noções básicas sobre primeiros socorros

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Health & Medicine

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PRIMEIROS SOCORROS

PRIMEIROS SOCORROSResponsvel Tcnico: Jos Valente da Rocha Neto

PRIMEIROS SOCORROSCONCEITO:So os procedimentos de emergncia que devem ser aplicados a uma pessoa em perigo de vida, visando manter seus sinais vitais e evitando o seu agravamento, bem como o seu conforto, at que ela receba assistncia definitiva.

PRIMEIROS SOCORROSDIMENSIONAMENTO DA CENA:Antes de se iniciar o atendimento, de fundamental importncia que o socorrista faa a correta anlise do local do acidente, a fim de identificar o nmero de vtimas, os possveis riscos, garantindo a sua segurana e a das vtimas. De forma alguma, o Socorrista responsvel pelas aes de primeiros socorros deve se expor a riscos com chance de se tornar uma vtima.

SINAIS VITAISOs sinais vitais so indicadores das funes vitais do corpo e podem orientar o diagnstico inicial e acompanhar a evoluo do quadro clnico da vtima.

SINAIS VITAIS

TEMPERATURA -A temperatura reflete o balanceamento entre o calor produzido e o calor perdido pelo corpo.

RESPIRAO -A finalidade a troca gasosa entre o sangue e o ar dos pulmes. A avaliao da respirao como sinal vital inclui: a freqncia (movimentos respiratrios por minuto), carter (superficial e profunda) e ritmo (regular e irregular). Mtodo de verificao: ver, ouvir e sentir.

PULSO- O pulso causado pela presso do sangue contra a parede arterial em cada batimento cardaco. O pulso tomado onde uma artria possa ser comprimida contra um osso. Verifica-se a : Frequncia, ritmo e volume.

TEMPERATURANDICE ADULTO CRIANAORAL 37 C 37,4 CRETAL 37,5 C 37,8 CAXILAR 36,7 C 37,2 C

SINAIS VITAIS VARIAES DE 0,3 C a 0,6 C SO NORMAISNORMALMENTE, MAIS BAIXA NAS PRIMEIRA HORAS DA MANH E MAIS ALTA NO INCIO DA NOITE

RESPIRAO

BEB30-60 MRMCRIANA20-30 MRMADULTO12-20 MRM

APNIA Cessao Intermitente da respiraoBRADPNIA Respirao lenta, regularTAQUIPNIA Respirao rpida, regularDISPNIA Respirao difcil que exige esforo aumentado e uso de msculos acessrios.

SINAIS VITAIS

Observao: MRM - Movimentos respiratrios por minuto

SINAIS VITAISPULSOAdultoHomemMulherAcima dos 60 anos60 a 70 BPM.65 a 80 BPM.60 a 70 BPMCrianas Abaixo de 7 anosAcima de 7 anos:80 a 120 BPM.70 a 90 BPM

Bebs110 a 130 BPM.

PRIMEIROS SOCORROS

Protocolos: exame primrio... Segurana do local.... Controle Cervical e Avaliao Primaria;A Vias Areas .B RespiraoC CirculaoD Exame NeurolgicoE Exposio da Vtima

EXAME SECUNDRIO

Verificar sinais vitais e iniciar o exmame corporal pela regio posterior e anterior do pescoo (regio cervical), observando o alinhamento da traqueia (colocar o colar cervical).Verificar se no crnio h afundamentos ou escalpes (couro cabeludo e testa);

Exame fsico detalhado

Examinar o ombro (clavcula e escpula);Examinar o trax, procurando por fraturas e ferimentos;Observar a expanso torcica durante a respirao;

Exame fsico detalhadoExaminar os quatro quadrantes do abdome, procurando ferimentos, regies dolorosas e enrijecidas;Examinar a regio anterior e lateral da pelve e a regio genital;

Exame fsico detalhadoExaminar os membros inferiores (uma de cada vez), as pernas e os ps (pesquisar a presena de pulso distal, motricidade, perfuso e sensibilidade);

Exame fsico detalhado

Realizar o rolamento em monobloco e inspecionar as costas do paciente, juntamente com a posterior da pelve, observando hemorragias e/ou leses bvias.Monitoramento e reavaliao:O monitoramento realizado durante o transporte da vtima, devendo o socorrista reavaliar constantemente os sinais vitais e o aspecto geral do paciente.

MTODOS DE DESOBISTRUO DE VIAS AREAS A causa mais frequente de alterao nas vias areas (obstruo) em vtimas de trauma a inconscincia.Manobra trplice ou elevao da Mandbula

(executada por equipe de Resgate em vtima de trauma).a. Posicionar-se atrs da cabea da vtima;b. Colocar as mos espalmadas lateralmente a sua cabea, com os dedos voltados para frente, mantendo-a na posio neutra;c. Posicionar os dedos indicadores e mdios das mos, em ambos os lados da cabea da vtima, no ngulo da mandbula;d. Posicionar os dois dedos polegares sobre o mento (queixo) da vtima;e. Simultaneamente, fixar a cabea da vtima com as mos, elevar a mandbula com os indicadores e mdios, abrindo a boca com os polegares.

2 . Manobra de Extenso da Cabea;

(executada em vtimas em que no h suspeita de leso raquimedular):a. Posicionar uma das mos sobre a testa e a outra com os dedos indicador e mdio tocando o mento da vtima;b. Mantendo apoio com a mo sobre a testa, elevar o mento da vtima;c. Simultaneamente, efetuar uma leve extenso do pescoo;d. Fazer todo o movimento de modo a manter a boca da vtima aberta.

ObservaoEste procedimento aplica-se apenas s vitimas que no possua indcios de ter sofrido trauma de coluna vertebral, especialmente, leso cervical.

Desobstruo de vias areas por corpo estranho (OVACE):

A obstruo de vias Em adulto, geralmente, a obstruo ocorre durante a ingesto de alimentos e, em criana, durante a alimentao ou recreao (sugando objetos pequenos).areas superiores pode ser causada: Pela lngua; Pela epiglote; Por corpos estranhos; Por danos aos tecidos.

Vtima consciente, iniciar a manobra de Heimlich:

Em p ou sentada:1.Posicionar-se atrs da vtima, abraando-a em torno do abdome;

Obstruo de vias areas por corpo estranho (OVACE):

2.Colocar a raiz do polegar de uma das mos entre a cicatriz umbilical e o apndice xifoide; realizar. 5 compresses.

VITIMA DEITADA1. Posicionar a vtima em decbito dorsal;2. Ajoelhar-se ao lado da vtima ou a cavaleiro sobre ela no nvel de suas coxas, com seus joelhos tocando-lhe lateralmente o corpo;3. Posicionar a palma da mo sobre o abdome da vtima, entre o apndice xifoide e a cicatriz umbilical, mantendo as mos sobrepostas; realizar 5 compresses,

REANIMAO CARDIO-RESPIRATRIAReanimao Crdio-Respiratria so as manobras realizadas para restabelecer a ventilao pulmonar e a circulao sangnea, tais como respirao artificial e massagem cardaca externa; manobras estas utilizadas nas vtimas em parada cardiorrespiratria (morte clnica).

TCNICA ADULTO 1 e 2 SOCORRISTA= 30 COMPRESSES e 2 insuflao durante 5 CICLOS; TCNICA NA CRIANA E LACTANTE 1 SOCORRISTA= 15 COMPRESSES e 2 insuflao durante 5 CICLO 2 SOCORRISTA = 30 COMPRESSES e 2 insuflao durante 5 CICLO

RCP

Hemorragia - conceito o extravasamento de sangue provocado pelo rompimento de um vaso sanguneo: artria, veia ou capilar. Dependendo da gravidade pode provocar a morte em alguns minutos. O controle de grandes hemorragias prioridade.

Conceito:Hemorragia externa: o tipo de sangramento exterior ao corpo, ou seja, que facilmente visvel. Pode ocorrer em camadas superficiais da pele por corte ou perfuraes, ou mesmo atingindo reas mais profundas atravs de aberturas ou orifcios gerados por traumas. Pode ser contida, utilizando tcnicas de primeiros socorros.Hemorragia interna: A hemorragia interna se d nas camadas mais profundas do organismo com msculos ou mesmo rgo internos. Ela pode ser oculta ou exteriorizar-se atravs de algum hematoma (mancha arroxeada) na regio da hemorragia. A hemorragia interna costuma ser mais grave pelo fato de na maioria dos casos ser invisvel, o que dificulta sabermos a dimenso e a extenso das leses.As hemorragias ainda tm um outro tipo de classificao que se d quanto ao tipo de vaso sanguneo rompido. Podem ser:Hemorragia Arterial:quando uma artria rompida ou cortada e o sangramento ocorre em jatos intermitentes, na mesma pulsao das palpitaes cardacas. O sangue nesse tipo de hemorragia, apresenta uma colorao vermelha clara e brilhante. Costuma ser mais grave por ter uma perda mais rpida de sangue.Hemorragia Venosa: o sangramento que se d em decorrncia do rompimento ou corte de uma veia, e tem uma colorao vermelha escura, tpica de um sangue rico em gs carbnico, tem um fluxo contnuo e mais lento que o da hemorragia arterial.Hemorragia Capilar: um sangramento lento e com menos volume de sangue, que ocorre nos vasos capilares (encontrados na extremidade interna da pele) e observado em arranhes e pequenos cortes superficiais.

SINAIS E SINTOMAS DA HEMORRAGIA -pulso se torna fraco e rpido -pele fica fria e mida (pegajosa) -pupilas podem ficar dilatadas com reao lenta a luz -queda da presso arterial -paciente ansioso, inquieto e com sede -nusea e vmito -respirao rpida e profunda -perda de conscincia, parada respiratria -choque;

CONTROLE DA HEMORRAGIA EXTERNA MTODO DA PRESSO DIRETA.

TORNIQUETE SOMENTE EM AMPUTAESNo aconselhada por provocar o necrosamento do rgo ou membro e consequentemente, sua amputao. Us-la sempre como ltimo recurso.

CHOQUEChoque uma situao de falncia do sistema cardiocirculatrio em manter sangue suficiente circulando para todos os rgos do corpo.

TIPOS: HIPOVOLMICO, CARDIOGNICO, NEUROGNICO, PSICOGNICO, ANAFILTICO E SPTICO.

Choque Hipovolmico

provocado pela perda de grandes volumes de lquidos do corpo.Exemplos: hemorragias, desidratao por diarreia, vmitos intensos ou calor excessivo, perda de plasma causada por queimaduras. Nesta situao, h uma queda importante da presso arterial causando uma falha no sistema circulatrio incapaz de manter a pessoa viva.

Choque CardiognicoOcorre um dbito cardacoprovocado pelobombeamento de sangue do sistema circulatrio. Situaes que podem causar o choque cardiognico:InfartoArritmias cardacasChoques eltricos

Choque SpticoChoque sptico uma condio grave sendo consequncia da septicemia, ou seja, uma infeco generali