NOES DE ORAMENTO PBLICO

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NOES DE ORAMENTO PBLICO. Gustavo Muzy. INTRODUO. Evoluo do Papel do Estado. Primeira fase (final do sc. XVIII at incio sc. XX): Estado Liberal nenhuma interveno na economia. - PowerPoint PPT Presentation

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  • NOES DE ORAMENTO PBLICO

    Gustavo Muzy

  • INTRODUO

  • Evoluo do Papel do Estado.

    Primeira fase (final do sc. XVIII at incio sc. XX): Estado Liberal nenhuma interveno na economia.

    Segunda fase (incio sc. XX at dcada de 1970): Estado Social forte interveno estatal na economia. Aumento dos gastos pblicos.

    Terceira fase (aps dcada de 1970): Estado Neo-Liberal reduo da interveno estatal na economia. Privatizas e reduo de gastos pblicos.

  • Funes do Estado (aspecto oramentrio).

    Funo distributiva (funo Robin Hood): Estado distribui a riqueza, tributando os ricos e repassando, atravs de subsdios, prestao de servios pblicos e repasse de bens pblicos, parte do valor arrecadado aos mais pobres.

    Funo alocativa: Estado oferece bens ou servios considerados estratgicos ou que a iniciativa privada no tenha condies ou interesse em fornecer.

    Funo estabilizadora: Estado busca conseguir a manuteno de um equilibrado nvel de emprego, estabilidade dos nveis de preos, equilbrio na balana de pagamentos e razovel taxas de crescimento econmico.

  • Formas de Interveno da Administrao na Economia.

    Interveno Direta: Estado produz e oferece bens ou servios, concorrendo com o particular ou sob a forma de monoplio.

    Interveno Indireta:a) Regulao: edio de normas disciplinadoras.b) Fomento: incentivo de atividades econmicas, atravs de estmulos.

  • Receitas originrias e receitas derivadas.

    Receitas originrias: obtidas pelo Estado a partir da explorao de seu prprio patrimnio.Receitas derivadas: obtidas pelo Estado a partir da explorao do patrimnio alheio.

  • Exerccios (CESPE 2010 ABIN) A ao do governo por meio da poltica fiscal abrange as funes alocativa, distributiva e fiscalizadora.

    ( ) CERTO( ) ERRADO

  • Exerccios (CESPE 2010 ABIN) A ao do governo por meio da poltica fiscal abrange as funes alocativa, distributiva e fiscalizadora.

    ( ) CERTO( X ) ERRADO

  • Exerccios

    (TCE-RS Auditor Externo 2011) A necessidade de atuao econmica do setor pblico prende-se constatao de que o sistema de preos no consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funes. Por exemplo, existem alguns bens e servios que so indivisveis em que o princpio da excluso no aplicvel. Esta situao caracteriza qual das funes econmicas clssicas do setor pblico? a) Funo distributiva.b) Funo estabilizadora.c) Funo alocativa.d) Todas as alternativas anteriores.e) Nenhuma das alternativas anteriores.

  • Exerccios

    (TCE-RS Auditor Externo 2011) A necessidade de atuao econmica do setor pblico prende-se constatao de que o sistema de preos no consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funes. Por exemplo, existem alguns bens e servios que so indivisveis em que o princpio da excluso no aplicvel. Esta situao caracteriza qual das funes econmicas clssicas do setor pblico? a) Funo distributiva.b) Funo estabilizadora.c) Funo alocativa.d) Todas as alternativas anteriores.e) Nenhuma das alternativas anteriores.

  • ORAMENTO PBLICO E SUA EVOLUO

  • Definio de OramentoOramento o ato atravs do qual o Poder Legislativo autoriza o Poder Executivo, por um certo e em pormenor, a realizar as despesas destinadas ao funcionamento dos servios pblicos e outros fins adotados pela poltica econmica e geral do pas, assim como a arrecadar as receitas criadas em lei. (Aliomar Baleeiro).De uma forma mais simples, podemos dizer que o oramento pblico a previso da receita e autorizao de despesas para um determinado perodo

    O oramento no Brasil autorizativo.

  • EVOLUO DO ORAMENTO PBLICO.

    Oramento Tradicional: Previso de Receitas X Autorizao de Despesas. Sem preocupao com cobrana de resultados nem com planejamento (nfase nas compras).

    Oramento de Desempenho: Vinculao dos gastos a algum resultado, mas ainda sem uma definio prvia de metas e objetivos a serem alcanados (nfase no que feito).

    Oramento-Programa: Definio prvia de objetivos e metas a serem alcanadas com os recursos disponibilizados (nfase no planejamento global).

  • Princpios Oramentrios

    a) Princpio da Legalidade: o oramento deve ser aprovado por lei. Ou seja, o Poder Legislativo, em cada esfera de governo, quem define onde os recursos arrecadados sero gastos, a partir de propostas encaminhadas pelos outros poderes.

    UnioCongresso NacionalEstadosAssembleias LegislativasMunicpiosCmara Municipal

  • Princpios Oramentrios

    b) Princpio da Unidade: cada esfera de governo (Unio, Estados e Municpios) deve possuir somente um oramento para um determinado exerccio, evitando-se a pluralidade de oramentos.

    Importante: a diviso da LOA em trs oramentos no descaracteriza esse princpio.

    c) Princpio da Universalidade: o oramento deve prever a totalidade das receitas e despesas que sero incorridas.

    Importante: Esse princpio no se aplica s chamadas receitas e despesas extra-oramentrias.

  • Princpios Oramentrios

    d) Princpio do Oramento Bruto: todas as parcelas da receita e da despesa devem aparecer no oramento em seus valores brutos, vedada qualquer deduo.Isso porque existem algumas receitas que originam despesas e algumas despesas que originam receitas, no entanto, no oramento tais receitas ou despesas no devem ser lanadas pelo seu valor lquido, mas sempre pelo valor total.

    e) Princpio da Periodicidade (ou Anualidade): o oramento prev a receita e autoriza a realizao das despesas por um perodo (exerccio financeiro). Os crditos oramentrios tm vigncia durante o perodo fixado.

  • Princpios Oramentrios

    f) Princpio da exclusividade (ou da Pureza): a lei oramentria no poder conter matria estranha previso das receitas e fixao das despesas.

    Assim, a lei oramentria no poder tratar de outros assuntos que no oramentrios (por exemplo: criao de tributos, normas de direito civil, de direito penal etc).

    Exceo importantssima: autorizaes para abertura de crditos suplementares e para a contratao de operaes de crdito.

  • Princpios Oramentrios

    g) Princpio do Equilbrio: o total das despesas no deve ultrapassar o total das receitas para o exerccio. Ou seja, deve ser evitado o dficit oramentrio.

    Esse princpio essencial para a manuteno da boa sade das contas pblicas.

    h) Princpio da Especificao: a lei oramentria deve trazer as receitas e as despesas com um nvel satisfatrio de detalhamento, facilitando sua anlise por parte das pessoas.

  • Princpios Oramentrios

    i) Princpio da Publicidade: o contedo do oramento deve ser de conhecimento pblico, divulgado pelos meios oficiais, possibilitando o controle social. Como o oramento aprovado atravs de lei, esse princpio obedecido na publicao da lei oramentria.

    j) Princpio da Exatido: as receitas e despesas devem ser previstas no oramento da forma mais exata possvel.

  • Exerccios

    (FCC TRT-4 Reg. Analista Judicirio 2011) So princpios oramentrios: a) competncia e objetividade.b) exclusividade e especificao.c) entidade e equilbrio.d) continuidade e no-afetao das receitas.e) universalidade e custo como base de valor.

  • Exerccios

    (FCC TRT-4 Reg. Analista Judicirio 2011) So princpios oramentrios: a) competncia e objetividade.b) exclusividade e especificao.c) entidade e equilbrio.d) continuidade e no-afetao das receitas.e) universalidade e custo como base de valor.

  • Exerccios

    Na Lei Oramentria Anual do exerccio de 2012 de determinado Estado da Federao no constou as despesas do Poder Legislativo. Neste caso, o princpio oramentrio NO atendido :

    a) Anualidade ou Periodicidade.b) Exclusividade.c) Legalidade.d) Universalidade.e) Oramentrio.

  • Exerccios

    Na Lei Oramentria Anual do exerccio de 2012 de determinado Estado da Federao no constou as despesas do Poder Legislativo. Neste caso, o princpio oramentrio NO atendido :

    a) Anualidade ou Periodicidade.b) Exclusividade.c) Legalidade.d) Universalidade.e) Oramentrio.

  • Exerccios

    No municpio de Murilndia, devido a problemas polticos entre o Poder Legislativo e o Executivo, foram aprovados oramentos distintos para Cmara e para Prefeitura Municipal. De acordo com as regras fundamentais estabelecidas na legislao pertinente, o procedimento adotado no ente em questo contraria, diretamente, o princpio oramentrio da:

    a) legalidade.b) unidade.c) especificao.d) competncia.e) exclusividade.

  • Exerccios

    No municpio de Murilndia, devido a problemas polticos entre o Poder Legislativo e o Executivo, foram aprovados oramentos distintos para Cmara e para Prefeitura Municipal. De acordo com as regras fundamentais estabelecidas na legislao pertinente, o procedimento adotado no ente em questo contraria, diretamente, o princpio oramentrio da:

    a) legalidade.b) unidade.c) especificao.d) competncia.e) exclusividade.

  • LEIS ORAMENTRIAS

  • No Brasil, o processo de elaborao do oramento envolve a aprovao de 3 (trs) leis distintas:

    a) Plano Plurianual PPA.

    b) Lei de Diretrizes Oramentrias LDO.

    c) Lei Oramentria Anual LOA.

    Importante observar que as votaes das leis oramentrias federais so feitas em sesso conjunta do Congresso Nacional (deputados federais e senadores juntos).Leis Oramentrias

  • Estabelece as diretrizes, objetivos e metas, de forma regionalizada, da administrao pblica para os 4 (quatro) anos seguintes.

    Prev as despesas de capital e as de custeio delas decorrentes, bem como as despesas relativas aos programas de durao continuada.

    Planejamento oramentrio de longo prazo e tem carter informativo e de orientao, mas no tem carter impositivo nem autorizativo.A) PLANO PLURIANUAL - PPA

  • Proposta de PPA deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 31 de agosto do primeiro ano de Governo.

    A proposta do PPA deve ser discutida e aprovada pelo Poder Legislativo at o dia 15 de dezembro do mesmo ano.

    Nenhum nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual.

  • Define as metas e prioridades da administrao pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orienta a elaborao da lei oramentria anual, dispe sobre as alteraes na legislao tributria e estabelece a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento.

    Funciona como intermediria entre o planejamento de longo prazo previsto no PPA e o de curto prazo previsto na LOA.B) LEI DE DIRETRIZES ORAMENTRIAS - LDO

  • Assim como o PPA, tem carter orientativo, embora suas definies devam ser seguidas na elaborao da LOA.

    Sua proposta deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 15 de abril de cada ano.

    Deve ser aprovada pelo Poder Legislativo at o encerramento do primeiro perodo legislativo (normalmente 30 de junho).

  • o oramento propriamente dito, sendo aplicveis LOA os princpios oramentrios j estudados.

    Prev da forma mais exata possvel a receita e autoriza as despesas para o exerccio financeiro seguinte. Diferentemente do PPA e da LDO, suas disposies tm carter obrigatrio.

    Nenhuma despesa no prevista na LOA pode ser incorrida.

    C) LEI ORAMENTRIA ANUAL

  • A LOA, na esfera federal, dividida em trs peas:

    I - Oramento fiscal: inclui as receitas e despesas dos trs poderes, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico;

    II - Oramento de investimento das empresas estatais: empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

    III - Oramento da seguridade social: abrange todas as entidades e rgos vinculados seguridade social, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico.

  • Sua proposta deve ser encaminhada pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo at o dia 31 de agosto de cada ano.

    Deve ser aprovada pelo Poder Legislativo at o dia 15 de dezembro.

    Em caso de no aprovao da LOA pelo Poder Legislativo at o incio do exerccio financeiro, ser aplicada a chamada regra dos duodcimos.

    Depois da aprovao pelo Legislativo, o projeto enviado ao Chefe do Poder Executivo para ser sancionado. Aps a sano, transforma-se em lei.

    Aps aprovada, somente pode ser alterada atravs dos chamados crditos adicionais.

  • Exerccios(TJ-SC Analista Administrativo 2011) No Brasil a Lei do Oramento Anual (LOA): I - Objetiva viabilizar a realizao das aes planejadas no plano plurianual e transform-las em realidade. II - Compreende o oramento fiscal, de investimento, da seguridade social. III - Seu projeto deve ser encaminhado at seis meses antes do encerramento do exerccio financeiro. IV - No tem prazo de devoluo para sano. V - Compreende somente o oramento fiscal e de investimento. a) Somente as proposies I e II esto corretas.b) Somente as proposies I, e III esto corretas.c) Somente as proposies II e III esto corretas.d) Somente as proposies III e IV esto corretas.e) Somente as proposies III e V esto corretas.

  • Exerccios(TJ-SC Analista Administrativo 2011) No Brasil a Lei do Oramento Anual (LOA): I - Objetiva viabilizar a realizao das aes planejadas no plano plurianual e transform-las em realidade. II - Compreende o oramento fiscal, de investimento, da seguridade social. III - Seu projeto deve ser encaminhado at seis meses antes do encerramento do exerccio financeiro. IV - No tem prazo de devoluo para sano. V - Compreende somente o oramento fiscal e de investimento. a) Somente as proposies I e II esto corretas.b) Somente as proposies I, e III esto corretas.c) Somente as proposies II e III esto corretas.d) Somente as proposies III e IV esto corretas.e) Somente as proposies III e V esto corretas.

  • ExercciosA Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), estabelece normas para aes planejadas e transparentes das finanas pblicas. Para essa realizao, adotado o Sistema de Planejamento Integrado. Um dos instrumentos que compe esse sistema, compreende as metas e prioridades da administrao pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subsequente, com a misso de orientar a elaborao da Lei Oramentria Anual e dispor sobre as alteraes na legislao tributria, e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. Tal afirmativa se refere /ao: a) Plano Plurianual.b) Plano de Investimentos Operacionais.c) Lei das Diretrizes Oramentrias.d) Lei dos Oramentos Anuais.e) Lei das Diretrizes Semestrais.

  • ExercciosA Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), estabelece normas para aes planejadas e transparentes das finanas pblicas. Para essa realizao, adotado o Sistema de Planejamento Integrado. Um dos instrumentos que compe esse sistema, compreende as metas e prioridades da administrao pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subsequente, com a misso de orientar a elaborao da Lei Oramentria Anual e dispor sobre as alteraes na legislao tributria, e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. Tal afirmativa se refere /ao: a) Plano Plurianual.b) Plano de Investimentos Operacionais.c) Lei das Diretrizes Oramentrias.d) Lei dos Oramentos Anuais.e) Lei das Diretrizes Semestrais.

  • APROVAO DO ORAMENTO

  • Poder ExecutivoPoder LegislativoPoder JudicirioMinist. Pblico

    TCU

    Defens. PblicaPoder Executivo(consolidao)Poder Legislativo

    Comisso Mista de Oramento(anlise e emendas)Plenrio(sesso conjunta)Poder Executivo(sano, promulgao e publicao)propostapropostapropostapropostapropostapropostaRITO DE APROVAO DAS LEIS ORAMENTRIAS FEDERAIS

  • Observaes sobre a proposta e aprovao do Oramento:

    a) O no encaminhamento, pelo Chefe do Poder Executivo, dos projetos de lei oramentria constitui crime de responsabilidade.

    b) Se cada poder no encaminhar sua proposta oramentria para consolidao pelo Poder Executivo, sero considerados, para fins de consolidao da proposta oramentria anual, os valores aprovados na lei oramentria vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na LDO.

  • c) As emendas ao projeto de lei do oramento anual (LOA) somente podem ser aprovadas caso:I - sejam compatveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes oramentrias;II - indiquem os recursos necessrios, admitidos apenas os provenientes de anulao de despesa, excludas as que incidam sobre:a) dotaes para pessoal e seus encargos;b) servio da dvida;c) transferncias tributrias constitucionais para Estados, Municpios e Distrito Federal; ouIII - sejam relacionadas:a) com a correo de erros ou omisses; oub) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

  • d) As emendas ao projeto de lei de diretrizes oramentrias (LDO) no podero ser aprovadas quando incompatveis com o plano plurianual.

    e) O Presidente da Repblica poder enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificao nos projetos das leis oramentrias enquanto no iniciada a votao, na Comisso mista, da parte cuja alterao proposta.

    f) Os recursos que, em decorrncia de veto, emenda ou rejeio do projeto de lei oramentria anual, ficarem sem despesas correspondentes podero ser utilizados, mediante crditos especiais ou suplementares, com prvia e especfica autorizao legislativa

  • CRDITOS ADICIONAIS

  • DEFINIO.

    Os crditos adicionais so verdadeiras alteraes na Lei Oramentria Anual, e so utilizados para fazer frente a despesas imprevistas ou cujo valor previsto no oramento revela-se insuficiente.

    Por se tratarem de alteraes no oramento, precisam passar pela aprovao do Poder Legislativo (mesmo processo da aprovao das leis oramentrias).

    Os crditos adicionais podem ser: suplementares, especiais e extraordinrios.

  • a) Crditos Suplementares.

    So utilizados para custear reforar o valor de despesa dotada de forma insuficiente no oramento.

    Ao solicitar um crdito suplementar, o Poder Executivo deve justificar o pedido e demonstrar a existncia de recursos disponveis (arrecadao maior que a prevista ou anulao de outras despesas, por exemplo).

    So autorizados por lei (Poder Legislativo) e abertos por ato do Poder Executivo.

  • b) Crditos Especiais.

    So utilizados para custear uma despesa para a qual no h dotao oramentria especfica (despesa no prevista no oramento).

    Ao solicitar um crdito especial, o Poder Executivo deve justificar o pedido e demonstrar a existncia de recursos disponveis (arrecadao maior que a prevista ou anulao de outras despesas, por exemplo).

    So autorizados por lei (Poder Legislativo) e abertos por ato do Poder Executivo.

  • Fontes de recursos para abertura de crditos suplementares e especiais.So considerados recursos para abertura dos crditos suplementares e especiais, desde que no comprometidos: I - o supervit financeiro apurado em balano patrimonial do exerccio anterior; II - os provenientes de excesso de arrecadao, considerando-se a tendncia do exerccio; III - os resultantes de anulao parcial ou total de dotaes oramentrias ou de crditos adicionais, autorizados em Lei; IV - o produto de operaes de crdito autorizadas. V - a dotao global no especificamente destinada a rgo, unidade oramentria, programa ou categoria econmica, denominada de reserva de contingncia e,VI - os recursos que, em decorrncia de veto, emenda ou rejeio do projeto de LOA, ficarem sem despesas correspondentes.

  • c) Crditos Extraordinrios.

    So utilizados para custear despesas urgentes e imprevisveis, tais como as decorrentes de guerra, comoo interna e calamidade pblica.

    No h necessidade de indicao dos recursos para fazer frente s despesas.

    So autorizados e abertos por meio de Medida Provisria (ato do Poder Executivo com fora de lei).

  • Vigncia dos Crditos Adicionais.

    Em princpio, os crditos adicionais tm sua vigncia restrita ao exerccio em que foram abertos.

    No entanto, os crditos especiais e extraordinrios, se forem abertos nos ltimos 4 meses do exerccio, sero incorporados ao oramento do exerccio seguinte (sero prorrogados para o exerccio seguinte).

  • Exerccios

    (FCC MPE-AP Analista Ministerial 2012) O prefeito da cidade de Povo Contente ao proceder abertura de licitao para aquisio de merenda escolar foi avisado pelo Contador que a despesa no poderia ser realizada por no ter saldo suficiente na dotao oramentria. Nestas condies, nos termos da Lei Federal no 4.320/64, deve-se abrir um crdito adicional a) especial.b) extraordinrio.c) suplementar.d) extraoramentrio.e) emergencial.

  • Exerccios

    (FCC MPE-AP Analista Ministerial 2012) O prefeito da cidade de Povo Contente ao proceder abertura de licitao para aquisio de merenda escolar foi avisado pelo Contador que a despesa no poderia ser realizada por no ter saldo suficiente na dotao oramentria. Nestas condies, nos termos da Lei Federal no 4.320/64, deve-se abrir um crdito adicional a) especial.b) extraordinrio.c) suplementar.d) extraoramentrio.e) emergencial.

  • Exerccios

    (FCC TRF-1 Reg. Analista Judicirio 2011) Consoante a Lei Federal no4.320/64, sero autorizados por lei e abertos por decreto do Executivo os crditos a) Suplementares e Extraordinrios.b) Especiais e Extraordinrios.c) Especiais e Extraoramentrios.d) Suplementares e Extraoramentrios.e) Suplementares e Especiais.

  • Exerccios

    (FCC TRF-1 Reg. Analista Judicirio 2011) Consoante a Lei Federal no4.320/64, sero autorizados por lei e abertos por decreto do Executivo os crditos a) Suplementares e Extraordinrios.b) Especiais e Extraordinrios.c) Especiais e Extraoramentrios.d) Suplementares e Extraoramentrios.e) Suplementares e Especiais.

  • Exerccios

    (FCC TRT-24 Reg. Analista Judicirio 2011) O recurso disponvel para abertura de crditos suplementares e especiais, que NO provoca aumento nos valores globais da lei oramentria, :a) Excesso de Arrecadao.b) Anulao de dotao.c) Supervit Financeiro.d) Operao de crdito autorizada.e) Supervit oramentrio.

  • Exerccios

    (FCC TRT-24 Reg. Analista Judicirio 2011) O recurso disponvel para abertura de crditos suplementares e especiais, que NO provoca aumento nos valores globais da lei oramentria, :a) Excesso de Arrecadao.b) Anulao de dotao.c) Supervit Financeiro.d) Operao de crdito autorizada.e) Supervit oramentrio.

  • RECEITAS PBLICAS

  • CONCEITO.

    Existem dois conceitos para receitas pblicas: um legal e outro doutrinrio.

    a) conceito legal: receitas pblicas so todos os ingressos de numerrio (dinheiro) nos cofres pblicos, no importando sua natureza ou origem.

    b) conceito doutrinrio: receitas pblicas so os ingressos financeiros que produzem acrscimos patrimoniais, sem gerar obrigaes, reservas ou reivindicaes de terceiros. So as entradas definitivas de recursos nos cofres pblicos.

  • Classificao das Receitas Pblicas

    As receitas pblicas podem classificadas por diversos critrios diferentes.

    J falamos da classificao das receitas pblicas quanto sua origem (originrias e derivadas).

    Veremos agora a classificao quanto sua natureza e quanto sua destinao.

  • a) Classificao quanto natureza.

    Quanto sua natureza, as receitas pblicas podem ser divididas em receitas oramentrias e extraoramentrias.

    a) Receitas oramentrias: so as receitas que devem estar previstas na Lei Oramentria Anual. So recursos que pertencem de fato Unio, Estados, DF e Municpios, e que podem ser utilizados por eles para atender s necessidades da populao.

    As receitas oramentrias, por sua vez, dividem-se em receitas de capital e receitas correntes.

  • a.1) Receitas de capital: de acordo com a Lei 4.320/64, as receitas de capital so aquelas decorrentes de:

    Operaes de crdito;

    Alienao de bens;

    Amortizao de emprstimos concedidos;

    Transferncias de capital.

    Supervit do oramento corrente.

    Caracterizam-se por serem mais ou menos espordicas e, portanto, no se pode contar com eles para o pagamento de despesas correntes.

  • a.2) Receitas correntes: a Lei 4.320/64 dispe que so Receitas Correntes as receitas tributria, de contribuies, patrimonial, agropecuria, industrial, de servios e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado, quando destinadas a atender despesas classificveis em Despesas Correntes.

    Ou, de uma forma mais simples, as receitas correntes so todas as receitas pblicas oramentrias que no forem classificadas como de capital.

    Caracterizam-se por sua constncia.

  • b) Receitas extraoramentrias: so os valores que, embora tenham ingressado nos cofres pblicos, no pertencem de fato ao ente pblico, que detm a sua posse de forma temporria. Pelos fato de se tratar de recursos que no podem ser gastos pelo Estado, no constam no Oramento.

    Exemplos de receitas extraoramentrias: caues recebidas pelo ente pblico (garantias em dinheiro), depsitos de terceiros e pagamentos devidos a terceiros e no reclamados por estes.

  • Tambm so consideradas receitas extraoramentrias as operaes de crdito por antecipao de receita ARO.

    As AROs so emprstimos tomados pelo ente pblico a ttulo de antecipao dos valores previstos para ingressar nos cofres pblicos naquele ano, e que so liquidados quando da efetiva entrada do numerrio.

    Destinam-se a atender insuficincia de caixa dentro do prprio exerccio financeiro.

    Devem necessariamente ser liquidadas at o dia 10 de dezembro do ano em que foram contratadas.IMPORTANTE

  • *

    Receitas PblicasOramentriasDe Capital

    Correntesextraoramentrias

  • b) Classificao quanto destinao.

    Quanto sua destinao (ou vinculao), as receitas pblicas classificam-se em ordinrias e vinculadas.

    a) Receitas ordinrias: so aquelas que no esto vinculadas a nenhuma despesa especfica, podendo ser usadas para o atendimento de quaisquer necessidades da coletividade. Ou seja, podem ser alocadas para o pagamento de quaisquer despesas. Exemplo: receitas de impostos.

    b) Receitas vinculadas: devem ser utilizadas para o pagamento de despesas especficas, previstas na legislao, no podendo ser usadas para custear outras despesas. Exemplo: receitas de contribuies sociais.

  • Conceito novo trazido pela Portaria STN/SOF 338/2006, so consideradas receitas intra-oramentrias os ingressos provenientes dopagamento das despesas realizadas na aplicao direta devido a uma eventual operao entre rgos, fundos e entidades integrantes dos Oramentos Fiscal e da Seguridade Social.

    Decorrem de pagamentos internos feitos entre rgos da Administrao Pblica Direta.

    Exemplo: a Imprensa Nacional publica um edital do Ministrio da Fazenda, cobrando um valor por isso. Esse valor considerado receita intraoramentria para a Imprensa Nacional.RECEITAS INTRAORAMENTRIAS

  • DESPESAS PBLICAS

  • CONCEITO.

    Assim como ocorre com as receitas, tambm existem dois conceitos para despesas pblicas: um legal e outro doutrinrio.

    a) conceito legal: despesas pblicas so todos as sadas de numerrio (dinheiro) nos cofres pblicos.

    b) conceito doutrinrio: despesas pblicas so as sadas financeiras que produzem diminuio patrimonial.

  • CLASSIFICAO.

    A principal classificao das despesas pblicas diz respeito sua natureza, e nesse aspecto bem semelhante classificao das receitas pblicas quanto ao mesmo critrio.

    Desta forma, as despesas pblicas podem ser classificadas em despesas oramentrias e extraoramentrias.

  • a) Despesas oramentrias: so as despesas que precisam de autorizao legislativa para serem realizadas. Ou seja, so as despesas que precisam do oramento.

    Alm disso, no podem ser realizadas sem a existncia de crdito oramentrio que a corresponda suficientemente.

    Dividem-se em despesas de capital e despesas correntes.

  • a.1) Despesas de capital: de acordo com a Lei 4.320/64, so consideradas de capital as seguintes despesas pblicas:

    Investimentos: despesas com a criao de um bem pblico novo, de um programa novo, aquisio de imveis ainda no utilizados pela Adiministrao.

    Inverses financeiras: importam a troca de dinheiro por bens, como aquisio de imveis ou bens de capital j em utilizao pela Administrao Pblica e aquisio de aes de entidades j constitudas.

    Transferncias de capital: valores repassados pelo ente pblico a outra entidade para utilizao em despesas de capital.

  • a.2) Despesas correntes: so as despesas utilizadas para a manuteno de um bem, programa ou atividade j existente. Neste caso, nada de novo est sendo criado, mas o dinheiro est sendo utilizada para manter algo pr-existente. Incluem-se nesta categoria as despesas para conservao e adaptao de imveis. So tambm chamadas de despesas de custeio.

    Tambm so consideradas despesas correntes as chamadas transferncias correntes, que so valores recebidos de outros entes pblicos para a utilizao em despesas de custeio.

  • IMPORTANTE

    As receitas de capital devem ser utilizadas somente para pagamento de despesas de capital. Assim, no se deve tomar emprstimos, por exemplo, para pagar funcionrios pblicos (despesa de custeio).

    por essa razo que a Lei 4.320/64 determina que o supervit do oramento corrente (resultado positivo da diferena entre receitas correntes e despesas correntes) considerado receita de capital, e portanto, deve ser utilizado para pagamento de despesas de capital. A ideia a que, sobrando receitas correntes em relao s despesas correntes, esse valor seja utilizado para criao de um bem ou servio pblico novo.

  • b) Despesas extraoramentrias: so os pagamentos que no dependem de autorizao legislativa, ou seja, no constam do oramento pblico.

    Nada mais so do que a devoluo de valores arrecadados sob o ttulo de receitas extraoramentrias. Exemplos: devoluo de caues contratuais, entrega de depsito de terceiro e liquidao de operao de ARO.

  • Conceito novo trazido pela Portaria STN/SOF 338/2006, so consideradas despesas intra-oramentrias as sadas provenientes dopagamento das despesas realizadas na aplicao direta devido a uma eventual operao entre rgos, fundos e entidades integrantes dos Oramentos Fiscal e da Seguridade Social.

    Decorre de um pagamento interno, feito entre rgos da Administrao Pblica Direta.

    Exemplo: a Imprensa Nacional publica um edital do Ministrio da Fazenda, cobrando um valor por isso. Esse valor considerado despesa intraoramentria para o Ministrio da Fazenda.DESPESAS INTRAORAMENTRIAS

  • Exerccios

    (FCC TJ-PI Analista Judicirio 2009) O recebimento de depsitos ou caues de terceiros pelo ente pblico constitui uma receita a) corrente.b) de capital.c) extra-oramentria.d) por mutao patrimonial.e) patrimonial.

  • Exerccios

    (FCC TJ-PI Analista Judicirio 2009) O recebimento de depsitos ou caues de terceiros pelo ente pblico constitui uma receita a) corrente.b) de capital.c) extra-oramentria.d) por mutao patrimonial.e) patrimonial.

  • Exerccios(TSE Tcnico Judicirio 2012) Considere o seguinte demonstrativo financeiro hipottico:

    Receita agropecuria = R$50,00;Receita industrial=R$400,00;Receita de servios = R$1.000,00;Alienao de bens = R$200,00; eOperao de crdito = R$300,00.Com base nesses dados, qual o valor total das receitas de capital?

    a) R$ 450,00b) R$ 500,00c) R$ 1.400,00d) R$ 1.700,00

  • Exerccios(TSE Tcnico Judicirio 2012) Considere o seguinte demonstrativo financeiro hipottico:

    Receita agropecuria = R$50,00;Receita industrial=R$400,00;Receita de servios = R$1.000,00;Alienao de bens = R$200,00; eOperao de crdito = R$300,00.Com base nesses dados, qual o valor total das receitas de capital?

    a) R$ 450,00b) R$ 500,00c) R$ 1.400,00d) R$ 1.700,00

  • ESTGIOS DA RECEITA PBLICA

  • Primeiramente, deve-se observar que os estgios de realizao da receita pblica aplicam-se somente s receitas oramentrias, que so aquelas que de fato pertencem ao ente pblico.

    De acordo com a Lei 4.320/64, a receita oramentria passa por quatro fases ou estgios:

    a) Previso;b) Lanamento;c) Arrecadao; ed) Recolhimento.

  • a) Previso. a fase que quantifica a expectativa de arrecadao. Ou seja, o estgio que tenta antecipar o valor das receitas arrecadas. feita com base na quantia de receitas arrecadadas no exerccio anterior, com os ajustes aplicveis.

    b) Lanamento. o procedimento administrativo que permite aos Fiscos cobrar as receitas devidas pelos contribuintes, identificando o contribuinte, calculando o valor devido e inscrevendo o valor em dvida ativa. Atualmente, porm, na maioria dos tributos o prprio contribuinte quem efetua o clculo do valor devido e faz o pagamento antes da cobrana pela Administrao Fazendria.

  • c) Arrecadao. o estgio em que os contribuintes comparecem perante os agentes arrecadadores (normalmente instituies financeiras) e realizam o pagamento dos tributos e outros dbitos para com o Estado.

    d) Recolhimento. a fase na qual ocorre o repasse dos valores recebidos pelos agentes arrecadadores ao Poder Pblico. No caso da esfera federal, esses valores so repassados Conta nica do Tesouro Nacional, mantida pelo Banco Central.

  • ESTGIOS DA DESPESA PBLICA

  • Assim como ocorre com as receitas, os estgios da despesa pblica aplicam-se s despesas oramentrias.

    De acordo com a Lei 4.320/64, a despesa oramentria passa por trs fases sucessivas:

    a) Empenho;b) Liquidao; ec) Pagamento

  • O art. 58 da lei n. 4.320/64 define empenho como o ato emanado da autoridade competente que cria para o estado obrigao de pagamento pendente ou no de implemento de condio.

    Atravs do empenho, a autoridade competente verifica se existe recurso oramentrio para a realizao da despesa. Se houver, ser feita a reserva do valor correspondente no crdito oramentrio disponvel, assumindo a Administrao o compromisso de efetuar o pagamento futuro.

    A) Empenho

  • Empenho Ordinrio: utilizado para despesas de valor fixo e previamente determinado e cujo pagamento deva ocorrer de uma s vez;

    Empenho por Estimativa: utilizado para as despesa cujo montante no se possa determinar previamente, tais como: contas de gua e energia eltrica, compras de combustveis, gastos com cpias de documentos.

    Empenho Global: utilizado para as despesas contratuais e outras de valor determinado, mas cujo pagamento ser feito de forma parcelada, como: aluguis de imveis, contratao de servios com pagamento mensal, pagamento de salrios.Modalidades de Empenho

  • O empenho feito por meio de nota de empenho NE.

    As despesas relativas a contratos, convnios e outros ajustes de vigncia plurianual, sero empenhadas em cada exerccio financeiro pela parte nele a ser executada.

    O empenho dever ser reforado quando seu valor se revelar insuficiente para atender despesa a ser realizada.Realizao do empenho

  • O empenho dever ser anulado no decorrer do exerccio:

    a) parcialmente: quando seu valor exceder o montante da despesa realizada:

    b) totalmente, quando: o servio contratado no tiver sido prestado; o material encomendado no tiver sido entregue; o empenho tiver sido emitido incorretamente.

    O empenho dever tambm ser anulado no encerramento do exerccio quando a despesa no tiver sido liquidada, salvo aquelas que forem inscritas em restos a pagar.Anulao do empenho

  • De acordo com o artigo 63 da Lei 4.320/64, a liquidao da despesa consiste na verificao do direito adquirido pelo credor tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito.

    na liquidao da despesa que se verifica se o credor cumpriu todas as obrigaes constantes do empenho (se o credor no for identificado no empenho na liquidao que se verificar quem dever receber o valor) e o valor que dever ser pago.

    feita atravs de Nota de Liquidao - NL.

    B) LIQUIDAO

  • Aps o empenho e liquidao da despesa, procede-se ao seu pagamento, o qual pode ser definido como a transferncia dos recursos financeiros ao credor.

    Somente se proceder ao pagamento se houver recursos financeiros disponveis.

    feito, via de rega, por Ordem Bancria OB, mas pode ser feito por meio de suprimento de numerrio, para pequenos valores.

    C) PAGAMENTO

  • Embora a Lei 4.320/64 somente fale de empenho, liquidao e pagamento, na prtica (e j caram questes em concursos sobre isso) muitas vezes realiza-se o chamado pr-empenho, que o ato atravs do qual se verifica se existe disponibilidade oramentria para a realizao do gasto e se faz a respectiva reserva de valores.OBSERVAO

  • I - Por pagamento da despesa entende-se o ato emanado de autoridade competente que criou para o Estado obrigao de pagamento pendente de implemento de condio. II - O empenho da despesa consiste no ato pelo qual os agentes arrecadadores entregam diariamente ao Tesouro Pblico o produto da arrecadao.

    III - A liquidao da despesa consiste na verificao do direito do credor, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito, em que se apura a origem e o objeto do que se deve pagar, a importncia exata a pagar e a quem se deve pagar para extinguir a obrigao. IV - O ato praticado pela Fazenda Pblica que identifica o contribuinte, o valor devido e efetua a inscrio fiscal do devedor, denomina-se lanamento. So corretasAPENASas afirmaes a) I e II.b) II e III.c) III e IV.d) I, II e IV.e) I, III e IV.

  • I - Por pagamento da despesa entende-se o ato emanado de autoridade competente que criou para o Estado obrigao de pagamento pendente de implemento de condio. II - O empenho da despesa consiste no ato pelo qual os agentes arrecadadores entregam diariamente ao Tesouro Pblico o produto da arrecadao.

    III - A liquidao da despesa consiste na verificao do direito do credor, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito, em que se apura a origem e o objeto do que se deve pagar, a importncia exata a pagar e a quem se deve pagar para extinguir a obrigao. IV - O ato praticado pela Fazenda Pblica que identifica o contribuinte, o valor devido e efetua a inscrio fiscal do devedor, denomina-se lanamento. So corretasAPENASas afirmaes a) I e II.b) II e III.c) III e IV.d) I, II e IV.e) I, III e IV.

  • RESTOS A PAGAR

  • CONCEITO.

    De acordo com a Lei 4.320/64, consideram-se restos a pagar as despesas legalmente empenhadas mas no pagas dentro do exerccio financeiro, ou seja, at 31 de dezembro.

    A existncia dos restos a pagar decorre do regime de competncia, que exige que as despesas sejam contabilizadas como pertencentes ao exerccio em que surgiram, ou seja, ao exerccio em que foi feito o empenho, mesmo que o pagamento seja feito em outro exerccio.

  • VALIDADE DA INSCRIO.

    A inscrio de empenho em restos a pagar ter validade at 31 de dezembro do ano subsequente, quando ser automaticamente cancelado.

    vedada a reinscrio de empenhos em restos a pagar. O reconhecimento de eventual direito do credor far-se- atravs da emisso de nova nota de empenho, no exerccio do reconhecimento, conta de despesas de exerccios anteriores

  • CLASSIFICAO

    As despesas inscritas em restos a pagar podem ser classificadas em:

    a) Restos a Pagar Processados: so aquelas despesas liquidadas, ou seja, em que o credor j cumpriu as suas obrigaes, tendo portanto direito lquido e certo, faltando apenas o pagamento.

    b) Restos a Pagar No-Processados: so as despesas no liquidadas, ou seja, so aquelas que dependem da prestao do servio ou fornecimento do material, isto , cujo direito do credor no foi apurado.

  • *

    Restos a Pagar Processado refere-se a despesa

    a) empenhada, paga, mas ainda no liquidada.

    b) empenhada, liquidada, mas ainda no paga.

    c) empenhada, liquidada e paga.

    d) empenhada, em liquidao e paga.

    e) extraoramentria a pagar.

  • DVIDA PBLICA

  • *

    A Dvida Pblica pode ser Ativa ou Passiva:

    a) Dvida Ativa: valores dos quais a Administrao Pblica credora. Ou seja, so os valores que podem ser exigidos pelo Estado.

    Divide-se em:

    Dvida Ativa Tributria: representam tributos.

    Dvida Ativa No-Tributria: representam outros crditos da Administrao Pblica, que no tributos. Exemplos: valores contratuais e multas de trnsito.Dvida Ativa e Passiva

  • b) Dvida Passiva: valores dos quais a Administrao Pblica devedora. Ou seja, so os valores que devem ser pagos pelo Estado a terceiros.

    A Dvida Passiva divide-se em fundada e flutuante.

    Dvida Fundada (ou Consolidada) compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 (doze) meses, contrados para atender a desequilbrio oramentrio ou a financiamento de obras e servios pblicos;

  • Dvida Flutuante (No-Consolidada) so os compromissos de exigibilidade inferior a 12 meses, e compreende, entre outros:

    I - os restos a pagar, excludos os servios da dvida;

    II - os servios da dvida a pagar (parcelas de amortizao e de juros da dvida fundada);

    III - os depsitos de terceiros (consignaes ou caues);

    IV - os dbitos de tesouraria (ARO operaes de crdito por antecipao de receita destinadas a cobrir insuficincias de caixa ou tesouraria)

  • De acordo com a Lei Federaln 4.320/1964:

    compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contrados para atender a desequilbrio oramentrio ou financeiro de obras e servios pblico e

    (II) restos a pagar, excludos os servios da dvida, servios da dvida a pagar, depsitos e os dbitos de tesouraria.

    Esses conceitos representam, respectivamente: a) dvida flutuante e dvida fundada;b) dvida fundada e dvida flutuante;c) dvida contratual e dvida flutuante;d) dvidas de curto prazo e operaes de crditos;e) dvida flutuante e dvida mobiliria.Exerccios

  • SUPRIMENTO DE FUNDOS

  • Suprimento de fundos um adiantamento de dinheiro, em espcie ou mediante o uso de carto corporativo, que concedido a um servidor pblico, com prazo certo para utilizao e mediante comprovao dos gastos.

    O suprimento de fundos pode ser concedido somente:

    a) para atender despesas eventuais, inclusive em viagens e com servios especiais, que exijam pronto pagamento em espcie;

    b) quando a despesa deva ser feita em carter sigiloso, conforme se classificar em regulamento; e

    c) para atender despesas de pequeno vulto, que so aquelas cujos valores, em cada caso, no ultrapassar os limites estabelecidos pelo Ministrio da Fazenda.

  • O prazo mximo que pode ser concedido ao servidor para a aplicao do suprimento de fundos de 90 dias, no podendo ultrapassar o final do exerccio financeiro.

    O servidor dever prestar dentro do prazo de 30 dias aps o final do prazo para aplicao.

    A importncia aplicada at 31 de dezembro ser comprovada at 15 de janeiro seguinte.

    Atualmente, a concesso de suprimento de fundos dever ocorrer por meio do Carto de Pagamento do Governo Federal - CPGF, utilizando as contas de suprimento de fundos somente em carter excepcional, onde comprovadamente no seja possvel utilizar o carto.

  • LEI COMPLEMENTAR 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL)

  • A LC 101/00, chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, foi editada em obedincia ao disposto nos arts. 163, I, 165, 9, e 169, da CF, para orientar a Administrao Financeira e Oramentria realizada pelos gestores pblicos, impondo limites e obrigaes, tudo para conseguir um maior controle e transparncia sobre os gastos pblicos. Est estruturada nos seguintes pilares: planejamento, transparncia, controle e fiscalizao.

    Falaremos sobre os aspectos mais importantes da LRF.

  • a) Planejamento.A LRF fala da LDO e LOA (a parte sobre o PPA foi vetada, permanecendo s o que diz a CF e o ADCT).

    Alm do que j vimos, a LRF diz que a LDO dispor tambm sobre:

    equilbrio entre receitas e despesas; critrios e forma de limitao de empenho, a ser efetivada em algumas hipteses previstas na LRF (contingenciamento de despesas); normas relativas ao controle de custos e avaliao dos resultados dos programas financiados com recursos dos oramentos; demais condies e exigncias para transferncias de recursos a entidades pblicas e privadas;

  • Alm disso, a LRF diz que a LDO deve ter dois anexos:

    Anexo de Metas Fiscais: em que sero estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primrio e montante da dvida pblica, para o exerccio a que se referirem e para os dois seguintes.Alm disso, dever tambm trazer avaliao do cumprimento das metas relativas ao ano anterior, e o seu no cumprimento acarretar a limitao de empenhos e de movimentao financeira.

    Anexo de Riscos Fiscais: onde sero avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas pblicas, informando as providncias a serem tomadas, caso se concretizem.

  • Sobre a Lei Oramentria Anual, alm do que j vimos antes, e entre outras coisas, a LRF estipula que a LOA dever: ser elaborada de acordo com o PPA e LDO, devendo estar ainda de acordo as metas estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. ser acompanhada de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcios de natureza financeira, tributria e creditcia. conter reserva de contingncia, cuja forma de utilizao e montante, definido com base na receita receita corrente lquida, sero estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

  • b) Despesas Pblicas.Entre outras disposies, a LRF prev limites mximos para os gastos totais com pessoal, por parte da Unio, Estados, DF e Municpios.

    A LRF define que gastos com pessoal o soma dos gastos do ente da Federao com ativos, inativos e pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funes ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espcies remuneratrias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variveis, subsdios, proventos da aposentadoria, reformas e penses, inclusive adicionais, gratificaes, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuies recolhidas pelo ente previdncia, alm de gastos com terceirizados.

  • Os limites de gastos com pessoal so trazidos pelo artigo 19 da LRF:

    Art. 19.(...) a despesa total com pessoal, em cada perodo de apurao e em cada ente da Federao, no poder exceder os percentuais da receita corrente lquida, a seguir discriminados: I - Unio: 50% (cinqenta por cento); II Estados [inclui DF]: 60% (sessenta por cento); III - Municpios: 60% (sessenta por cento).

    A despesa total com pessoal apurada somando-se a do ms de referncia com as dos 11 meses anteriores.

    Alm desses limites globais, a LRF define tambm limites mximos para cada poder em cada esfera:

  • Esfera Federal:

    Poder/Entidade% Rec. Corr. LquidaPoder Legislativo (inclui TCU)2,5%Poder Judicirio6,0%Poder Executivo40,9%Ministrio Pblico da Unio0,6%Soma:50%

  • Esfera Estadual:

    Poder/Entidade% Rec. Corr. LquidaPoder Legislativo (inclui TCE)3,0%Poder Judicirio6,0%Poder Executivo49%Ministrio Pblico da Unio2,0%Soma:60%

  • Esfera Municipal:

    Poder/Entidade% Rec. Corr. LquidaPoder Legislativo (inclui TCM, onde houver)6,0%Poder Executivo54%Soma:60%

  • A LRF considera nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou rgo.

    Se a despesa total com pessoal ultrapassar os limites estudados, o percentual excedente ter de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um tero no primeiro, adotando-se, entre outras, as seguintes providncias:I - reduo em pelo menos 20% das despesas com cargos em comisso e funes de confiana; II - exonerao dos servidores no estveis. III se as duas medidas acima no forem suficientes, desligamento de servidores estveis.

  • O 3odo art. 23 da LRF estipula que no alcanada a reduo no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente no poder:I - receber transferncias voluntrias;II - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;III - contratar operaes de crdito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dvida mobiliria e as que visem reduo das despesas com pessoal.

    Tais restriesaplicam-se imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do ltimo ano do mandato dos titulares de Poder ou rgo.

  • Despesas nos oito ltimos meses do mandato.

    O art. 42 da LRF probe ainda ao titular de Poder ou rgo contrair qualquer obrigao de despesa, nos ltimos dois quadrimestres do seu mandato, que no possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exerccio seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

  • Exerccios

    (FCC TRT-23 Analista Judicirio 2011) Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, dever constar na Lei Oramentria Anual: a) Anexo de Metas Fiscais.b) Poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento.c) Reserva de Contingncia.d) Anexo de Riscos Fiscais.e) Crditos com dotao ilimitada, desde que autorizados pela Lei de Diretrizes Oramentrias.

  • Exerccios

    (FCC TRT-23 Analista Judicirio 2011) Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, dever constar na Lei Oramentria Anual: a) Anexo de Metas Fiscais.b) Poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento.c) Reserva de Contingncia.d) Anexo de Riscos Fiscais.e) Crditos com dotao ilimitada, desde que autorizados pela Lei de Diretrizes Oramentrias.

  • Exerccios

    (FCC TRT-23 Analista Judicirio 2011) um dos dispositivos mais importantes da LRF:

    a) o no cumprimento das metas de resultado primrio ou nominal implica na limitao de empenho e movimentao financeira do ente pblico.b) o impedimento de criao de despesas obrigatrias de carter continuado, mesmo na existncia de recursos para seu custeio.c) a garantia a cada ente pblico do direito discricionrio de criao de limites para a despesa total de pessoal, a qual, entretanto, no poder ser superior a 50% de sua receita lquida corrente.d) a proibio expressa de destinao de recursos do ente pblico para cobrir necessidades de pessoas fsicas ou dficits de pessoas jurdicas.e) a permisso para o Banco Central do Brasil emitir ttulos da dvida pblica com a finalidade de financiamento dos gastos da Unio.

  • Exerccios

    (UNIRIO Tcnico de Contabilidade 2009) O limite da despesa com pessoal estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal na esfera estadual no Poder Legislativo

    a) 3% da receita corrente liquida.

    b) 2,5% da receita corrente lquida.

    c) 6% da receita corrente.

    d) 2% da receita corrente lquida.

    e) 2,5% da receita corrente.

  • Exerccios

    (FCC TRT-TO Analista Judicirio 2011) Lei de Responsabilidade Fiscal veda ao titular do Poder Executivo contrair obrigao de despesa que no possa ser cumprida integralmente dentro dele ou que tenha parcelas a serem pagas no exerccio seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito a) no ltimo ano de seu mandato.

    b) no ltimo trimestre de seu mandato.

    c) nos dois ltimos trimestres de seu mandato.

    d) nos dois ltimos quadrimestres de seu mandato.

    e) no ltimo bimestre de seu mandato.

  • Exerccios

    (FCC TRT-TO Analista Judicirio 2011) As despesas com pessoal nos Estados, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no101/2000) NO podem exceder

    a) 50% de sua receita corrente lquida.

    b) 60% de sua receita corrente lquida.

    c) 50% de sua receita corrente bruta.

    d) 60% de sua receita corrente bruta.

    e) 55% de sua receita corrente bruta.

  • Exerccios

    (TJ-SC Analista Administrativo 2009) Qual o instrumento que foi fortalecido na LC n 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, e que compreende as metas e prioridades da Administrao Pblica, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subsequente, orienta a elaborao da LOA, dispe sobre as alteraes na legislao tributria e estabelece a poltica de aplicao das agncias oficiais de fomento:

    a) Plano Plurianualb) Lei de Diretrizes Oramentrias.c) Oramento Plurianual de Investimento.d) Relatrio Resumido da Execuo Oramentria.e) Relatrio de Gesto Fiscal.

  • FIM

  • PROGRAMAO papel do Estado e a atuao do governo nas finanas pblicas; formas e dimenses da interveno da Administrao na economia. 2 Oramento pblico e sua evoluo. 2.1 Oramento como instrumento do planejamento governamental. 2.2 Princpios oramentrios. 3 O oramento pblico no Brasil. 3.1 Plano Plurianual (PPA). 3.2 Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO). 3.3 Lei Oramentria Anual (LOA). 3.4 Outros planos e programas. 3.5 Sistema e processo de oramentao; elaborao, discusso, votao e aprovao da Proposta oramentria. 3.6 Classificaes oramentrias. 4 Programao e execuo oramentria e financeira. 4.1 Acompanhamento da execuo. 4.2 Sistemas de informaes. 4.3 Alteraes oramentrias. 4.4 Crditos ordinrios e adicionais. 5 Receita pblica: categorias, fontes e estgios; dvida ativa. 6 Despesa pblica: categorias e estgios; restos a pagar; despesas de exerccios anteriores; dvida flutuante e fundada; suprimento de fundos. 7 Lei Complementar n 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal): planejamento; despesa pblica; transparncia, controle e fiscalizao.

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