nbr 9814 - execução de rede coletora de esgoto

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  • Copyright 1987,ABNTAssociao Brasileirade Normas TcnicasPrinted in Brazil/Impresso no BrasilTodos os direitos reservados

    Sede:Rio de JaneiroAv. Treze de Maio, 13 - 28 andarCEP 20003-900 - Caixa Postal 1680Rio de Janeiro - RJTel.: PABX (021) 210 -3122Telex: (021) 34333 ABNT - BREndereo Telegrfico:NORMATCNICA

    ABNT-AssociaoBrasileira deNormas Tcnicas

    Palavras-chave: Esgoto sanitrio. Rede coletora 19 pginas

    Execuo de rede coletora de esgotosanitrio

    NBR 9814MAIO 1987

    SUMRIO1 Objetivo2 Documentos complementares3 Definies4 Condies gerais5 Condies especficas6 Recebimento do servioANEXO - Figuras com detalhes de assentamento, apoio,

    envolvimento e reenchimento

    1 Objetivo1.1 Esta Norma fixa as condies exigveis para a constru-o de rede coletora de esgoto sanitrio com tubos pr-fa-bricados, de seo circular.

    1.2 Esta Norma se aplica tanto a obras executadas direta-mente pelas entidades responsveis pela coleta de esgotoscomo aquelas executadas por terceiros, mediante contrato.

    2 Documentos complementares

    Na aplicao desta Norma necessrio consultar:

    NBR 5984 - Norma geral de desenho tcnico - Procedi-mento

    NBR 7367 - Execuo de redes coletoras enterradasde esgoto com tubos e conexes de PVC rgido de se-o circular - Procedimento

    NBR 8160 - Instalaes prediais de esgotos sanit-rios - Procedimento

    NBR 9649 - Projetos de redes coletoras de esgoto sa-nitrio - Procedimento

    3 Definies

    Para os efeitos desta Norma so adotadas as definies de3.1 a 3.7 e as constantes das NBR 8160 e NBR 9649.

    3.1 Administrao contratante

    Entidade responsvel pelos servios de coleta de esgotosde uma localidade, a quem cabe, entre outras atribuies,contratar e administrar a execuo de redes coletoras deesgotos sanitrios.

    3.2 Dimetro nominal ou DN

    Simples nmero que serve para classificar, em dimenso,os elementos de canalizaes (tubos, conexes, aparelhos),e que corresponde aproximadamente ao dimetro internoda tubulao em milmetros. O dimetro nominal (DN n)no deve ser objeto de medio e nem ser utilizado parafins de clculos.

    3.3 Ficha

    Parte do escoramento vertical que deve ser cravada nosolo.

    3.4 Fiscalizao

    Conjunto constitudo por elementos tcnicos de nveis su-perior e mdio, e ou de empresas de consultoria e assesso-

    Origem: ABNT-NB-37/1986CB-02 - Comit Brasileiro de Construo CivilCE-02:009.08 - Comisso de Estudo de Coletores e Esgotos Sanitrios

    Procedimento

  • 2 NBR 9814/1987

    ramento, designados pela Administrao Contratante paraexercer as atividades de gerenciamento, superviso eacompanhamento da execuo das obras.

    3.5 Tubo rgido

    Tubo que, quando submetido compresso diametral, podesofrer deformaes de at 0,1 % no dimetro, medidas nosentido da aplicao da carga, sem que apresente fissurasprejudiciais. Como exemplo: tubo cermico, tubo de fibroci-mento, tubo de concreto simples ou armado, e outros queatendam s condies acima.

    3.6 Tubo semi-rgido

    Tubo que, quando submetido compresso diametral, podesofrer deformaes, no dimetro, medidas no sentido daaplicao da carga, superiores a 0,1 % e inferiores a 3 %,sem que apresente fissuras prejudiciais. Como exemplo:tubo de ferro dctil revestido internamente com argamassade cimento e areia, e outros que atendam s condies aci-ma.

    3.7 Tubo flexvel

    Tubo que, quando submetido compresso diametral, podesofrer deformaes superiores a 3 % no dimetro, medidasno sentido da aplicao da carga, sem que apresente fissu-ras prejudiciais. Como exemplo: tubo de ferro dctil semrevestimento interno, tubo de PVC rgido, tubo de polisterarmado com fios de vidro e enchimento de areia silicosa, tu-bo de polietileno linear (alta densidade), e outros que aten-dam s condies acima.

    4 Condies gerais

    4.1 Projeto

    4.1.1 As obras de execuo da rede coletora de esgotosdevem obedecer rigorosamente s plantas, desenhos e deta-lhes de Projeto elaborado segunda NBR 9649, s recomen-daes especficas dos fabricantes dos materiais a seremempregados e aos demais elementos que a Fiscalizaovenha a fornecer.

    4.1.2 Eventuais modificaes no Projeto devem ser efetua-das ou aprovadas pelo projetista.

    4.1.3 Em casos de divergncias entre elementos do Projeto,sero adotados os seguintes critrios:

    a) divergncias entre as cotas assinaladas e as suasdimenses medidas em escala: prevalecero as pri-meiras;

    b) divergncias entre os desenhos de escalas diferen-tes: prevalecero os de maior escala;

    c) divergncias entre elementos no includos nos doiscasos anteriores: prevalecero o critrio e a interpre-tao da Fiscalizao, para cada caso.

    4.1.4 Todos os aspectos particulares do Projeto, os omissos,e ainda os de obras complementares no consideradas noProjeto sero, em ocasio oportuna, especificados e deta-lhados pela Fiscalizao, respeitado o disposto em 4.2.1.

    4.2 Execuo

    4.2.1 A construo deve ser acompanhada por uma equipede Fiscalizao designada pela Administrao Contratantee chefiada por profissional legalmente habilitado.

    4.2.2 O Construtor deve manter frente dos trabalhos umprofissional legalmente habilitado que ser seu preposto naexecuo do contrato firmado com a Administrao Con-tratante.

    4.2.3 Os materiais a serem fornecidos pelo Construtor devemobedecer s normas brasileiras.

    4.2.4 A demarcao e acompanhamento dos servios aexecutar devem ser efetuados por equipe de topografia.

    4.2.5 O Construtor no poder executar qualquer servioque no seja projetado, especificado, orado e autorizadopela Fiscalizao; salvo os eventuais de emergncia, neces-srios estabilidade e segurana da obra ou do pessoalencarregado pela obra.

    4.2.6 O Construtor deve manter no escritrio da obra asplantas, perfis e especificaes de projeto para consulta deseu preposto e da Fiscalizao.

    4.2.7 As frentes de trabalho devem ser programadas de co-mum acordo com a entidade a quem cabe a autorizaopara a abertura de valas e remanejamento do trfego.

    4.3 Segurana, higiene e medicina do trabalho

    4.3.1 O Construtor deve observar a legislao do Ministriodo Trabalho que determina obrigaes no campo de Segu-rana, Higiene e Medicina do Trabalho.

    4.3.2 O Construtor, quando responsvel por atividades queobriguem o emprego de 100 ou mais funcionrios, deve teratuando na obra, pelo menos, um Supervisor de Seguran-a, legalmente habilitado.

    4.3.3 O Construtor ser responsvel quanto ao uso obriga-trio e correto, pelos operrios, dos equipamentos de prote-o individual de acordo com as Normas de Servio de Se-gurana, Higiene e Medicina do Trabalho.

    4.3.4 Cabe ao Construtor promover, por sua conta, o segurode preveno de acidentes de trabalho, dano de propriedade,fogo, acidente de veculos, transporte de materiais e outrotipo de seguro que achar conveniente.

    4.3.5 O Construtor deve manter, durante o prazo de execu-o das obras, livre acesso aos hidrantes e registros deseccionamento da rede distribuidora de gua que porventuraestiverem dentro do canteiro de servio. Da mesma forma,sempre que possvel, deve deixar livre uma faixa da rua oudo logradouro, para permitir a passagem de veculos de so-corro e emergncia.

    4.3.6 O Construtor deve sempre obedecer s normas espe-ciais de segurana e controle para o armazenamento deexplosivos e inflamveis estabelecidas pelas autoridadescompetentes.

  • NBR 9814/1987 3

    4.3.7 O uso de explosivos, mesmo de baixa velocidade, naescavao em reas urbanas, deve ser consentido previa-mente pelas autoridades competentes, cabendo ao Cons-trutor todas as providncias para eliminar a possibilidadede danos fsicos e materiais.

    5 Condies especficas

    A obra deve ser considerada em suas diversas etapas, asaber:

    a) locao;b) sinalizao;c) levantamento ou rompimento da pavimentao;d) escavao;e) escoramento;f) esgotamento;g) assentamento, tipos de apoio e envolvimento;h) juntas;i) reenchimento;j) poos de visita;l) ligaes prediais;m)ensaios;n) reposies;o) cadastramento.

    5.1 Locao

    5.1.1 O Construtor, tendo em mos o projeto, deve reconhe-cer o local de implantao da obra, providenciando o se-guinte:

    a) adensar a rede de RRNN (Referncias de Nivela-mento), implantando no mnimo um RN secundriopor quadra, e PSs (pontos de segurana) em pontosnotveis da via pblica no sujeitos a interfernciada obra, pelo menos nos cruzamentos;

    b) restabelecer a locao primeira reconstituindo ospiquetes do eixo da vala e do centro de PVs (poosde visita);

    c) demarcar no terreno as canalizaes, dutos, caixas,etc., subterrneos, interferentes com a execuoda obra.

    5.1.2 O nivelamento ser geomtrico e obrigatrio o contra-nivelamento passando pelos mesmos pontos.

    5.1.3 O erro mximo admissvel de 5 mm/km, devendosubordinar-se ao erro mximo para fechamento de :

    e = 10 L mm

    Onde:

    L = extenso nivelada, em quilmetros, medida ao lon-go da poligonal, num s sentido

    5.2 Sinalizao

    A execuo dos servios deve ser protegida e sinalizadacontra riscos de acidentes. Com este fim, deve-se:

    a) cercar o local de trabalho por meio de cavaletes e ta-pumes de conteno do material escavado;

    b) manter livre o escoamento superficial de guas dechuvas;

    c) deixar, sempre que possvel, passagem livre para otrnsito de veculos;

    d) deixar passagem livre e protegida para pedestres;

    e) colocar, no local da obra, dispositivos de sinalizaoem obedincia s leis e regulamentos em vigor.

    5.3 Levantamento ou rompimento da pavimentao

    5.3.1 A remoo da pavimentao deve ser feita na largurada vala acrescida de:

    a) 20 cm para cada lado, no leito da rua;

    b) 5 cm para cada lado, no passeio.

    5.3.2 Os materiais reaproveitveis devem ser limpos e arma-zenados em locais que menos embaraos causem a obra.

    5.4 Escavao

    5.4.1 A vala somente ser aberta quando:

    a) forem confirmadas as posies de outras obras sub-terrneas interfe

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