normas de notas xiv

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  • 1. BLOCO DE ATUALIZAO N 3 CAP. XIV - 1 CAPTULO XIVDO CARTRIO DE NOTASSEO IDAS DISPOSIES GERAIS 1 1. Compete ao tabelio de notas:a) lavratura de testamento e de sua revogao, e aprovao de testamento cerrado;b) lavratura de todos os atos para os quais a lei exija ou faculta a forma pblica;c) reconhecimento de firma, letra ou chancela, bem como autenticao de cpia de documento;d) expedio de traslado, certido, fotocpia e outros instrumentos autorizados por lei; 2e) abertura e encerramento dos livros do seu ofcio e rubrica das respectivas folhas; 3f) assessorar as partes sobre o ato notarial a ser realizado. 2. Com exceo dos contidos nas letras "a" e "e" do item anterior, osdemais atos notariais podero ser praticados por escrevente habilitado mediante prviaindicao do tabelio ao Juiz Corregedor Permanente. 43. A assinatura dos interessados somente poder ser colhida fora docartrio pelo tabelio ou por escreventes, sendo proibida essa prtica por auxiliares,devendo no ato ser preenchida a ficha de assinatura, se ainda no existir no arquivo docartrio.1Proc. CG 77.231/86.2Prov. CGJ 2/91.3Prov. CGJ 16/84.4Proc. CG 77.231/86.

2. BLOCO DE ATUALIZAO N 25CAP. XIV - 2 4. Os livros no podero permanecer fora do cartrio, de um dia para outro. 5. Os atos notariais sero manuscritos, datilografados ou impressos, emlivros de folhas soltas, confeccionados em papel de segurana e especialmentefabricado para a sua lavratura. 1 6. A redao dos instrumentos pblicos far-se- sempre no idiomanacional.26.1. Excetuado o testamento pblico,3 se qualquer dos comparecentes no souber o idioma nacional e o tabelio no entender aquele em que se expressa, dever comparecer tradutor pblico para servir de intrprete ou, no o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juzo do tabelio, tenha idoneidade e conhecimento suficiente. A participao do tradutor ser sempre mencionada no corpo do ato, com a devida identificao do tradutor e seu registro na Junta Comercial, na hiptese de tradutor pblico, bem como o devido4 compromisso, na hiptese de tradutor indicado pelo tabelio. 7. Os tabelies remetero a todos os cartrios de Notas e Registros deImveis do Estado cartes com seus autgrafos e os dos seus substitutos, autorizadosa subscrever traslados e certides, reconhecer firmas e autenticar cpias reprogrficas,para o fim de confronto com as assinaturas lanadas nos instrumentos que foremapresentados. 8. Os tabelies, quando lavrarem escrituras pblicas de testamento, quecontenham disposies favorveis a associaes de carter beneficente, deveroconsultar o testador sobre a convenincia de se comunicarem, por escrito com aentidade ou entidades favorecidas.8.1. Idntica consulta ser formulada nas hipteses de escritura pblicade revogao de testamentos ou de clusulas testamentriasfavorveis quelas associaes.1Prov. CGJ 26/97.2Proc. CG 77.231/86.3CC, art. 1.632, p.u.4Proc. CG 77.231/86 e Prov. CGJ 8/2003. 3. BLOCO DE ATUALIZAO N 29CAP. XIV - 3 8.2. As comunicaes desejadas limitar-se-o ao nome do testador e data, nmero do livro e folhas da escritura pblica de testamento ou de revogao. 9. Os documentos de outras localidades, pblicos ou particulares, referidosnos atos notariais, devero ter suas firmas reconhecidas na comarca de origem ounaquela em que iro produzir seus efeitos, salvo os provenientes do foro judicial, emque ser suficiente a autenticao da assinatura do Juiz pelo escrivo-diretor do feito.1 10. As escrituras de instituio ou de interesse de Fundao ainda queoutorgante ou interveniente, no sero lavradas sem a interveno do MinistrioPblico. 10.1. No esto sujeitas ao requisito acima mencionado fundaes que se enquadrem no conceito de entidade fechada de previdncia privada, como definido nos artigos 1 e 4 da Lei Federal n 2 6.435/77.11. Quando o cartrio de notas se incumbir do encaminhamento de ttulos aregistro, dever faz-lo atravs de guias de remessa, confeccionadas em 2 (duas) vias,das quais constaro os nomes das partes, a data da escritura, o nmero do livro efolhas em que foi lavrada, natureza do ato e relao especificada dos documentos quea acompanham. Na primeira via, que ser arquivada em classificador prprio, o cartriodo Registro de Imveis passar recibo, anotando a data da entrega e arquivar asegunda via, para seu controle.SEO IIDA LAVRATURA DOS ATOS NOTARIAIS 12. O tabelio e escrevente devidamente autorizado, antes da lavratura dequaisquer atos devero:a) verificar se as partes e demais interessados acham-se munidos dos documentos necessrios de identificao, nos respectivos originais, em especial cdula de identidade, vedada a apresentao destes documentos replastificados; 31Prov. CGJ 16/84.2Prov. CGJ 12/97.3Provs. CGJ 17/84, 8/2003 e 25/2006. 4. BLOCO DE ATUALIZAO N 28CAP. XIV - 4 b) exigir, caso se trate de pessoas jurdicas que vo figurar como partesoutorgantes, os documentos comprobatrios da representao; c) conferir as procuraes para verificar se obedecem forma pblica ouparticular correspondente ao ato a ser praticado, se outorgam ospoderes competentes e se os nomes das partes coincidem com oscorrespondentes ao ato a serlavrado; sendo procurao porinstrumento pblico lavrado em outro Cartrio, se a firma de quemsubscreveu o traslado ou certido est reconhecida na comarca ondeest produzindo efeitos e se, passada no estrangeiro, atende a todasas exigncias legais; 1 d) examinar os documentos de propriedade do imvel, obrigando aapresentao de certido atualizada do Registro de Imveiscompetente, bem como a de aes reais e pessoais reipersecutriase de nus reais, com prazo de validade de 30 (trinta) dias; 2 e) exigir os respectivos alvars, observando se a firma do juiz estautenticada pelo escrivo-diretor do feito ou reconhecida por tabelio,quando se tratar de partes, esplio, massa falida, herana jacente ouvacante, empresrio ou sociedade empresria em recuperaojudicial, incapazes e outros que dependem de autorizao judicialpara dispor ou adquirir imveis ou direitos a eles relativos, bem assimnas hipteses de sub-rogao de gravames; 3 f) exigir, se no dispensadas pelo adquirente, certides referentes aostributos municipais que incidam sobre imvel urbano, no caso deescritura que implique na transferncia de domnio;4 comprovantesdo pagamento de laudmio e prova do pagamento do imposto detransmisso devidos; g) exigir sempre, nos atos que tenham por objeto imveis rurais, ocertificado de cadastro do INCRA com a prova de quitao do ltimoImposto Territorial Rural lanado, ou relativo ao exerccioimediatamente anterior, se o prazo para o pagamento daquele aindano tenha vencido; 51Prov. CGJ 2/91.2D. 93.240/86, art. 1, IV.3Provs. CGJ 16/84 e 11/2005.4D. 93.240/86, art. 1, III.5D. 93.240/86, art. 1, III. 5. BLOCO DE ATUALIZAO N 10CAP. XIV - 5h) verificar, nos atos que tenham por objeto imveis rurais, os Certificados de Cadastro, acompanhados das provas de quitao do imposto territorial rural, relativo ao ltimo lanamento expedido pelo 1 INCRA;i) a aquisio de imveis rurais por pessoas estrangeiras, se necessrio, exigir a autorizao das autoridades competentes.12.1. vedado o uso de instrumentos particulares de mandato ousubstabelecimentos, para lavratura de atos que exijam a escritura2pblica (art. 134 do Cdigo Civil).12.2. Suprimido. 313. A responsabilidade da redao dos atos notariais exclusiva dotabelio, no devendo constar no instrumento a afirmao de ter sido feito sob minuta.413.1. vedada a concesso de autorizao para subscrio de escrituras, procuraes, traslados e certides, cassadas aquelas j concedidas a escreventes, com exceo do substituto legal do 5 serventurio, interino ou substituto.14. Os alvars, certides expedidas pelo INSS, traslados de procuraes,substabelecimentos de procuraes outorgados em notas pblicas, instrumentosparticulares de mandato, certides de propriedade mencionadas na letra "d" do item 12e cpia dos atos constitutivos das pessoas jurdicas, estas quando registradas emcomarca diversa, devero ser arquivados em cartrio, em pastas distintas enumeradas, cujas folhas, igualmente numeradas, sero constitudas pelos prpriosdocumentos (v. itens 30 e 31). 614.1. Tambm ser arquivado o original ou cpia autenticada das certides mencionadas nas letras "f" e "h" do item 12, caso no sejam transcritos na escritura os elementos necessrios sua identificao devendo, neste caso, as certides acompanharem o traslado da escritura.71L. 4.947/66, art. 22, 3 e Prov. CGJ 16/84.2Prov. CGJ 2/91.3Prov. CGJ 2/92.4Proc. CG 94.774/92.5Prov. CGJ 12/90.6Proc. CG 77.231/86 e Prov. CGJ 21/94.7D. 93.240/86, art. 2 e Prov. CGJ 13/94. 6. BLOCO DE ATUALIZAO N 15CAP. XIV - 6 14.2. Mencionar-se-o no corpo do instrumento do ato notarial o nmero da pasta e a folha em que arquivado o documento referido, com remisses recprocas. 1 14.3. Podero as certides de propriedade mencionadas na letra d do item 12 ser inutilizadas, aps o prazo de um ano contado da lavratura do ato notarial e prvia reproduo por processo de2 microfilmagem. 15. As escrituras, para sua validade e solenidade, devem conter:a) a data do ato com indicao do local, do dia, ms e ano;b) o lugar onde foi lida e assinada, com endereo completo e se no se tratar da sede do cartrio;c) o nome e qualificao completa (nacionalidade, profisso, domiclio, residncia, estado civil, regime de bens, nmero do documento de identidade, repartio expedidora e nmero de inscrio no CPF ou CGC, quando caso) das partes e respectivos cnjuges, ainda que no comparecentes, assim como de outros intervenientes, com3 expressa referncia a eventual representao por procurador;d) meno data, livro e folha do cartrio em que foi lavrada a procurao, e data da expedio da certido, quando exibida por esta forma;e) quando se tratar de pessoa jurdica, a data do contrato social ou outro ato constitutivo, seu nmero na Junta Comercial ou no Registro competente, artigo do contrato ou dos estatutos sociais que delega a representao legal, autorizao para a prtica do ato, se exigvel, e ata da assemblia geral que elegeu a diretoria;f) nas escrituras de doao, o grau de parentesco entre doadores e dona