pela autoridade competente do rgo regional

    do Ministrio do Trabalho, a documentao mencionada nos itens 13.4.1.6, 13.5.1.6 e 13.6.1.4.

    13.3.7 proibida a fabricao, importao, comercializao, leilo, locao, cesso a qualquer ttulo,

  • exposio e utilizao de caldeiras e vasos de presso sem a declarao do respectivo cdigo de projeto

    em seu pronturio e sua indicao na placa de identificao.

    13.4 Caldeiras

    13.4.1 Caldeiras a vapor - disposies gerais

    13.4.1.1 Caldeiras a vapor so equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob presso superior

    atmosfrica, utilizando qualquer fonte de energia, projetados conforme cdigos pertinentes, excetuando-

    se refervedores e similares.

    13.4.1.2 Para os propsitos desta NR, as caldeiras so classificadas em 2 (duas) categorias, conforme

    segue:

    a) caldeiras da categoria A so aquelas cuja presso de operao igual ou superior a 1960 kPa (19,98

    kgf/cm2), com volume superior a 50 L (cinquenta litros);

    b) caldeiras da categoria B so aquelas cuja a presso de operao seja superior a 60 kPa (0,61 kgf/cm2) e

    inferior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2), volume interno superior a 50 L (cinquenta litros) e o produto entre a

    presso de operao em kPa e o volume interno em m seja superior a 6 (seis).

    13.4.1.3 As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens:

    a) vlvula de segurana com presso de abertura ajustada em valor igual ou inferior a PMTA,

    considerados os requisitos do cdigo de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerncias de

    calibrao;

    b) instrumento que indique a presso do vapor acumulado;

    c) injetor ou sistema de alimentao de gua independente do principal que evite o superaquecimento por

    alimentao deficiente, acima das temperaturas de projeto, de caldeiras de combustvel slido no

    atomizado ou com queima em suspenso;

    d) sistema dedicado de drenagem rpida de gua em caldeiras de recuperao de lcalis, com aes

    automticas aps acionamento pelo operador;

    e) sistema automtico de controle do nvel de gua com intertravamento que evite o superaquecimento

    por alimentao deficiente.

    13.4.1.4 Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de fcil acesso e bem visvel, placa de

    identificao indelvel com, no mnimo, as seguintes informaes:

    a) nome do fabricante;

    b) nmero de ordem dado pelo fabricante da caldeira;

    c) ano de fabricao;

    d) presso mxima de trabalho admissvel;

    e) presso de teste hidrosttico de fabricao;

    f) capacidade de produo de vapor;

    g) rea de superfcie de aquecimento;

    h) cdigo de projeto e ano de edio.

    13.4.1.5 Alm da placa de identificao, deve constar, em local visvel, a categoria da caldeira, conforme

    definida no item 13.4.1.2 desta NR, e seu nmero ou cdigo de identificao.

    13.4.1.6 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a seguinte documentao

    devidamente atualizada:

    a) Pronturio da caldeira, fornecido por seu fabricante, contendo as seguintes informaes:

    - cdigo de projeto e ano de edio;

    - especificao dos materiais;

    - procedimentos utilizados na fabricao, montagem e inspeo final;

    - metodologia para estabelecimento da PMTA;

    - registros da execuo do teste hidrosttico de fabricao;

    - conjunto de desenhos e demais dados necessrios para o monitoramento da vida til da caldeira;

    - caractersticas funcionais;

  • - dados dos dispositivos de segurana;

    - ano de fabricao;

    - categoria da caldeira;

    b) Registro de Segurana, em conformidade com o item 13.4.1.9;

    c) Projeto de Instalao, em conformidade com o item 13.4.2.1;

    d) Projeto de alterao ou reparo, em conformidade com os itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4;

    e) Relatrios de inspeo de segurana, em conformidade com o item 13.4.4.14;

    f) Certificados de calibrao dos dispositivos de segurana.

    13.4.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o pronturio da caldeira deve ser reconstitudo pelo

    empregador, com responsabilidade tcnica do fabricante ou de PH, sendo imprescindvel a reconstituio

    das caractersticas funcionais, dos dados dos dispositivos de segurana e memria de clculo da PMTA.

    13.4.1.8 Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento, os documentos mencionados

    nas alneas a, d, e e do item 13.4.1.6 devem acompanh-la.

    13.4.1.9 O Registro de Segurana deve ser constitudo por livro de pginas numeradas, pastas ou sistema

    informatizado do estabelecimento com segurana da informao onde sero registradas:

    a) todas as ocorrncias importantes capazes de influir nas condies de segurana da caldeira;

    b) as ocorrncias de inspees de segurana inicial, peridica e extraordinria, devendo constar a

    condio operacional da caldeira, o nome legvel e assinatura de PH e do operador de caldeira presente na

    ocasio da inspeo.

    13.4.1.10 Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso, o Registro de Segurana deve

    conter tal informao e receber encerramento formal.

    13.4.1.11 A documentao referida no item 13.4.1.6 deve estar sempre disposio para consulta dos

    operadores, do pessoal de manuteno, de inspeo e das representaes dos trabalhadores e do

    empregador na Comisso Interna de Preveno de Acidentes - CIPA, devendo o empregador assegurar

    pleno acesso a essa documentao.

    13.4.2 Instalao de caldeiras a vapor

    13.4.2.1 A autoria do projeto de instalao de caldeiras a vapor, no que concerne ao atendimento desta

    NR, de responsabilidade de PH, e deve obedecer aos aspectos de segurana, sade e meio ambiente

    previstos nas Normas Regulamentadoras, convenes e disposies legais aplicveis.

    13.4.2.2 As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em casa de caldeiras ou em local

    especfico para tal fim, denominado rea de caldeiras.

    13.4.2.3 Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a rea de caldeiras deve satisfazer aos

    seguintes requisitos:

    a) estar afastada de, no mnimo, 3,0 m (trs metros) de:

    - outras instalaes do estabelecimento;

    - de depsitos de combustveis, excetuando-se reservatrios para partida com at 2000 L (dois mil litros)

    de capacidade;

    - do limite de propriedade de terceiros;

    - do limite com as vias pblicas;

    b) dispor de pelo menos 2 (duas) sadas amplas, permanentemente desobstrudas, sinalizadas e dispostas

    em direes distintas;

    c) dispor de acesso fcil e seguro, necessrio operao e manuteno da caldeira, sendo que, para

    guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas;

    d) ter sistema de captao e lanamento dos gases e material particulado, provenientes da combusto, para

    fora da rea de operao atendendo s normas ambientais vigentes;

    e) dispor de iluminao conforme normas oficiais vigentes;

    f) ter sistema de iluminao de emergncia caso opere noite.

  • 13.4.2.4 Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a casa de caldeiras deve satisfazer os

    seguintes requisitos:

    a) constituir prdio separado, construdo de material resistente ao fogo, podendo ter apenas uma parede

    adjacente a outras instalaes do estabelecimento, porm com as outras paredes afastadas de, no mnimo,

    3,0 m (trs metros) de outras instalaes, do limite de propriedade de terceiros, do limite com as vias

    pblicas e de depsitos de combustveis, excetuando-se reservatrios para partida com at 2000 L (dois

    mil litros) de capacidade;

    b) dispor de pelo menos 2 (duas) sadas amplas, permanentemente desobstrudas, sinalizadas e dispostas

    em direes distintas;

    c) dispor de ventilao permanente com entradas de ar que no possam ser bloqueadas;

    d) dispor de sensor para deteco de vazamento de gs quando se tratar de caldeira a combustvel gasoso;

    e) no ser utilizada para qualquer outra finalidade;

    f) dispor de acesso fcil e seguro, necessrio operao e manuteno da caldeira, sendo que, para

    guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas;

    g) ter sistema de captao e lanamento dos gases e material particulado, provenientes da combusto, para

    fora da rea de operao, atendendo s normas ambientais vigentes;

    h) dispor de iluminao conforme normas oficiais vigentes e ter sistema de iluminao de emergncia.

    13.4.2.5 Quando o estabelecimento no puder atender ao disposto nos itens 13.4.2.3 e 13.4.2.4, deve ser

    elaborado projeto alternativo de instalao, com medidas complementares de segurana, que permitam a

    atenuao dos riscos, comunicando previamente a representao sindical dos trabalhadores predominante

    no estabelecimento.

    13.4.2.6 As caldeiras classificadas na categoria A devem possuir painel de instrumentos instalados em

    sala de controle, construda segundo o que estabelecem as Normas Regulamentadoras aplicveis.

    13.4.3 Segurana na operao de caldeiras

    13.4.3.1 Toda caldeira deve possuir manual de operao atualizado, em lngua portuguesa, em local de

    fcil acesso aos operadores, contendo no mnimo:

    a) procedimentos de partidas e paradas;

    b) procedimentos e parmetros operacionais de rotina;

    c) procedimentos para situaes de emergncia;

    d) procedimentos gerais de segurana, sade e de preservao do meio ambiente.

    13.4.3.2 Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados e em boas condies

    operacionais.

    13.4.3.2.1 A inibio provisria dos instrumentos e controles permitida, desde que mantida a segurana

    operacional, e que esteja prevista nos procedimentos formais de operao e manuteno, ou com

    justificativa formalmente documentada, com prvia anlise tcnica e respectivas medidas de contingncia

    para mitigao dos riscos elaborada pelo responsvel tcnico do processo, com anuncia do PH.

    13.4.3.3 A qualidade da gua deve ser controlada e tratamentos devem ser implementados, quando

    necessrios, para compatibilizar suas propriedades fsico-qumicas com os parmetros de operao da

    caldeira, sendo estes tratamentos obrigatrios em caldeiras classificadas como categoria A, conforme item

    13.4.1.2 desta NR.

    13.4.3.4 Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operao e controle de operador de

    caldeira.

    13.4.3.5 considerado operador de caldeira aquele que satisfizer o disposto no item A do Anexo I

    desta NR.

    13.4.4 Inspeo de segurana de caldeiras.

    13.4.4.1 As caldeiras devem ser submetidas a inspees de segurana inicial, peridica e extraordinria.

  • 13.4.4.2 A inspeo de segurana inicial deve ser feita em caldeiras novas, antes da entrada em

    funcionamento, no local definitivo de instalao, devendo compreender exame interno, seguido de teste

    de estanqueidade e exame externo.

    13.4.4.3 As caldeiras devem obrigatoriamente ser submetidas a Teste Hidrosttico - TH em sua fase de

    fabricao, com comprovao por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da presso de teste

    afixado em sua placa de identificao.

    13.4.4.3.1 Na falta de comprovao documental de que o TH tenha sido realizado na fase de fabricao,

    se aplicar o disposto a seguir:

    a) para as caldeiras fabricadas ou importadas a partir da vigncia desta NR, o TH deve ser feito durante a

    inspeo de segurana inicial;

    b) para as caldeiras em operao antes da vigncia desta NR, a execuo do TH fica a critrio do PH e,

    caso seja necessria, deve ser realizada at a prxima inspeo de segurana peridica interna.

    13.4.4.4 A inspeo de segurana peridica, constituda por exames interno e externo, deve ser executada

    nos seguintes prazos mximos:

    a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias A e B;

    b) 15 (quinze) meses para caldeiras de recuperao de lcalis de qualquer categoria;

    c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria A, desde que aos 12 (doze) meses sejam testadas

    as presses de abertura das vlvulas de segurana.

    13.4.4.5 Estabelecimentos que possuam Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos - SPIE, conforme

    estabelecido no Anexo II, podem estender seus perodos entre inspees de segurana, respeitando os

    seguintes prazos mximos:

    a) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras de recuperao de lcalis;

    b) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras da categoria B;

    c) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria A;

    d) 40 (quarenta) meses para caldeiras especiais, conforme definio no item 13.4.4.6.

    13.4.4.6 As caldeiras que operam de forma contnua e que utilizam gases ou resduos das unidades de

    processo como combustvel principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental

    podem ser consideradas especiais quando todas as condies seguintes forem satisfeitas:

    a) estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam SPIE citado no Anexo II;

    b) tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de intertravamento e a presso de abertura de cada

    vlvula de segurana;

    c) no apresentem variaes inesperadas na temperatura de sada dos gases e do vapor durante a

    operao;

    d) existam anlise e controle peridico da qualidade da gua;

    e) exista controle de deteriorao dos materiais que compem as principais partes da caldeira; e

    f) exista parecer tcnico de PH fundamentando a deciso.

    13.4.4.6.1 O empregador deve comunicar ao rgo Regional do Ministrio do Trabalho e ao sindicato

    dos trabalhadores da categoria predominante no estabelecimento, previamente, o enquadramento da

    caldeira como especial.

    13.4.4.7 No mximo, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso, na sua inspeo subsequente, as

    caldeiras devem ser submetidas a uma avaliao de integridade com maior abrangncia para determinar a

    sua vida remanescente e novos prazos mximos para inspeo, caso ainda estejam em condies de uso.

    13.4.4.8 As vlvulas de segurana instaladas em caldeiras devem ser inspecionadas periodicamente

    conforme segue:

    a) pelo menos 1 (uma) vez por ms, mediante acionamento manual da alavanca, em operao, para

    caldeiras da categoria B, excludas as caldeiras que vaporizem fluido trmico e as que trabalhem com

    gua tratada conforme previsto no item 13.4.3.3; e

  • b) as vlvulas flangeadas ou roscadas devem ser desmontadas, inspecionadas e testadas em bancada, e, no

    caso de vlvulas soldadas, devem ser testadas no campo, com uma frequncia compatvel com o histrico

    operacional das mesmas, sendo estabelecidos como limites mximos para essas atividades os perodos de

    inspeo estabelecidos nos itens 13.4.4.4 e 13.4.4.5.

    13.4.4.9 Adicionalmente aos testes prescritos no item 13.4.4.8, as vlvulas de segurana instaladas em

    caldeiras podem ser submetidas a testes de acumulao, a critrio do PH.

    13.4.4.10 A inspeo de segurana extraordinria deve ser feita nas seguintes oportunidades:

    a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrncia capaz de comprometer sua

    segurana;

    b) quando a caldeira for submetida alterao ou reparo importante capaz de alterar suas condies de

    segurana;

    c) antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais de 6 (seis)

    meses;

    d) quando houver mudana de local de instalao da caldeira.

    13.4.4.11 A inspeo de segurana deve ser realizada sob a responsabilidade tcnica de PH.

    13.4.4.12 Imediatamente aps a inspeo da caldeira, deve ser anotada no seu Registro de Segurana a

    sua condio operacional, e, em at 60 (sessenta) dias, deve ser emitido o relatrio, que passa a fazer

    parte da sua documentao, podendo este prazo ser estendido para 90 (noventa) dias em caso de parada

    geral de manuteno.

    13.4.4.13 O empregador deve informar representao sindical da categoria profissional predominante no

    estabelecimento, num prazo mximo de 30 (trinta) dias aps o trmino da inspeo de segurana, a

    condio operacional da caldeira.

    13.4.4.13.1 Mediante o recebimento de requisio formal, o empregador deve encaminhar representao

    sindical predominante no estabelecimento, no prazo mximo de 10 (dez) dias aps a sua elaborao, a

    cpia do relatrio de inspeo.

    13.4.4.13.2 A representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento poder

    solicitar ao empregador que seja enviada de maneira regular cpia do relatrio de inspeo de segurana

    da caldeira em prazo de 30 (trinta) dias aps a sua elaborao, ficando o empregador desobrigado a

    atender os itens 13.4.4.13 e 13.4.4.13.1.

    13.4.4.14 O relatrio de inspeo de segurana, mencionado no item 13.4.1.6, alnea e, deve ser

    elaborado em pginas numeradas contendo no mnimo:

    a) dados constantes na placa de identificao da caldeira;

    b) categoria da caldeira;

    c) tipo da caldeira;

    d) tipo de inspeo executada;

    e) data de incio e trmino da inspeo;

    f) descrio das inspees, exames e testes executados;

    g) registros fotogrficos do exame interno da caldeira;

    h) resultado das inspees e providncias;

    i) relao dos itens desta NR, relativos a caldeiras, que no esto sendo atendidos;

    j) recomendaes e providncias necessrias;

    k) parecer conclusivo quanto integridade da caldeira at a prxima inspeo;

    l) data prevista para a nova inspeo de segurana da caldeira;

    m) nome legvel, assinatura e nmero do registro no conselho profissional do PH e nome legvel e

    assinatura de tcnicos que participaram da inspeo.

    13.4.4.15 As recomendaes decorrentes da inspeo devem ser registradas e implementadas pelo

    empregador, com a determinao de prazos e responsveis pela execuo.

  • 13.4.4.16 Sempre que os resultados da inspeo determinarem alteraes dos dados de projeto, a placa de

    identificao e a documentao do pronturio devem ser atualizadas.

    13.5 Vasos de Presso

    13.5.1 Vasos de presso - disposies gerais.

    13.5.1.1 Vasos de presso so equipamentos que contm fluidos sob presso interna ou externa, diferente

    da atmosfrica.

    13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de presso so classificados em categorias segundo a classe de

    fluido e o potencial de risco:

    a) Os fluidos contidos nos vasos de presso so classificados conforme descrito a seguir:

    Classe A:

    - fluidos inflamveis;

    - fluidos combustveis com temperatura superior ou igual a 200 C (duzentos graus Celsius);

    - fluidos txicos com limite de tolerncia igual ou inferior a 20 ppm (vinte partes por milho);

    - hidrognio;

    - acetileno.

    Classe B:

    - fluidos combustveis com temperatura inferior a 200 C (duzentos graus Celsius);

    - fluidos txicos com limite de tolerncia superior a 20 ppm (vinte partes por milho).

    Classe C:

    - vapor de gua, gases asfixiantes simples ou ar comprimido.

    Classe D:

    - outro fluido no enquadrado acima.

    b) Quando se tratar de mistura dever ser considerado para fins de classificao o fluido que apresentar

    maior risco aos trabalhadores e instalaes, considerando-se sua toxicidade, inflamabilidade e

    concentrao;

    c) Os vasos de presso so classificados em grupos de potencial de risco em funo do produto P.V, onde

    P a presso mxima de operao em MPa, em mdulo, e V o seu volume em m, conforme segue:

    Grupo 1 P.V 100

    Grupo 2 P.V < 100 e P.V 30

    Grupo 3 P.V < 30 e P.V 2,5

    Grupo 4 P.V < 2,5 e P.V 1

    Grupo 5 P.V < 1

    d) A tabela a seguir classifica os vasos de presso em categorias de acordo com os grupos de potencial de

    risco e a classe de fluido contido.

    CATEGORIAS DE VASOS DE PRESSO

  • Classe

    de

    Fludo

    Grupo de Potencial de Risco

    1

    P.V 100

    2

    P.V < 100

    P.V 30

    3

    P.V < 30

    P.V 2,5

    4

    P.V < 2,5

    P.V 1

    5

    P.V < 1

    Categorias

    A

    - Fluidos inflamveis, e fluidos combustveis

    com temperatura igual ou superior a 200 C

    - Txico com limite de tolerncia 20 ppm

    - Hidrognio

    - Acetileno

    I I II III III

    B

    - Fluidos combustveis com temperatura

    menor que 200 C

    - Fluidos txicos com limite de tolerncia >

    20 ppm

    I II III IV IV

    C

    - Vapor de gua

    - Gases asfixiantes simples

    - Ar comprimido

    I II III IV V

    D

    - Outro fluido II

    III

    IV V V

    Notas:

    a) Considerar volume em m e presso em MPa;

    b) Considerar 1 MPa correspondente a 10,197 kgf/cm.

    13.5.1.3 Os vasos de presso devem ser dotados dos seguintes itens:

    a) vlvula de segurana ou outro dispositivo de segurana com presso de abertura ajustada em valor

    igual ou inferior PMTA, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o inclui, considerados os

    requisitos do cdigo de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerncias de calibrao;

    b) vasos de presso submetidos a vcuo devem ser dotados de dispositivos de segurana quebra-vcuo ou

    outros meios previstos no projeto; se tambm submetidos presso positiva devem atender alnea a

    deste item;

    c) dispositivo fsico ou lacre com sinalizao de advertncia para evitar o bloqueio da vlvula de

    segurana ou outro dispositivo de segurana;

    d) instrumento que indique a presso de operao, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o

    contenha.

    13.5.1.4 Todo vaso de presso deve ter afixado em seu corpo, em local de fcil acesso e bem visvel,

    placa de identificao indelvel com, no mnimo, as seguintes informaes:

    a) fabricante;

    b) nmero de identificao;

    c) ano de fabricao;

    d) presso mxima de trabalho admissvel;

    e) presso de teste hidrosttico de fabricao;

    f) cdigo de projeto e ano de edio.

    13.5.1.5 Alm da placa de identificao, deve constar, em local visvel, a categoria do vaso, conforme

    item 13.5.1.2, e seu nmero ou cdigo de identificao.

    13.5.1.6 Todo vaso de presso deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado, a seguinte

    documentao devidamente atualizada:

    a) Pronturio do vaso de presso a ser fornecido pelo fabricante, contendo as seguintes informaes:

    - cdigo de projeto e ano de edio;

    - especificao dos materiais;

    - procedimentos utilizados na fabricao, montagem e inspeo final;

  • - metodologia para estabelecimento da PMTA;

    - conjunto de desenhos e demais dados necessrios para o monitoramento da sua vida til;

    - presso mxima de operao;

    - registros documentais do teste hidrosttico;

    - caractersticas funcionais, atualizadas pelo empregador sempre que alteradas as originais;

    - dados dos dispositivos de segurana, atualizados pelo empregador sempre que alterados os originais;

    - ano de fabricao;

    - categoria do vaso, atualizada pelo empregador sempre que alterada a original;

    b) Registro de Segurana em conformidade com o item 13.5.1.8;

    c) Projeto de alterao ou reparo em conformidade com os itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4;

    d) Relatrios de inspeo em conformidade com o item 13.5.4.14;

    e) Certificados de calibrao dos dispositivos de segurana, onde aplicvel.

    13.5.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o pronturio do vaso de presso deve ser reconstitudo pelo

    empregador, com responsabilidade tcnica do fabricante ou de PH, sendo imprescindvel a reconstituio

    das premissas de projeto, dos dados dos dispositivos de segurana e da memria de clculo da PMTA.

    13.5.1.7.1 Vasos de presso construdos sem cdigos de projeto, instalados antes da publicao desta

    Norma, para os quais no seja possvel a reconstituio da memria de clculo por cdigos reconhecidos,

    devem ter PMTA atribuda por PH a partir dos dados operacionais e serem submetidos a inspees

    peridicas, at sua adequao definitiva, conforme os prazos abaixo:

    a) 01 ano, para inspeo de segurana peridica externa;

    b) 03 anos, para inspeo de segurana peridica interna.

    13.5.1.7.2 A empresa dever elaborar um Plano de Ao para realizao de inspeo extraordinria

    especial de todos os vasos relacionados no item 13.5.1.7.1, considerando um prazo mximo de 60

    (sessenta) meses.

    13.5.1.8 O Registro de Segurana deve ser constitudo por livro de pginas numeradas, pastas ou sistema

    informatizado do estabelecimento com segurana da informao onde sero registradas:

    a) todas as ocorrncias importantes capazes de influir nas condies de segurana dos vasos de presso;

    b) as ocorrncias de inspees de segurana inicial, peridica e extraordinria, devendo constar a

    condio operacional do vaso, o nome legvel e assinatura de PH.

    13.5.1.8.1 O empregador deve fornecer cpias impressas ou em mdia eletrnica de registros de segurana

    selecionadas pela representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento,

    quando formalmente solicitadas.

    13.5.1.9 A documentao referida no item 13.5.1.6 deve estar sempre disposio para consulta dos

    operadores, do pessoal de manuteno, de inspeo e das representaes dos trabalhadores e do

    empregador na Comisso Interna de Preveno de Acidentes - CIPA, devendo o empregador assegurar

    livre e pleno acesso a essa documentao inclusive representao sindical da categoria profissional

    predominante no estabelecimento, quando formalmente solicitado.

    13.5.2 Instalao de vasos de presso.

    13.5.2.1 Todo vaso de presso deve ser instalado de modo que todos os drenos, respiros, bocas de visita e

    indicadores de nvel, presso e temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessveis.

    13.5.2.2 Quando os vasos de presso forem instalados em ambientes fechados, a instalao deve

    satisfazer os seguintes requisitos:

    a) dispor de pelo menos 2 (duas) sadas amplas, permanentemente desobstrudas, sinalizadas e dispostas

    em direes distintas;

    b) dispor de acesso fcil e seguro para as atividades de manuteno, operao e inspeo, sendo que, para

    guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas;

    c) dispor de ventilao permanente com entradas de ar que no possam ser bloqueadas;

    d) dispor de iluminao conforme normas oficiais vigentes;

    e) possuir sistema de iluminao de emergncia.

  • 13.5.2.3 Quando o vaso de presso for instalado em ambiente aberto, a instalao deve satisfazer as

    alneas a, b, d e e do item 13.5.2.2.

    13.5.2.4 A instalao de vasos de presso deve obedecer aos aspectos de segurana, sade e meio

    ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras, convenes e disposies legais aplicveis.

    13.5.2.5 Quando o estabelecimento no puder atender ao disposto no item 13.5.2.2, devem ser adotadas

    medidas formais complementares de segurana que permitam a atenuao dos riscos.

    13.5.3 Segurana na operao de vasos de presso.

    13.5.3.1 Todo vaso de presso enquadrado nas categorias I ou II deve possuir manual de operao prprio

    ou instrues de operao contidas no manual de operao de unidade onde estiver instalado, em lngua

    portuguesa, em local de fcil acesso aos operadores, contendo no mnimo:

    a) procedimentos de partidas e paradas;

    b) procedimentos e parmetros operacionais de rotina;

    c) procedimentos para situaes de emergncia;

    d) procedimentos gerais de segurana, sade e de preservao do meio ambiente.

    13.5.3.2 Os instrumentos e controles de vasos de presso devem ser mantidos calibrados e em boas

    condies operacionais.

    13.5.3.2.1 Poder ocorrer a inibio provisria dos instrumentos e controles, desde que mantida a

    segurana operacional, e que esteja prevista nos procedimentos formais de operao e manuteno, ou

    com justificativa formalmente documentada, com prvia anlise tcnica e respectivas medidas de

    contingncia para mitigao dos riscos, elaborada pelo responsvel tcnico do processo, com anuncia do

    PH.

    13.5.3.3 A operao de unidades que possuam vasos de presso de categorias I ou II deve ser efetuada por

    profissional capacitado conforme item B do Anexo I desta NR.

    13.5.4 Inspeo de segurana de vasos de presso.

    13.5.4.1 Os vasos de presso devem ser submetidos a inspees de segurana inicial, peridica e

    extraordinria.

    13.5.4.2 A inspeo de segurana inicial deve ser feita em vasos de presso novos, antes de sua entrada

    em funcionamento, no local definitivo de instalao, devendo compreender exames externo e interno.

    13.5.4.3 Os vasos de presso devem obrigatoriamente ser submetidos a Teste Hidrosttico - TH em sua

    fase de fabricao, com comprovao por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da presso de teste

    afixado em sua placa de identificao.

    13.5.4.3.1 Na falta de comprovao documental de que o Teste Hidrosttico - TH tenha sido realizado na

    fase de fabricao, se aplicar o disposto a seguir:

    a) para os vasos de presso fabricados ou importados a partir da vigncia desta NR, o TH deve ser feito

    durante a inspeo de segurana inicial;

    b) para os vasos de presso em operao antes da vigncia desta NR, a execuo do TH fica a critrio do

    PH e, caso seja necessria a sua realizao, o TH deve ser realizado at a prxima inspeo de segurana

    peridica interna.

    13.5.4.4 Os vasos de presso categorias IV ou V de fabricao em srie, certificados pelo Instituto

    Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO, que possuam vlvula de segurana

    calibrada de fbrica ficam dispensados da inspeo inicial, desde que instalados de acordo com as

    recomendaes do fabricante.

    13.5.4.4.1 Deve ser anotada no Registro de Segurana a data da instalao do vaso de presso a partir da

    qual se inicia a contagem do prazo para a inspeo de segurana peridica.

    13.5.4.5 A inspeo de segurana peridica, constituda por exames externo e interno, deve obedecer aos

    seguintes prazos mximos estabelecidos a seguir:

  • a) para estabelecimentos que no possuam SPIE, conforme citado no Anexo II:

    Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno

    I 1 ano 3 anos

    II 2 anos 4 anos

    III 3 anos 6 anos

    IV 4 anos 8 anos

    V 5 anos 10 anos

    b) para estabelecimentos que possuam SPIE, conforme citado no Anexo II, consideradas as tolerncias

    nele previstas:

    Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno

    I 3 anos 6 anos

    II 4 anos 8 anos

    III 5 anos 10 anos

    IV 6 anos 12 anos

    V 7 anos a critrio

    13.5.4.6 Vasos de presso que no permitam acesso visual para o exame interno ou externo por

    impossibilidade fsica devem ser submetidos alternativamente a outros exames no destrutivos e

    metodologias de avaliao da integridade, a critrio do PH, baseados em normas e cdigos aplicveis

    identificao de mecanismos de deteriorao.

    13.5.4.7 As empresas que possuam SPIE certificado conforme Anexo II desta Norma podem executar, em

    vasos de presso de categorias I e II, uma inspeo no intrusiva INI, de acordo com a metodologia

    especificada na norma ABNT NBR 16455, desde que esta seja obrigatoriamente sucedida por um exame

    visual interno em um prazo mximo correspondente a 50 % do intervalo determinado no item 13.5.4.5(b)

    desta Norma.

    13.5.4.7.1 O intervalo correspondente ao prazo mximo do item 13.5.4.7 deve ser contado a partir da data

    de realizao da INI.

    13.5.4.8 Vasos de presso com enchimento interno ou com catalisador podem ter a periodicidade de

    exame interno ampliada, de forma a coincidir com a poca da substituio de enchimentos ou de

    catalisador, desde que esta ampliao seja precedida de estudos conduzidos por PH ou por grupo

    multidisciplinar por ele coordenado, baseados em normas e cdigos aplicveis, onde sejam

    implementadas tecnologias alternativas para a avaliao da sua integridade estrutural.

    13.5.4.9 Vasos de presso com temperatura de operao inferior a 0 C (zero graus Celsius) e que operem

    em condies nas quais a experincia mostre que no ocorre deteriorao devem ser submetidos a exame

    interno a cada 20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos.

    13.5.4.10 As vlvulas de segurana dos vasos de presso devem ser desmontadas, inspecionadas e

    calibradas com prazo adequado sua manuteno, porm, no superior ao previsto para a inspeo de

    segurana peridica interna dos vasos de presso por elas protegidos.

    13.5.4.11 A inspeo de segurana extraordinria deve ser feita nas seguintes oportunidades:

    a) sempre que o vaso de presso for danificado por acidente ou outra ocorrncia que comprometa sua

    segurana;

    b) quando o vaso de presso for submetido a reparo ou alteraes importantes, capazes de alterar sua

    condio de segurana;

    c) antes do vaso de presso ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por mais de 12

    (doze) meses;

    d) quando houver alterao do local de instalao do vaso de presso, exceto para vasos mveis.

    13.5.4.12 A inspeo de segurana deve ser realizada sob a responsabilidade tcnica de PH.

    13.5.4.13 Imediatamente aps a inspeo do vaso de presso, deve ser anotada no Registro de Segurana

    a sua condio operacional, e, em at 60 (sessenta) dias, deve ser emitido o relatrio, que passa a fazer

    parte da sua documentao, podendo este prazo ser estendido para 90 (noventa) dias em caso de parada

    geral de manuteno.

    13.5.4.14 O relatrio de inspeo de segurana, mencionado no item 13.5.1.6, alnea d, deve ser

  • elaborado em pginas numeradas, contendo no mnimo:

    a) identificao do vaso de presso;

    b) categoria do vaso de presso;

    c) fluidos de servio;

    d) tipo do vaso de presso;

    e) tipo de inspeo executada;

    f) data de incio e trmino da inspeo;

    g) descrio das inspees, exames e testes executados;

    h) registro fotogrfico das anomalias do exame interno do vaso de presso;

    i) resultado das inspees e intervenes executadas;

    j) recomendaes e providncias necessrias;

    k) parecer conclusivo quanto integridade do vaso de presso at a prxima inspeo;

    l) data prevista para a prxima inspeo de segurana;

    m) nome legvel, assinatura e nmero do registro no conselho profissional do PH e nome legvel e

    assinatura de tcnicos que participaram da inspeo.

    13.5.4.15 Sempre que os resultados da inspeo determinarem alteraes das condies de projeto, a

    placa de identificao e a documentao do pronturio devem ser atualizadas.

    13.5.4.16 As recomendaes decorrentes da inspeo devem ser implementadas pelo empregador, com a

    determinao de prazos e responsveis pela sua execuo.

    13.6 Tubulaes

    13.6.1 Tubulaes Disposies Gerais

    13.6.1.1 As empresas que possuem tubulaes e sistemas de tubulaes enquadradas nesta NR devem

    possuir um programa e um plano de inspeo que considere, no mnimo, as variveis, condies e

    premissas descritas abaixo:

    a) os fluidos transportados;

    b) a presso de trabalho;

    c) a temperatura de trabalho;

    d) os mecanismos de danos previsveis;

    e) as consequncias para os trabalhadores, instalaes e meio ambiente trazidas por possveis falhas das

    tubulaes.

    13.6.1.2 As tubulaes ou sistemas de tubulao devem possuir dispositivos de segurana conforme os

    critrios do cdigo de projeto utilizado, ou em atendimento s recomendaes de estudo de anlises de

    cenrios de falhas.

    13.6.1.3 As tubulaes ou sistemas de tubulao devem possuir indicador de presso de operao,

    conforme definido no projeto de processo e instrumentao.

    13.6.1.4 Todo estabelecimento que possua tubulaes, sistemas de tubulao ou linhas deve ter a seguinte

    documentao devidamente atualizada:

    a) especificaes aplicveis s tubulaes ou sistemas, necessrias ao planejamento e execuo da sua

    inspeo;

    b) fluxograma de engenharia com a identificao da linha e seus acessrios;

    c) projeto de alterao ou reparo em conformidade com os itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4;

    d) relatrios de inspeo em conformidade com o item 13.6.3.9.

    13.6.1.5 Os documentos referidos no item 13.6.1.4, quando inexistentes ou extraviados, devem ser

    reconstitudos pelo empregador, sob a responsabilidade tcnica de um PH.

  • 13.6.1.6 A documentao referida no item 13.6.1.4 deve estar sempre disposio para fiscalizao pela

    autoridade competente do rgo Regional do Ministrio do Trabalho, e para consulta pelos operadores,

    pessoal de manuteno, de inspeo e das representaes dos trabalhadores e do empregador na Comisso

    Interna de Preveno de Acidentes - CIPA, devendo, ainda, o empregador assegurar o acesso a essa

    documentao representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento,

    quando formalmente solicitado.

    13.6.2 Segurana na operao de tubulaes

    13.6.2.1 Os dispositivos de indicao de presso da tubulao devem ser mantidos em boas condies

    operacionais.

    13.6.2.2 As tubulaes de vapor de gua e seus acessrios devem ser mantidos em boas condies

    operacionais, de acordo com um plano de manuteno elaborado pelo estabelecimento.

    13.6.2.3 As tubulaes e sistemas de tubulao devem ser identificveis segundo padronizao

    formalmente instituda pelo estabelecimento, e sinalizadas conforme a Norma Regulamentadora n. 26.

    13.6.3 Inspeo de segurana de tubulaes

    13.6.3.1 Deve ser realizada inspeo de segurana inicial nas tubulaes.

    13.6.3.2 As tubulaes devem ser submetidas inspeo de segurana peridica.

    13.6.3.3 Os intervalos de inspeo das tubulaes devem atender aos prazos mximos da inspeo interna

    do vaso ou caldeira mais crtica a elas interligadas, podendo ser ampliados pelo programa de inspeo

    elaborado por PH, fundamentado tecnicamente com base em mecanismo de danos e na criticidade do

    sistema, contendo os intervalos entre estas inspees e os exames que as compem, desde que essa

    ampliao no ultrapasse o intervalo mximo de 100% (cem por cento) sobre o prazo da inspeo interna,

    limitada a 10 (dez) anos.

    13.6.3.4 Os intervalos de inspeo peridica da tubulao no podem exceder os prazos estabelecidos em

    seu programa de inspeo, consideradas as tolerncias permitidas para as empresas com SPIE.

    13.6.3.5 A critrio do PH, o programa de inspeo pode ser elaborado por tubulao, linha ou por sistema.

    No caso de programao por sistema, o intervalo a ser adotado deve ser correspondente ao da sua linha

    mais crtica.

    13.6.3.6 As inspees peridicas das tubulaes devem ser constitudas de exames e anlises definidas

    por PH, que permitam uma avaliao da sua integridade estrutural de acordo com normas e cdigos

    aplicveis.

    13.6.3.6.1 No caso de risco sade e integridade fsica dos trabalhadores envolvidos na execuo da

    inspeo, a linha deve ser retirada de operao.

    13.6.3.7 Deve ser realizada inspeo extraordinria nas seguintes situaes:

    a) sempre que a tubulao for danificada por acidente ou outra ocorrncia que comprometa a segurana

    dos trabalhadores;

    b) quando a tubulao for submetida a reparo provisrio ou alteraes significativas, capazes de alterar

    sua capacidade de conteno de fludo;

    c) antes da tubulao ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais de 24 (vinte

    e quatro) meses.

    13.6.3.8 A inspeo de segurana de tubulaes deve ser executada sob a responsabilidade tcnica de PH.

    13.6.3.9 O relatrio de inspeo de segurana, mencionado no item 13.6.1.4 alnea d, deve ser

    elaborado em pginas numeradas, contendo no mnimo:

    a) identificao da(s) linha(s) ou sistema de tubulao;

    b) fluidos de servio da tubulao, e respectivas temperatura e presso de operao;

    c) tipo de inspeo executada;

  • d) data de incio e de trmino da inspeo;

    e) descrio das inspees, exames e testes executados;

    f) registro fotogrfico da localizao das anomalias significativas detectadas no exame externo da

    tubulao;

    g) resultado das inspees e intervenes executadas;

    h) recomendaes e providncias necessrias;

    i) parecer conclusivo quanto integridade da tubulao, do sistema de tubulao ou da linha at a

    prxima inspeo;

    j) data prevista para a prxima inspeo de segurana;

    k) nome legvel, assinatura e nmero do registro no conselho profissional do PH e nome legvel e

    assinatura de tcnicos que participaram da inspeo.

    13.6.3.9.1 O prazo para emisso desse relatrio de at 30 (trinta) dias para linhas individuais e de at 90

    (noventa) dias para sistemas de tubulao.

    13.6.3.10 As recomendaes decorrentes da inspeo devem ser implementadas pelo empregador, com a

    determinao de prazos e responsveis pela sua execuo.

    Glossrio

    Abertura escalonada de vlvulas de segurana: condio de calibrao diferenciada da presso de

    abertura de mltiplas vlvulas de segurana, prevista no cdigo de projeto do equipamento por elas

    protegido, onde podem ser estabelecidos valores de abertura acima da PMTA, consideradas as vazes

    necessrias para o alvio da sobrepresso em cenrios distintos.

    Acessrio de tubulao: elementos integrantes de uma tubulao tais como vlvulas, filtros de linha,

    flanges, suportes e conexes.

    Adequao ao uso: estudo conceitual multidisciplinar de engenharia, baseado em cdigos ou normas,

    como o API 579-1/ASME FFS-1 Fitness for Service, usado para determinar se um equipamento

    com desgaste conhecido estar apto a operar com segurana por determinado tempo.

    Adequao definitiva: para efeitos desta Norma, o atendimento aos requisitos da inspeo

    extraordinria especial.

    Alterao: mudana no projeto original do fabricante que promova alterao estrutural ou de parmetros

    operacionais significativos definidos por PH, ou afete a capacidade de reter presso ou possa

    comprometer a segurana de caldeiras, vasos de presso e tubulaes.

    Avaliao ou inspeo de integridade: conjunto de estratgias e tcnicas utilizadas na avaliao

    detalhada da condio fsica de um equipamento.

    Caldeira de fluido trmico: caldeira utilizada para aquecimento de um fluido no estado lquido,

    chamado de fluido trmico, sem vaporiz-lo.

    Caldeiras de recuperao de lcalis: caldeiras a vapor que utilizam como combustvel principal o licor

    negro oriundo do processo de fabricao de celulose, realizando a recuperao de qumicos e gerao de

    energia.

    Cdigo de projeto: conjunto de normas e regras que estabelece os requisitos para o projeto, construo,

    montagem, controle de qualidade da fabricao e inspeo de equipamentos.

    Cdigos de ps-construo: compe-se de normas ou recomendaes prticas de avaliao da

    integridade estrutural de equipamentos durante a sua vida til.

    Componentes de duto: quaisquer elementos mecnicos pertencentes ao duto, compreendendo, mas no

    se limitando, aos seguintes: lanadores e recebedores de pigs e esferas de limpeza, vlvulas, flanges,

    conexes padronizadas, conexes especiais, derivaes tubulares, parafusos e juntas. Os tubos no so

    considerados componentes.

    Construo: processo que inclui projeto, especificao de material, fabricao, inspeo, exame, teste e

    avaliao de conformidade de caldeiras, vasos de presso e tubulaes.

    Controle da qualidade: conjunto de aes destinadas a verificar e atestar a conformidade de caldeiras,

    vasos de presso e suas tubulaes de interligao nas etapas de fabricao, montagem ou manuteno.

    As aes abrangem o acompanhamento da execuo da soldagem, materiais utilizados e realizao de

    exames e testes tais como: lquido penetrante, partculas magnticas, ultrassom, visual, testes de presso,

  • radiografia, emisso acstica e correntes parasitas.

    Dispositivo Contra Bloqueio - DCB: meio utilizado para evitar que bloqueios impeam a atuao de

    dispositivos de segurana.

    Dispositivos de segurana: dispositivos ou componentes que protegem um equipamento contra

    sobrepresso manomtrica, independente da ao do operador e de acionamento por fonte externa de

    energia.

    Duto: tubulao projetada por cdigos especficos, destinada transferncia de fluidos entre unidades

    industriais de estabelecimentos industriais distintos ou no, ocupando reas de terceiros.

    Empregador: empresa individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econmica, admite,

    assalaria e dirige a prestao pessoal de servios; equiparam-se ao empregador os profissionais liberais, as

    instituies de beneficncia, as associaes recreativas ou outras instituies sem fins lucrativos, que

    admitem trabalhadores como empregados.

    Enchimento interno: materiais inseridos no interior dos vasos de presso com finalidades especficas e

    perodo de vida til determinado, tipo catalisador, recheio, peneira molecular, e carvo ativado. Bandejas

    e acessrios internos no configuram enchimento interno.

    Especificao da tubulao: cdigo alfanumrico que define a classe de presso e os materiais dos tubos

    e acessrios das tubulaes.

    Exame: atividade conduzida por PH ou tcnicos qualificados ou certificados, quando exigido por cdigos

    ou normas, para avaliar se determinados produtos, processos ou servios esto em conformidade com

    critrios especificados.

    Exame externo: exame da superfcie e de componentes externos de um equipamento, podendo ser

    realizado em operao, visando avaliar a sua integridade estrutural.

    Exame interno: exame da superfcie interna e de componentes internos de um equipamento, executado

    visualmente, com o emprego de ensaios e testes apropriados para avaliar sua integridade estrutural.

    Fabricante: empresa responsvel pela construo de caldeiras, vasos de presso ou tubulaes.

    Fluxograma de engenharia (P&ID): diagrama mostrando o fluxo do processo com os equipamentos, as

    tubulaes e seus acessrios, e as malhas de controle de instrumentao.

    Fluxograma de processo: diagrama de representao esquemtica do processo de plantas industriais

    mostrando o percurso ou caminho percorrido pelos fluidos.

    Fora maior: todo acontecimento inevitvel, em relao vontade do empregador, e para a realizao do

    qual este no concorreu, direta ou indiretamente. A imprevidncia do empregador exclui a razo de fora

    maior.

    Gerador de vapor: equipamentos destinados a produzir vapor sob presso superior atmosfrica, sem

    acumulao e no enquadrados em cdigos de vasos de presso.

    Inspeo de segurana extraordinria: inspeo realizada devido a ocorrncias que possam afetar a

    condio fsica do equipamento, tais como hibernao prolongada, mudana de locao, surgimento de

    deformaes inesperadas, choques mecnicos de grande impacto ou vazamentos, entre outros,

    envolvendo caldeiras, vasos de presso e tubulaes, com abrangncia definida por PH.

    Inspeo de segurana inicial: inspeo realizada no equipamento novo, montado no local definitivo de

    instalao e antes de sua entrada em operao.

    Inspeo de segurana peridica: inspees realizadas durante a vida til de um equipamento, com

    critrios e periodicidades determinados por PH, respeitados os intervalos mximos estabelecidos nesta

    Norma.

    Inspeo extraordinria especial: inspeo aplicada para vasos de presso construdos sem cdigo de

    projeto que compreende, impreterivelmente:

    a) levantamento dimensional dos elementos de reteno de presso que no possuem equao de projeto

    em cdigos reconhecidos, como tampos nervurados, flanges, conexes, transies cnicas, entre outros;

    b) caracterizao de materiais de fabricao atravs de ensaios, ou admisso dos menores limites de

    resistncia presentes nos cdigos de projeto, para cada tipo de material/liga (ao ao carbono, ao inox,

    etc.);

    c) avaliao de integridade estrutural por metodologia complementar, anlise de tenses, adequao ao

    uso ou similares, de acordo com critrios de aceitao de cdigos internacionais de referncia;

    d) adoo de sobre-espessura de corroso para os componentes avaliados, que permitam o monitoramento

  • de vida residual;

    e) dimensionamento de reforos estruturais, quando necessrio, atravs da elaborao de projeto de

    alterao;

    f) elaborao de plano de ao, considerando a vida residual calculada e prazo para implementao de

    projeto de alterao no superior a 10 (dez) anos.

    Instrumentos de monitorao ou de controle: dispositivos destinados monitorao ou controle das

    variveis operacionais dos equipamentos a partir da sala de controle ou do prprio equipamento.

    Integridade estrutural: conjunto de propriedades e caractersticas fsicas necessrias para que um

    equipamento ou item desempenhe com segurana e eficincia as funes para as quais foi projetado.

    Linha: trecho de tubulao individualizado entre dois pontos definidos e que obedece a uma nica

    especificao de materiais, produtos transportados, presso e temperatura de projeto.

    Manuteno preditiva: manuteno com nfase na predio da falha e em aes baseadas na condio

    do equipamento para prevenir a falha ou degradao do mesmo.

    Manuteno preventiva: manuteno realizada a intervalos predeterminados ou de acordo com critrios

    prescritos, e destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradao do funcionamento de um

    componente.

    Mquinas de fluido: aquela que tem como funo principal intercambiar energia com um fluido que as

    atravessa.

    Mecanismos de danos: conjunto de fatores que causam degradao nos equipamentos e componentes.

    Pacote de mquina: conjunto de equipamentos e dispositivos composto pela mquina e seus sistemas

    auxiliares (vide sistemas auxiliares de mquinas).

    Pessoal qualificado: profissional com conhecimentos e habilidades que permitam exercer determinadas

    tarefas, e certificado quando exigvel por cdigo ou norma.

    Placa de identificao: placa contendo dados do equipamento de acordo com os requisitos estabelecidos

    nesta NR, fixada em local visvel.

    Plano de inspeo: descrio das atividades, incluindo os exames e testes a serem realizados, necessrias

    para avaliar as condies fsicas de caldeiras, vasos de presso e tubulaes, considerando o histrico dos

    equipamentos e os mecanismos de danos previsveis.

    Presso mxima de operao: para fins de enquadramento e definio da categoria de vasos de presso

    considera-se presso mxima de operao a maior presso que o equipamento pode operar em condies

    normais de processo, previstas no pronturio. Caso no exista esta definio no pronturio, deve ser

    considerada a PMTA.

    Presso Mxima de Trabalho Admissvel - PMTA: o maior valor de presso a que um equipamento

    pode ser submetido continuamente, de acordo com o cdigo de projeto, a resistncia dos materiais

    utilizados, as dimenses do equipamento e seus parmetros operacionais.

    Programa de inspeo: cronograma contendo, entre outros dados, as datas das inspees de segurana

    peridicas a serem realizadas.

    Projeto de alterao: projeto elaborado por ocasio de alterao que implique em interveno estrutural

    ou mudana de processo significativa em caldeiras, vasos de presso e tubulaes.

    Projeto de reparo: projeto estabelecendo os procedimentos de execuo e controle de reparos que

    possam comprometer a capacidade de reteno de presso de caldeiras, vasos de presso e tubulaes.

    Projeto alternativo de instalao: projeto concebido para minimizar os impactos de segurana para o

    trabalhador quando as instalaes no estiverem atendendo a determinado item desta NR.

    Projeto de instalao: projeto contendo o posicionamento dos equipamentos e sistemas de segurana

    dentro das instalaes e, quando aplicvel, os acessos aos acessrios dos mesmos (vents, drenos,

    instrumentos). Integra o projeto de instalao o inventrio de vlvulas de segurana com os respectivos

    DCB e equipamentos protegidos.

    Pronturio: conjunto de documentos e registros do projeto de construo, fabricao, montagem,

    inspeo e manuteno dos equipamentos.

    Recipientes mveis: vasos de presso que podem ser movidos dentro de uma instalao ou entre

    instalaes e que no podem ser enquadrados como transportveis.

    Recipientes transportveis: recipientes projetados e construdos para serem transportados pressurizados

    e em conformidade com normas e regulamentaes especficas de recipientes transportveis.

  • Registro de Segurana: registro da ocorrncia de inspees ou de anormalidades durante a operao de

    caldeiras e vasos de presso, executado por PH ou por pessoal de operao, inspeo ou manuteno

    diretamente envolvido com o fato gerador da anotao.

    Relatrios de inspeo: registro formal dos resultados das inspees realizadas nos equipamentos com

    laudo conclusivo.

    Reparo: interveno realizada para correo de danos, defeitos ou avarias em equipamentos e seus

    componentes, visando restaurar a condio do projeto de construo.

    Segurana da informao: conjunto de aes definido pelo empregador com a finalidade de manter a

    integridade, inviolabilidade, controle de acessos, disponibilidade, transferncia e guarda dos dados

    eletrnicos.

    Sistemas auxiliares de mquinas: conjunto de equipamentos e dispositivos auxiliares para fins de

    arrefecimento, lubrificao e selagem, integrantes de pacote de mquina.

    Sistema de iluminao de emergncia: sistema destinado a prover a iluminao necessria ao acesso

    seguro a um equipamento ou instalao na inoperncia dos sistemas principais destinados a tal fim.

    Sistema de intertravamento de caldeira: sistema de gerenciamento das atividades de dois ou mais

    dispositivos ou instrumentos de proteo, monitorado por interface de segurana.

    Sistema de tubulao: conjunto integrado de linhas e tubulaes que exerce uma funo de processo, ou

    que foram agrupadas para fins de inspeo, com caractersticas tcnicas e de processos semelhantes.

    SPIE: Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos.

    Teste de estanqueidade: tipo de teste de presso realizado com a finalidade de atestar a capacidade de

    reteno de fluido, sem vazamentos, em equipamentos, tubulaes e suas conexes, antes de sua entrada

    ou reentrada em operao.

    Teste hidrosttico - TH: tipo de teste de presso com fluido incompressvel, executado com o objetivo

    de avaliar a integridade estrutural dos equipamentos e o rearranjo de possveis tenses residuais, de

    acordo com o cdigo de projeto.

    Tubulaes: conjunto de linhas, incluindo seus acessrios, projetadas por cdigos especficos, destinadas

    ao transporte de fluidos entre equipamentos de uma mesma unidade de uma empresa dotada de caldeiras

    ou vasos de presso.

    Unidades de processo: conjunto de equipamentos e interligaes de uma unidade fabril destinada a

    transformar matrias primas em produtos.

    Vasos de presso: so reservatrios projetados para resistir com segurana a presses internas diferentes

    da presso atmosfrica, ou submetidos presso externa, cumprindo assim a sua funo bsica no

    processo no qual esto inseridos; para efeitos desta NR, esto includos:

    a) permutadores de calor, evaporadores e similares;

    b) vasos de presso ou partes sujeitas chama direta que no estejam dentro do escopo de outras NR, nem

    dos itens 13.2.2 e 13.2.1, alnea a desta NR;

    c) vasos de presso encamisados, incluindo refervedores e reatores;

    d) autoclaves e caldeiras de fluido trmico.

    Vida remanescente: estimativa do tempo restante de vida de um equipamento ou acessrio, executada

    durante avaliaes de sua integridade, em perodos pr-determinados.

    Vida til: tempo de vida estimado na fase de projeto para um equipamento ou acessrio.

    Volume: volume interno til do vaso de presso, excluindo o volume dos acessrios internos, de

    enchimentos ou de catalisadores.

    Anexo I

    Capacitao de Pessoal

    A. Caldeiras

    A1 Condies Gerais

    A1.1 Para efeito desta NR, ser considerado operador de caldeira aquele que satisfizer uma das seguintes

    condies:

  • a) possuir certificado de Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras e comprovao de estgio

    prtico conforme item A1.5 deste Anexo;

    b) possuir certificado de Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras previsto na NR-13

    aprovada pela Portaria SSMT n. 02, de 08 de maio de 1984 ou na Portaria SSST n 23, de 27 de

    dezembro de 1994.

    A1.2 O pr-requisito mnimo para participao como aluno, no Treinamento de Segurana na Operao

    de Caldeiras o atestado de concluso do ensino fundamental.

    A1.3 O Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras deve, obrigatoriamente:

    a) ser supervisionado tecnicamente por PH;

    b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;

    c) obedecer, no mnimo, ao currculo proposto no item A2 deste Anexo.

    A1.4 Os responsveis pela promoo do Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras estaro

    sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras sanes legais cabveis, no caso

    de inobservncia do disposto no item A1.3 deste Anexo.

    A1.5 Todo operador de caldeira deve cumprir um estgio prtico, na operao da prpria caldeira que ir

    operar, o qual dever ser supervisionado, documentado e ter durao mnima de:

    a) caldeiras da categoria A: 80 (oitenta) horas;

    b) caldeiras da categoria B: 60 (sessenta) horas;

    A1.6 O estabelecimento onde for realizado estgio prtico supervisionado previsto nesta NR deve

    informar, quando requerido pela representao sindical da categoria profissional predominante no

    estabelecimento:

    a) perodo de realizao do estgio;

    b) entidade, empregador ou profissional responsvel pelo Treinamento de Segurana na Operao de

    Caldeira ou Unidade de Processo;

    c) relao dos participantes do estgio.

    A1.7 Deve ser realizada capacitao para reciclagem dos trabalhadores envolvidos direta ou

    indiretamente com a operao das instalaes sempre que nelas ocorrerem modificaes significativas na

    operao de equipamentos pressurizados ou troca de mtodos, processos e organizao do trabalho.

    A2 Currculo Mnimo para Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras.

    1. Noes de grandezas fsicas e unidades. Carga horria: 4 (quatro) horas

    1.1 Presso

    1.1.1 Presso atmosfrica

    1.1.2 Presso interna de um vaso

    1.1.3 Presso manomtrica, presso relativa e presso absoluta

    1.1.4 Unidades de presso

    1.2 Calor e temperatura

    1.2.1 Noes gerais: o que calor, o que temperatura

    1.2.2 Modos de transferncia de calor

    1.2.3 Calor especfico e calor sensvel

    1.2.4 Transferncia de calor a temperatura constante

    1.2.5 Vapor saturado e vapor superaquecido

    1.2.6 Tabela de vapor saturado

    2. Caldeiras - consideraes gerais. Carga horria: 8 (oito) horas

    2.1 Tipos de caldeiras e suas utilizaes

  • 2.2 Partes de uma caldeira

    2.2.1 Caldeiras flamotubulares

    2.2.2 Caldeiras aquatubulares

    2.2.3 Caldeiras eltricas

    2.2.4 Caldeiras a combustveis slidos

    2.2.5 Caldeiras a combustveis lquidos

    2.2.6 Caldeiras a gs

    2.2.7 Queimadores

    2.3 Instrumentos e dispositivos de controle de caldeiras

    2.3.1 Dispositivo de alimentao

    2.3.2 Visor de nvel

    2.3.3 Sistema de controle de nvel

    2.3.4 Indicadores de presso

    2.3.5 Dispositivos de segurana

    2.3.6 Dispositivos auxiliares

    2.3.7 Vlvulas e tubulaes

    2.3.8 Tiragem de fumaa

    3. Operao de caldeiras. Carga horria: 12 (doze) horas

    3.1 Partida e parada

    3.2 Regulagem e controle

    3.2.1 de temperatura

    3.2.2 de presso

    3.2.3 de fornecimento de energia

    3.2.4 do nvel de gua

    3.2.5 de poluentes

    3.3 Falhas de operao, causas e providncias

    3.4 Roteiro de vistoria diria

    3.5 Operao de um sistema de vrias caldeiras

    3.6 Procedimentos em situaes de emergncia

    4. Tratamento de gua e manuteno de caldeiras. Carga horria: 8 (oito) horas

    4.1 Impurezas da gua e suas consequncias

    4.2 Tratamento de gua

    4.3 Manuteno de caldeiras

    5. Preveno contra exploses e outros riscos. Carga horria: 4 (quatro) horas

    5.1 Riscos gerais de acidentes e riscos sade

    5.2 Riscos de exploso

    6. Legislao e normalizao. Carga horria: 4 (quatro) horas

    6.1 Normas Regulamentadoras

    6.2 Norma Regulamentadora n. 13 NR-13

    B. Vasos de Presso

    B1 Condies Gerais

  • B1.1 A operao de unidades de processo que possuam vasos de presso de categorias I ou II deve ser

    efetuada por profissional com Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processos.

    B1.2 Para efeito desta NR ser considerado profissional com Treinamento de Segurana na Operao de

    Unidades de Processo aquele que satisfizer uma das seguintes condies:

    a) possuir certificado de Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo expedido por

    instituio competente para o treinamento;

    b) possuir experincia comprovada na operao de vasos de presso das categorias I ou II de pelo menos

    2 (dois) anos antes da vigncia da NR-13 aprovada pela Portaria SSST n. 23, de 27 de dezembro de

    1994.

    B1.3 O pr-requisito mnimo para participao, como aluno, no Treinamento de Segurana na Operao

    de Unidades de Processo o atestado de concluso do ensino fundamental.

    B1.4 O Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo deve obrigatoriamente:

    a) ser supervisionado tecnicamente por PH;

    b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;

    c) obedecer, no mnimo, ao currculo proposto no item B2 deste Anexo.

    B1.5 Os responsveis pela promoo do Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo

    estaro sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras sanes legais cabveis, no

    caso de inobservncia do disposto no item B1.4.

    B1.6 Todo profissional com Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo deve

    cumprir estgio prtico, supervisionado, na operao de vasos de presso de 300 (trezentas) horas para o

    conjunto de todos os vasos de presso de categorias I ou II.

    B2 Currculo Mnimo para Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo.

    1. Noes de grandezas fsicas e unidades. Carga horria: 4 (quatro) horas

    1.1 Presso

    1.1.1 Presso atmosfrica

    1.1.2 Presso interna de um vaso

    1.1.3 Presso manomtrica, presso relativa e presso absoluta

    1.1.4 Unidades de presso

    1.2 Calor e temperatura

    1.2.1 Noes gerais: o que calor, o que temperatura

    1.2.2 Modos de transferncia de calor

    1.2.3 Calor especfico e calor sensvel

    1.2.4 Transferncia de calor a temperatura constante

    1.2.5 Vapor saturado e vapor superaquecido

    2. Equipamentos de processo. Carga horria estabelecida de acordo com a complexidade da unidade,

    mantendo um mnimo de 4 (quatro) horas por item, onde aplicvel

    2.1 Trocadores de calor

    2.2 Tubulao, vlvulas e acessrios

    2.3 Bombas

    2.4 Turbinas e ejetores

    2.5 Compressores

    2.6 Torres, vasos, tanques e reatores

    2.7 Fornos

  • 2.8 Caldeiras

    3. Eletricidade. Carga horria: 4 (quatro) horas

    4. Instrumentao. Carga horria: 8 (oito) horas

    5. Operao da unidade. Carga horria: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade

    5.1 Descrio do processo

    5.2 Partida e parada

    5.3 Procedimentos de emergncia

    5.4 Descarte de produtos qumicos e preservao do meio ambiente

    5.5 Avaliao e controle de riscos inerentes ao processo

    5.6 Preveno contra deteriorao, exploso e outros riscos

    6. Primeiros socorros. Carga horria: 8 (oito) horas

    7. Legislao e normalizao. Carga horria: 4 (quatro) horas

    Anexo II

    Requisitos para Certificao de Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos - SPIE

    Antes de colocar em prtica os perodos especiais entre inspees, estabelecidos nos itens 13.4.4.5 e

    13.5.4.5, alnea b desta NR, os "Servios Prprios de Inspeo de Equipamentos" da empresa,

    organizados na forma de setor, seo, departamento, diviso, ou equivalente, devem ser certificados por

    Organismos de Certificao de Produto - OCP acreditados pelo INMETRO, que verificaro por meio de

    auditorias programadas o atendimento aos seguintes requisitos mnimos expressos nas alneas a a h.

    a) existncia de pessoal prprio da empresa onde esto instalados caldeiras, vasos de presso e

    tubulaes, com dedicao exclusiva a atividades de inspeo, avaliao de integridade e vida residual,

    com formao, qualificao e treinamento compatveis com a atividade proposta de preservao da

    segurana;

    b) mo de obra contratada para ensaios no destrutivos certificada segundo regulamentao vigente e,

    para outros servios de carter eventual, selecionada e avaliada segundo critrios semelhantes ao utilizado

    para a mo de obra prpria;

    c) servio de inspeo de equipamentos proposto com um responsvel pelo seu gerenciamento

    formalmente designado para esta funo;

    d) existncia de pelo menos 1 (um) PH;

    e) existncia de condies para manuteno de arquivo tcnico atualizado, necessrio ao atendimento

    desta NR, assim como mecanismos para distribuio de informaes quando requeridas;

    f) existncia de procedimentos escritos para as principais atividades executadas;

    g) existncia de aparelhagem condizente com a execuo das atividades propostas;

    h) cumprimento mnimo da programao de inspeo.

    A certificao de SPIE e a sua manuteno esto sujeitas a Regulamento especfico do INMETRO.

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