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Newsletter nº 14

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  • www.vidaeconomica.ptnewsletter n. 14 | DeZeMBrO 2010

    ndice

    entrevista ........................................1

    editorial ...........................................2

    reportagem ..................................3

    Opinio............................................4

    redes sociais .................................5

    notcias ...........................................7

    Agenda de eventos .....................7

    Guia para comear a inovar ......8

    Financiar a inovao ...................9

    nuno Crato, professor catedr-tico de Matemtica e estatstica no Instituto superior de economia e Gesto, em lisboa, e pr-reitor para a Cultura Cientfica da Uni-versidade tcnica de lisboa, foi destacado pela Utl para presi-dente (CeO) da Comisso execu-tiva do taguspark. ainda presi-dente e coordenador cientfico do Centro FCt Cemapre. Foi pre-sidente da sociedade Portuguesa de Matemtica (sPM) de 2004 a 2010 e presidente da Assembleia Geral do Centro Internacional de Matemtica (CIM). estudou na Faculdade de Cincias de lisboa, licenciou-se em economia no IseG, onde depois obteve o grau de mestre em Mtodos Matemticos

    para Gesto de empresas. Douto-rou-se em Matemtica Aplicada nos estados Unidos e trabalhou depois nesse pas muitos anos, como investigador e professor universitrio. Procurmos saber a sua opinio sobre a relao entre o mundo empresarial e a universida-de, bem como a sua recente liga-o ao taguspark como CeO.

    I&E - Para si a ligao do Tagus-park universidade e ao mun-do, como recentemente afir-mou, sero uma prioridade na sua gesto. Pode explicar qual a sua viso para que essa ligao seja uma realidade?

    (Continua na pgina seguinte)

    existem empresas a utilizaro conhecimento dos investigadoresna inovao do seu processo produtivo

    EntrEvista

    City MarketingMYPLACE INXXI

    O livro trata o tema Marketing das Cidades/City Marketing, fazendo uso das ideias de marketing, conceitos e ferramentas.

    No marketing, ningum comea com a pergunta: O que que ns queremos? Comea-se sim com: O que que o outro lado deseja? Quais so os seus valores? Os seus objectivos? As suas necessidades? O que que considera serem resultados?.

    Este livro vai aumentar o nvel de conhecimento e participa-o de todos os cidados neste domnio e da esta obra ser para eles tambm dirigida.

    Compre j em http://livraria.vidaeconomica.ptPedidos para: R. Gonalo Cristvo, 111, 6 esq. 4049-037 PORTO

    Tel. 223 399 400 Fax 222 058 098 encomendas@vidaeconomica.pt

    Autor: Antnio Azevedo, Duarte Magalhe e Joaquim Pereira

    Pgs.: 276 (19 x 24 cm)

    P.V.P.: 25

  • Pgina 2

    newsletter n. 14 | DeZeMBrO 2010

    A obsesso pelas patentes

    Diariamente a inovao e a necessidade de inovarmos est presente em todos os relatrios e estudos que so encomen-dados, no entanto esses mesmos estudos no apontam o caminho para a inovao. Como podemos inovar? Como alterar o es-tado das coisas?efectivamente, fcil dizer que somente atravs da inovao podemos alterar este estado de coisas, criar mais postos de tra-balho e riqueza, no entanto no temos visto a forma de l chegarmos, o apontar de ca-minhos que sejam alterados de uma forma radical na presente situao e de uma forma mais consistente para as prximas geraes.Continuamos a assistir a um discurso preso ao nmero de patentes registadas por ano, porque existe uma necessidade enorme de registar e avaliar o investimento efectuado em I&D, no entanto continua a escapar-nos o cerne da questo: para que serve o registo de patentes se as no traduzirmos em valor para a sociedade, com a criao de novos postos de trabalho e riqueza? temos de as trazer para a indstria e temos de ser rpi-dos na sua aplicao prtica.e agora perguntamos, das patentes que foram registadas, quantas tiveram aplica-o prtica, quantas foram aplicadas na indstria, quantas foram alvo de interesse por empresas nacionais e internacionais? tambm tempo de perguntar se ento o dinheiro aplicado em I&D est a ser bem direccionado.O sistema de registo de patentes est a ser alterado e existe uma tentativa de reduo da carga burocrtica sobre este tema; no entanto, num mundo onde a informao voa em segundos pelo mundo, e as cpias acontecem com maior ou menor facilida-de, no ser tempo de mudarmos a forma como abordamos o mercado? estamos no tempo em que devemos criar produtos que tenham um conceito de consumo as-sociado, para assim se diferenciarem e tra-zerem mais valor ao consumidor.se continuamos a acreditar que podemos colocar um novo produto no mercado e pelo facto de o patentearmos, temos os nossos direitos e propriedade defendi-dos das cpias, ento devemos repensar a nossa estratgia empresarial como um todo, pois no percebemos a evoluo que o mercado teve. Quem que vai estar in-teressado em processar uma empresa do terceiro mundo, quando a prpria Ue no impede a entrada desses produtos no es-pao europeu?rapidez na concepo de novos produtos e servios associados deve ser a priorida-de actual, ou ento podemos continuar a discutir a forma de proteco das nossas inovaes, enquanto algum em qualquer parte do mundo a produz a um ritmo dife-rente do nosso.estamos a combater mentalidades e socieda-des bem diferentes da nossa, portanto ainda acreditamos estar a lutar com armas iguais?.

    Vamos empreender & Inovar

    Jorge oliveira Teixeirajorgeteixeira@vidaeconomica.pt

    editoriAl

    existem empresas a utilizar o conhecimento dos investigadores na inovao do seu processo produtivo

    EntrEvista

    (Continuao da pgina anterior)

    Nuno Crato - Vamos tentar estabelecer mais rela-es entre a universidade e as empresas instaladas no Parque, assim como tentar atrair mais universi-dades a instalarem-se entre ns. Vamos promover encontros entre as universidades e as empresas e vamos colocar como benchmark os critrios inter-nacionais de transferncia de tecnologia e de cria-o de empresas.

    I&E - A sua ligao de anos universidade e ao saber colocam-no numa posio privilegiada para poder avaliar at que ponto as nossas uni-versidades conseguiram efectuar uma transfe-rncia de tecnologia/saber para o meio empre-sarial. Acha que esse desiderato foi alcanado? NC - H ainda muito a fazer, mas h institutos univer-sitrios, de que exemplo o Ist, que tem no Parque um plo importante, que conseguiram fazer algumas transferncias de tecnologia com muito sucesso e que tm conseguido relaes com o mundo empre-sarial.

    I&E - Na sua opinio, o que falta fazer um pro-blema cultural entre as pessoas que esto na uni-versidade e no querem passar esse conheci-mento, ou as empresas ainda no se habituaram a investir no processo de investigao produzido nas universidades? (Ou estamos a falar de um problema de comunicao ente ambos?)NC - H resistncias de ambos os lados. H certa-mente professores e investigadores universitrios que estariam em condies de prestar apoios im-portantes a empresas e que poderiam, eles prprios, lucrar muito com isso, mesmo na sua investigao, e que preferem no o fazer, pois mais cmodo ficar estabelecido na rotina universitria. Mas h muitos que estabeleceram contactos sistemticos e com muito sucesso com a vida empresarial e que se tor-naram teis vida econmica produtiva directa.H tambm muitos empresrios e responsveis de empresas que tm averso a procurar processos de produo mais avanados. H sempre risco em investir, e para ter colaborao com investigadores preciso investir. Mas tambm h empresas que esto decididamente a procurar utilizar o conheci-mento dos investigadores para inovar o seu proces-so produtivo e para introduzir novos produtos. Dito tudo isto, no podemos esquecer que nas uni-versidades necessrio que haja um espao dedica-do investigao pura e ao debate puro de ideias, sem pensar nas aplicaes imediatas. As universida-des no podem limitar a sua actividade pela aplica-bilidade imediata. ela pode surgir mais tarde. Como dizem os fsicos, nada mais prtico do que uma boa teoria. Assim acaba por ser muitas vezes.

    tambm nas empresas temos de entender que o nosso tecido produtivo e o nosso mercado tm limi-taes. difcil progredir sem inovao tecnolgica e sem ambicionar mercados mais vastos, mas para muitas empresas isso apenas uma miragem.

    I&E - Vrias vezes tem comentado o estado da educao em Portugal e o pouco rigor que se coloca no ensino e na sua avaliao. Todos con-cordamos constituir um problema srio para uma sociedade que quer ser mais competitiva no futuro no encarar o ensino como uma das prio-ridades nacionais. O que acha tem falhado?NC - Muitas coisas tm falhado na educao e isso desesperante, pois das poucas reas em que decises polticas acertadas poderiam ter um efei-to imediato e decisivo. A modernizao rpida da economia no depende s nem sobretudo do esta-do embora o estado possa prejudicar em muito o processo. em contraste, com decises polticas acer-tadas a educao poderia melhorar imenso no nos-so pas. H muito a fazer, mas deixe-me dar apenas duas ideias. Primeiro, necessrio apostar na qua-lidade das aprendizagens e no no puro aumento dos anos de escolaridade. segundo, necessrio avaliar os resultados, primeiro dos estudantes, de-pois dos professores e das escolas, e dar liberdade nos processos. O Ministrio da educao tem feito o contrrio: tem controlado os processos centrali-zadamente e autoritariamente e tem-se recusado a promover a avaliao rigorosa e fivel dos alunos.

    I&E - Ao nvel cultural, num pas como Portugal, o desenvolvimento da capacidade individual em assumir riscos empresariais ainda est longe de outras culturas, como o caso da cultura ameri-cana que to bem conhece. Independentemente de todas as diferenas existentes, acha possvel conseguirmos desenvolver a capacidade empre-endedora dos nossos jovens ou continuamos a fomentar uma cultura de funcionalismo? NC - Quando falamos de cultura, falamos em gera-es. As coisas so difceis de mudar, mas em alguns aspectos tm