Noes de Oramento Pblico

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Os instrumentos de planejamento da atividade econmica nacional esto consignados em leis de iniciativa do Poder Executivo e elencados no Ttulo VI Da Tributao e do Oramento, no art. 165 da CF: o plano plurianual (PPA); as diretrizes oramentrias que compem a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO); e os oramentos anuais, os quais so positivados pela Lei Oramentria Anual (LOA). A Lei n 4.320/64 traou os princpios oramentrios no Brasil, e ainda hoje a principal diretriz para a elaborao do Oramento Geral da Unio, apesar de vrias alteraes que foram sendo realizadas ao longo desses anos. Com a Constituio Federal de 1988, o sistema oramentrio federal passou a ser regulado por trs leis: - a Lei do Plano Plurinanual (PPA) - a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) - a Lei Oramentria Anual (LOA)De iniciativa exclusiva do Executivo, os projetos dessas leis so enviados ao Legislativo para apreciao e votao e, em seguida, devolvidos para sano e execuo.

Plano Plurianual (PPA) Tendo por finalidade viabilizar o planejamento de mdio prazo na elaborao oramentria, o PPA vigora por um quadrinio, entre o segundo ano de cada mandato presidencial e o final do primeiro ano do governo seguinte. Busca assegura dessa r, maneira, a continuidade das aes de governo, ao entrelaar mandatos presidenciais sucessivos. O PPA deve, por princpio, traduzir o programa eleitoral de cada presidente eleito. A proposta encaminhada ao Congresso at quatro meses antes do encerramento do primeiro exerccio financeiro do novo governo 31 de agosto, conforme Inciso I, 2, art. 35, do Ato das Disposies Constitucionais Transitrias da CF. . No Legislativo, o exame feito at o trmino da sesso legislativa 15 de dezembro. A lei que instituir o PPA deve estabelecer de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica federal, para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada conforme , estabelecido no Art. 165, pargrafo 1, da CF. Observe-se, assim, que o artigo traduz a preocupao dos constituintes com o planejamento, o equilbrio oramentrio de longo prazo e com a distribuio espacial dos recursos oramentrios da Unio por tod o o pas.As LDO e os oramentos anuais tm de ser compatveis com o que dispe o PPA, bem como todos os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituio ou quaisquer outros institudos durante um perodo de governo. Nenhum investimento, cuja execuo ultrapassar um exerccio financeiro, poder ser iniciado sem prvia incluso no PPA ou sem lei que autorize tal incluso, sob pena de crime de responsabilidade. As emendas parlamentares LDO e ao oramento somente sero apreciadas pela comisso mista pertinente do Congresso Nacional se compatveis com a lei do PPA (artigos 165, 166 e 167 da Constituio Federal). Ou seja, o PPA concebido com um evidente carter coordenador das aes governamentais e com o poder de subordinar a seus propsitos todas as iniciativas que no tenham sido inicialmente previstas.

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Portanto, o PPA o instrumento de planejamento de mdio prazo do Governo Federal que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administrao Pblica Federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada. Os princpios bsicos que norteiam o PPA so: - identificao clara dos objetivos e das prioridades do Governo; - integrao do planejamento e do oramento; - promoo da gesto empreendedora; - garantia da transparncia; - estmulo s parcerias; - gesto orientada para resultados; e - organizao das aes de Governo em programas. No endereo abaixo, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/Lei/L11653.htm, voc tem acesso Lei n 11.653, de 07 de abril de 2008, que dispe sobre o Plano Plurianual para o perodo 2008/2011, em cumprimento ao disposto no 1 do art. 165 da Constituio Federal.

Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO)Considerada como uma das principais inovaes da Constituio de 1988, no que se refere ao processo oramentrio, a LDO foi criada para atuar como elo entre o PPA e a LOA. De carter anual, essa lei deve eleger as metas e prioridades da administrao federal para o exerccio seguinte, partindo dos contedos do PPA, conforme 2, art. 165, CF. As aes indicadas como prioritrias vo compor o Anexo de Prioridades e Metas da LOA e ficam, em princpio, mais protegidas de cortes de recursos na hiptese de as receitas ficarem aqum do esperado durante a execuo do Oramento. A LDO dispe ainda sobre alteraes na legislao tributria para o exerccio seguin bem como sobre a te, aplicao das agncias financeiras oficiais do fomento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), isto Lei Complementar n 101, de 2000, tambm ampliou os contedos da LDO. Seu texto passou a incluir, ainda, as metas fiscais para o exerccio seguinte e os dois anos que o sucederem receitas, despesas, resultado nominal e primrio, entre um conjunto de medidas destinadas a prevenir as situaes de insolvncia que caracterizaram o setor pblico brasileiro entre os anos 70 e os 90. Outras exigncias visam a uma maior transparncia fiscal, tais como os critrios para as transferncias de recursos a entidades pblicas e privadas. A LDO delineada para fazer a articulao e o ajustamento conjuntural do PPA com o oramento. Diz o texto constitucional: A lei de diretrizes oramentrias compreender as metas e prioridades da administrao pblica federal, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orientar a elaborao da lei oramentria anual, dispor sobre as alteraes na legislao tributria e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento (art. 165, 2o).No tocante aos prazos, enquanto no for aprovada a lei complementar que tratar das questes oramentrias em geral, o Ato das Disposies Transitrias determina que a

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proposta da LDO seja encaminhada ao Congresso at oito meses e meio antes do encerramento do exerccio 15 de abril. J a devoluo ao Executivo deve acontecer at o fim do primeiro perodo da sesso legislativa anual 30 de junho, ficando o Congresso impedido de entrar em recesso caso esse prazo no seja cumprido. Portanto, a LDO o instrumento norteador da elaborao da LOA na medida em que dispe, para cada exerccio financeiro sobre: - as prioridades e metas da Administrao Pblica Federal; - a estrutura e organizao dos oramentos; - as diretrizes para elaborao e execuo dos oramentos da Unio e suas alteraes; - a dvida pblica federal; - as despesas da Unio com pessoal e encargos sociais; - a poltica de aplicao dos recursos das agncias financeiras oficiais de fomento; - as alteraes na legislao tributria da Unio; e - a fiscalizao pelo Poder Legislativo sobre as obras e os servios com indcios de irregularidades graves. A LRF atribuiu LDO a responsabilidade de tratar de outras matrias, tais como: - estabelecimento de metas fiscais; - fixao de critrios para limitao de empenho e movimentao financeira; - publicao da avaliao financeira e atuarial dos regimes g eral de previdncia social e prprio dos servidores civis e militares; - avaliao financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador e projees de longo prazo dos benefcios da Lei Orgnica de Assistncia Social Loas; - margem de expanso das despesas obrigatrias de natureza continuada; e - avaliao dos riscos fiscais. No endereo abaixo,

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007 -2010/2009/Lei/L12017.htm, voc pode acessar a Lei n 12017, de 12 de agosto de 2009, que dispe sobre as diretrizes para a elaborao e execuo da Lei Oramentria de 2010 e d outras providncias. Lei Oramentria Anual (LOA) A LOA traz a estimativa das receitas e os limites de gastos para cada exerccio e compreende trs oramentos distintos: o Fiscal, o da Seguridade Social e o de Investimentos das Empresas Estatais. O Oramento Fiscal o mais abrangente, envolve os oramentos dos trs poderes da Unio (Executivo, Legislativo e Judicirio) e o do Ministrio Pblico (MP), bem como de seus fundos, rgos da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, conforme estabelecido no Inciso I, 5, art. 165, CF.

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As empresas pblicas e as sociedades de economia devem ter seus oramentos integrados ao Oramento Fiscal quando se tratarem de entidades dependentes ou seja, no gerarem os recursos para suas operaes. O Oramento da Seguridade Social abrange os rgos e entidades vinculados s reas da sade, previdncia e assistncia social, tanto da administrao direta quanto da indireta. Esse oramento representou uma dupla novidade trazida pelo atual marco constitucional . Em primeiro lugar, pelo destaque concedido s trs funes, a ponto de separ-las das demais e junt-las em pea oramentria prpria. Em segundo, por submeter ao processo oramentrio geral os oramentos das autarquias previdencirias, os quais, no regime anterior, eram aprovados por decreto do Executivo. J o Oramento das Empresas Estatais envolve os investimentos realizados pelas empresas em que o poder pblico, direta ou indiretamente, controle a maior parcela do capital social com direito a voto. A criao desse oramento refletiu a preocupao da poca com a proporo alcanada pela ao empresarial estatal e seus reflexos sobre o difcil quadro fiscal ento enfrentado pelo Estado brasileiro. A Secretaria do Oramento Federal (SOF), vinculada ao Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto (MPOG), desempenha papel central no processo de elaborao do projeto da LOA. Cabe a essa unidade, entre outras funes, definir os tetos de gastos que devem ser observados por cada pasta ministerial e receber de volta um plano de gastos de cada rgo, dentro dos limites estabelecidos, para a consolidao final da proposta oramentria. Nesta fase, identifica-se forte presso de grupos organizados, e mesmo de parlamentares, sobre os diversos rgos, no sentido de ver suas demandas desde ento atendidas. O Legislativo e o Judicirio, bem como o Ministrio Pblico, preparam seus oramentos sem maiores interferncias da SOF, mas esto igualmente obrigados a respeitar o teto de gastos discutido e aprovado anualmente, em meio s deliberaes fixadas no texto da LDO. Aps consolidar as propostas do Executivo e demais Poderes, a SOF encaminha o projeto e anexos da LOA Presidncia da Repblica, que finalmente encaminhar mensagem e proposta ao Congresso, at 31 de agosto.No Congresso, os projetos das leis oramentrias so examinados inicialmente pela Comisso Mista de Planos, Oramentos Pblicos e Fiscalizao (CMO). Cabe a essa comisso mergulhar no contedo de cada uma das matrias, para produzir um parecer que servir de base deciso final das duas casas legislativas (Cmara dos Deputados e S enado Federal), em sesso conjunta. Como j dissemos antes, compete LOA detalhar a distribuio dos recursos pblicos a cada exerccio. Assim, a disputa de interesse muito mais acirrada em tor o n dessa proposta, se compararmos com o que ocorre com o PPA e a LDO. No Congresso, essa disputa travada principalmente na CMO, onde ocorre a maior parte dos acordos para alteraes na pea oramentria alguns pontos pendentes no impedem que o projeto seja aprovado pelo colegiado, por acordo partidrio, deixa ndo-se ajustes finais para a sesso conjunta do Congresso. importante observar que a CMO ganhou existncia a partir da reforma oramentria promovida pela Constituio de 1988. Foi nesse momento que o Congresso resgatou a prerrogativa de fazer alteraes no projeto do Oramento, suspensa ao longo dos 24 anos de vigncia do regime militar. Durante aquele perodo, o Legislativo s dispunha de duas alternativas em relao proposta oramentria: aprovar ou rejeitar o texto, em sua totalidade.

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Desde a retomada da prerrogativa de alterar o Oramento, o colegiado j enfrentou graves crises. No episdio mais crtico, em 1992, dominada por grupos de parlamentares interessados na obteno de vantagens polticas e financeiras, a comisso acabou sendo alvo de uma das mais clebres investigaes no Congresso. Concluda dois anos mais tarde, a CPI do Oramento promoveu a cassao de seis dos 14 parlamentares denunciados por desvios de recursos oramentrios. Para inibir novas ocorrncias, foram feitas poca grandes alteraes nos ritos de funcionamento da CMO, medidas que se mostraram insuficientes para impedir que o Oramento voltasse ao noticirio como tema associado a mau uso ou desvio de recursos

ORAMENTO no Oramento que o cidado consegue identificar o que o governo vai fazer com os recursos que recolheu sob a forma de impostos. Portanto, nenhuma despesa pblica pode ser realizada sem estar fixada no Oramento. Oramento Pblico Lei de iniciativa do Poder Executivo (LOA), onde se estima a receita e se fixa a despesa da administrao pblica. Essa Lei elaborada em um exerccio para vigorar no exerccio seguinte depois de aprovada pelo Poder Legislativo. O Oramento Geral da Unio (OGU) elaborado pela SOF - Secretaria de Oramento Federal, que faz parte da estrutura do Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto. O Oramento Geral da Unio (OGU) formado pelo Oramento Fiscal, da Seguridade e pelo Oramento de Investimento das empresas estatais federais. Existem princpios bsicos que devem ser seguidos para elaborao e controle do Oramento, que esto definidos na Constituio, na Lei 4.320, de 17 de maro de 1964, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Oramentrias.

PRINCPIOS ORAMENTRIOSOs Princpios Oramentrios visam estabelecer regras norteadoras bsicas, a fim de conferir racionalidade, eficincia e transparncia para os processos de elaborao, execuo e controle do Oramento Pblico. Vlidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judicirio de todos os entes federativos Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios so estabelecidos e disciplinados tanto por normas constitucionais e infraconstitucionais, quanto pela doutrina. PRINCPIO DA UNIDADE OU TOTALIDADE Previsto, de forma expressa, pelo caput do art. 2 da Lei no 4.320, de 1964, determina existncia de oramento nico para cada um dos entes federados Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios com a finalidade de se evitarem mltiplos oramentos paralelos dentro da mesma pessoa poltica. Dessa forma, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exerccio financeiro, devem integrar um nico documento legal dentro de cada esfera federativa: a

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Lei Oramentria Anual LOA. (Cada Pessoa Poltica da federao elaborar a sua prpria LOA.) PRINCPIO DA UNIVERSALIDADE Estabelecido, de forma expressa, pelo caput do art. 2 da Lei no 4.320, de 1964, recepcionado e normatizado pelo 5 do art. 165 da Constituio Federal, determina que a Lei Oramentria Anual de cada ente federado dever conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, rgos, entidades, fundos e fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico. PRINCPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE O princpio oramentrio da anualidade ou periodicidade, estipulado pelo caput do art. 2 da Lei n 4.320, de 1964, delimita o exerccio financeiro oramentrio: perodo de tempo ao qual a previso das receitas e a fixao das despesas registradas na LOA iro se referir. Segundo o art. 34 da Lei n 4.320, de 1964, o exerccio financeiro coincidir com o ano civil e, por isso, ser de 1 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano. PRINCPIO DA EXCLUSIVIDADE Previsto no 8 do art. 165 da Constituio Federal, estabelece que a Lei Oramentria Anual no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa. Ressalvam-se dessa proibio a autorizao para abertura de crditos adicionais e a contratao de operaes de crdito, nos termos da lei. PRINCPIO DO ORAMENTO BRUTO Previsto pelo art. 6 da Lei no 4.320, de 1964, obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer dedues. PRINCPIO DA LEGALIDADE Apresenta o mesmo fundamento do princpio da legalidade aplicado administrao pblica, segundo o qual cabe ao Poder Pblico fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A Constituio Federal de 1988, no art. 37, estabelece os princpios da administrao pblica, dentre os quais o da legalidade e, no seu art. 165 estabelece a necessidade de formalizao legal das leis oramentrias: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecero: I o plano plurianual; II as diretrizes oramentrias; III os oramentos anuais. PRINCPIO DA PUBLICIDADE Princpio bsico da atividade da administrao pblica no regime democrtico est previsto pelo caput do art. 37 da Magna Carta de 1988. Justifica-se especialmente pelo

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fato de o oramento ser fixado em lei, sendo esta a que autoriza os Poderes a execuo de suas despesas. PRINCPIO DA TRANSPARNCIA Aplica-se tambm ao oramento pblico, pelas disposies contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da Lei de Responsabilidade Fiscal LRF, que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o oramento pblico de forma ampla sociedade; publicar relatrios sobre a execuo oramentria e a gesto fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informaes sobre a arrecadao da receita e a execuo da despesa. PRINCPIO DA NO-VINCULAO (NO-AFETAO) DA RECEITA DE IMPOSTOS Estabelecido pelo inciso IV do art. 167 da CF/88, veda vinculao da receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, salvo excees estabelecidas pela prpria Constituio Federal, in verbis: Art. 167. So vedados: [...] IV - a vinculao de receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, ressalvadas a repartio do produto da arrecadao dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinao de recursos para as aes e servios pblicos de sade, para manuteno e desenvolvimento do ensino e para realizao de atividades da administrao tributria, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, 2o, 212 e 37, XXII, e a prestao de garantias s operaes de crdito por antecipao de receita, previstas no art. 165, 8o, bem como o disposto no 4o deste artigo; (Redao dada pela Emenda Constitucional no 42, de 19.12.2003); [...] 4.o permitida a vinculao de receitas prprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestao de garantia ou contragarantia Unio e para pagamento de dbitos para com esta. (Includo pela Emenda Constitucional no 3, de 1993). As ressalvas so estabelecidas pela prpria Constituio e esto relacionadas repartio do produto da arrecadao dos impostos (Fundos de Participao dos Estados (FPE) e Fundos de Participao dos Municpios (FPM) e Fundos de Desenvolvimento das Regies Norte, Nordeste e Centro-Oeste destinao de recursos para as reas de sade e educao, alm do oferecimento de garantias s operaes de crdito por antecipao de receitas. EXERCCIO FINANCEIRO Perodo correspondente execuo oramentria. No Brasil, coincide com o ano civil. No Brasil, o exerccio financeiro tem durao de doze meses e coincide com o ano civil, conforme disposto no art. 34 da Lei Federal n 4.320, de 17 de maro de 1964. De acordo com o art. 35 da Lei n 4.320/1964, pertencem ao exerccio financeiro: Art. 35. Pertencem ao exerccio financeiro:

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I - as receitas nele arrecadadas; II - as despesas nele legalmente empenhadas. Despesa legalmente empenhada aquela: a) ordenada por agente competente, investido ou delegado; b) previamente empenhada; c) anteriormente autorizada por lei oramentria ou constante de crditos adicionais; d) advinda de processo licitatrio ou dos casos de dispensa de tais formalidades. DESCENTRALIZAO DE CRDITO ORAMENTRIO. A sano do autgrafo do projeto de lei oramentrio pelo Presidente da Repblica, ou sua promulgao pelo Presidente ou Vice-Presidente do Senado, encerra o processo de elaborao do Oramento e cria condies execuo da despesa pblica, uma vez que a Lei Oramentria Anual contm a ratificao prvia da despesa e da receita para um perodo determinado. Com a aprovao do Oramento Pblico, os crditos oramentrios so registrados nas Unidades Setoriais Oramentrias de cada rgo, sendo necessrio, ainda, a descentralizao dos recursos s Unidades Gestoras Administrativas para que elas procedam efetivamente execuo da despesa. Denomina-se Proviso descentralizao interna e Destaque a descentralizao externa de crditos oramentrios s Unidades Gestoras do sistema. A descentralizao interna de crditos (proviso) a realizada entre Unidades Gestoras de um mesmo rgo ou Entidade integrantes do Oramento Fiscal e da Seguridade Social, respeitada, fielmente, a classificao funcional e por programas A descentralizao externa de crditos (destaque) a efetivada entre Unidades Gestoras de rgos ou Entidades de estrutura diferente, respeitada, fielmente, a classificao funcional e por programas. CRDITOS ORAMENTRIOS E CRDITOS ADICIONAIS A lei oramentria anual (LOA), quando da sua aprovao, conter crditos oramentrios, tambm denominados crditos iniciais, os quais estaro distribudos nos programas de trabalho que compem o Oramento Geral da Unio. Ocorre que muitas vezes a Lei Oramentria Anual, tambm denominada Lei de Meios, no prev a realizao de determinados dispndios ou no dispe de recursos suficientes para atend-los no exato momento em que deveriam ser efetuados. Assim, denomina-se como insuficientemente dotada aquela despesa que, embora prevista pela LOA, no dispe de recursos suficientes que atendam ao dispndio em questo. J aquelas despesas no dotadas de recursos na lei oramentria e que em face da influncia de diversos fatores necessita ser executada denomina de no -se computadas. Para solucionar ambos os casos, adota-se o mecanismo de crditos adicionais. So eles autorizaes de despesas no computadas ou insuficientemente dotadas na lei de oramento. Em outras palavras, os crditos adicionais so instrumentos de ajustes oramentrios, sendo fundamental para oferecer flexibilidade e permitir a operacionalidade de qualquer sistema oramentrio e que visam a atender as seguintes

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situaes: corrigir falhas da LOA; mudana de rumos das polticas pblicas; variaes de preo de mercado de bens e servios a serem adquiridos pelo governo; e situaes emergenciais imprevistas. De acordo com a Lei n 4.320, de 17 de maro de 1964, os crditos adicionais classificam-se em: suplementares, os destinados a reforo de dotao oramentria;

especiais, os destinados a despesas para as quais no haja dotao oramentria especfica; extraordinrios, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoo intestina ou calamidade pblica. O crdito suplementar destina-se ao reforo de dotao j existente, pois so utilizados quando os crditos oramentrios so ou se tornam insuficientes. Sua abertura depende da prvia existncia de recursos para a efetivao da despesa, sendo autorizado por lei e aberto por decreto do Poder Executivo. Cabe ressaltar que a lei oramentria poder conter autorizao para abertura de crditos suplementares at determinado limite. O crdito especial ocorre quando no h previso de dotao para a realizao de determinada despesa. Este instrumento viabiliza a criao de novo item de despesa, sendo autorizado por lei especfica e aberto por decreto do Poder Executivo. Caso a lei de autorizao seja promulgada nos ltimos quatro meses do exerccio, poder ser reaberto no exerccio seguinte nos limites de seu saldo, sendo incorporado ao oramento do exerccio financeiro subseqente. Os crditos extraordinrios, por sua vez, visam ao atendimento de despesas urgentes e imprevisveis, tais como as decorrentes de guerra, comoo intestina ou calamidade pblica. So abertos por medida provisria e podero ser reabertos caso a promulgao ocorra nos ltimos quatro meses do exerccio. O Setor do rgo responsvel pela elaborao e execuo de seu oramento, com base nas projees de execuo da despesa ou visando atender a ocorrncia de fatos supervenientes, encaminhar Secretaria de Oramento Federal - SOF solicitao para a abertura de crdito adicional (suplementar ou especial). A SOF analisa a adequabilidade tcnica e oramentria da solicitao e posteriormente encaminha o , pedido Presidncia da Repblica, que abre o crdito por decreto ou encaminha ao Congresso Nacional por intermdio de projeto de lei. MOVIMENTAO DE CRDITOS ORAMENTRIOS E RECURSOS FINANCEIROS Com a publicao da Lei Oramentria Anual LOA, o seu conseqente lanamento no SIAFI e o detalhamento dos crditos autorizados, inicia-se a sua movimentao entre as Unidades Gestoras, para que se viabilize a execuo oramentria propriamente dita, j que s aps o recebimento do crdito que as Unidades Gestores esto em condies de efetuar a realizao das despesas pblicas. Assim, a movimentao de crditos, a que chamamos habitualmente de Descentralizao de Crditos, consiste na transferncia, de uma Unidade Gestora para

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outra, do poder de utilizar crditos oramentrios que lhe tenham sido consignados no Oramento ou lhe venham a ser transferidos posteriormente. A descentralizao pode ser interna, se realizada entre Unidades Gestoras do mesmo rgo; ou externa, se efetuada entre rgos distintos. J a movimentao de recursos financeiros oriundos do Oramento da Unio, entre as Unidades Gestoras que compem o Sistema de Programao Financeira, se d sob a forma de liberao de cotas, repasses, sub-repasses para o pagamento de despesas e por meio de concesso de limite de saque Conta nica do Tesouro. A primeira fase da movimentao dos recursos a liberao de Cota e deve ser realizada em consonncia com o cronograma de desembolso aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Assim, cota o montante de recursos colocados disposio dos rgos Setoriais de Programao Financeira OSPF pela Coordenao-Geral de Programao Financeira COFIN/STN mediante movimentao intra-SIAFI dos recursos da Conta nica do Tesouro Nacional. A segunda fase a liberao de Repasse ou Sub-repasse. Repasse a movimentao de recursos realizada pelos OSPF para as unidades de outros rgos ou ministrios e entidades da Administrao Indireta, bem como entre esses; e sub-repasse a liberao de recursos dos OSPF para as unidades sob sua jurisdio e entre as unidades de um mesmo rgo, ministrio ou entidade. A partir da, com recursos em caixa, ou seja, com disponibilidades financeiras, as unidades podem dar incio fase de pagamento de suas despesas. A figura abaixo fornece um esquema simplificado dos dois processos que, como j dissemos em outra oportunidade, geralmente ocorrem de modo simultneo.

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No endereo abaixo, voc poder encontrar material muito bom a respeito de Noes de Contabilidade Pblica http://www.grancursos.com.br/downloads/editora/adendos/contPub_700.pdf

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