NOÇÕES DE ORÇAMENTO PÚBLICO Gustavo Muzy. INTRODUÇÃO

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> NOES DE ORAMENTO PBLICO Gustavo Muzy </li> <li> Slide 2 </li> <li> INTRODUO </li> <li> Slide 3 </li> <li> Evoluo do Papel do Estado. Primeira fase (final do sc. XVIII at incio sc. XX): Estado Liberal nenhuma interveno na economia. Segunda fase (incio sc. XX at dcada de 1970): Estado Social forte interveno estatal na economia. Aumento dos gastos pblicos. Terceira fase (aps dcada de 1970): Estado Neo- Liberal reduo da interveno estatal na economia. Privatizas e reduo de gastos pblicos. </li> <li> Slide 4 </li> <li> Funes do Estado (aspecto oramentrio). Funo distributiva (funo Robin Hood): Estado distribui a riqueza, tributando os ricos e repassando, atravs de subsdios, prestao de servios pblicos e repasse de bens pblicos, parte do valor arrecadado aos mais pobres. Funo alocativa: Estado oferece bens ou servios considerados estratgicos ou que a iniciativa privada no tenha condies ou interesse em fornecer. Funo estabilizadora: Estado busca conseguir a manuteno de um equilibrado nvel de emprego, estabilidade dos nveis de preos, equilbrio na balana de pagamentos e razovel taxas de crescimento econmico. </li> <li> Slide 5 </li> <li> Formas de Interveno da Administrao na Economia. Interveno Direta: Estado produz e oferece bens ou servios, concorrendo com o particular ou sob a forma de monoplio. Interveno Indireta: a) Regulao: edio de normas disciplinadoras. b) Fomento: incentivo de atividades econmicas, atravs de estmulos. </li> <li> Slide 6 </li> <li> Receitas originrias e receitas derivadas. Receitas originrias: obtidas pelo Estado a partir da explorao de seu prprio patrimnio. Receitas derivadas: obtidas pelo Estado a partir da explorao do patrimnio alheio. </li> <li> Slide 7 </li> <li> Exerccios (CESPE 2010 ABIN) A ao do governo por meio da poltica fiscal abrange as funes alocativa, distributiva e fiscalizadora. ( ) CERTO( ) ERRADO </li> <li> Slide 8 </li> <li> Exerccios (CESPE 2010 ABIN) A ao do governo por meio da poltica fiscal abrange as funes alocativa, distributiva e fiscalizadora. ( ) CERTO( X ) ERRADO </li> <li> Slide 9 </li> <li> Exerccios (TCE-RS Auditor Externo 2011) A necessidade de atuao econmica do setor pblico prende-se constatao de que o sistema de preos no consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funes. Por exemplo, existem alguns bens e servios que so indivisveis em que o princpio da excluso no aplicvel. Esta situao caracteriza qual das funes econmicas clssicas do setor pblico? a) Funo distributiva. b) Funo estabilizadora. c) Funo alocativa. d) Todas as alternativas anteriores. e) Nenhuma das alternativas anteriores. </li> <li> Slide 10 </li> <li> Exerccios (TCE-RS Auditor Externo 2011) A necessidade de atuao econmica do setor pblico prende-se constatao de que o sistema de preos no consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funes. Por exemplo, existem alguns bens e servios que so indivisveis em que o princpio da excluso no aplicvel. Esta situao caracteriza qual das funes econmicas clssicas do setor pblico? a) Funo distributiva. b) Funo estabilizadora. c) Funo alocativa. d) Todas as alternativas anteriores. e) Nenhuma das alternativas anteriores. </li> <li> Slide 11 </li> <li> ORAMENTO PBLICO E SUA EVOLUO </li> <li> Slide 12 </li> <li> Definio de Oramento Oramento o ato atravs do qual o Poder Legislativo autoriza o Poder Executivo, por um certo e em pormenor, a realizar as despesas destinadas ao funcionamento dos servios pblicos e outros fins adotados pela poltica econmica e geral do pas, assim como a arrecadar as receitas criadas em lei. (Aliomar Baleeiro). De uma forma mais simples, podemos dizer que o oramento pblico a previso da receita e autorizao de despesas para um determinado perodo O oramento no Brasil autorizativo. </li> <li> Slide 13 </li> <li> EVOLUO DO ORAMENTO PBLICO. - Oramento Tradicional: Previso de Receitas X Autorizao de Despesas. Sem preocupao com cobrana de resultados nem com planejamento (nfase nas compras). - Oramento de Desempenho: Vinculao dos gastos a algum resultado, mas ainda sem uma definio prvia de metas e objetivos a serem alcanados (nfase no que feito). - Oramento-Programa: Definio prvia de objetivos e metas a serem alcanadas com os recursos disponibilizados (nfase no planejamento global). </li> <li> Slide 14 </li> <li> Princpios Oramentrios a) Princpio da Legalidade: o oramento deve ser aprovado por lei. Ou seja, o Poder Legislativo, em cada esfera de governo, quem define onde os recursos arrecadados sero gastos, a partir de propostas encaminhadas pelos outros poderes. UnioCongresso Nacional EstadosAssembleias Legislativas MunicpiosCmara Municipal </li> <li> Slide 15 </li> <li> Princpios Oramentrios b) Princpio da Unidade: cada esfera de governo (Unio, Estados e Municpios) deve possuir somente um oramento para um determinado exerccio, evitando-se a pluralidade de oramentos. Importante: a diviso da LOA em trs oramentos no descaracteriza esse princpio. c) Princpio da Universalidade: o oramento deve prever a totalidade das receitas e despesas que sero incorridas. Importante: Esse princpio no se aplica s chamadas receitas e despesas extra-oramentrias. </li> <li> Slide 16 </li> <li> Princpios Oramentrios d) Princpio do Oramento Bruto: todas as parcelas da receita e da despesa devem aparecer no oramento em seus valores brutos, vedada qualquer deduo. Isso porque existem algumas receitas que originam despesas e algumas despesas que originam receitas, no entanto, no oramento tais receitas ou despesas no devem ser lanadas pelo seu valor lquido, mas sempre pelo valor total. e) Princpio da Periodicidade (ou Anualidade): o oramento prev a receita e autoriza a realizao das despesas por um perodo (exerccio financeiro). Os crditos oramentrios tm vigncia durante o perodo fixado. </li> <li> Slide 17 </li> <li> Princpios Oramentrios f) Princpio da exclusividade (ou da Pureza): a lei oramentria no poder conter matria estranha previso das receitas e fixao das despesas. Assim, a lei oramentria no poder tratar de outros assuntos que no oramentrios (por exemplo: criao de tributos, normas de direito civil, de direito penal etc). Exceo importantssima: autorizaes para abertura de crditos suplementares e para a contratao de operaes de crdito. </li> <li> Slide 18 </li> <li> Princpios Oramentrios g) Princpio do Equilbrio: o total das despesas no deve ultrapassar o total das receitas para o exerccio. Ou seja, deve ser evitado o dficit oramentrio. Esse princpio essencial para a manuteno da boa sade das contas pblicas. h) Princpio da Especificao: a lei oramentria deve trazer as receitas e as despesas com um nvel satisfatrio de detalhamento, facilitando sua anlise por parte das pessoas. </li> <li> Slide 19 </li> <li> Princpios Oramentrios i) Princpio da Publicidade: o contedo do oramento deve ser de conhecimento pblico, divulgado pelos meios oficiais, possibilitando o controle social. Como o oramento aprovado atravs de lei, esse princpio obedecido na publicao da lei oramentria. j) Princpio da Exatido: as receitas e despesas devem ser previstas no oramento da forma mais exata possvel. </li> <li> Slide 20 </li> <li> Exerccios ( FCC TRT-4 Reg. Analista Judicirio 2011) So princpios oramentrios: a) competncia e objetividade. b) exclusividade e especificao. c) entidade e equilbrio. d) continuidade e no-afetao das receitas. e) universalidade e custo como base de valor. </li> <li> Slide 21 </li> <li> Exerccios ( FCC TRT-4 Reg. Analista Judicirio 2011) So princpios oramentrios: a) competncia e objetividade. b) exclusividade e especificao. c) entidade e equilbrio. d) continuidade e no-afetao das receitas. e) universalidade e custo como base de valor. </li> <li> Slide 22 </li> <li> Exerccios Na Lei Oramentria Anual do exerccio de 2012 de determinado Estado da Federao no constou as despesas do Poder Legislativo. Neste caso, o princpio oramentrio NO atendido : a) Anualidade ou Periodicidade. b) Exclusividade. c) Legalidade. d) Universalidade. e) Oramentrio. </li> <li> Slide 23 </li> <li> Exerccios Na Lei Oramentria Anual do exerccio de 2012 de determinado Estado da Federao no constou as despesas do Poder Legislativo. Neste caso, o princpio oramentrio NO atendido : a) Anualidade ou Periodicidade. b) Exclusividade. c) Legalidade. d) Universalidade. e) Oramentrio. </li> <li> Slide 24 </li> <li> Exerccios No municpio de Murilndia, devido a problemas polticos entre o Poder Legislativo e o Executivo, foram aprovados oramentos distintos para Cmara e para Prefeitura Municipal. De acordo com as regras fundamentais estabelecidas na legislao pertinente, o procedimento adotado no ente em questo contraria, diretamente, o princpio oramentrio da: a) legalidade. b) unidade. c) especificao. d) competncia. e) exclusividade. </li> <li> Slide 25 </li> <li> Exerccios No municpio de Murilndia, devido a problemas polticos entre o Poder Legislativo e o Executivo, foram aprovados oramentos distintos para Cmara e para Prefeitura Municipal. De acordo com as regras fundamentais estabelecidas na legislao pertinente, o procedimento adotado no ente em questo contraria, diretamente, o princpio oramentrio da: a) legalidade. b) unidade. c) especificao. d) competncia. e) exclusividade. </li> <li> Slide 26 </li> <li> LEIS ORAMENTRIAS </li> <li> Slide 27 </li> <li> No Brasil, o processo de elaborao do oramento envolve a aprovao de 3 (trs) leis distintas: a) Plano Plurianual PPA. b) Lei de Diretrizes Oramentrias LDO. c) Lei Oramentria Anual LOA. Importante observar que as votaes das leis oramentrias federais so feitas em sesso conjunta do Congresso Nacional (deputados federais e senadores juntos). Leis Oramentrias </li> <li> Slide 28 </li> <li> Estabelece as diretrizes, objetivos e metas, de forma regionalizada, da administrao pblica para os 4 (quatro) anos seguintes. Prev as despesas de capital e as de custeio delas decorrentes, bem como as despesas relativas aos programas de durao continuada. Planejamento oramentrio de longo prazo e tem carter informativo e de orientao, mas no tem carter impositivo nem autorizativo. A) PLANO PLURIANUAL - PPA </li> <li> Slide 29 </li> <li> Proposta de PPA deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 31 de agosto do primeiro ano de Governo. A proposta do PPA deve ser discutida e aprovada pelo Poder Legislativo at o dia 15 de dezembro do mesmo ano. Nenhum nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual. </li> <li> Slide 30 </li> <li> Define as metas e prioridades da administrao pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orienta a elaborao da lei oramentria anual, dispe sobre as alteraes na legislao tributria e estabelece a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. Funciona como intermediria entre o planejamento de longo prazo previsto no PPA e o de curto prazo previsto na LOA. B) LEI DE DIRETRIZES ORAMENTRIAS - LDO </li> <li> Slide 31 </li> <li> Assim como o PPA, tem carter orientativo, embora suas definies devam ser seguidas na elaborao da LOA. Sua proposta deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 15 de abril de cada ano. Deve ser aprovada pelo Poder Legislativo at o encerramento do primeiro perodo legislativo (normalmente 30 de junho). </li> <li> Slide 32 </li> <li> o oramento propriamente dito, sendo aplicveis LOA os princpios oramentrios j estudados. Prev da forma mais exata possvel a receita e autoriza as despesas para o exerccio financeiro seguinte. Diferentemente do PPA e da LDO, suas disposies tm carter obrigatrio. Nenhuma despesa no prevista na LOA pode ser incorrida. C) LEI ORAMENTRIA ANUAL </li> <li> Slide 33 </li> <li> A LOA, na esfera federal, dividida em trs peas: I - Oramento fiscal: inclui as receitas e despesas dos trs poderes, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; II - Oramento de investimento das empresas estatais: empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III - Oramento da seguridade social: abrange todas as entidades e rgos vinculados seguridade social, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico. </li> <li> Slide 34 </li> <li> Sua proposta deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 31 de agosto de cada ano. Deve ser aprovada pelo Poder Legislativo at o dia 15 de dezembro. Em caso de no aprovao da LOA pelo Poder Legislativo at o incio do exerccio financeiro, ser aplicada a chamada regra dos duodcimos. Depois da aprovao pelo Legislativo, o projeto enviado ao Chefe do Poder Executivo para ser sancionado. Aps a sano, transforma-se em lei. Aps aprovada, somente pode ser alterada atravs dos chamados crditos adicionais. </li> <li> Slide 35 </li> <li> Exerccios (TJ-SC Analista Administrativo 2011) No Brasil a Lei do Oramento Anual (LOA): I - Objetiva viabilizar a realizao das aes planejadas no plano plurianual e transform-las em realidade. II - Compreende o oramento fiscal, de investimento, da seguridade social. III - Seu projeto deve ser encaminhado at seis meses antes do encerramento do exerccio financeiro. IV - No tem prazo de devoluo para sano. V - Compreende somente o oramento fiscal e de investimento. a) Somente as proposies I e II esto corretas. b) Somente as proposies I, e III esto corretas. c) Somente as proposies II e III esto corretas. d) Somente as proposies III e IV esto corretas. e) Somente as proposies III e V esto corretas. </li> <li> Slide 36 </li> <li> Exerccios (TJ-SC Analista Administrativo 2011) No Brasil a Lei do Oramento Anual (LOA): I - Objetiva viabilizar a realizao das aes planejadas no plano plurianual e transform-las em realidade. II - Compreende o oramento fiscal, de investimento, da seguridade social. III - Seu projeto deve ser encaminhado at seis meses antes do encerramento do exerccio financeiro. IV - No tem prazo de devoluo para sano. V - Compreende somente o oramento fiscal e de investimento. a) Somente as proposies I e II esto corretas. b) Somente as proposies I, e III esto corretas. c) Somente as proposies II e III esto corretas. d) Somente as proposies III e IV esto corretas. e) Somente as proposies III e V esto corretas. </li> <li> Slide 37 </li> <li> Exerccios A Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), estabelece normas para aes planejadas e transparentes das finanas pblicas. Para essa realizao, adotado o Sistema de Planejamento Integrado. Um dos instrumentos que compe esse sistema, compreende as metas e prioridades da administrao pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subsequente, com a misso de orientar a elaborao da Lei Oramentria Anual e dispor sobre as alteraes na legislao tributria, e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. Tal afirmativa se...</li></ul>