Nota Técnica N o 17 A Contribuição Previdenciária dos ... ?cnica... · Nota Técnica N o 17 A Contribuição…

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<ul><li><p>Nota Tcnica N o 17 </p><p>A Contribuio Previdenciria dos Servidores Pblicos Inativos e a Proposta </p><p>de Emenda Constituio 555 de 2006 (PEC 555) </p><p>Elaborao: Departamento de Estudos Tcnicos do Sindifisco Nacional </p><p>Braslia-DF, Maio de 2010. </p></li><li><p>Diretoria Executiva Nacional Presidente Pedro Delarue Tolentino Filho 1 Vice-Presidente Luprcio Machado Montenegro 2 Vice-Presidente Sergio Aurlio Velozo Diniz Secretrio-Geral Claudio Marcio Oliveira Damasceno Diretor-Secretrio Mauricio Gomes Zamboni Diretor de Finanas Gilberto Magalhes De Carvalho Diretor-Adjunto de Finanas Agnaldo Neri Diretora de Administrao Ivone Marques Monte Diretor-Adjunto de Administrao Eduardo Tanaka Diretor de Assuntos Jurdicos Sebastio Braz Da Cunha Dos Reis 1 Diretor-Adjunto de Assuntos Jurdicos Wagner Teixeira Vaz 2 Diretor-Adjunto de Assuntos Jurdicos Luiz Henrique Behrens Franca Diretor de Defesa Profissional Gelson Myskovsky Santos 1 Diretora-Adjunta de Defesa Profissional Maria Cndida Capozzoli De Carvalho 2 Diretor-Adjunto de Defesa Profissional Dagoberto Da Silva Lemos Diretor de Estudos Tcnicos Luiz Antonio Benedito Diretora-Adjunta de Estudos Tcnicos Elizabeth de Jesus Maria Diretor de Comunicao Social Kurt Theodor Krause 1 Diretora-Adjunta de Comunicao Social Cristina Barreto Taveira 2 Diretor-Adjunto de Comunicao Social Rafael Pillar Junior Diretora de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Penses Clotilde Guimares Diretora-Adjunta de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Penses Aparecida Bernadete Donadon Faria Diretor do Plano de Sade Carlos Antonio Lucena Diretor-Adjunto do Plano de Sade Jesus Luiz Brando Diretor de Assuntos Parlamentares Joo Da Silva dos Santos Diretor-Adjunto de Assuntos Parlamentares Geraldo Marcio Secundino Diretor de Relaes Intersindicais Carlos Eduardo Barcellos Dieguez Diretor-Adjunto de Relaes Intersindicais Luiz Gonalves Bomtempo Diretor de Relaes Internacionais Joo Cunha da Silva </p><p>Diretora de Defesa da Justia Fiscal e da Seguridade Social Maria Amlia Polotto Alves Diretor-Adjunto de Defesa da Justia Fiscal e da Seguridade Social Rogrio Said Calil Diretoria de Polticas Sociais e Assuntos Especiais Jos Devanir De Oliveira Diretores-Suplentes Eduardo Artur Neves Moreira Kleber Cabral Conselho Fiscal Membros Titulares Ricardo Skaf Abdala Jose Benedito de Meira Maria Antonieta Figueiredo Rodrigues Membros Suplentes Iran Carlos Toneli Lima Norberto Antunes Sampaio Jos Yassuo Hashimoto DIRETORIA DE ESTUDOS TCNICOS Luiz Antonio Benedito Diretor de Estudos Tcnicos Elizabeth de Jesus Maria Diretora-adjunta de Estudos Tcnicos Equipe Tcnica que elaborou este estudo : Alvaro Luchiezi Jr. Economista, Gerente de Estudos Tcnicos Alexandra Isabel Trentini Advogada, Assessora de Diretoria II. Colaborao: Ana Carolina Pinheiro da Silva Assistente Administrativa </p><p>Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil SDS - Conjunto Baracat - 1 andar - salas 1 a 11 Braslia/DF - CEP 70392-900 Fone (61) 3218 5200 - Fax (61) 3218 5201 www.sindifisconacional.org.br - estudostecnicos@sindifisconacional.org.br permitida a reproduo deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. </p></li><li><p> 3</p><p>A Contribuio Previdenciria dos Servidores Pblic os Inativos e a Proposta de Emenda Constituio 555 de 2006 ( PEC 555) </p><p>1. Introduo </p><p>Tramita atualmente na Cmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional n. 555/2006 (PEC 555/06), que revoga o art. 4 da Emenda Constitucional n. 41 de 2003 (EC 41/03) que estendeu a obrigatoriedade do pagamento da contribuio previdenciria aos servidores inativos e pensionistas da Unio, Estados e Municpios. </p><p> Contribuies classificam-se como tributos vinculados e so subdivididas entre outras em contribuies de melhoria e contribuies previdencirias1. A propsito deste ensinamento, Sacha Calmon assim se expressa2: </p><p> Dentre as (contribuies) sociais ressaltam as previdencirias, pagas por todos os segurados proporcionalmente a seus ganhos, para garantirem servios mdicos, auxlios diversos e aposentadorias. Estas so as verdadeiras contribuies que podem ser includas na espcie de tributos vinculados a uma atuao especfica do Estado relativamente pessoa do contribuinte </p><p>Impostos tm como fato gerador uma situao independente de qualquer atividade estatal relativa ao contribuinte3. Ao contrrio, as contribuies tm uma finalidade especfica. </p><p>O art. 149 da Constituio Federal diz que compete Unio instituir contribuies sociais, de interveno no domnio econmico e de interesse das categorias profissionais ou econmicas (...). Uma contribuio social uma espcie de tributo com finalidade definida. H trs espcies de contribuies sociais: as de interveno no domnio econmico, as de interesse de categorias profissionais ou econmicas e as de seguridade social. Contribuies previdencirias enquadram-se neste ltimo grupo. </p><p>O que atribui uma finalidade contribuio a atuao do Estado em prol de um determinado grupo que pessoas ao qual o contribuinte pertence. Existe, ento, o que a teoria chama de referibilidade4, ou seja, vinculao, entre a atuao estatal e o contribuinte. Mediante a arrecadao, deve haver uma contraprestao pelo Poder Pblico. No caso da contribuio </p><p> 1 COELHO, Sacha Calmon N. 2005, apud CARMO, Csar Romero do. A taxao dos inativos e as inovaes da Emenda Constitucional n 41/2003 . Jus Navigandi , Teresina, ano 10, n. 915, 4 jan. 2006. A Classificao completa proposta pelo autor a seguinte: tributos vinculados impostos gerais, restituveis e especiais; tributos no vinculados taxas (de servios e de polcia); contribuies (de melhoria e previdencirias). 2 Idem, p. 482 3 Art. 16 do Cdigo Tributrio Nacional 4 A referibilidade, ou vinculao indireta, caracteriza as contribuies. Referibilidade direta caracteriza as taxas </p></li><li><p> 4</p><p>previdenciria, a contraprestao o pagamento do benefcio. Veja-se a este respeito Hugo de Brito Machado: </p><p>O ncleo da contribuio de seguridade social alberga como elemento essencial a condio inerente ao seguro, e este, em face de sua natureza mesma, envolve sempre a possibilidade de auferimento de um prmio. No caso da seguridade social, esse prmio o benefcio, com o qual o segurado tem a garantia dos meios de subsistncia, em face de eventual invalidez, ou da velhice5. </p><p>Existe uma vinculao estreita e diretamente proporcional do contribuinte-segurado de uma contribuio de seguridade social com os benefcios que lhe correspondero quando forem auferidos6. 2. Histrico Recente da Legislao e Jurisprudncia Constitucional da Contribuio Previdenciria </p><p>A Constituio Federal promulgada em 1988 trouxe em sua redao original o artigo 40 sem a previso de contribuio previdenciria. </p><p>Em 1990 foi aprovada a Lei 8.112 que dispe sobre o regime jurdico dos servidores pblicos civis da Unio, autarquias e das fundaes pblicas federais. O artigo 213 da lei institua o custeio da Seguridade Social pelo produto da arrecadao de contribuies sociais obrigatrias dos servidores dos trs Poderes da Unio, das autarquias e das fundaes pblicas, sendo a contribuio diferenciada em funo da remunerao mensal, bem como dos rgos e entidades, devendo ser fixada em lei. </p><p>A Lei n. 8.162 de 1991, em seu artigo 9, determinou a incidncia prevista na Lei n. 8112/90, estipulando alquotas progressivas de 9% a 12% sobre a remunerao mensal do servidor. Porm o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional7 o artigo 9 da referida Lei por causa da progressividade e do desrespeito ao principio da noventena8, determinando assim a devoluo dos valores j recolhidos. </p><p>Em 1993 foi publicada a Emenda Constitucional n 03 que deu nova redao ao pargrafo 6 do artigo 40 da Constituio, determinando que as aposentadorias e penses deveriam ser custeadas com recursos provenientes da Unio e da contribuio dos servidores. 5 MACHADO, Hugo de Brito. Contribuio social dos aposentados Lei 9.783/99 Inconstitucionalidade. Revista Dialtica de Direito Tributrio , n 45, jul. 1999. p. 90 6 MORAIS, Urlei Magalhes de. Emenda Constitucional n 41/2003. Sua aplicao na contribuio previdenciria dos inativos. Jus Navigandi , Teresina, ano 13, n. 2089, 21 mar. 2009. 7 STF ADI 790/DF 8 Constituio Federal, Art.150, III, c: Sem prejuzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, vedado Unio, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios: (...) III - cobrar tributos: (...) c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alnea b; </p></li><li><p> 5</p><p>A Lei n 8.688 de 1993 instituiu alquotas progressivas (de 9% a 12%) sobre a remunerao, observando o principio da noventena para evitar a inconstitucionalidade. </p><p>Em 1994 a Medida Provisria n 560 recriou as alquotas para contribuio previdenciria dos servidores pblicos ativos. </p><p>Na seqncia foi editada Medida Provisria n 1.415 de 1996, criando a contribuio dos inativos. O artigo 7 da MP deu nova redao ao artigo 231 da lei n 8.112/90 determinando que a contribuio seria cobrada de servidores ativos e inativos, silenciando quanto aos pensionistas. </p><p>Em 1997 foi editada a Medida Provisria n 1.482 que alterou as alquotas determinando uma nica faixa de contribuio, sendo de 11% sobre a totalidade de proventos, para servidores na ativa e servidores inativos. </p><p>Houve nova alterao legislativa em 1998 com a publicao da Lei n 9.630 que, em seu artigo 1, pargrafo nico, criou a iseno dos inativos na contribuio previdenciria. </p><p>Ainda no mesmo ano foi promulgada a Emenda Constitucional n 20 (EC 20/98) criando normas para o regime Geral da Previdncia Social, instituindo o carter contributivo. A nova redao do artigo 195, inciso II, determinou que contribuio previdenciria no seria devida pelos aposentados e pensionistas. A EC 20/98 ser comentada em tpico posterior. </p><p>A Lei n 9.783 de 1999, posterior a EC n 20 trouxe em seu texto a determinao de contribuio dos inativos no montante igual ao aplicado aos servidores pblicos ativos, qual seja, 11%. </p><p>O Supremo Tribunal Federal foi acionado por meio da ADI 2010, liminarmente mandando suspender o artigo 1 da Lei n 9.783/99 sob a alegao de no haver causa suficiente, no se justifica a instituio (ou a majorao) da contribuio de seguridade social, pois, no regime de previdncia de carter contributivo, deve haver, necessariamente, correlao entre custo e benefcio. A existncia de estrita vinculao causal entre contribuio e benefcio pe em evidncia a correo da frmula segundo a qual no pode haver contribuio sem benefcio, nem benefcio sem contribuio, como institudo pela Lei n 9.783/99. </p><p>No ano de 2003 foi publicada a Emenda Constitucional n 41 que alterou o artigo 40 da Constituio incluindo o carter solidrio alm do contributivo para o sistema previdencirio dos servidores, determinando tambm a cobrana dos inativos. A EC 41/03 ser apreciada em tpico parte. </p><p>O julgamento da ADI 2010, pelo Supremo, foi prejudicado com a edio da EC 41/03, j que a ao perdeu seu objeto. </p><p>A EC 41/03 foi objeto da ADI (Ao Direta de Inconstitucionalidade) 3105 que alegava afronta ao direito adquirido, garantido pelo inciso XXXVI do art. 5 da CF. Esta ADI visava a garantir a aplicao de principio fundamental constitucional do direito adquirido sob o argumento de que a aposentadoria do servidor deve ser regida pelo regime jurdico vigente poca de sua passagem para o quadro de aposentados. Portanto, se ela ocorreu anteriormente EC 41 o servidor no estaria sujeito ao recolhimento da contribuio previdenciria. </p></li><li><p> 6</p><p>O Supremo Tribunal Federal, por maioria, julgou-a improcedente em relao ao caput do artigo 4 da EC 41, mantendo a constitucionalidade da cobrana. Neste julgamento os ministros vencidos Ellen Gracie, relatora, Carlos Britto, Marco Aurlio e Celso de Mello defenderam claramente que o estabelecimento de contribuio previdenciria sobre a retribuio de servidor j aposentado configurava violao de ato jurdico perfeito, protegido pela Constituio. </p><p>Em 2004 foi publicada Lei n 10.887 que formalizou a cobrana da contribuio previdenciria determinando a alquota de 11% sobre a totalidade de vencimentos para ativos e para os inativos sobre as parcelas de proventos ou penses. Ainda determinou que a Unio contribuiria com o dobro da contribuio feita pelo servidor. </p><p>Em 2005 foi aprovada e promulgada Emenda Constitucional n 47, tambm conhecida como PEC Paralela que alterou os incisos 4 e 21 do artigo 40 da Constituio Federal9 </p><p>Em julho de 2006 o deputado Carlos Mota (PSB-MG) e outros apresentam na Cmara dos Deputados a PEC 555 que tramitou em regime especial e foi encaminhada Comisso de Constituio e Justia e de Cidadania (CCJC). A proposta foi arquivada em janeiro de 2007. </p><p>Em junho de 2007 o deputado Arnaldo Faria de S (PTB/SP) solicitou o desarquivamento da PEC e foi nomeado relator, emitindo parecer pela sua admissibilidade. Em outubro do mesmo ano ela foi aprovada na CCJC, e em novembro teve indicada Comisso Especial. Um ano depois, vrios deputados requereram que esta Comisso Especial fosse restabelecida, o que veio a ocorrer em maro de 2010, sob a presidncia do deputado Maral Filho (PMDB/MS), tendo como relator foi o deputado Luiz Alberto (PT/BA). Desde ento, realizaram-se quatro audincias pblicas nas quais os senhores deputados ouviram da sociedade civil o clamor pela aprovao da PEC 555. </p><p>2.1. A Emenda Constitucional n 20/1998 </p><p> A Emenda Constitucional no 20/98 consolidou o novo modelo previdencirio com nfase no carter contributivo e na necessidade de equilbrio financeiro e atuarial, alterando significativamente a redao original dada ao art. 40, modificando as regras da aposentadoria. </p><p> 9 Constituio Federal, artigo 40: 4 vedada a adoo de requisitos e critrios diferenciados para a concesso de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I portadores de deficincia; II que exeram atividades de risco; III cujas atividades sejam exercidas sob condies especiais que prejudiquem a sade ou a integridade fsica. (...) 21. A contribuio prevista no 18 deste artigo incidir apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de penso que superem o dobro do limite mximo estabelecido para os benefcios do regime geral de previdncia social de que trata o art. 201 desta Constituio, quando o beneficirio, na forma da lei, for portador de doena incapacitante. </p></li><li><p> 7</p><p>A principal alterao foi a incluso do carter contributivo que, segundo Odete Medauar10: </p><p> aquele em que h contribuio direta do servidor para que este tenha direito aposentadoria. Alm disso, h tambm o aporte de recursos do respectivo ente estatal. Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos proventos de aposentadoria e penses concedidas aos respectivos servidores e dependentes, em adio aos recursos dos respectivos tesouros, a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios podero constituir fundos integrados pelos recursos provenientes de contribuies e por bens, direitos e ativos de qualquer natureza, mediante lei, que dispor sobre a natureza e administrao desse fundo. </p><p>Ela estabeleceu critrios e limitaes para a organizao dos regimes prprios de previdncia social para os servidores pblicos. Dentre as inovaes apresentadas pela EC 20/98 est a criao da contribuio obrigatria, custeada mediante as contribuies de todos os servidores ativos. Tais contribuies deveriam resguardar o equilbrio financeiro e atuarial do regime. </p><p>O limite de valor para os proventos foi modificado, no podendo exceder, por ocasio de sua concesso, a remunerao referente ao cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referncia para a concesso da penso. </p><p>Para clculo e concesso de beneficio foi vedada a incluso de parcelas remuneratrias especificas. </p><p> A EC 20/98 manteve a reviso de proventos na mesma proporo e data que em houver modificao na remunerao dos servidores ativos. Todos os benefcios e vantagens concedidos aos servidores em atividade foram estendidos aos inativos. </p><p>Saliente-se que a partir da EC 20/98, o direito previdencirio transitou do carter universal/solidrio para o tributrio/compulsrio/contributivo com clara demonstrao de inobservncia tradicional jurisprudncia firmada pelos tribunais de vedar essa exigncia de taxao aps o advento da aposentadoria. </p><p>2.2. A Emenda Constitucional n 41/2003 </p><p>Textualmente, a cobrana desta contribuio assim comparece na Carta Magna: </p><p>Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, includas suas autarquias e fundaes, assegurado regime de previdncia de carter contributivo e solidrio, mediante contribuio do respectivo ente pblico, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, </p><p> 10 MEDAUAR, Odete. 2004, apud MATTOS, Mauro Roberto Gomes de. Aposentadoria dos servidores pblicos federais aps as reformas da Constituio. Jus Navigandi , Teresina, ano 8, n. 443, 23 set. 2004. </p></li><li><p> 8</p><p>observados critrios que preservem o equilbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo (...) 18. Incidir contribuio sobre os proventos de aposentadorias e penses concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite mximo estabelecido para os benefcios do regime geral de previdncia social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos </p><p> A emenda instituiu contribuio previdenciria para os aposentados e pensionistas que percebem valores superiores ao limite mximo do Regime Geral da Previdncia Social. Para aqueles que ingressaram no servio pblico antes dessa data, fixou regras de transio, garantindo que estes servidores possam aposentar-se com proventos integrais que correspondero totalidade da remunerao do servidor no cargo efetivo em que ocorrer a aposentadoria. Instituiu, tambm, o regime de previdncia complementar com planos de benefcios na modalidade contribuio definida. </p><p>O carter solidrio do regime de previdncia e a contribuio do ente pblico com vistas a um maior do equilbrio financeiro e atuarial foram duas importantes modificaes introduzidas pela EC 41/03 no art. 40 da Constituio Federal. </p><p>Os proventos dos servidores abrangidos por esse regime de previdncia passaram a ser calculados considerando as remuneraes utilizadas como base para as contribuies do servidor. Assim, deixou de existir a aposentadoria com proventos iguais ao valor da ltima remunerao do servidor. Os valores considerados para o clculo do benefcio so devidamente atualizados na forma da lei11. O artigo 15 da Lei n 10.88712 de 2004, dispe que os proventos e as penses dos servidores pblicos, ressalvados os casos de paridade, sero reajustados conforme o Regime Geral de Previdncia Social. </p><p> Os proventos de aposentadoria e as penses, por ocasio de sua concesso, no podero exceder a remunerao do respectivo servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referncia para a concesso da penso13. </p><p>A percepo de mais de uma aposentadoria neste regime vedada, exceto aquelas decorrentes dos cargos acumulveis na forma da Constituio14. Tambm est vedada a adoo de requisitos e critrios diferenciados para a concesso de aposentadoria no regime prprio dos servidores, ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condies especiais que prejudiquem a sade ou a integridade fsica, definidos em lei complementar. </p><p> 11 Constituio Federal - Artigo 40, 17. 12 Dispe sobre a aplicao de dispos