noel rosa songbook

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Produzido por

Almir Chediak

F$

Lumiar Editora

Songbook

o

Noe! Rosa

Volume 1Noel: um gnio modernista Almir Chediak O eterno jovem Srgio Cabral Entrevista: Lindaura Rosa OO

Volume 2O Noel: um gnio modernista Almir Chediak O nome da rosa Mathilda Kvak Entrevista: Dorival Caymmi O OO

MSICASA.b.surdo Ao meu amigo Edgar Arranjei um fraseado~~~~~i ~~.~~~~~ : : :.. : O

MSICASOO :.. : :::::::::::::::::::::::~ :

~~~1~e .~~~~~:lCUS C or diai saud aoes Dona Emlia Estamos esperando Estrela da manh Felicidade Fita amarela

:

::::::::::::::::::::::::::::::: : ~ : .O O O O O O

~:~~a~s:~n?s.................. ......... ~: O O O O

Mas como, outra vez? Mentir ; Na Babia No faz, amor

~~~e~q~ea~~~!~u"::::::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: : Onde est a honestidade? O Para atender a pedido O Pela primeira vez O Por causa da hora O Positivismo O Primeiro amor O Quando o samba acabou O Quem no dana O Que se dane O ~;'o~:o:~~~~a .. : Sculo do progresso Silncio de um minuto -:TA .-'U:~

B

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gO O O O O O . O O

~~~o~u~fi~: .::.:.. ..:::::::::. . :~

.:'.':

:.. ::::.:O : .

Vai pra casa depressa Vejo amanhecer Voc vai se quiser

Adeus A-e-i-o-u A melhor do planeta Araruta At amanh Cidade mulher Com mulher no quero mais nada Cor de cinza Dama do cabar De babado Espera mais um ano Esttua da pacincia Eu vou pra Vila Festa no cu Joo Ningum Malandro medroso Meu barraco Minha viola Mulata fuzarqueira No digas Nunca, jamais O maior castigo que eu te dou O orvalho vem caindo Para me livrar do mal Pastorinhas Pela dcima vez Pra esquecer Provei Quantos beijos! Que baixo! Quem d mais? Retiro da saudade Seja breve Seu Jacinto S pode ser voc Triste cuca ltimo desejo Vai haver barulho no chat Vitria Voc um colosso Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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Songbook

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NoeJ Rosa

Volume 3Noel: um gnio modernista Almir Chediak A lira independente Muni: Sodr Entrevistas: Tom Jobim........ Joo de Barro

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MSICASAmor de parceria Ando cismado A razo d-se a quem tem Boa viagem Cabrocha do Rocha Capricho de rapaz solteiro Cem mil ris Conversa de botequim Dona Araci E preciso discutir Esquina da vida .. Eu sei sofrer Feitio da Vila '? Feitio de orao c................................................ Filosofia :............................ Fui louco Mais um samba popular 23 26 29 32 35 37 44 40 47 50 53 56 59 65 62 68 71

Mo no remo Meu sofrer Mulato bamba No resta a menor dvida O que que voc fazia? O 'x' do problema Palpite infeliz Picilone Pierr apaixonado Pra que mentir? Prato fundo Prazer em conhec-Io Quem no quer sou eu Quem ri melhor Rir Samba da boa vontade ~~op~~~~l~~:~as.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::.::::::::::::::: Tarzan (o filho do alfaiate) .. Tipo zero Voc, por exemplo Voc s mente Voltaste Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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1991 Os copyrights das composies musicais inseridas neste lbum esto indicados no final de cada msica.

o Diagramac Tonico Fernandes

e produo

gr1ica:

o Editor responsvel: Almir ChediakCoordenao editorial: Sonia Regina Cardoso Projeto grfico: Fernando Pena e Almir Chediak

Reviso de texto: Tereza Cardoso

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Participaram da produo deste Songbook : Leticia Dobbin. Ftima Pereira dos Santos. Marlia Mattos Cunha, Jacob Lopes e Lou Nogueira Composio grfica dos acordes letras com cifras: Multiformas

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Reproduo

das foi os utilizadas: Campanella Neto e

Adyr, Beti Niemeyer, Mrcio RM.Ronaldo, Manhes, Brgida

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o Arle-linal: Mussuline AlvesConfeco e reviso de partituras: Adamo Prince, Fred Martins, Guilherme Mayah, Horondino Reis. Lcio Duval e Ricardo Gilly Superviso lan Guest

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e Direitos de edico para o Brasil: Lumiar Editora. R. Elvira Machado, CEPo 22280. Rio de Janeiro Tel.: (021) 541-4045 e 295-8041

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Composio grfica das partituras. Didado Azamouja e Edu Mello e Souza

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Capa: Bruno Li berati

o omusical:

Fotocomposio: Central Editora Grfica LIda.

A

feitura deste songbook foi bem mais trabalhosa do que eu esperava. A comear pela definio do repertrio, que a princpio seria de 80 canes, escolhidas por mim, com a ajuda do pesquisador Jairo Severiano e do jornalista Srgio

Cabra!. Com o passar do tempo, e medida que ia me aprofundando no estudo da obra de oel, mais vontade tinha de acrescentar msicas ao repertrio original, um desejo que foi ficando incontrolvel: de 80 canes passou para 92, depois 102, 114 e acabou com 120 msicas. distribudas em trs volumes, com 40 canes cada. As m icas foram escritas a partir das gravaes originais, sendo que boa parte cantada pelo prprio Noel ou por seus principais intrpretes, como Araci de Almeida, Francisco Alves, Almirante, Marlia Batista, Mrio Reis, Slvio Caldas e Orlando Silva. Quase todas essas gravaes me foram cedidas pelo pesquisador Jairo Severiano, um material riqussimo que me poupou muito trabalho.

Na notao das msicas para este songbook, foram mantidas a melodia. o ritmo e as harmonias originais. Tais harmonias so genialmente bem feitas. ricas na conduo dos baixos e na utilizao dos acordes invertidos e diminutos. Possuem tamanha criatividade que muitas parecem d finitivas , como por exemplo Conversa de botequim ou Cem milris, harmonizadas por Vadico e to bem acabadas que fica difcil criar uma nova harrnonizao com resultado semelhante. Outro aspecto que marca este songbook o fato de as msicas estarem representadas graficamente de forma diferente dos demais. A comear pela incluso de textos que comentam cada msica, escritos por Srgio Cabral, que do ao leitor informaes precisas obre cada cano. Outra inovao a colocao da letra abaixo das notas. Isto se fez necessrio porque nas canes em que uma parte da msica repetida com letra diferente, oel tende a mudar o

iii1llritmo ou mesmo a melodia. So pequenas modificaes, mas que de alguma maneira teriam de ser anotadas, caso contrrio o leitor no tocaria exatamente como Noel comps. Algumas canes so repetidas com novas harmonizaes criadas por importantes compositores e intrpretes da nossa msica. Mostrando, as im, um Noel revisitado - quase 60 anos depois de sua morte - numa releitura que vai de Tom Jobirn a Eduardo Dusek. Noel foi o primeiro compositor modernista da msica brasileira e continua sendo, hoje, to moderno quanto muitos dos nossos compositores contemporneos. Agradeo dona IJka, viva de Almirante, que me cedeu um material de pesquisa importantssimo. passado ao Almirante por dona Marta, me de Noel, aps sua morte, consistindo de fotos, recort s de jornais. letras de canes manuscritas por oel,

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slides. a bengal inha ganha aos nove anos de idade e

o tinteiro em forma de automvel. Agradeo, tambm, Lindaura, viva de Noel. Ao seu editor original, o maestro Estevo Mangione, por autorizar a publicao das cane . Ao jornalista Srgio Cabral, pela ajuda na escolha do repertrio, na edio dos texto . na pesquisa de fotos e di cografia. Enfim, agradeo a todos que colaboraram direta ou indiretamente para que este songbook se tornasse realidade.

Almir Chediak

Songbook o Noel Rosa

ara quem admite a hiptese da reencarnao, esta outra seria bastante provvel: Chico Buarque Noel Rosa redivivo. H quem a isso objete, entretanto. Estes diro que a singularidade de Noel de tal ordem que se torna necessrio 'reencontr-lo' em outros compositores contemporneos para que, dos termos da comparao, alguma luz se faa sobre a dinmica criativa do "poeta da Vila". Com Chico Buarque, h de fato muita coisa em comum. Para comear, raros so os brasileiros que no tero ouvido falar de Chico ou de Noel. Raro tambm o pesquisador ou crtico de msica popular deixar de arriscar associaes entre um e outro. Subjaz a essas referncias um lirismo todo especial. Lrico, sabe-se, o texto em que o 'eu' - a manifestao de uma subjetividade - exprime estados de alma, faz cantar a sensibilidade. O afetivo e o ntimo aliam-se para desobjetivar o mundo, quer dizer, torn-I o menos definido, mais fluido, mais permevel ambivalncia do sujeito humano. No lrico, a alma que promove a fuso do sujeito com o objeto do passado com o futuro. 'Recordao' j foi apontada como palavra-chave do lirismo, no sentido radical de devolver as coisas ao corao, abolindo as diferenas entre o mundo interno e externo.

P

Com Noel define-se a cor brasileira da vida na cidadeNa letra e msica de Chico Buarque, em sua cano, o 'eu' lrico afirma-se, no pela mera expresso sentimentalista de uma alma individual, mas pela identificao com um espao social, onde a existncia se reorganiza pela poesia - o samba, para ele. Samba a a metfora de sada da angstia gerada por um socius e um quotidiano sem plenitude existencial. Neste movimento criativo, h seriedade crtica, elaborao lingstica e busca de uma tenso potica, que conferem uma certa intransitividade ao texto de Chico, mas ao mesmo tempo o colocam no lugar prprio aos lricos da boa estirpe modernista. Com 'intransitivo' queremos designar um 'falar sobre' o mundo: a moa triste na janela, o sabi, o operrio que cai na

contramo atrapalhando o trfego so construes de uma subjetividade e no vivncias ou con-vivncias externas. este processo, so interlocutores de Chico tanto o homem comum quanto a prpria poesia enqua

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