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  • www.gazetadenoticias.comE-MAIL: gazeta@folha.com.br

    N 315 - 15 A 30 DE JUNH0 DE 2018EXEMPLAR R$ 1,50

    GAZETAde notcias

    AUTO POSTOS

    CASARODe olhono melhorcombustvel para seu carro

    Em Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha

    O trabalho foi viabilizado por meio de consultoria, con-tratada legalmente para levan-tamentos de dados sobre a rea-lidade do Crato

    Com a finalidade de traar um estudo tcnico para viabi-lidade de precificao da gua e capacidade de pagamento do consumidor, a Sociedade Annima de gua e Esgoto do Crato (SAAEC), realizou a contratao de consulto-ria especializada por meio da

    Fundao para o Desenvolvi-mento Tecnolgico do Cariri (Fundetec). Os trabalhos fo-ram desenvolvidos atravs de contratao direta, com anlise baseada em princpios legais, avaliao e autorizao da Co-misso de Licitao da empre-sa solicitante.

    O valor do estudo reali-zado foi de R$ 22.000,00, alm da pesquisa de opinio R$ 5.500,00, totalizando R$ 27.500,00. Vale ressaltar que

    SAAEC realiza estudo tcnico com base em consultoria para propor novas tarifas

    os valores de contratao por via direta podem chegar a R$ 50 mil, por meio da lei que tra-ta da dispensa de licitao, n 13.303/16.

    A SAAEC, dentro do seu princpio de transparncia ad-ministrativa seguiu os procedi-mentos estabelecidos perante a lei e publicou o balano no Jor-nal O Povo, no dia 27.11.17, na pgina 15 do peridico.

    Um dos objetivos desse tra-balho foi traar o perfil socio-

    econmico dos entrevistados e caracterizar as principais va-riveis a serem utilizadas para determinar o preo da gua. Com isso, inicialmente foi fei-ta uma anlise tabular e descri-tiva das variveis econmicas e sociais dos consumidores e variveis que influenciam no preo da gua. Mais detalhes na pgina 05.

    DIREITO DE RESPOSTA

    Pessoas sem dinheiro e deficientes podem solicitar passagens gratuita pela Internet

    Fonte: Governo do Brasil, com informao do Ministrio dos

    Transportes, Portos e Aviao Civil

    Pessoas com deficincia ou com carncia financeira comprovada podem solicitar o Passe Livre sem sair de casa, pela Internet. O portal para re-quisio do benefcio adap-tado para navegao acess-vel. Para garantir o direito de utilizar o transporte coletivo interestadual de forma gra-tuita por rodovia, ferrovia e barco, basta seguir os passos: Segundo o Ministrio dos Transportes, so consideradas pessoas carentes aquelas que pertencem a uma famlia com renda mensal de at um sal-rio mnimo por pessoa. LEIA DETALHES na pgina 08.

    Foto: Ilustrativa

    Prefeito Arnon Bezerra entrega mais 50 unidades habitacionais

    Banco do Brasil e BID financiam reflorestamento de reas verdes

    O alcance e sucesso do Mesa Brasil do SESC depende de sua participao

    Escolas pblicas podem agora pedir livros didticos no utilizados pela Internet

    Ganharam 1 Prmio Jornalista Joo Brgido porque se destacaram com seus feitos e realizaes.

    LEIA MAISEm casa nova a Exposio do Crato deveria ressurgir com nova concepo e suas reais finalidades. Edito-rial sobre o desvirtuamento do feira de gado do Cra-to. Uma Santa portuguesa venerada em So Paulo acerca da Santa Ilzidinha que vem sendo adorada em MonteAlto SP. Dias vazios, tempos estreis Sobre as emoes em nossos dias. Exame de conscincia uma retrospectiva de vida na viso do juiz aposentado Joo Baptista Herkenhoff.

  • GAZETA DE NOTCIASPROPUGNANDO PELO DESENVOLVIMENTO DO VALE DO CARIRI

    PUBLICADO DESDE 1997 - PERIDICO INDEPENDENTE - SEGMENTO DAFUNDAO FREI CARLOS MARIA DE FERRARA - ONG - SEM FINS LUCRATIVOS

    Redao: Rua Santa Luzia, 563- centro - 63.010-315 Juazeiro do Nortes - CearDiretor e editor: Luiz Jos dos Santos - jornalista reg. prof. 289/1980 MTE/DR-CEDiretora de negcios: Aline Maria da SilvaEstagiria: Helosa Helena Silva dos SantosDistribuio: Jos Ailton FagundesArticulistas: Humberto Pinho da Silva (Porto Portugal), Hildeberto Aquino (Russas Cear), Julianne Siqueira (Petrolina PE), Jocildo Bezerra (Recife PE), Tiburcio Bezerra (Vrzea Alegre CE), Vivian Antunes (Braslia DF), Eugnio Medeiros (Crato Cear), Dalinha Catunda (Rio de Janeiro RJ), Joo Baptista Herkenhoff (Vitria ES) Edsio Batista (Crato Cear), Donizete de Souza (Lavras da Mangabeira Cear), Geraldo Me-neses Barbosa (Juazeiro do Norte CE), Jlio Csar Cardoso (Balnerio de Cambori SC), Luiz Carlos Amorim (Florianpolis SC), Joo Antnio Pagliosa (Curitiba PR), Articulistas dos Sites: Instituto Liberal, Adital e da Unio Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).

    Contatos eletrnicos:E-mail: gazeta@folha.com.br gazetadenoticias@yahoo.com.br

    WEB: https://www.gazetadenoticias.com

    Tels. Cels: OI (88) 98804 6399 / CLARO (88) 99229 3336 CLARO - > O PRINCIPAL (88) 99251 6009

    02 15 A 30 DE JUNHO DE 2018 GAZETA DE NOTCIASOPINIES

    EDITORIAL

    Dias vazios... Tempos estreis

    Uma santa portuguesavenerada em So Paulo

    Humberto Pinho da Silva cronista portugus (Porto Portugal), editor do blog:

    solpaz, escreve para vrios jornais do mundo, inclusive para esta

    Gazeta de Notcias

    Em casa nova a Exposio Agropecuria do Crato deveria ressurgir com nova concepo

    de suas reais finalidades

    Tiburcio Bezerra de Morais cronista residente em

    Vrzea Alegre.Escreve para esta

    Gazeta de Notcias

    O ser humano gosta de emo-es. Nascidas dos sonhos e embaladas pelo aoite espont-neo do entusiasmo, as emoes esto presentes em quase todos os dias da nossa existncia. Pre-sos s suas garras indomveis, vivemos subjugados e nem nos damos conta de que estamos consumindo a vida.

    A vida, em sua marcha inces-sante, igual s ondas do mar, obedece aos fluxos e refluxos da prpria natureza. Em deter-minado momento, estamos no topo da onda. Noutro, nos arras-tamos pelo cho semelhantes a peixinhos desprotegidos. A onda que nos levanta para o alto a mesma que nos sacode para o cho.

    O ato de viver, em si, emo-cionante. Susceptveis s emo-es, quando elas no surgem, por vias naturais, somos capa-zes de produzi-las, usando para tanto, a nossa engenhosidade. Somos sensveis a tudo o que enleva e a tudo o que machu-ca a alma. Para viver emoes, enfrentamos riscos e corremos lado a lado com o perigo.

    Ningum gosta de rotina e todo mundo est sempre a pro-curar um pretexto para quebr--la. Um passeio, uma vaqueja-da, uma romaria, uma copa do mundo, uma caada, um carna-val, um festival etc so eventos que despertam muito interesse , talvez, pela carga de emoes que podem produzir.

    Entretanto, no que pese o gosto pela novidade e pelo sur-preendente, o brasileiro anda cabisbaixo e desconfiado, de-pois de perder sua autoestima, ao ver comprometido o emprego e a prpria postura de cidado. Muitos perderam o poder de compra e poucos podem usu-fruir, pelo menos precariamente, os prazeres de uma vida digna.

    Sentimos algo sombrio nos cus do nosso Brasil. O povo no confia nos dirigentes. Os po-lticos, sem pudor e sem moral, j trabalham os bolses onde reinam a ignorncia e a misria, com o fito de garantirem os seus mandatos.

    A trs meses das eleies, no h um consenso. Os can-didatos afogam-se em suas prprias mentiras e individu-alidades. Os partidos que de-vem respald-los no passam de organizaes criminosas. Nada concreto acontece que nos aponte para as mudanas necessrias e urgentes..Cam-panha eleitoral de poucas emo-es. Vivemos DIAS VAZIOS E TEMPOS ESTREIS.

    A cada passo deparamos com no-tcias sensacionais, declarando: que al-gures, jovem, geral-mente humilde, viu ou recebeu revela-es, de anjos ou da Me de Jesus.

    Em regra so embustes e iluses, ou autossugesto patolgica; mas h, as que levantam s-rias dvidas, mesmo no confirmadas po-sitivamente. Encon-tram-se, nesse caso, entre outras, a apari-o de Barral Pon-te da Barca.

    Todavia, mais numerosos, so os cadveres incor-ruptos. Corpos en-contrados intactos, aps anos de serem sepultados.

    anos (1958). O irmo da santa transformou-se em abastado nego-ciante, obtendo o honroso ttulo de Comendador.

    Por esse tempo, o irmo de Izil-dinha, assentou montar fbrica de produtos alimentcios, em Monte Alto (SP). Com ele, levou o corpo da irm. Ergueu, ento, em Monte Alto, sumptuoso tmulo, onde a co-locou; (a transladao ocorreu em 1958).

    A santidade de Izildinha es-palhou-se pela cidade, e muitos de-votos asseveravam terem recebido graas, por sua interveno.

    Mas, nos anos sessenta, o Co-mendador, teve que vender a fbri-ca, e como pretendia residir em So Paulo, e no querendo separar-se da irm, tratou de a transladar para essa cidade.

    Mas o povo estava acostumado a ter a santa na sua cidade, e tanto protestou, tanto barulho levantou, que foi preciso resolver o assunto, na justia.

    Terminou a contenda, o tribu-nal, determinou (06-05-1964): que o corpo venerado em Monte Alto, deveria pertencer cidade e no famlia.

    No teve, o Comendador, outro remdio, seno obedecer justia. Quando faleceu, o irmo de Izil-dinha, foi sepultado no jazigo, em So Paulo, que mandara construir para a irm.

    A rocambolesca histria, termi-naria aqui, se no fosse o deputado Valdemar Corauci Sobrinho, ter conseguido que a festa, em honra de Izildinha (17 -Junho) fosse men-cionada no Calendrio Turstico do Estado de So Paulo

    As biografias da menina Izildi-nha, que consultei, tm ligeiras di-vergncias. Por a considerar mais crvel, utilizei a do conhecido jorna-lista Jos Ablio Coelho, publicada in: Maria da Fonte jornal cen-tenrio de Pvoa do Lanhoso.

    O povo que em tudo v mis-trio, logo considera o fenmeno, prova de santidade. Por esse Portu-gal fora, no faltam santinhas, canonizadas, apenas por no haver vestgios de corrupo.

    Entre eles, temos o caso de Carmina Lara (cemitrio de Arzila - Coimbra) e de Maria Adelaide Arcozelo.

    Muitas vezes, as santinhas, foram, e so, exploradas por astu-ciosos, que aproveitam a boa-f e a ignorncia rel