NR-12 (Alterada a NR-31) Máquinas e Equipamentos

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<ul><li><p>MINISTRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO </p><p> PORTARIA N. 2546, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2011 </p><p>(D.O.U. de 16/12/2011 - Seo 1 - pgs. 207 a 216) </p><p>Altera a redao da Norma Regulamentadora n. 31. </p><p>O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuies conferidas pelo art. 87, pargrafo nico, inciso II, da Constituio Federal e pelo art. 13 da Lei no 5.889, de 8 de junho de 1973, resolve: </p><p> Art. 1 O item 31.12 da Norma Regulamentadora n. 31 - NR 31 - Segurana e Sade no </p><p>Trabalho na Agricultura, Pecuria, Silvicultura, Explorao Florestal e Aquicultura, aprovada pela Portaria n. 86, de 3 de maro de 2005, passa a vigorar com a seguinte redao: </p><p> 31.12 Segurana no Trabalho em Mquinas e Implementos Agrcolas Princpios gerais </p><p>31.12.1 As mquinas e implementos devem ser utilizados segundo as especificaes tcnicas do fabricante e dentro dos limites operacionais e restries por ele indicados, e operados por trabalhadores capacitados, qualificados ou habilitados para tais funes. </p><p>31.12.2 As protees, dispositivos e sistemas de segurana previstos nesta Norma devem integrar as mquinas desde a sua fabricao, no podendo ser considerados itens opcionais para quaisquer fins. </p><p>31.12.3 Os procedimentos de segurana e permisso de trabalho, quando necessrios, devem ser elaborados e aplicados para garantir de forma segura o acesso, acionamento, inspeo, manuteno ou quaisquer outras intervenes em mquinas e implementos. </p><p>31.12.4 vedado o transporte de pessoas em mquinas autopropelidas e nos seus implementos. </p><p>31.12.4.1 Excetuam-se da vedao do subitem 31.12.4 as mquinas autopropelidas e seus implementos que possuam postos de trabalhos projetados para este fim pelo fabricante ou por profissional habilitado, conforme disposto nesta Norma. </p><p>31.12.5 vedada a adaptao de mquinas forrageiras tracionadas e equipadas com sistema de autoalimentao para sistema de alimentao manual. Dispositivos de partida, acionamento e parada </p><p>31.12.6 Os dispositivos de partida, acionamento e parada das mquinas estacionrias e dos equipamentos estacionrios devem ser projetados, selecionados e instalados de modo que: </p><p>a) no se localizem em suas zonas perigosas; </p><p>b) impeam acionamento ou desligamento involuntrio pelo operador ou por qualquer outra forma acidental; </p><p>c) no acarretem riscos adicionais; </p><p>d) no possam ser burlados; e </p><p>e) possam ser acionados ou desligados em caso de emergncia por outra pessoa que no seja o operador. </p><p>31.12.7 Os comandos de partida ou acionamento das mquinas estacionrias devem possuir dispositivos que impeam seu funcionamento automtico ao serem energizadas. </p><p>31.12.8 Nas paradas temporrias ou prolongadas das mquinas autopropelidas, o operador deve colocar os controles em posio neutra ou de estacionamento, acionar os freios e adotar todas as medidas necessrias para eliminar riscos provenientes de deslocamento ou movimentao de implementos ou de sistemas da mquina operada. </p><p>31.12.9 As mquinas cujo acionamento por pessoas no autorizadas possa oferecer risco sade ou integridade fsica de qualquer pessoa devem possuir sistema ou, no caso de mquinas autopropelidas, chave de ignio, para o bloqueio de seus dispositivos de acionamento Sistemas de segurana em mquinas e implementos </p><p>31.12.10 As zonas de perigo das mquinas e implementos devem possuir sistemas de segurana, caracterizados por protees fixas, mveis e dispositivos de segurana interligados ou no, que garantam </p></li><li><p>a proteo sade e integridade fsica dos trabalhadores. </p><p>31.12.11 A adoo de sistemas de segurana, em especial nas zonas de operao que apresentem perigo, deve considerar as caractersticas tcnicas da mquina e do processo de trabalho e as medidas e alternativas tcnicas existentes, de modo a atingir o nvel necessrio de segurana previsto nesta Norma. </p><p>31.12.11.1 Os componentes funcionais das reas de processo e trabalho das mquinas autopropelidas e implementos, que necessitem ficar expostos para correta operao, devem ser protegidos adequadamente at a extenso mxima possvel, de forma a permitir a funcionalidade operacional a que se destinam, atendendo s normas tcnicas vigentes e s excees constantes do Quadro II do Anexo IV desta Norma. </p><p>31.12.12 Cabe ao empregador rural ou equiparado manter os sistemas de segurana em perfeito estado de conservao e funcionamento, sendo a retirada ou neutralizao total ou parcial destes sistemas que coloquem em risco a integridade fsica dos trabalhadores considerada risco grave e iminente. </p><p>31.12.13 Para fins de aplicao desta Norma, considera-se proteo o elemento especificamente utilizado para prover segurana por meio de barreira fsica, podendo ser: </p><p>a) proteo fixa, que deve ser mantida em sua posio de maneira permanente ou por meio de elementos de fixao que s permitam sua remoo ou abertura com o uso de ferramentas especficas; e </p><p>b) proteo mvel, que pode ser aberta sem o uso de ferramentas, geralmente ligada por elementos mecnicos estrutura da mquina ou a um elemento fixo prximo, e deve se associar a dispositivos de intertravamento. </p><p>31.12.14 Para fins de aplicao desta Norma, consideram-se dispositivos de segurana os componentes que, por si s ou interligados ou associados a protees, reduzam os riscos de acidentes e de outros agravos sade, sendo classificados em: </p><p>a) comandos eltricos ou interfaces de segurana: dispositivos responsveis por realizar o monitoramento, que verificam a interligao, posio e funcionamento de outros dispositivos do sistema e impedem a ocorrncia de falha que provoque a perda da funo de segurana, como rels de segurana, controladores configurveis de segurana e controlador lgico programvel - CLP de segurana; </p><p>b) dispositivos de intertravamento: chaves de segurana eletromecnicas, com ao e ruptura positiva, magnticas e eletrnicas codificadas, optoeletrnicas, sensores indutivos de segurana e outros dispositivos de segurana que possuem a finalidade de impedir o funcionamento de elementos da mquina sob condies especficas; </p><p>c) sensores de segurana: dispositivos detectores de presena mecnicos e no mecnicos, que atuam quando uma pessoa ou parte do seu corpo adentra a zona de perigo de uma mquina ou equipamento, enviando um sinal para interromper ou impedir o incio de funes perigosas, como cortinas de luz, detectores de presena optoeletrnicos, laser de mltiplos feixes, barreiras ticas, monitores de rea, ou scanners, batentes, tapetes e sensores de posio; </p><p>d) vlvulas e blocos de segurana ou sistemas pneumticos e hidrulicos de mesma eficcia; </p><p>e) dispositivos mecnicos, como: dispositivos de reteno, limitadores, separadores, empurradores, inibidores, defletores e retrteis; e </p><p>f) dispositivos de validao: dispositivos suplementares de comando operados manualmente, que, quando aplicados de modo permanente, habilitam o dispositivo de acionamento, como chaves seletoras bloqueveis e dispositivos bloqueveis. </p><p>31.12.14.1 As mquinas autopropelidas podem possuir dispositivo de intertravamento mecnico de atuao simples e no monitorado para proteo do compartimento do motor. </p><p>31.12.15 As protees devem ser projetadas e construdas de modo a atender aos seguintes requisitos de segurana: </p><p>a) cumprir suas funes apropriadamente durante a vida til da mquina ou possibilitar a reposio de partes deterioradas ou danificadas; </p><p>b) ser constitudas de materiais resistentes e adequados conteno de projeo de peas, materiais e partculas; </p><p>c) fixao firme e garantia de estabilidade e resistncia mecnica compatveis com os esforos requeridos; </p><p>d) no criar pontos de esmagamento ou agarramento com partes da mquina ou com outras protees; </p><p>e) no possuir extremidades e arestas cortantes ou outras salincias perigosas; </p><p>f) resistir s condies ambientais do local onde esto instaladas; </p></li><li><p>g) impedir que possam ser burladas; </p><p>h) proporcionar condies de higiene e limpeza; </p><p>i) impedir o acesso zona de perigo; </p><p>j) ter seus dispositivos de intertravamento utilizados para bloqueio de funes perigosas das mquinas protegidos adequadamente contra sujidade, poeiras e corroso, se necessrio; </p><p>k) ter ao positiva, ou seja, atuao de modo positivo; </p><p>l) no acarretar riscos adicionais; e </p><p>m) possuir dimenses conforme previsto no Item A do Anexo II desta Norma. </p><p>31.12.15.1 Quando a proteo for confeccionada com material descontnuo, devem ser observadas as distncias de segurana para impedir o acesso s zonas de perigo, conforme previsto no Item A do Anexo II desta Norma. </p><p>31.12.16 Os componentes relacionados aos sistemas de segurana e comandos de acionamento e parada das mquinas estacionrias, inclusive de emergncia, devem garantir a manuteno do estado seguro da mquina quando ocorrerem flutuaes no nvel de energia alm dos limites considerados no projeto, incluindo o corte e restabelecimento do fornecimento de energia. </p><p>31.12.17 A proteo deve ser mvel quando o acesso a uma zona de perigo for requerido uma ou mais vezes por turno de trabalho, observando-se que: </p><p>a) a proteo deve ser associada a um dispositivo de intertravamento quando sua abertura no possibilitar o acesso zona de perigo antes da eliminao do risco; e </p><p>b) a proteo deve ser associada a um dispositivo de intertravamento com bloqueio quando sua abertura possibilitar o acesso zona de perigo antes da eliminao do risco. </p><p>31.12.17.1 Para as mquinas autopropelidas e seus implementos, a proteo deve ser mvel quando o acesso a uma zona de perigo for requerido mais de uma vez por turno de trabalho. </p><p>31.12.18 As mquinas e implementos dotados de protees mveis associadas a dispositivos de intertravamento devem: </p><p>a) operar somente quando as protees estiverem fechadas; </p><p>b) paralisar suas funes perigosas quando as protees forem abertas durante a operao; e </p><p>c) garantir que o fechamento das protees por si s no possa dar inicio s funes perigosas. </p><p>31.12.18.1 As mquinas autopropelidas ficam dispensadas do atendimento das alneas a e b do subitem 31.12.18 para acesso em operaes de manuteno e inspeo, desde que realizadas por trabalhador capacitado ou qualificado. </p><p>31.12.19 Os dispositivos de intertravamento com bloqueio associados s protees mveis das mquinas e implementos devem: </p><p>a) permitir a operao somente enquanto a proteo estiver fechada e bloqueada; </p><p>b) manter a proteo fechada e bloqueada at que tenha sido eliminado o risco de leso devido s funes perigosas da mquina ou do equipamento; e </p><p>c) garantir que o fechamento e bloqueio da proteo por si s no possa dar inicio s funes perigosas da mquina ou do equipamento. </p><p>31.12.19.1 As mquinas autopropelidas ficam dispensadas do atendimento das alneas a e b do subitem 31.12.19 para acesso em operaes de manuteno e inspeo, desde que realizadas por trabalhador capacitado ou qualificado. </p><p>31.12.20 As transmisses de fora e os componentes mveis a elas interligados, acessveis ou expostos, devem ser protegidos por meio de protees fixas ou mveis com dispositivos de intertravamento, que impeam o acesso por todos os lados, ressalvado o disposto no subitem 31.12.11.1 e as excees previstas no Quadro II do Anexo IV desta Norma. </p><p>31.12.21 Quando utilizadas protees mveis para o enclausuramento de transmisses de fora que possuam inrcia, devem ser utilizados dispositivos de intertravamento com bloqueio. </p><p>31.12.22 O eixo card deve possuir proteo adequada, em perfeito estado de conservao em toda a sua extenso, fixada na tomada de fora da mquina desde a cruzeta at o acoplamento do implemento ou equipamento. </p><p>31.12.23 As mquinas e implementos que ofeream risco de ruptura de suas partes, projeo de peas ou </p></li><li><p>material em processamento devem possuir protees que garantam a sade e a segurana dos trabalhadores, salvo as excees constantes dos Quadros I e II do Anexo IV desta Norma. </p><p>31.12.23.1 As roadoras devem possuir dispositivos de proteo contra o arremesso de materiais slidos. </p><p>31.12.24 As mquinas de cortar, picar, triturar, moer, desfibrar e similares devem possuir sistemas de segurana que impossibilitem o contato do operador ou demais pessoas com suas zonas de perigo. </p><p>31.12.25 Nas protees distantes de mquinas estacionrias, em que haja possibilidade de alguma pessoa ficar na zona de perigo, devem ser adotadas medidas adicionais de proteo coletiva para impedir a partida da mquina, enquanto houver a presena de pessoas nesta zona. </p><p>31.12.26 As aberturas para alimentao de mquinas ou implementos que estiverem situadas ao nvel do ponto de apoio do operador ou abaixo dele, devem possuir proteo que impea a queda de pessoas em seu interior. </p><p>31.12.27 Quando as caractersticas da mquina ou implemento exigirem que as protees sejam utilizadas tambm como meio de acesso, estas devem atender aos requisitos de resistncia e segurana adequados a ambas as finalidades. </p><p>31.12.28 O fundo dos degraus ou da escada deve possuir proteo - espelho, sempre que uma parte saliente do p ou da mo do trabalhador possa contatar uma zona perigosa. </p><p>31.12.29 As baterias devem atender aos seguintes requisitos mnimos de segurana: </p><p>a) localizao de modo que sua manuteno e troca possam ser realizadas facilmente a partir do solo ou de uma plataforma de apoio; </p><p>b) constituio e fixao de forma a no haver deslocamento acidental; e </p><p>c) proteo do terminal positivo, a fim de prevenir contato acidental e curto-circuito. </p><p>31.12.30 As mquinas autopropelidas fabricadas a partir de maio de 2008, sob a gide da redao da NR 31 dada pela Portaria n 86, de 3 de maro de 2005, devem possuir faris, lanternas traseiras de posio, buzina, espelho retrovisor e sinal sonoro automtico de r acoplado ao sistema de transmisso, salvo as excees previstas no Quadro I do Anexo IV desta Norma. </p><p>31.12.30.1 As mquinas autopropelidas fabricadas antes de maio de 2008 devem possuir faris e buzina. </p><p>31.12.31 As mquinas autopropelidas devem possuir Estrutura de Proteo na Capotagem - EPC e cinto de segurana, exceto as constantes do Quadro I do Anexo IV desta Norma, que devem ser utilizadas em conformidade com as especificaes e recomendaes indicadas nos manuais do fabricante. </p><p>31.12.31.1 As mquinas autopropelidas fabricadas antes de maio de 2008 ficam excludas da obrigao do subitem 31.12.31, desde que utilizadas conforme as recomendaes operacionais do fabricante, em especial quanto a limites de declividade, velocidade, carga e aplicao. </p><p>31.12.32 Para as mquinas autopropelidas fabricadas a partir de maio de 2008, deve ser consultado o Quadro III do Anexo IV desta Norma para verificao da disponibilidade tcnica de EPC. </p><p>31.12.33 A EPC deve: </p><p>a) ser adquirida do fabricante ou revenda autorizada; </p><p>b) ser instalada conforme as recomendaes do fabricante; e </p><p>c) atender aos requisitos de segurana estabelecidos pelas normas tcnicas vigentes. </p><p>31.12.34 As mquinas autopropelidas que durante sua operao ofeream riscos de queda de objetos sobre o posto de trabalho devem possuir de Estrutura de Proteo contra Queda de Objetos - EPCO. </p><p>31.12.35 Na tomada de potncia - TDP dos tratores agrcolas deve ser instalada uma proteo que cubra a parte superior e as laterais, conforme Figura 1 do Anexo IV desta Norma. </p><p>31.12.36 As mquinas e implementos tracionados devem possuir sistemas de engate para reboque pelo sistema de trao, de modo a asseg...</p></li></ul>