novas cartografias - simpósio

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Novas Cartografias - Simpósio

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  • www.campoaud.com.br

    campo@campoaud.com.br

    Rua Silvio Romero, 63, casa-parte - Santa TeresaRio de Janeiro - RJBRASIL 20230-100

    +55 21 3233-1581

    CAMPO AUDARQUITETURA URBANISMO DESIGN RIO DE JANEIRO, BRASIL

    website

    e-mail

    endereo

    telefone / fax

    Prefeitura da Cidade do Rio de JaneiroGabinete do PrefeitoSubsecretaria de Patrimnio Cultural, Interveno Urbana, Arquitetura e Design

    CONCURSO DE SELEO N 001/11PRDESIGN

    O simpsio Cartografias Crticas prope debater o

    tema do mapeamento como instrumento criativo de

    reconhecimento, reflexo e ao sobre o territrio

    urbano a partir de enfoques transdisciplinares. Prope-

    se trazer palestrantes nacionais e internacionais, com

    notvel experincia nos campos do design e tecnologia

    da informao e da interao. Estes sero convidados a

    discutir suas idias com profissionais comprometidos com

    o debate atual sobre cidades nos campos da arquitetura,

    urbanismo, sociologia, artes visuais e jornalismo. O foco

    do simpsio refletir sobre as relaes entre experincia

    urbana, design e novas tecnologias a fim de oferecer as

    bases para um debate amplo sobre as transformaes

    pelas quais passa o Rio de Janeiro.

    CARTOGRAFIASCRTICASREFLEXES SOBREO MAPEAR

    D SIMPSIO

    RESUMO DO PROJETO

    TTULO

    CATEGORIA

  • CAMPO AUD

    NDICE

    1. SINOPSE

    1.1. Cartografia X Mapear

    1.2. Mapeamento X Contemporaneidade

    1.3. Curadoria X Reao

    1.4. Simpsio em Trs Temas

    1.5. Produtos X Resultados Esperados

    1.5.1. Documentao e Divulgao

    2. JUSTIFICATIVA

    2.1. Rio de Janeiro Aberto a Mudanas

    2.2. Novo Posicionamento Global e Local do Rio de Janeiro

    2.3. Cartografias Crticas em Trs Temas

    2.3.1. TEMA 1 Mapeamento e Poltica

    2.3.2. TEMA 2 Mapeamento e Sujeito

    2.3.3. TEMA 3 Mapeamento e Ao

    2.4. Por uma Cartografia Carioca

    3. BIBLIOGRAFIA DA JUSTIFICATIVA

    4. CRONOGRAMA

    5. ORAMENTO DETALHADO

    6. CURRCULOS

    Gabriel Duarte (Arquiteto / Coordenador)

    Vitorio Benedetti (Designer de Interao / Coordenador)

    Bruno Carvalho (Palestrante / Panelista)

    Fars El-Dahdah (Palestrante / Panelista)

    Felipe Correa (Palestrante / Panelista)

    Lize Mogel (Palestrante / Panelista)

    Neil Brenner (Palestrante / Panelista)

    Stephen Graham (Palestrante / Panelista)

    Ricardo Kawamoto (Arquiteto)

    Renata Bertol (Arquiteta)

    Juliana Sicuro (Arquiteta)

    Cau Capill (Arquiteto)

    7. PLANO DE CONTRAPARTIDA

    7.1. Acesso ao Simpsio

    7.2. Documentao, Publicao e Divulgao

    8. TERMO DE COMPROMISSO DA CONTRAPARTIDA

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  • PGINA 3 DE 84CAMPO AUD

    1.1. Cartografia X Mapear

    Estou menos preocupado com o que mapeamento significa do

    que com o que realmente faz.

    James Corner (The Agency of Mapping: Speculation, Critique

    and Invention. in Denis Corsgrove (ed.). Mappings. Londres:

    Reaktion Books, 1999)

    A cartografia tida usualmente como meio de

    representao da realidade urbana, instrumento de

    orientao e compreenso da estrutura espacial de um

    determinado territrio, seja ele urbano ou natural. As

    informaes trazidas pelos mapas tradicionais dizem

    respeito a uma estrutura fsica (topografia, rios, rodovias,

    edifcios) elementos que so representados de forma

    estanque, de acordo com um determinado momento

    histrico. Porm, o mapeamento pode ser instrumento

    para compreenso e manipulao de dados abstratos,

    foras que atuam sobre o territrio e o caracterizam assim

    como seus elementos fsicos.

    1.2. Mapeamento X Contemporaneidade

    Pensar a cartografia hoje tambm requer um raciocnio

    temporal que permita a atualizao de dados, tendo em

    vista a rapidez com que a realidade urbana se transforma

    hoje. Ao invs de um mapa carregar informaes

    estanques, pode registrar movimentos e tendncias,

    sendo assim um instrumento de se pensar a cidade de

    forma temporal, influindo no prprio planejamento urbano.

    1.3. Curadoria X Reao

    Muitos profissionais trabalham hoje com um entendimento

    mais abrangente e participativo sobre o mapeamento,

    onde a subjetividade, a no-neutralidade e ao no

    tempo presente aparecem como linhas condutoras de

    uma nova cartografia. So profissionais de diversos

    pases (Brasil, Estados Unidos, Alemanha...) cujo trabalho

    participa de uma reflexo ampla acerca do mapeamento

    como instrumento crtico.

    Alguns se inserem no campo de pesquisa de

    desenvolvimento de plataformas de interao e novas

    tecnologias. Outros se inserem na discusso com a

    produo de mapas grficos de teor poltico. Outros

    ainda, discutem as questes da percepo da cidade de

    forma artstica. J os urbanistas e tericos da sociologia

    1. SINOPSE

    Projeo Mercator

    A PROJEO DE MERCATOR, DESENVOLVIDA NO SCULO XVI, APRESENTA UMA

    REPRESENTAO DA SUPERFCIE DO PLANETA DE FORMA QUE A ESCALA LINEAR

    SEJA CONSTANTE EM TODAS AS DIREES EM TORNO DE QUALQUER PONTO,

    PRESERVANDO, ASSIM, OS NGULOS E FORMAS DE OBJETOS PEQUENOS. FOI

    AMPLAMENTE UTILIZADA COMO REPRESENTAO OFICIAL DO MUNDO APESAR

    DE DISTORCER BASTANTE AS FORMAS E REAS DOS GRANDES OBJETOS (COMO

    CONTINENTES, POR EXEMPLO) QUE SE AFASTAM DO EQUADOR. UMA DAS

    DISTORES MAIS CONHECIDAS A QUE ACONTECE ENTRE A GROELNDIA E A

    FRICA: NA PROJEO DE MERCATOR ESSAS DUAS PORES APARECEM COM A

    MESMA REA, APESAR DA PRIMEIRA SER, NA REALIDADE, 14 VEZES MENOR QUE A

    SEGUNDA.

  • PGINA 4 DE 84CAMPO AUD

    podem tirar partido dessa produo critica de designers

    e artistas para acrescentar os questionamentos acerca

    da cidade e servir de base para a ao no territrio

    urbano. Tendo em vista essa abordagem contempornea,

    o seminrio proposto tem o objetivo de trazer ao Rio de

    Janeiro diversos olhares sobre o mapeamento.

    1.4. Simpsio em Trs Temas

    O simpsio foi organizado em trs grandes temas de

    modo que cada participante com suas abordagens

    especficas possa contribuir para um debate plural,

    mas com objetivos comuns. Esses temas refletem trs

    grandes campos do debate e prticas contemporneas

    sobre o mapeamento. O tema Mapeamento e Poltica

    debate sobre o teor social da cartografia, abrangendo

    uma noo mais crtica e terica sobre o mapeamento,

    entendido como representao e ao sociais. O

    tema Mapeamento e Sujeito foca nas interfaces

    com o usurio e suas subjetividades, as tecnologias

    e o design para mapear sobre/para os usurios. Por

    fim, o tema Mapeamento e Ao procura debater as

    mltiplas prticas da cartografia na vida das pessoas,

    principalmente no mbito do planejamento urbano.

    Alm disso, o Rio de Janeiro pano de fundo em todos

    os trs temas, seja por conta da participao direta de

    representantes da cidade nos debates, seja por conta dos

    prprios contedos dos temas versarem sobre questes

    expressamente cariocas.

    1.5. Produtos X Resultados Esperados

    Para alm dos resultados a serem expostos durante o

    simpsio, o legado a ser deixado pelo projeto tem em

    vista um horizonte mais amplo. A nfase a ser dada na

    interdisciplinaridade tem como objetivo lanar as bases

    para o desenvolvimento de uma rede de debate e

    produo de mapeamento e monitoramento participativo

    no Rio de Janeiro, assim como em outras cidades. Ao ver

    o desenho de uma rede colaborativa como resultado de

    igual importncia ao do momento do simpsio, entende-

    se que a continuao desse debate parte integrante do

    projeto.

    Projeo Gall Peters

    Apelidada de um mapa mais solidrio, essa projeo apresenta a

    planificao do globo terrestre conservando as reas originais dos

    continentes, em detrimento de suas formas, que aparecem alongadas.

    Desenvolvida em 1973, essa projeo recebeu esse apelido por enfatizar

    a grandeza das reas do planeta mais necessitadas: atravs dela

    percebemos que o terceiro mundo representa uma rea muito maior

    do planeta, em relao ao primeiro mundo. Por conta dessa projeo

    cartogrfica e os debates gerados em torno dela, a Projeo de

    Mercator foi considerada inadequada para representao oficial do

    mundo.

  • PGINA 5 DE 84CAMPO AUD

    1.5.1. Documentao e Divulgao

    Dessa forma, atravs de uma documentao extensiva e

    intensiva de todo o simpsio, pretende-se que, mesmo

    aps o trmino do evento, todo o material coletado

    seja disponibilizado publicamente em formato digital.

    O website do projeto ser um dos mais importantes

    mediadores neste processo: funcionar como a

    plataforna na qual essa rede ser construda. L sero

    disponibilizados constantemente todos os contedos

    produzidos ao longo do projeto, incluindo vdeos das

    palestras e/ou debates pblicos, imagens, aplicativos

    web, etc.

    O objetivo final do projeto o de chamar a ateno da

    populao para a importncia da sua participao no

    processo de transformao e representao do Rio de

    Janeiro. Isto se dar pela exibio dos meios pelos quais

    esta participao pode ser feita, atravs de ferrame