nbr 8160 - sistemas prediais de esgoto sanitário

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  • Copyright 1999,ABNTAssociao Brasileirade Normas TcnicasPrinted in Brazil/Impresso no BrasilTodos os direitos reservados

    Sede:Rio de JaneiroAv. Treze de Maio, 13 - 28 andarCEP 20003-900 - Caixa Postal 1680Rio de Janeiro - RJTel.: PABX (021) 210 -3122Fax: (021) 220-1762/220-6436Endereo Telegrfico:NORMATCNICA

    ABNT-AssociaoBrasileira deNormas Tcnicas

    NBR 8160SET 1999

    Sistemas prediais de esgoto sanitrio -Projeto e execuo

    Palavras-chave: Esgoto sanitrio. Instalao 74 pginas

    Origem: Projeto NBR 8160:1997CB-02 - Comit Brasileiro de Construo CivilCE-02:146.01 - Comisso de Estudo de Instalaes Prediais de Esgoto SanitrioNBR 8160 - Sewage buildings systems - Design and installationDescriptors: Sewage. InstallationEsta Norma substitui a NBR 8160:1983Vlida a partir de 01.11.1999

    SumrioPrefcio1 Objetivo2 Referncias normativas3 Definies4 Requisitos gerais5 Dimensionamento6 Execuo7 Manuteno8 QualidadeANEXOSA SimbologiaB Dimensionamento das tubulaes do subsistema de

    coleta e transporte de esgoto sanitrio - Mtodo hi-drulico

    C Modelo para verificao da suficincia de ventilaoprimria em sistemas prediais de esgoto sanitrio

    D Dimensionamento do subsistema de ventilao se-cundria

    E Procedimentos e cuidados a serem tomados na exe-cuo dos sistemas prediais de esgoto sanitrio

    F Procedimentos e cuidados a serem tomados na manu-teno dos sistemas prediais de esgoto sanitrio

    G Procedimentos de ensaios de recebimento dos siste-mas de esgoto sanitrio

    H Referncias bibliogrficasndice alfabtico

    Prefcio

    A ABNT - Associao Brasileira de Normas Tcnicas - o Frum Nacional de Normalizao. As Normas Brasi-leiras, cujo contedo de responsabilidade dos Comits

    Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalizao Se-torial (ONS), so elaboradas por Comisses de Estudo(CE), formadas por representantes dos setores envol-vidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores eneutros (universidades, laboratrios e outros).

    Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no mbitodos CB e ONS, circulam para Consulta Pblica entre osassociados da ABNT e demais interessados.

    As modificaes tcnicas de maior significado, com res-peito norma anterior, esto relacionadas tanto con-cepo quanto ao dimensionamento, bem como quanto possibilidade da verificao da necessidade ou no deventilao secundria, e adoo para o dimensionamentode um mtodo hidrulico alternativo ao mtodo tradi-cionalmente utilizado.

    Esta Norma incorpora alguns quesitos bsicos referentes qualidade do projeto, execuo, uso e manutenodas instalaes prediais de esgoto sanitrio.

    Esta Norma contm os anexos B, C, D e G, de carternormativo, e os anexos A, E, F e H, de carter informativo.

    1 ObjetivoEsta Norma estabelece as exigncias e recomendaesrelativas ao projeto, execuo, ensaio e manuteno dossistemas prediais de esgoto sanitrio, para atenderems exigncias mnimas quanto higiene, segurana econforto dos usurios, tendo em vista a qualidade destessistemas.

  • 2 NBR 8160:1999

    Esta Norma no se aplica aos sistemas de esgoto indus-trial ou assemelhado, a no ser para estabelecer asprecaues que devem ser observadas quando, nestetipo de construo, estiverem associadas gerao deesgoto sanitrio.

    2 Referncias normativasAs normas relacionadas a seguir contm disposiesque, ao serem citadas neste texto, constituem prescriespara esta Norma. As edies indicadas estavam em vigorno momento desta publicao. Como toda norma estsujeita a reviso, recomenda-se queles que realizamacordos com base nesta que verifiquem a conveninciade se usarem as edies mais recentes das normascitadas a seguir. A ABNT possui a informao das normasem vigor em um dado momento.

    NBR 5626:1998 - Instalao predial de gua fria

    NBR 6493:1994 - Emprego de cores para identifi-cao de tubulaes - Procedimento

    NOTA - As normas no referenciadas no texto, mas pertinentesao tema em questo, encontram-se relacionadas no anexo H.

    3 DefiniesPara os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintesdefinies:

    3.1 altura do fecho hdrico: Profundidade da camadalquida, medida entre o nvel de sada e o ponto mais bai-xo da parede ou colo inferior do desconector, que separaos compartimentos ou ramos de entrada e sada dessedispositivo.

    3.2 aparelho sanitrio: Aparelho ligado instalao pre-dial e destinado ao uso de gua para fins higinicos ou areceber dejetos ou guas servidas.3.3 bacia sanitria: Aparelho sanitrio destinado a re-ceber exclusivamente dejetos humanos.3.4 barrilete de ventilao: Tubulao horizontal comsada para a atmosfera em um ponto, destinada a receberdois ou mais tubos ventiladores.

    3.5 caixa coletora: Caixa onde se renem os efluenteslquidos, cuja disposio exija elevao mecnica.3.6 caixa de gordura: Caixa destinada a reter, na suaparte superior, as gorduras, graxas e leos contidos noesgoto, formando camadas que devem ser removidasperiodicamente, evitando que estes componentesescoem livremente pela rede, obstruindo a mesma.

    3.7 caixa de inspeo: Caixa destinada a permitir a ins-peo, limpeza, desobstruo, juno, mudanas de de-clividade e/ou direo das tubulaes.

    3.8 caixa de passagem: Caixa destinada a permitir ajuno de tubulaes do subsistema de esgoto sanitrio.3.9 caixa sifonada: Caixa provida de desconector, des-tinada a receber efluentes da instalao secundria deesgoto.

    3.10 coletor predial: Trecho de tubulao compreendidoentre a ltima insero de subcoletor, ramal de esgotoou de descarga, ou caixa de inspeo geral e o coletorpblico ou sistema particular.

    3.11 coletor pblico: Tubulao da rede coletora que re-cebe contribuio de esgoto dos coletores prediais emqualquer ponto ao longo do seu comprimento.

    3.12 coluna de ventilao: Tubo ventilador vertical quese prolonga atravs de um ou mais andares e cuja ex-tremidade superior aberta atmosfera, ou ligada a tuboventilador primrio ou a barrilete de ventilao.

    3.13 curva de raio longo: Conexo em forma de curvacujo raio mdio de curvatura maior ou igual a duasvezes o dimetro interno da pea.

    3.14 desconector: Dispositivo provido de fecho hdrico,destinado a vedar a passagem de gases no sentidooposto ao deslocamento do esgoto.

    3.15 dimetro nominal (DN): Simples nmero que servecomo designao para projeto e para classificar, em di-menses, os elementos das tubulaes, e que corres-ponde, aproximadamente, ao dimetro interno da tubu-lao em milmetros.

    3.16 dispositivo de inspeo: Pea ou recipiente parainspeo, limpeza e desobstruo das tubulaes.

    3.17 dispositivos de tratamento de esgoto: Unidadesdestinadas a reter corpos slidos e outros poluentes con-tidos no esgoto sanitrio com o encaminhamento do l-quido depurado a um destino final, de modo a no pre-judicar o meio ambiente.

    3.18 esgoto industrial: Despejo lquido resultante dosprocessos industriais.

    3.19 esgoto sanitrio: Despejo proveniente do uso dagua para fins higinicos.

    3.20 facilidade de manuteno: Viabilidade prtica demanuteno do sistema predial.

    3.21 fator de falha: Probabilidade de que o nmero espe-rado de aparelhos sanitrios, em uso simultneo, sejaultrapassado.

    3.22 fecho hdrico: Camada lquida, de nvel constante,que em um desconector veda a passagem dos gases.

    3.23 instalao primria de esgoto: Conjunto de tubu-laes e dispositivos onde tm acesso gases pro-venientes do coletor pblico ou dos dispositivos de tra-tamento.

    3.24 instalao secundria de esgoto: Conjunto detubulaes e dispositivos onde no tm acesso os gasesprovenientes do coletor pblico ou dos dispositivos detratamento.

    3.25 intervenientes: Cadeia de participantes que atuamcom o objetivo de planejar, projetar, fabricar, executar,utilizar e manter o empreendimento.

    3.26 manual de uso, operao e manuteno: Conjuntode documentos onde constam informaes para o ade-quado uso e operao do sistema predial, bem comoprocedimentos claros para sua manuteno.

  • NBR 8160:1999 3

    3.27 projeto como construdo: Documento cadastralcomposto do projeto original modificado por alteraesefetuadas durante a execuo do sistema predial de es-goto sanitrio.

    3.28 programa de necessidades: Documento contendoas informaes bsicas sobre as necessidades dosusurios finais do empreendimento.

    3.29 ralo seco: Recipiente sem proteo hdrica, dotadode grelha na parte superior, destinado a receber guasde lavagem de piso ou de chuveiro.

    3.30 ralo sifonado: Recipiente dotado de desconector,com grelha na parte superior, destinado a receber guasde lavagem de pisos ou de chuveiro.

    3.31 ramal de descarga: Tubulao que recebe direta-mente os efluentes de aparelhos sanitrios.

    3.32 ramal de esgoto: Tubulao primria que recebeos efluentes dos ramais de descarga diretamente ou apartir de um desconector.

    3.33 ramal de ventilao: Tubo ventilador que interligao desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgotode um ou mais aparelhos sanitrios a uma coluna deventilao ou a um tubo ventilador primrio.

    3.34 rede pblica de esgoto sanitrio: Conjunto de tu-bulaes pertencentes ao sistema urbano de esgoto sani-trio, diretamente controlado pela autoridade pblica.

    3.35 requisitos de desempenho: Exigncias qualitativasquanto ao comportamento final esperado para o sistemapredial.

    3.36 sifo: Desconector destinado a receber efluentesdo sistema predial de esgoto sanitrio.

    3.37 sistema predial de esgoto sanitrio: Conjunto detubulaes e acessrios destinados a coletar e transportaro esgoto sanitrio, garantir o encaminhamento dos gasespara a atmosfera e evitar o encaminhamento dos mesmospara os ambientes sanitrios.

    3.38 subsistema de coleta e transporte: Conjunto deaparelhos sanitrios, tubulaes e acessrios destinadosa captar o esgoto sanitrio e conduzi-lo a um destinoadequado.

    3.39 subsistema de ventilao: Conjunto de tubulaesou dispositivos destinados a encaminhar os gases paraa atmosfera e evitar que os mesmos se encaminhem parao

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