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  • NOES DE ADMINISTRAOPBLICA

  • Didatismo e Conhecimento 1

    NOES DE ADMINISTRAO PBLICA

    1. ADMINISTRAO PBLICA E GOVERNO: CONCEITO E OBJETIVOS.

    ESTADO:O Estado uma criao humana destinada a manter a coexis-

    tncia pacfica dos indivduos, a ordem social, de forma que os se-res humanos consigam se desenvolver e proporcionar o bem estar a toda sociedade. Pode ser definido como o exerccio de um poder poltico, administrativo e jurdico, exercido dentro de um determi-nado territrio, e imposto para aqueles indivduos que ali habitam.

    GOVERNO: o conjunto de rgos e as atividades que eles exercem no

    sentido de conduzir politicamente o Estado, definindo suas dire-trizes. No se confunde com a Administrao Pblica em sentido estrito, que tem a funo de realizar concretamente as diretrizes traadas pelo Governo. Portanto, enquanto o Governo age com ampla discricionariedade, a Administrao Pblica atua de modo subordinado.

    Sistema de Governo o modo como se relacionam os poderes; Executivo e Legislativo. Existem os seguintes sistemas de gover-no:

    a) Presidencialista: O Chefe de Estado tambm o chefe de Governo. o sistema adotado no Brasil;

    b) Parlamentarista: A chefia de Estado exercida por um pre-sidente ou um rei, sendo que a chefia de Governo fica a cargo de um gabinete de ministros, nomeados pelo Parlamento e liderados pelo primeiro-ministro;

    c) Semi-presidencialista: Tambm chamado de sistema hbri-do, aquele em que o chefe de Governo e o chefe de Estado com-partilham o Poder Executivo e exercem a Administrao Pblica;

    d) Diretorial: O Poder executivo exercido por um rgo colegiado escolhido pelo Parlamento. Ao contrrio do parlamen-tarismo, no h possibilidade de destituio do diretrio pelo Par-lamento.

    As formas de Governo (ou sistemas polticos) dizem respeito ao conjunto das instituies pelas quais o Estado exerce seu poder sobre a sociedade e, principalmente, o modo como o chefe de Es-tado escolhido. Existem duas formas:

    a) Presidencialismo: Escolhido pelo voto (direto ou indireto) para um mandato pr-determinado;

    b) Monarquia: Escolhido geralmente pelo critrio heredit-rio, sua permanncia no cargo vitalcia - o afastamento s pode ocorrer por morte ou abdicao. A monarquia pode ser absoluta, em que a chefia de Governo tambm est nas mos do monarca; ou parlamentarista, em que a chefia de Governo est nas mos do primeiro-ministro;

    ADMINISTRAO PBLICA:A administrao pblica pode ser definida objetivamente

    como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para assegurar os interesses coletivos e, subjetivamente, como o conjunto de rgos e de pessoas jurdicas aos quais a Lei atribui o exerccio da funo administrativa do Estado.

    Sob o aspecto operacional, administrao pblica o desem-penho perene e sistemtico, legal e tcnico dos servios prprios do Estado, em benefcio da coletividade.

    A administrao pblica pode ser direta, quando composta pelas suas entidades estatais (Unio, Estados, Municpios e DF), que no possuem personalidade jurdica prpria, ou indireta quando compos-ta por entidades autrquicas, fundacionais e paraestatais.

    Segundo ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro o conceito de administrao pblica divide-se em dois sentidos: Em sentido obje-tivo, material ou funcional, a administrao pblica pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurdico de direito pblico, para a consecuo dos interesses coletivos. Em sentido subjetivo, formal ou orgnico, pode-se definir Administrao Pblica, como sendo o conjunto de rgos e de pes-soas jurdicas aos quais a lei atribui o exerccio da funo adminis-trativa do Estado.

    Assim, administrao pblica em sentido material administrar os interesses da coletividade e em sentido formal o conjunto de entidade, rgos e agentes que executam a funo administrativa do Estado.

    ELEMENTOS DO ESTADO:1) Populao: Reunio de indivduos num determinado local,

    submetidos a um poder central. O Estado vai controlar essas pessoas, visando, atravs do Direito, o bem comum. A populao pode ser classificada como nao, quando os indivduos que habitam o mesmo territrio possuem como elementos comuns a cultura, lngua e reli-gio. Possuem nacionalidades, cultura, etnias e religies diferentes.

    2) Territrio: Espao geogrfico onde reside determinada po-pulao. limite de atuao dos poderes do Estado. Vale dizer que no poder haver dois Estados exercendo seu poder num nico ter-ritrio, e os indivduos que se encontram num determinado territrio esto submetidos a esse poder uno.

    3) Soberania: o exerccio do poder do Estado, internamente e externamente. O Estado, dessa forma, dever ter ampla liberdade para controlar seus recursos, decidir os rumos polticos, econmicos e sociais internamente e no depender de nenhum outro Estado ou rgo internacional.

    PODERES DO ESTADO:A existncia de trs Poderes e a idia que haja um equilbrio

    entre eles, de modo que cada um dos trs exera um certo controle sobre os outros sem dvida uma caracterstica das democracias mo-dernas. A noo da separao dos poderes foi intuda por Aristteles, ainda na Antiguidade, mas foi aplicada pela primeira vez na Inglater-ra, em 1653. Sua formulao definitiva, porm, foi estabelecida por Montesquieu, na obra O Esprito das Leis, publicada em 1748, e cujo subttulo Da relao que as leis devem ter com a constituio de cada governo, com os costumes, com o clima, com a religio, com o comrcio, etc.

    preciso que, pela disposio das coisas, o poder retenha o poder, afirma Montesquieu, propondo que os poderes executivo, le-gislativo e judicirio sejam divididos entre pessoas diferentes. Com isso, o filsofo francs estabelecia uma teoria a partir da prtica que verificara na Inglaterra, onde morou por dois anos. A influncia da obra de Montesquieu pode ser medida pelo fato de a tripartio de poderes ter se tornado a regra em todos os pases democrticos modernos e contemporneos.

  • Didatismo e Conhecimento 2

    NOES DE ADMINISTRAO PBLICAExecutivo e LegislativoEm primeiro lugar, pode-se citar o poder Executivo que, em

    sentido estrito, o prprio Governo. No caso brasileiro - uma re-pblica presidencialista - o poder Executivo constitudo pelo Presidente da Repblica, supremo mandatrio da nao, e por seus auxiliares diretos, os Ministros de Estado.

    O poder Executivo exerce principalmente a funo admi-nistrativa, gerenciando os negcios do Estado, aplicando a lei e zelando pelo seu cumprimento. Alm disso, o Executivo tambm exerce, em tese de modo limitado, a atividade legislativa atravs da edio de medidas provisrias com fora de lei e da criao de regulamentos para o cumprimento das leis. No entanto, desde o fim da ditadura militar, em 1985, os presidentes brasileiros de-monstram uma tendncia a abusar das medidas provisrias para fazer leis de seus interesses, quando estas s deveriam ser editadas, de acordo com a Constituio, em caso de urgncia e necessidade extraordinria.

    Fazer leis ou legislar a funo bsica do poder Legislativo, isto , o Congresso Nacional. Composto pelo Senado e pela C-mara dos Deputados, o Congresso tambm fiscaliza as contas do Executivo, por meio de Tribunais de Contas que so seus rgos auxiliares, bem como investiga autoridades pblicas, por meio de Comisses Parlamentares de Inquritos (CPIs). Ao Senado Fede-ral cabe ainda processar e julgar o presidente, o vice-presidente da Repblica e os ministros de Estado no caso de crimes de res-ponsabilidade, aps a autorizao da Cmara dos Deputados para instaurar o processo.

    O Poder JudicirioJ o poder Judicirio tem, com exclusividade, o poder de apli-

    car a lei nos casos concretos submetidos sua apreciao. Nesse sentido, cabe aos juzes garantir o livre e pleno debate da questo que ope duas ou mais partes numa disputa cuja natureza pode variar - ser familiar, comercial, criminal, constitucional, etc. -, per-mitindo que todos os que sero afetados pela deciso da Justia expor suas razes e argumentos.

    FINS:A Administrao Pblica tem como principal objetivo o inte-

    resse pblico, seguindo os princpios constitucionais da legalida-de, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia.

    Quanto organizao e aos princpios, vamos estudar mais adiante em tpico oportuno.

    2. EVOLUO DOS MODELOS DE ADMINISTRAO PBLICA.

    EVOLUO DA ADMINISTRAO PBLICA NO BRASIL

    A evoluo da administrao pblica em nosso pas passou por trs modelos diferentes: a administrao patrimonialista, a ad-ministrao burocrtica e a administrao gerencial.

    Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tem-po, no significando, porm, que alguma delas tenha sido definiti-vamente abandonada.

    Na administrao pblica patrimonialista, prpria dos Estados absolutistas europeus do sculo XVIII, o aparelho do Estado a extenso do prprio poder do governante e os seus funcionrios so considerados como membros da nobreza. O patrimnio do Es-tado confunde-se com o patrimnio do soberano e os cargos so tidos como prebendas (ocupaes rendosas e de pouco trabalho). A corrupo e o nepotismo so inerentes a esse tipo de adminis-trao.

    A administrao pblica burocrtica surge para combater a corrupo e o nepotismo do modelo anterior. So princpios inerentes a este tipo de administrao a impessoalidade, o for-malismo, a hierarquia funcional, a ideia de carreira pblica e a profissionalizao do servidor, consubstanciando a ideia de poder racional legal.

    Os controles administrativos funcionam previamente, para evitar a corrupo. Existe uma desconfiana prvia dos adminis-tradores pblicos e dos cidados que procuram o Estado com seus pleitos. So sempre necessrios, por esta razo, controles rgidos em todos os processos, como na admisso de pessoal, nas con-trataes do Poder Pblico e no atendimento s necessidades da populao.

    A administrao burocrtica, embora possua o grande mrito de ser efetiva no controle dos abusos, corre o risco de

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