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<p> 1</p> <p>NR-12 - SEGURANA NO TRABALHO EM MQUINAS E EQUIPAMENTOS </p> <p> ANEXO XII </p> <p> EQUIPAMENTOS DE GUINDAR PARA ELEVAO DE PESSOAS E REALIZAO DE </p> <p>TRABALHO EM ALTURA (Inserido pela Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p> CESTA AREA: Equipamento veicular destinado elevao de pessoas para execuo de trabalho em altura, dotado de brao mvel, articulado, telescpico ou misto, com caamba ou plataforma, com ou sem isolamento eltrico, podendo, desde que projetado para este fim, tambm elevar material por meio de guincho e de lana complementar (JIB), respeitadas as especificaes do fabricante. CESTO ACOPLADO: Caamba ou plataforma acoplada a um guindaste veicular para elevao de pessoas e execuo de trabalho em altura, com ou sem isolamento eltrico, podendo tambm elevar material de apoio indispensvel para realizao do servio. CESTO SUSPENSO: Conjunto formado pelo sistema de suspenso e a Caamba ou plataforma suspensa por equipamento de guindar que atenda aos requisitos de segurana deste anexo, para utilizao em trabalhos em altura. 1. Para fins deste anexo consideram-se as seguintes definies: Altura nominal de trabalho (para cestas areas e cestos acoplados): Distncia medida na elevao mxima desde o fundo da caamba at o solo, acrescida de 1,5 m. Bero: suporte de apoio da lana do guindaste na sua posio recolhida. Caamba ou plataforma (vide figura 1): Componente destinado acomodao e movimentao de pessoas posio de trabalho. Carga nominal (carga bruta): capacidade estabelecida pelo fabricante ou por profissional legalmente habilitado para determinada configurao do equipamento de guindar e caamba ou plataforma. Capacidade nominal da caamba ou plataforma: a capacidade mxima da caamba, estabelecida pelo fabricante, em termos de peso e nmero de ocupantes previsto. Chassi (vide figura 1): a estrutura de todo o conjunto onde se monta o mecanismo de giro, coluna, braos e lanas, bem como o sistema de estabilizadores. Classificao de capacidade de carga (tabela de carga): conjunto de cargas nominais para as configuraes estipuladas de equipamentos de guindar e condies operacionais. Comando: Sistema responsvel pela execuo de uma funo. Controle: Atuador de interface entre o operador e o comando. Cuba isolante ou Liner: Componente projetado para ser acomodado dentro da caamba, plataforma ou suporte similar, capaz de modificar as propriedades eltricas da caamba/plataforma. Pode ser de duas naturezas: </p> <p> Liner/Cuba Isolante: Acessrio da caamba destinado a garantir a sua isolao eltrica em Cestas Areas Isoladas, aplicveis de acordo com a classe de isolao e mtodo de trabalho. </p> <p> Liner/Cuba condutiva: Acessrio da caamba destinado equalizao de potencial entre a rede, as partes metlicas e o eletricista, para trabalhos realizados pelo mtodo ao potencial. </p> <p> Ensaios No Destrutivos: Exame das Cestas Areas ou de seus componentes sem alterao das suas caractersticas originais. Incluem, mas no se limitam a: Inspeo Visual, ensaios de Emisso Acstica, Partcula Magntica/Lquido Penetrante, Ultrassom e Dieltrico. Dispositivo de trao na subida e descida do moito: Sistema ou dispositivo que controle o iamento ou descida motorizada da caamba ou plataforma impedindo a queda livre. </p> <p> 2</p> <p>Eslinga, linga ou lingada: Dispositivo composto de cabos e acessrios destinados a promover a interligao entre o equipamento de guindar e a caamba ou plataforma. Estabilizadores (vide figura 1): Dispositivos e sistemas utilizados para estabilizar a cesta area, cesto acoplado ou equipamento de guindar. Estabilizar/estabilidade: condio segura de trabalho prevista pelo fabricante para evitar o tombamento. Freio: dispositivo utilizado para retardar ou parar o movimento. Freio automtico: dispositivo que retarda ou para o movimento, sem atuao do operador, quando os parmetros operacionais especficos dos equipamentos so atingidos. Giro (vide figura 1): Movimento rotativo da coluna ou torre, da lana ou brao mvel em torno do eixo vertical. Grau de isolamento: Cestas reas isoladas so classificadas de acordo com sua classe de isolamento eltrico, definidas em 3 categorias conforme NBR 14631. Guindaste Veicular: Equipamento hidrulico veicular dotado de brao mvel articulado, telescpico ou misto destinado a elevar cargas. JIB: Lana auxiliar acoplada extremidade da lana principal com objetivo de iar ou sustentar cargas adicionais. Lana ou brao mvel (vide figura 1): Componente articulado, extensvel ou misto, que sustenta e movimenta a caamba ou plataforma. Manilha: Acessrio para movimentao ou fixao de carga, formado por duas partes facilmente desmontveis, consistindo em corpo e pino. </p> <p> Plano de movimentao de carga (Plano de Rigging): Consiste no planejamento formalizado de uma movimentao com guindaste mvel ou fixo, visando a otimizao dos recursos aplicados na operao (equipamentos, acessrios e outros) para se evitar acidentes e perdas de tempo. Ele indica, por meio do estudo da carga a ser iada, das mquinas disponveis, dos acessrios, condies do solo e ao do vento, quais as melhores solues para fazer um iamento seguro e eficiente. Ponto(s) de fixao: lugar na caamba ou plataforma para conexo ao sistema de suspenso. Posio de acesso: Posio que permite o acesso plataforma ou caamba. Posio de acesso e posio de transporte podem ser idnticas. Posio de transporte: A posio de transporte da plataforma ou caamba a posio recomendada pelo fabricante na qual a cesta area ou o cesto acoplado transportado/deslocado ao local de utilizao em vias pblicas ou no interior dos canteiros de obras. Posio de transporte para cesto acoplado: considerada posio de transporte aquela definida pelo fabricante, quando as lanas do guindaste estiverem posicionadas no bero ou sobre a carroceria do caminho, desde que no ultrapassada as dimenses de transporte (largura e altura) em conformidade com a legislao vigente Profissional de movimentao de carga (Rigger): responsvel pelo planejamento e elaborao do plano </p> <p> 3</p> <p>de movimentao de cargas, capacitado conforme previsto no item 12.138 desta NR. Sapatilha: Elemento utilizado na proteo para olhal de cabo de ao. </p> <p> Sistema de suspenso: cabo ou eslingas e outros componentes, incluindo dispositivos de fixao, utilizado para ligar o equipamento de guindar caamba ou plataforma. Sistema de suspenso dedicado: aquele que s pode ser utilizado para a operao em conjunto com a caamba. Quando atendidos os requisitos de segurana previstos neste anexo, pode ser dotado de cesto acoplado ou cesto suspenso. Sistema limitador de momento: sistema de segurana que atua quando alcanado o limite do momento de carga impedindo os movimentos que aumentem o momento de carga. Superlao: Olhal feito abrindo-se a ponta do cabo em duas metades. Uma metade curvada para formar um olhal, e em seguida a outra metade entrelaada no espao vazio da primeira. </p> <p> Trabalho pelo mtodo ao potencial: Metodologia de trabalho em redes eltricas com tenses superiores a 60kV, onde, atravs de vestimentas e outros meios especficos, o trabalhador equalizado no mesmo potencial da rede eltrica (mesmo nvel de tenso), possibilitando o trabalho em contato direto com o condutor. </p> <p> FIGURA 1: EXEMPLO DE ARRANJO COM CESTO ACOPLADO </p> <p> 4</p> <p>2. CESTAS AREAS 2.1 As cestas areas devem dispor de: </p> <p>a) ancoragem para cinto de segurana tipo paraquedista, conforme projeto e sinalizao do fabricante; </p> <p>b) todos os controles claramente identificados quanto a suas funes e protegidos contra uso inadvertido e acidental; </p> <p>c) controles para movimentao da caamba na parte superior e na parte inferior, que devem voltar para a posio neutra quando liberados pelo operador, exceto o controle das ferramentas hidrulicas; </p> <p>d) controles inferior e superior para a operao do guincho e vlvula de presso para limitar a carga nas cestas areas equipadas com guincho e JIB para levantamento de material, caso possua este acessrio. </p> <p>e) dispositivo de travamento de segurana de modo a impedir a atuao inadvertida dos controles superiores; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>f) controles superiores na caamba ou ao seu lado, prontamente acessveis ao operador; </p> <p>g) controles inferiores prontamente acessveis e dotados de um meio de prevalecer sobre o controle superior de movimentao da caamba; </p> <p>h) dispositivo de parada de emergncia nos comandos superior e inferior devendo manter-se funcionais em ambos casos; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>i) vlvulas de reteno nos cilindros hidrulicos das sapatas estabilizadoras e vlvulas de reteno e contrabalano (holding) nos cilindros hidrulicos do brao mvel a fim de evitar movimentos indesejveis em caso de perda de presso no sistema hidrulico; </p> <p>j) sistema estabilizador, com indicador de inclinao instalado, em local que permita a visualizao durante a operao dos estabilizadores, para mostrar se o equipamento est posicionado dentro dos limites de inclinao lateral permitidos pelo fabricante; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>k) controles dos estabilizadores protegidos contra o uso inadvertido, que retornem posio neutra quando soltos pelo operador, localizados na base da unidade mvel, de modo que o operador possa ver os estabilizadores se movimentando; </p> <p>l) vlvula seletora, junto ao comando dos estabilizadores, que numa posio bloqueie a operao dos estabilizadores e na outra posio os comandos de movimentao da(s) caamba(s); </p> <p>m) sistema que impea a operao das sapatas estabilizadoras sem o prvio recolhimento do brao mvel para uma posio segura de transporte; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>n) sistema de operao de emergncia que permita a movimentao dos braos e rotao da torre em caso de pane, exceto no caso previsto na alnea o; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>o) recurso para operao de emergncia que permita a movimentao dos braos e rotao da torre em caso de ruptura de mangueiras hidrulicas; </p> <p>(Vide prazo no Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) </p> <p>p) ponto para aterramento; 2.2 A caamba deve atender aos seguintes requisitos: </p> <p>a) ser dimensionada para suportar e acomodar o(s) operadore(s) e as ferramentas indispensveis para realizao do servio; </p> <p>b) no devem haver aberturas nem passagens nas caambas de cestas areas isoladas, exceto para trabalho pelo mtodo ao potencial; </p> <p>c) possuir sistema de proteo contra quedas com no mnimo 990 mm de altura e demais requisitos dos itens 12.70 alneas a, b, d, e, 12.71, 12.71.1, 12.73 alneas a, b, c desta NR; </p> <p>d) quando o acesso da caamba for por meio de porto, no pode permitir a abertura para fora e deve ter sistema de travamento que impea a abertura acidental; </p> <p>e) as caambas fabricadas em material no condutivo devem atender aos requisitos da norma ABNT NBR 14631; </p> <p> 5</p> <p>f) a caamba das cestas areas isoladas deve ser dotada de cuba isolante (liner), exceto para trabalho pelo mtodo ao potencial </p> <p> 2.3 As cestas areas, isoladas e no isoladas, devem possuir sistema de nivelamento da(s) caamba(s) ativo e automtico, atravs de sistema mecnico ou hidrulico que funcione integradamente aos movimentos do brao mvel e independente da atuao da fora gravitacional. 2.3.1 As cestas reas no isoladas com at 10 anos de uso, contados a partir da vigncia deste anexo, esto dispensadas da exigncia do item 2.3, podendo possuir sistema de nivelamento da caamba por gravidade. 2.3.2 proibida a utilizao de cestas areas no isoladas que no possuam sistema de nivelamento da caamba ativo e automtico. (Vide prazo pargrafo nico do Art. 2 da Portaria SIT n. 293, de 08 de dezembro de 2011) 2.4 Para servios em linhas, redes e instalaes energizadas com tenses iguais ou superiores a 1000V deve-se utilizar cesta area isolada, que possua o grau de isolamento, categorias A, B ou C, conforme NBR14631, e devem ser adotadas outras medidas de proteo coletivas para a preveno do risco de choque eltrico, nos termos da NR-10. 2.5 Para servios em linhas, redes e instalaes energizadas com tenses inferiores a 1000V a caamba deve possuir isolamento, garantido o grau de isolamento adequado, e devem ser adotadas outras medidas de proteo coletivas para a preveno do risco de choque eltrico, nos termos da NR-10. 2.6 Para servios em proximidade de linhas, redes e instalaes energizadas ou com possibilidade de energizao acidental, em que o trabalhador pode entrar na zona controlada com uma parte do seu corpo ou com extenses condutoras, a caamba deve possuir isolamento, garantido o grau de isolamento adequado, e devem ser adotadas outras medidas de proteo coletivas para a preveno do risco de choque eltrico, nos termos da NR-10. 2.7 Em cestas areas com duas caambas, os controles superiores devem estar posicionados ao alcance dos operadores, sem que haja a necessidade de desengatar seu cinto de segurana. 2.8 Os controles inferiores da Cesta Area no devem ser operados com trabalhadores na caamba, exceto em situaes de emergncia ou quando a operao ou atividade assim o exigir. </p> <p> 2.9 proibida a movimentao de carga, exceto as ferramentas, equipamentos e materiais necessrios para a execuo da tarefa e acondicionados de forma segura. 2.10 As ferramentas, equipamentos e materiais a serem transportados no devem ter dimenses que possam trazer riscos ou desconforto aos trabalhadores. 2.11 O peso total dos trabalhadores, ferramentas, equipamentos e materiais no pode exceder, em nenhum momento, a capacidade de carga nominal da caamba. 2.12 As cestas areas devem ter placa de identificao, localizada na parte inferior do equipamento, na qual constem, no mnimo, as seguintes informaes: </p> <p>a) marca; </p> <p>b) modelo; </p> <p>c) isolado ou no isolado; </p> <p>d) teste de qualificao e data do ensaio, se aplicvel; </p> <p>e) nmero de srie; </p> <p>f) data de fabricao (ms e ano); </p> <p>g) capacidade nominal de carga; </p> <p>h) altura nominal de trabalho; </p> <p>i) presso do sistema hidrulico; </p> <p>j) nmero de caambas; </p> <p>k) categoria de isolamento da cesta area, se aplicvel; </p> <p>l) razo Social e CNPJ do fabricante ou importador; </p> <p> 6</p> <p>m) empresa instaladora; </p> <p>n) existncia de acessrios para manuseio de materiais (guincho e JIB); </p> <p>o) indicao de que o equipamento atende a norma NBR 14631. </p> <p> 2.13 As cestas areas devem ser dotadas de sinalizao de segurana, atendidos os requisitos desta NR, devendo contemplar tambm: </p> <p>a) riscos envolvidos na operao do equipamento; </p> <p>b) capacidade de carga da caamba e dos equipamentos para movimentao de materiais (guincho e JIB); </p> <p>c) informaes relativas ao uso e capacidade de carga da cesta area para mltiplas configuraes. </p> <p> 2.14 Os controles das cestas areas devem estar identificados com smbolos e/ou inscries com a descrio de suas funes. 2.15 As cestas areas devem ser submetidas as inspees e ensaios previstos na NBR 14631. 2.16 Nos casos de transferncia de propriedade responsabilidade...</p>