NOVA LEI ROUANET - ? Nova Lei Rouanet. Este caderno informa os motivos e objetivos do projeto de lei

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  • NOVA LEI ROUANET

  • AMPLIAR E QUALIFICAR O ACESSO AOS RECURSOS, FINANCIAR TODAS AS DIMENSES DA CULTURA, EM TODAS AS REGIES DO BRASIL

  • 4 5

    UMA NOVA LEI PARA A CULTURA DE UM NOVO SCULO O Ministrio da Cultura apresenta aos cidados

    brasileiros, artistas, produtores, parlamentares e

    empresas patrocina doras da cultura brasileira a

    Nova Lei Rouanet. Este caderno informa os motivos

    e objetivos do projeto de lei que visa substituir

    a Lei Rouanet por uma nova lei mais abrangente e

    dinmica.

    Dezoito anos de vigncia da Lei Rouanet defasaram os

    mecanismos diante do dinamismo e da riqueza cultural

    brasileira. A diversidade cultural do Brasil precisa hoje

    de mais recursos, distribudos em todas as reas e

    segmentos, em todas as regies onde se manifesta uma

    enorme riqueza de expresses e uma justa demanda de

    acesso cultura.

    Os produtores e artistas no podem depender

    exclusi vamente de patrocinadores, nem do critrio

    de retorno de imagem. Projetos de leitura, biblioteca,

    museus e patrimnio no podem depender apenas de

    um guich nico do mecenato.

    O Brasil do sculo XXI precisa acordar para a importncia da

    sua cultura: na valorizao dessa diversidade e no acesso

    cultura como direito de todos que poderemos

    formar uma gerao de cidados culturalmente

    ricos e plenos. Com isso, fortalecemos nossa

    jovem democracia e ampliamos a liberdade de

    expresso de todos os brasileiros.

    Hoje a cultura tornou-se um ativo econmico

    estratgico na globalizao, uma economia que precisa

    do investimento privado. O Estado tem um papel

    importantssimo: mas os recursos devem ser usados

    com critrio e responsabilidade. O prprio Estado precisa

    se tornar mais gil, dinmico, capaz de avaliar resultados

    e diminuir a papelada.

    A nova lei fortalece o oramento: cria um novo fundo

    altura da demanda e da qualidade da cultura nacional.

    Desburocratiza procedimentos e estabelece uma gesto

    feita em parceria com a sociedade e setor cultural.

    Garantindo que os recursos cheguem direto ao projeto, sem

    intermedirios, sem despachantes e sem burocracia

    desnecessria.

    O novo projeto de lei fortalece a noo de cultura como

    polo estratgico de um novo ciclo de desenvolvimento

    humano no pas, ligado s metas de universalizao do

    acesso, defesa da diversidade e fomento criatividade

    cultural, alm do pleno desenvolvimento da economia

    da cultura no brasil. Amplia os recursos de financiamento

    cultura, com participao balanceada do

    oramento pblico (com recursos da

    Unio mas tambm por meio do

    incentivo fiscal s empresas) e de

    fontes da iniciativa privada, de forma

    a constituir um sistema integrado e

    autossustentvel de nanciamento.

    A nova proposta foi elaborada a partir de um

    amplo dilogo com todo o pas, recebendo uma ampla

    reverberao da imprensa. Por isso ela nasce sintonizada

    com a excelncia, a sofisticao e a diversidade que so

    qualidades marcantes da cultura brasileira.

  • 6 7

    POR QUE MUDAR?O Congresso Nacional tem agora em mos o projeto de lei

    que estabelece um novo paradigma para o financiamento

    de nossa cultura e arte. A adeso da sociedade nova

    lei se deve em grande medida ao esclarecimento dos

    resultados e falhas da lei anterior, j que pouco se

    conhecia da Lei Rouanet e de seus resultados efetivos.

    Indicadores, lacunas e desigualdades geradas: as muitas

    razes para uma nova lei devem estar baseadas na

    anlise objetiva de estatsticas de 18 anos de atividade

    do Ministrio da Cultura e do setor cultural. Ao longo

    da consulta pblica, a base de dados foi aberta para o

    acesso de todos e est disponvel no site do Ministrio:

    WWW.CULTURA.GOV.BR .

    So muitas as razes para mudar um mecanismo que,

    como revelam os nmeros, concentrou poucos recursos,

    em poucas cidades, em poucos proponentes, em poucas

    reas da cultura.

    EXCLUSO DE MUITOS EM BENEFCIO DE POUCOSDINHEIRO PBLICO MAL GASTO - BAIXO

    INVESTIMENTO DOS PATROCINADORES

    Por meio de renncia fiscal, foram disponibilizados sem

    critrio R$8 bilhes em 18 anos, sendo R$7,2 bilhes dinheiro

    do contribuinte. A cada R$10 investidos, R$9 so pblicos e

    apenas R$1 dinheiro do patrocinador privado. Sendo que

    deste R$1 real, mais da metade aplicado por empresas pblicas.

    CONCENTRAO EM UMA S REGI O E EM POUCOS PROPONENTES

    Aproximadamente 1 bilho de renncia fiscal/ano. Destes recursos 80 % so captados apenas por uma regio do pas, sendo que 50% dos recursos captados ficam concentrados em apenas 3% dos proponentes.

    Norte1%

    Centro-oeste2%

    Nordeste6%

    Sudeste80%

    Sul12%

    UF R$/hab.RJ 17,31

    DF 15,45

    SP 8,15

    MG 3,71

    PR 3,53

    RS 2,38

    SC 2,34

    AM 1,71

    ES 1,53

    CE 0,95

    AC 0,87

    PE 0,71

    RO 0,59

    TO 0,53

    BA 0,50

    GO 0,30

    MT 0,25

    RN 0,25

    PB 0,16

    SE 0,15

    PA 0,14

    PI 0,08

    MS 0,07

    AP 0,06

    RR 0,03

    AL 0,01

    MA 0,01

    RENNCIA

  • 8 9

    VIA CRUCIS PARA CONSEGUIR UM PATROCINADOR

    O Ministrio da Cultura aprova 10 mil projetos culturais

    por ano. Mas somente 20% dos projetos aprovados

    conseguem algum patrocnio. A maioria dos artistas

    fica com o certificado do ministrio na mo.

    RENNCIA TEM 5 VEZES MAIS DINHEIRO

    PBLICO QUE O FUNDO

    O dinheiro pblico para a cultura predomi-

    nanentemente distribudo via renncia

    fiscal, representando 80% do total.

    O mecanismo de renncia fiscal

    intrinsecamente ligado ao

    lucro e liquidez das empresas.

    A cultura de um pas no pode

    depender majoritariamente da

    performance das empresas.

    Esses nmeros explicam porque 18 anos depois de

    sua criao, a lei no deu conta de corrigir o retrato

    cultural da excluso:

    S 14% dos brasileiros vo ao cinema uma vez por ms

    92% nunca frequentaram museus

    93% nunca foram a exposies de arte

    78% nunca assistiram a um espetculo de dana

    92% dos municpios no tm cinema, teatro ou museu

    MUITOS BALCES E UM PADRO DE ESCOLHA

    Os nmeros revelam que o mecenato no estimulou

    nenhum tipo de pluralismo, seja regional, cultural,

    esttico. Nem baseou -se em meritocracia ou outros

    critrios relevantes, na medida em que a escolha do

    patrocinador no por, edital, concorrncia ou mrito.

    Histria

    Patrimnio

    Circo

    Restauro Audiovisual

    Arqueologia

    Distribuio Audiovisual

    Pesquisa

    Fotografia

    Biblioteca

    Capacitao

    Cultura Popular

    pera

    Exibio Audiovisual

    Folclore

    Cultura Afro-brasileira

    Cultura Indgena

    Peridicos

    Acervos

    Artesanato

    Mmica

    ARTES INTEGRADAS: 14%

    TEATRO: 11%

    EDIO DE LIVROS: 10:FONTE: IBGE

    MSICA ERUDITA: 9%

    30 MENORES SEGMENTOS: 14%

    ALGUNS DOS 30 MENORES SEGMENTOS APOIADOS COM

    APENAS 14% DA RENNCIA

  • 11

    A NOVA LEI FOI APERFEIOADA DURANTE UM ANO DE CONSULTA PBLICANunca se discutiu tanto cultura no Brasil.

    Essa frase se tornou comum nos ltimos anos se deve em

    boa medida criao de uma nova lei de financiamento

    cultura e arte no Brasil.

    A nova lei nova no contedo, mas tambm na forma

    com que foi concebida. Ao contrrio de leis anteriores

    para a cultura, foi discutida em seminrios e audincias

    pblicas em todos os estados.

    A casa civil colocou no ar no dia 23 de maro at 6 de

    maio de 2009 um anteprojeto de lei que foi debatido

    UMA LEI SOB O SIGNO DA DIVERSIDADE

    A nova lei ser a primeira a incorporar a ratificao da Conveno sobre a Proteo e Promoo da Diversidade das Expresses Culturais da Unesco, da qual o Brasil pas signatrio ao lado de mais de 100 pases. A conveno afirma que os pases devem adotar polticas pblicas de cultura em favor da diversidade cultural.

    ANLISE SUBJETIVA VETADA NA NOVA LEI

    A nova lei adota critrios pblicos, objetivos e transpa -rentes, preenchendo uma lacuna da lei anterior. Na mesma direo, a nova lei amplia o contedo do artigo 22 da Lei Rouanet que veta a anlise subjetiva garantindo tambm a impessoalidade da avaliao em todo processo.

    CONHEA ALGUMAS NOVIDADES DA

    CONSULTA QUE O GOVERNO INCOPOROU

    Incorporao da literatura no fundo de leitura

    Criao de um fundo especfico para a inovao

    audiovisual, dentro do fundo setorial do audiovisual

    Manuteno do artigo que veta anlise

    subjetiva dos projetos culturais

    Acrscimo de critrios ao texto, evitando que

    os critrios ficassem na regulamentao

    Fim da tributao dos projetos incentivados

    Necessidade perodo de transio

    entre a lei antiga e a nova

    Aprimoramento da redao sobre artigo

    em torno do direito autoral

    exaustivamente ao longo de 90 dias por artistas, produtores,

    parlamentares, secretrios de cultura, gestores e sociedade,

    em todo Brasil.

    A proposta que o governo colocou na internet trouxe a

    espinha dorsal da mudana. Mas os milhares de vozes,

    sugestes e opinies trouxeram avanos e aperfeioamentos

    muito importantes ao texto original do Executivo.

    Alm de legitimar a necessidade da mudana confirmando a

    importncia de uma nova lei para a cultura brasileira a consulta

    pblica criou um texto mais completo, abrangente e eficiente.

    Durante o perodo de consulta pblica, o site do Ministrio da

    Cultura registrou mais de 250 mil acessos individuais. Mais de 100

    mil cidados visitaram o blog da reforma da Lei Rouanet. Nos 45

    dias de consulta, o site da Casa Civil e o referido blog receberam

    925 contribuies individuais e 757 coletivas, provenientes de

    19 estados da federao. Destas, 443 contribuies sugeriram

    especificamente mecanismos para o fortalecimento do Fundo

    Nacional de Cultura e 369 o aprimoramento da renncia fiscal.

    O ministrio promoveu discusses em todas as regies do pas,

    e o prprio ministro compareceu a 19 debates. A repercusso

    na imprensa foi enorme, via de regra destacando o pioneirismo

    da iniciativa, pois debater de forma democrtica e participativa

    um marco regulatrio algo indito na histria das polticas

    culturais brasileiras.

  • 12 13

    A NOVA LEI DE FINANCIAMENTO CULTURA E ARTEO NOVO FUNDO NACIONAL

    DE CULTURA

    A nova Lei apresenta um

    Fundo com recursos prprios,

    adota critrios objetivos no

    corpo da legislao e oferece

    mecanismos geis de apoios

    aos projetos culturais. Veja a

    seguir os detalhes do projeto.

    O FUNDO TORNA-SE A PARTIR DE AGORA O PRINCIPAL

    MECANISMO DE FINANCIAMENTO CULTURA

    H diversas razes: fundos pblicos devem ter critrios

    pblicos, tm maior controle social e podem significar

    um aporte direto, eliminando a etapa em que se busca o

    patrocinador. reas como educao e cincia e tecnologia

    tm se desenvolvido porque tm fundos atuantes. A

    cultura ainda no tem um fundo sua altura.

    UMA ETAPA A MENOS NA BUSCA POR RECURSOS

    Na Lei Rouanet, depois de aprovado no ministrio da

    cultura, o proponente recebe um certificado de captao.

    A partir da ele deve buscar uma segunda aprovao entre

    empresas patrocinadoras. Com o novo Fundo Nacional de

    Cultura como alternativa, assim que o projeto for avaliado

    e aprovado no MinC, o recurso vai direto para o realizador,

    sem necessidade de patrocinador. Elimina -se assim uma

    etapa longa e onerosa.

    FIM DA TRI BUTAO DOS PROJETOS CULTURAIS

    O projeto da nova lei supre uma lacuna importante da Lei Rouanet ao deixar claro que os projetos que recebem subsdio via fundo ou renncia fiscal no so tributados, a no ser nos eventuais rendimentos que obtenham. Alm disso, o artigo tem efeito retroativo: os artistas e produtores que vm sendo autuados pela Receita Federal sero anistiados.

    AMPLIAO DO DIREITO A RECURSO

    No projeto de lei, pessoas fsica e jurdicas, com ou sem fins lucrativos, passam a ter direito de apresentar projetos. A natureza cultural deve estar agora no projeto, no no proponente. E fica estabelecido o prazo de 30 dias para que o Ministrio da Cultura conclua a avaliao do projeto cultural. Alm disso, fica garantido o direito a recurso da primeira deciso, que ser avaliada pela CNIC.

    DESBUROCRATIZAO

    Para que o fundo possa ser o mecanismo principal, o

    ministrio inseriu no projeto de lei formas de facilitar a

    vida do proponente e diminuir a burocracia. No lugar da

    rigidez do convnio, sero concedidas bolsas e prmios.

    A prestao de contas ser bem mais simples. Ter foco

    nos resultados do projeto e menos na dimenso contbil.

    Deixa de ser obrigatria a contrapartida financeira de

    20%, que no passado excluiu e colocou na inadimplncia

    artistas e produtores.

  • 14 15

    O NOVO FNC GANHA UM LEQUE DE

    MANEIRAS PARA APOIAR OS ARTISTAS,

    EMPRESAS E INSTITUIES CULTURAIS

    1. Financiamento direto por meio de

    prmio, bolsas, convnios

    2. Transferncias para fundos pblicos,

    estaduais e municipais de cultura

    3. Contratos e parcerias com entidades

    4. Emprstimos

    5. Incentivo a fundos privados permanentes

    mantenedores de instituies culturais

    6. Investimento em empresas e projetos,

    com associao ao retorno comercial.

    OS NOVOS FUNDOS SETORIAIS

    A exemplo do bem sucedido Fundeb, do Ministrio da

    Educao, dos fundos setorias do MCT e do j em vigor

    Fundo Setorial do Audiovisual, nenhum fundo ter

    menos que 10% ou mais de 30% do total do Fundo

    Nacional de Cultura, gerando equilbrio entre as reas.

    Os fundos citados devem trabalhar o fomento produo,

    circulao, formao, gesto pblcia e empresarial, instalao

    de equipamentos, crtica, acervos, pensamento e reflexo de

    cada um dos segmentos.

    Fundo das Artes Visuais

    Fundo das Artes Cnicas

    Fundo da Msica

    Fundo do Acesso e Diversidade

    Fundo do Patrimnio e Memria

    Fundo do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades

    Fundo de Aes Transversais e Equalizao

    Fundo Setorial do Audiovisual: integrar o FNC

    EDITAIS E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

    No fundo no ser importante o valor que um projeto

    agrega uma marca privada. Os projetos sero avaliados

    no mrito por pareceristas especializados

    em cada rea da cultura, a partir de

    critrios publicizados previamente,

    que valorizam a dimenso cultural

    e o impacto de cada projeto em

    diferentes aspectos da cultura.

    CNIC DO FUNDO

    O Fundo Nacional de

    Cultura deve seguir um

    plano de diretrizes e critrios

    feitos pela nova Comisso

    Nacional de Incentivo Cultura

    (CNIC). Ou seja, seus recursos sero

    distribudos criteriosamente, com

    controle e transparncia.

  • 16 17

    NOVO FUNDO NASCE COMRECURSOS PRPRIOSO novo fundo j comea a funcionar em 2010 com

    R$800 milhes. Isso significa que a nova lei coloca o

    Brasil no patamar mnimo que a ONU estabelece para a

    cultura: 1% do Oramento Geral da Unio. Uma grande

    vitria para a nossa cultura e arte.

    O novo Fundo Nacional de Cultura vai repassar 30%

    dos seus recursos para estados e municpios, mas esse

    recurso s poder ser investido em cultura e arte, no

    podendo ser investido na mquina pblica. Ou seja,

    os artistas e produtores vo ter disposio apoio nas

    suas cidades e estados.

    UM FUNDO DESCENTRALIZADO: REPASSE A ESTADOS E MUNICPIOS

    Fortalecer as polticas pblicas de cultura nos estados e municpios, impulsionando o Sistema Nacional de Cultura, uma prioridade do novo modelo.

    PESSOA FSICA PODE DOAR AO NOVO FUNDO

    Uma novidade no projeto de lei autorizao de doao ao Fundo Nacional de Cultura por pessoa fsica na Declarao do Ajuste Anual. Isso permitir que milhes de contribuintes possam ter o direito de aportar recursos a programas e editais pblicos de apoio cultura brasileira.

    ESPAO GARANTIDO PARA O CINEMA CULTURAL

    A nova lei cria tambm a subcategoria de programao

    especfica do fundo setorial do audiovisual, denominada

    fundo de incentivo inovao do audiovisual, destinada

    exclusivamente ao fomento, na modalidade de aplicao

    no reembolsvel, de projetos que contemplem e

    envolvam pesquisa, crtica e reflexo sobre audiovi

    Audiovisuais culturais de curta e mdia metragem

    Renovao de linguagem das obras audiovisuais

    Formao de mo-de-obra

    Realizao de festivais no Brasil ou exterior

    Mostras e preservao ou difuso de

    acervo de obras audiovisuais

  • 18 19

    O FIM DA SEGREGAO NA RENNCIA FISCAL

    Na Lei Rouanet, os percentuais de renncia so atribudos

    automaticamente por reas da cultura. Msica erudita tem

    100% e msica popular tem 30% de renncia. Na nova lei, o

    percentual de renncia vai ser maior quanto maior o acesso

    gerado sociedade, quanto mais emprego e renda ou

    quanto maior a contribuio para as linguagens artsticas.

    Isso vai estimular o desenvolvimento de projetos de maior

    interesse pblico. Na nova lei, todas as reas da cultura

    podero chegar ao nvel mximo de renncia fiscal, sem

    descriminao por gneros, segmentos e setores.

    POR UMA VERDADEIRA ECONOMIA DA CULTURA

    A nova lei cria mecanismos para alavancar projetos com

    potencial de retorno comercial, desenvolvendo assim

    uma economia da cultura forte no Brasil. A criao

    da modalidade investimento do Fundo Nacional de

    Cultura e o aperfeioamento do Ficart (agora muito

    mais atrativo - com 100% de renncia) vo cumprir o

    FICART AGORA MAIS ATRATIVO

    O Ficart fundo privado onde os investidores se tornam scios da renda de um proejto cultural nunca saiu do papel. Para os patrocinadores, foi mais vantajoso ter 100% do dinheiro renunciado no mecenato do que investir e tornar-se scio de projetos com potencial comercial. Estimulou-se a dependncia do subsdio pblico em reas que tm grande potencial de viver do mercado. No projeto de lei enviado ao Congresso, o Ficart recebe um percentual maior de renncia, mas com o passar do anos o percentual vai dimunuindo. Com o tempo, o novo modelo visa estimular o empreendendorismo e diminuir a dependncia da renncia.

    GOVERNOS E GRANDES CAPTADORES DEIXAM DE CONCORRER COM ARTISTAS

    Uma das maiores queixas dos artistas e produtores a concorrncia com governos que na ausncia de oramento passam a ir ao mercado de captao para suprir a falta crnica de recursos. Alm disso, instituies vinculados a patrocinadores tambm retiram espao de artistas e produtores ao captar grandes volumes de renncia. O pressuposto da nova lei que governos e grandes empresas devem arcar com a maior parte dos seus programas culturais. O projeto de lei fortalece estados e municpios com os repasses fundo a fundo, e limita, por outro lado, a captao de renncia fiscal por meio indireto. A nova lei estabelece um teto de 10% do montante anual tanto para governos como para institutos ligados a patrocinadores.

    PATROCNIO: NOVOS ESTMULOS E REGRASDe forma complementar ao fortalecimento do Fundo

    Nacional de Cultura, o novo projeto de lei quer ampliar

    ainda mais os recursos disponveis para a produo

    cultural e artstica no pas. Como parte de um novo ciclo de

    responsabilidades do Estado e das empresas em relao

    cultura, vai promover a elevao dos investimentos pblicos,

    mas tambm dos prprios patrocinadores no financiamento

    cultura. Empresas estatais, bancos oficiais e as principais

    empresas do setor privado que usam tradicionalmente

    o incentivo fiscal j se comprometeram em investir no

    mnimo 20% do valor do projeto com recursos de seus

    prprios oramentos.

    Outra realidade da cultura que lei rouanet no enfrentou

    a proliferao de fundaes e instituies culturais sem

    fundos de manuteno. A nova lei cria renncia fiscal

    para os endowments (formados pela doao de empresas

    e pessoas fsicas para instituies e equipamentos).

    papel de fortalecer as empresas da cultura. Quando o

    fundo investir em um projeto, estar se associando a

    ele, garantindo participao pblica nos resultados da

    bilheteria. O papel do recurso pblico nesses casos

    outro: associar -se aos resultados econmicos e

    dividir o risco com o produtor cultural garantindo que

    em caso de retorno os recursos do contribuinte sejam

    retroalimentados para o fundo, que poder ento

    investir em novos projetos. No contexto do Vale -Cultura,

    esses mecanismos tendem a encontrar forte demanda.

  • 20 21

    CRITRIOS PARA A DIMENSO SIMBLICA

    1. Inovao e experimentao esttica

    2. Circulao, distribuio e difuso dos bens culturais

    3. Contribuio para a preservao, memria e tradio

    4. Expresso da diversidade cultural brasileira

    5. Contribuio pesquisa e reflexo

    6. Promoo da excelncia e da qualidade

    CRITRIOS PARA A DIMENSO ECONMICA

    1. Gerao e qualificao de emprego e renda

    2. Desenvolvimento das cadeias produtivas culturais

    3. Fortalecimento das empresas culturais brasileiras

    4. Internacionalizao, exportao e

    difuso da cultura brasileira

    5. Fortalecimento do intercmbio e da

    cooperao internacional com outros pases

    6. Profissionalizao, formao e capacitao

    de agentes culturais pblicos e privados

    7. Sustentabilidade e continuidade dos projetos culturais

    A CNIC GANHA UM PAPEL MAIS AMPLO, FORMULANDO DIRETRIZES, CRITRIOS E PRIORIDADES DO INVESTIMENTO

    E so instaladas as CNICs setoriais, que permitem um acompanhamento mais especializado e dinmico da evoluo de cada setor da cultura. A rede de pareceristas especializados acrescentar igualmente um aporte de conhecimento e autonomia indispensveis a avaliao de cada projeto.

    TRANSPARNCIA E CRITRIOSO projeto de lei cria um sistema pblico e transparente

    de critrios tanto para o acesso aos recursos do Fundo

    Nacional de Cultura quanto do incentivo fiscal. Tanto

    o Estado como os patrocinadores sero estimulados a

    aprimorar seus mecanismos de relao com os produtores

    culturais e artistas com a divulgao de critrios claros

    para o uso do recurso pblico. Com base nas diretrizes

    anuais da CNIC sero criadas comisses setoriais, com

    composio paritria, formadas por especialistas na rea

    de enquadramento do projeto e com ampla participao

    da sociedade civil, o que agilizar a anlise dos projetos

    (que cumprir prazos rigorosos), garantindo a preservao

    de um patrimnio recentemente conquistado pela

    sociedade brasileira: a liberdade de expresso.

    CRITRIOS PARA A DIMENSO SOCIAL

    1. Ampliao do acesso da populao aos

    bens, contedos e servios culturais

    2. Contribuio para a reduo das

    desigualdades territoriais, regionais e locais

    3. Impacto na educao e em processos de requalificao

    urbana, territorial e das relaes sociais

    4. Incentivo a formao e manuteno de redes,

    coletivos, companhias e grupos socioculturais

    5. Reduo das formas de discriminao e preconceito

    6. Fortalecimento das iniciativas culturais das comunidades

    NA TERCEIRA ETAPA TAMBM SERO AVALIADAS

    Sua coerncia interna, referente viabilidade de execuo, bem como adequao oramentria

    A capacidade tcnica e operacional do proponente

  • 22 23

    DESCONCENTRANDO A RENNCIA FISCAL

    Hoje, alm dos incentivos fiscais da Lei Rouanet, os

    patrocinadores ainda podem lanar, em suas declaraes

    de renda, os custos do projeto cultural como despesa

    operacional da empresa, obtendo dedues adicionais

    de cerca de 30% sobre o valor do projeto. No projeto

    de lei o mecanismo mantido, mas condicionado a

    investimentos que contribuam para a desconcentrao

    dos investimentos em regies ou reas da cultura que

    tm recebido pouco ou nenhum investimento por meio

    da renncia fiscal (cidades de todo o Brasil, interior e

    periferias das grandes capitais)

    UM ESTADO EFICIENTE PARA INVESTIR EM CULTURAA consulta pblica revelou a necessidade de fortale-

    cimento institucional do financiamento cultura no

    Brasil. A nova demanda pelos recursos do FNC, que j em

    2010 mobilizar milhares de novos projetos, exige a criao

    de um escritrio pblico de financiamento cultura.

    Assim como ocorre nas reas de educao e cincia e

    tecnologia, as polticas culturais exigem a produo

    permanente de estudos, estatsticas e

    indicadores que orientem a ao do Estado,

    garantindo a aplicao eficaz dos recursos

    pblicos e financiando desde projetos em

    reas que tradicionalmente no recebem

    apoio at aquelas que, de maior dinmica

    econmica, demandam investimentos que

    podem ser retornveis.

    DESBUROCRATIZAO E PROCESSO DE TRANSIOO Ministrio considera indispensvel a adoo de medidas

    administrativas que garantam a transio entre a legislao

    atual e a nova lei federal de incentivo cultura, dando

    segurana e previsibilidade para os artistas, produtores

    culturais e empresas patrocinadoras.

    Para isso, est reestruturando a Secretaria de Fomento

    e Incentivo Cultura (Sefic), de modo a aprimorar os

    mecanismos de atendimento ao proponente (inclusive

    com a criao de uma Ouvidoria), otimizando o processo de

    inscrio e anlise dos projetos (aperfeioando o Salic -Web e

    contratando novos pareceristas), diminuindo o fluxo de papis,

    estabelecendo prazos para o atendimento, desburocratizando

    a movimentao dos recursos e a prestao de contas dos

    projetos realizados, que ser simplificada.

    LICENA PARA USO EDUCACIONAL

    Na Lei Rouanet, projetos que tem 100% de dinheiro pblico no podem ser reproduzidos pelo Ministrio da Educao para ser usados por professor em sala de aula. preciso que o contribuinte pague de novo para que uma cpia educacional seja feita. Com a nova lei, o Estado passa a ter uma licena para uso educacional - isso somente aps o fim da carreira comercial do bem cultural financiado com dinheiro pblico. O novo mecanismo permitir que um nmero maior de brasileiros tenham acesso ao que financiado com dinheiro pblico.

  • Apenas duas faixas (de 30% e 100%)

    Baixo investimento privado

    Ausncia de critrio

    Arbtrio: msica popular e outras reas com apenas 30% de renncia

    No existia No era feitoO governo financia projetos com 100% de renncia e depois recompra o mesmo produto para uso educacional, no comercial

    No saiu do papel porque no tinha incentivo fiscal

    Fundo sem recursos e cheio de travas burocrticas

    Trs faixas (40%, 60%, 80%)

    Os maiores patrocinadores sinalizam investimento mnimo de 20%

    Adoo de critrios pblicos de uso dos recursos

    Todas as reas da cultura podem obter a faixa mxima de renncia

    Uma iniciativa que ir alavancar a economia cultural, podendo arrecadar at R$7 bilhes em investimentos ao ano

    Repasse automtico de 30% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura para estados e municpios

    O direito autoral ser preservado e ganha fim educacional aps terminar a vida comercial do produto

    100% de renncia para projetos culturais com potencial de retorno comercial. O ndice vai baixar depois

    1. CRIAO DE SETE NOVOS FUNDOS SETORIAIS Artes Visuais / Artes Cnicas / Msica / Acesso e Diversidade / Patrimnio e Memria / Livro, Leitura, Literatura e Humanidades / Aes Transversais e Equalizao

    2. REPASSE FUNDO A FUNDO PARA ESTADOS E MUNICPIOS E DISTRITO FEDERAL

    Descentralizao na distribuio dos recursos

    3. ASSOCIAO A RESULTADOS Coproduo de projetos com potencial retorno comercial. Em caso de sucesso econmico, a parte proporcional ao aporte pblico, retorna ao fundo

    4. CRDITO E MICROCRDITO Emprstimo a empreendimentos culturais, por meio de instituies de crdito

    5. PARCERIAS PBLICO-PRIVADAS Recursos em parcerias pblico-privadas para a construo de espaos culturais

    AN

    TIG

    A L

    EI R

    OU

    AN

    ETN

    OVA

    LEI

    RO

    UA

    NET

    RENNCIA VALE-CULTURA REPASSE FUNDO A FUNDO PARA ESTADOS E MUNICPIOSDIREITOS DO AUTORFICART FUNDO NACIONAL DE CULTURA (FNC)

  • AMPLIAR E QUALIFICAR O ACESSO AOS RECURSOS

    FINANCIAR TODAS AS DIMENSES DA CULTURA

    EM TODAS AS REGIES DO BRASIL

  • ACESSE E PARTICIPE http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet