Normas Para Contratação de Consultorias

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Normas Para Contratao de Consultorias

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<ul><li><p>! !</p><p>ANEXO 4 </p><p>!!</p><p>Normas para a </p><p>Contratao de </p><p>Servios de </p><p>Consultoria na </p><p>Cooperao </p><p>Financeira Oficial </p><p>com Pases em </p><p>Desenvolvimento </p><p>!!!Junho 2008 !</p></li><li><p>!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Editado por: KfW Bankengruppe, Departamento de Comunicao Corporativa Palmengartenstrasse 5-9, 60325 Frankfurt am Main Telefone +49 69 7431-0, Telefax +49 69 7431-2944 www.kfw.de !!Redao: KfW Entwicklungsbank, Departamento de Estratgia - Princpios gerais e processos na Cooperao Financeira !!Contato no KfW Entwicklungsbank para documentos de informao sobre a cooperao com pases em desenvolvimento: Departamento de Estratgia - Estratgias de Cooperao para o Desenvolvimento e parcerias Telefone +49 69 7431-3751, Fax +49 69 7431-3363 !!Aspectos relacionados com estas Normas: Departamento de Estratgia - Princpios gerais e processos na Cooperao Financeira Telefone +49 69 7431-1631, Fax +49 69 7431-3363 !!!</p></li><li><p>Contedo </p><p>!Anexos </p><p> reas de interveno da consultoria Anexo 1 Direitos do KfW a informaes e aprovaes Anexo 2 Elementos essenciais do edital de pr-qualificao Anexo 3 Observaes relativas avaliao dos documentos de pr-qualificao Anexo 4 Elementos essenciais do convite para apresentao de propostas Anexo 5 Observaes relativas avaliao das propostas de licitao Anexo 6 Elementos essenciais do contrato de consultoria Anexo 7 Observaes relativas a contratos de preo global Anexo 8 !!</p><p>Introduo 3 ..............................................................................................................................................</p><p>1. Princpios Essenciais para a Contratao de Consultoria 3 .....................................................</p><p>2. Seleo de Consultoria 7..............................................................................................................</p></li><li><p>!Introduo </p><p>Estas normas informam sobre os requisitos aplicveis contratao de consultores para a 1</p><p>preparao e execuo de projetos da Cooperao Financeira Oficial alem (CF). As normas baseiam-se nos procedimentos e padres habituais a nvel internacional e aplicam-se a todos os servios de consultoria a serem financiados no todo ou em parte com recursos da CF. 2</p><p>Estas normas resumem todas as disposies vigentes para a contratao de consultores na CF. Alm disso, nesta verso atualizada o KfW leva em considerao uma srie de mudanas recentes, entre as quais: </p><p>- a necessidade de maior transparncia no procedimento de seleo, </p><p>- a maior nfase no papel dos parceiros do KfW na CF como entidades realizadoras do procedimento de seleo, </p><p>- a crescente prtica por parte das agncias internacionais de dar maior importncia proposta de preo no procedimento de seleo da consultoria. </p><p>As normas estabelecem as condies necessrias para garantir uma competio transparente e justa e que oferea oportunidades iguais aos consultores que nela participem. Os demais detalhes so definidos no respectivo convite para apresentao de propostas. Consegue-se, assim, suficiente flexibilidade para atender s caractersticas especficas de cada projeto. No interesse de uniformizar procedimentos ao nvel das entidades executoras nos pases em desenvolvimento, pode ser aconselhvel, em casos especficos, adotar os procedimentos de outras organizaes de cooperao bilateral e multilateral sempre que a entidade executora esteja familiarizada com aqueles procedimentos e o KfW o consinta. </p><p>O que a Cooperao Financeira? </p><p>A Cooperao Financeira (CF) faz parte da cooperao alem para o desenvolvimento. Sua misso consiste em financiar investimentos na infra-estrutura econmica e social, na reduo da pobreza e na proteo do meio ambiente nos pases em desenvolvimento mediante emprstimos a condies favorveis e contribuies financeiras no reembolsveis oriundos do oramento federal, aos quais se podem acrescentar fundos captados pelo KfW no mercado de capitais. A CF executada pelo KfW em nome e por encargo do Ministrio Federal alemo da Cooperao Econmica e Desenvolvimento (BMZ). Os recursos da CF utilizam-se, por exemplo, na ampliao do abastecimento de gua e eletricidade, no melhoramento de sistemas de sade e educao, na expanso de sistemas de transporte, e no fomento da produo agro-pecuria. Tambm apoia programas de crdito para pequenas e mdias empresas, bem como reformas econmicas. </p><p>!1. Princpios Essenciais para a Contratao de Consultoria </p><p>1. A atuao de consultores na Cooperao Financeira </p><p>1. A natureza e o alcance dos projetos da CF normalmente exigem que a entidade executora procure o apoio de consultoria nacional ou estrangeira para sua preparao, execuo e, em casos apropriados, operao (para detalhes relativas s reas de atuao, ver Anexo 1). O </p><p>Junho 2008 !3</p><p> Nestas normas o termo "consultores" (= consultores individuais ou empresas de consultoria) tem o 1mesmo significado que "engenheiros consultores".</p><p> Aplicam-se outras disposies aos servios de peritos a curto prazo e aoes de formao e 2capacitao ligadas a um determinado projeto.</p></li><li><p>KFW pode financiar servios deste tipo mediante recursos da CF. Os detalhes relativos aos servios e seleo da consultoria a contratar so definidos no contrato de emprstimo ou de contribuio financeira referente ao Projeto da CF em questo ou em outros convnios entre a entidade executora e o KfW. Os direitos e as obrigaes da entidade executora e do consultor so estabelecidos no convite para apresentao de propostas e no contrato de consultoria a ser assinado entre a entidade executora e o consultor. Em todo caso, para a consultoria a parte contratante sempre a entidade executora, pelo que somente ter direitos contra esta e somente poder exigir pagamento a esta, mas no ao KfW. </p><p>2. Responsabilidade pela Contratao de Consultoria </p><p>1.02 Em todos os projetos financiados no mbito da Cooperao Financeira Oficial, a responsabilidade pela preparao, implementao e operao de um projeto cabe respectiva entidade executora no pas em desenvolvimento. A entidade executora a contratante, que no s realiza todo o procedimento de contratao e concluso do contrato, mas tambm monitora o cumprimento do contrato como parte contratante da consultoria. Esta responsabilidade tambm abrange casos excepcionais em que o KfW execute o procedimento de seleo por encargo e em representao da entidade executora mediante contrato de mandato (cf. Seo 1.07). </p><p>3. O papel do KfW </p><p>1.03 O KfW participa ativamente na preparao e execuo dos projetos apoiados no mbito da CF. Sua obrigao de diligncia requer que o KfW exera uma influncia adequada a cada caso especfico sobre a orientao dos projetos a fim de evitar insucessos, no s na fase de planejamento e execuo mas tambm na operao. Esta orientao efetua-se em forma de um dilogo contnuo e uma colaborao estreita com a entidade executora. </p><p>1.04 O KfW procura que os fundos pblicos investidos no mbito da CF sejam aplicados da maneira mais econmica possvel. Assegura, portanto, que os contratos para os servios sejam adjudicados com base numa licitao transparente, justa e adequada com oportunidades iguais para todos os consultores que nela participem. Com a licitao procura-se identificar a proposta mais apropriada em termos tcnicos e financeiros, garantindo, assim, o uso mais eficaz possvel dos escassos recursos. Ademais, o KfW revisa a documentao de licitao, relatrios de avaliao, propostas de adjudicao e minutas de contratos a serem apresentados no mbito do processo licitatrio por forma a determinar se estes documentos concordam com o que foi acordado com a entidade executora, se correspondem com os padres internacionais, sobre tudo no que se refere especificao dos servios, condies de pagamento, responsabilidades e garantias, e se as minutas so isentas de erros graves e contradies. Por ltimo, o KfW monitora a superviso do cumprimento do contrato por parte da entidade executora durante a fase de execuo. </p><p>1.05 A publicao dos documentos de pr-qualificao e de licitao, a seleo da consultoria e o contrato de consultoria sempre carecem do consentimento prvio do KfW. Tambm devem ser apresentadas ao KfW quaisquer modificaes ao contrato e aceitao dos servios de consultoria pela entidade executora para anuncia prvia do KfW (para maiores detalhes, ver Anexo 2). </p><p>1.06 O KfW pode recusar-se a financiar servios de consultoria e, caso necessrio, o projeto de CF na sua totalidade se a consultoria no foi selecionada de acordo com o procedimento acordado, se a sua qualificao insuficiente, se as disposies do contrato de consultoria no atendem os requisitos mnimos do KfW, se o procedimento de seleo foi influenciado por pagamentos ilcitos, </p><p>! Junho 20084</p></li><li><p>pela concesso ou promessa de vantagens de outro tipo, ou se as circunstncias sugerem que tal influncia teve lugar. </p><p>1.07 Em casos individuais e a pedido da entidade executora, o KfW pode realizar a seleo e contratao da consultoria, no todo ou em parte, em nome da entidade executora. Para este efeito o KfW conclui um contrato de mandato com a entidade executora que defina o alcance e os detalhes das respectivas atividades do KfW. Os servios prestados pelo KfW no mbito de um contrato de mandato so gratuitos. Vias de regra, estas terminam com a assinatura do contrato de consultoria pelo KfW por encargo e em nome da entidade executora. </p><p>4. Independncia da consultoria </p><p>1.08 O KfW exige, como princpio geral, que a consultoria seja neutra e independente de fornecedores potenciais para o projeto. Empresas que formam parte de um grupo de empresas tm a opo de participar ou na funo de consultor ou como fabricante/fornecedor/empreiteiro em um projeto da CF. As firmas consultoras concorrentes na licitao devem revelar seus laos com outras empresas e devem confirmar, de forma obrigatria, que as empresas associadas a elas no procuraro outra forma de participar no projeto caso o contrato lhes seja adjudicado. Em caso de consrcio, esta disposio tambm se aplica aos peritos e consultorias que o integram. Estas disposies no se aplicarm a contratos de gesto ou outros esquemas do tipo "construir, operar, transferir". </p><p>5. Assegurar uma competio justa </p><p>1.09 Para assegurar uma competio justa no podem participar empresas de consultoria que atuem como assessores gerais na entidade executora, nem mesmo quando sua atividade no 3</p><p>diretamente relacionada com o respectivo projeto da CF. Tambm no permitida, vias de regra, a participao de consultorias ou de membros individuais de consultorias que foram contratadas para e elaborao dos termos de referncia e/ou de outras informaes relevantes licitao para o projeto da CF. Em licitaes para fases consecutivas de um projeto, esta disposio no se aplica consultoria que trabalhou na fase precedente. </p><p>1.10 Firmas consultoras que se integram no mesmo grupo de empresas ou so interligadas de outra forma em termos financeiros, organizacionais ou de pessoal, podem, em princpio, participar individualmente na licitao somente se as outras firmas consultoras associadas renunciam sua participao. </p><p>6. Cooperao entre empresas de consultoria </p><p>1.11 As consultorias podem participar no processo de licitao tambm em associao com outras consultorias, ficando a sua forma jurdica ao seu critrio. Aps a concluso do procedimento de pr-qualificao, a colaborao entre as consultorias pr-qualificadas ser admissvel somente com o consentimento da entidade executora e do KfW, e somente se ela no limita a competio. </p><p>1.12 A colaborao com peritos e consultorias qualificados locais tem alta prioridade na Cooperao Financeira. Essa colaborao pode ser estabelecida como condio obrigatria no anncio de pr-qualificao ou no convite para apresentao de propostas. A seleo dos respectivos peritos e consultorias locais cabe exclusivamente consultoria concorrente. A entidade executora no </p><p>Junho 2008 !5</p><p> Por exemplo, assessores que tenham conhecimento de assuntos estratgicos e gerais da entidade, sobretudo de contrataes previstas3</p></li><li><p>pode exigir que a consultoria colabore com peritos, empresas ou grupos de empresas locais especficos. </p><p>1.13 Havendo formao de consrcio, os documentos apresentados na pr-qualificao devem conter as informaes requisitadas para todos os parceiros previstos e, em particular, uma descrio obrigatria das suas responsabilidades e reas de atuao, bem como da forma de colaborao prevista. Deve anexar-se a estes documentos uma declarao de intenes assinada por todos os parceiros, indicando a consultoria lder do consrcio. No caso de o consrcio ganhar a licitao, os parceiros comprometem-se a adotar todas as medidas necessrias para que os servios descritos possam ser prestados por eles na composio especificada e na forma de colaborao indicada. Em casos especiais (por exemplo em grandes projetos) poder ser solicitada, no convite para apresentao de propostas, a concluso de um acordo detalhado e obrigatrio entre os parceiros de consrcios (p.ex. em forma de um contrato preliminar). </p><p>7. Confidencialidade </p><p>1.14 O procedimento de seleo confidencial. A confidencialidade permite entidade executora e ao KfW evitar imises inadmissveis. Por este motivo nem a entidade executora nem o KfW fornecem nenhuma informao sobre a avaliao de propostas ou recomendaes relativas adjudicao do contrato aos proponentes ou a outras pessoas que no sejam oficialmente envolvidos no processo de licitao. No caso de se violar o princpio de confidencialidade, o KfW pode exigir a anulao da licitao. </p><p>1.15 No perodo entre a publicao da licitao e a adjudicao do contrato, no se permite aos proponentes conversar sobre a proposta. No entanto, os proponentes podem efetuar visitas de informao in loco, participar em uma reunio de proponentes pr-qualificados, ou examinar a documentao disponvel. Estes contatos destinam-se unicamente a possibilitar aos proponentes a familiarizao com as condies locais e com os documentos de trabalho disponveis. Alm disso, somente se permitem consultas por escrito para solicitar esclarecimentos. Tais consultas so atendidas por escrito pela entidade executora em coordenao com o KfW, com cpia para todos os proponentes. Qualquer outra consulta ou interveno pode ser considerada como imiso inadmissvel e pode conduzir excluso do procedimento licitatrio. </p><p>8. Elementos essenciais do contrato de consultoria </p><p>1.16 O KfW elaborou um modelo de contrato que uniformiza os requisitos de contedo e forma 4</p><p>dos contrato de consultoria, ajustados, caso necessrio, s circunstncias especficas do respectivo pas. Este modelo de contrato deveria ser utilizado sempre que possvel (para detalhes ver Anexo 7). </p><p>1.17 Os ajustes contratuais especficos devem ser definidos em detalhe na documentao da licitao. Por conseguinte, a minuta do contrato de consultoria a ser assinado, devidamente adaptada, deve ser anexada ao convite para apresentao de propostas. </p><p>1.18 Em coordenao com o KfW, a entidade executora pode acordar com a consultoria ou uma remunerao por servios prestados ou uma remunerao global. Recomenda-se a remunerao por servios prestados nos casos em que na altura das negociaes contratuais ainda no se conhece o alcance definitivo dos servios requeridos, p.ex. quando se trata de servios de superviso de obras civis. A remunerao em montante global s razovel se os servios a serem...</p></li></ul>