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  • REALIZAO 1

    Conversas de maturidade

    Nas pegadas do MestreJesus , com certeza, a mais fascinante persona-

    gem que j viveu neste mundo. O estudo da vida de Jesus, atualmente, no privilgio somente das igrejas. Este tema tem se estendido aos cursos que analisam os diversos tipos de liderana. At mesmo autores no-evanglicos tm citado a vida de Jesus como um exemplo de relacionamento interpessoal.

    Cabe-nos, porm, no somente o privilgio de estudar a vida de Jesus como um exemplo terico, mas de segui-lo como um exemplo prtico.

    Jesus surpreendeu a todos com o seu estilo de vida. Ele resgatava os fracos e os oprimidos e, com o seu poder de perscrutar a alma humana, deixou expostas a incredulidade e a zombaria de muitos co-raes (Lc 5.22).

    Jesus se revelou a si mesmo como tendo quali-dades e capacidades que ningum mais na face da terra pode afirmar possuir. Ele nico. capaz de abrir os olhos carnais, curando cegos mas, tambm, de curar homens de sua cegueira espiritual, fazen-do-os enxergar alm do que humanamente se pode sonhar ou imaginar.

    Pela f, Jesus ampliou nossos horizontes. Ele nos mostrou que tudo possvel ao que cr.

    Jesus consegue criar em ns o desejo de andar pe-los mesmos caminhos que ele percorreu, ainda que sejam esses caminhos da cruz e da negao de ns mesmos. Jesus consegue nos desafiar a encontrar a felicidade no que, aos olhos do mundo, sinnimo de perda e fracasso (Lc 6.20-23).

    Jesus quem nos desafia a andar na contramo dos valores do mundo, a fim de que venha a ns o reino dos cus. Esse mesmo Jesus aquele que nos convida para a ceia, para ouvirmos a sua Palavra, a fim de que creiamos nele ainda mais. sobre esse Jesus que estudaremos durante este trimestre com base no Evangelho de Lucas.

    Realizao

    Imagens utilizadas nesta edio: www.sxc.hu

    Realizao uma revista dirigida a adultos da terceira idade, contendo lies para a Escola

    Bblica Dominical e outras matrias que favorecem a edificao do adulto

    Todos os direitos reservados. Copyright 2015 da Junta de Educao Religiosa e Publicaes

    da Conveno Batista Brasileira

    Proibida a reproduo deste texto total ou parcial por quaisquer meios (mecnicos,

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    Publicado com autorizaopor Convico Editora

    CNPJ (MF): 08.714.454/0001-36

    EndereosCaixa Postal, 13333

    CEP: 20270-972 Rio de Janeiro, RJ Telegrfico BATISTAS

    Eletrnico literatura@batistas.com

    EditorScrates Oliveira de Souza

    Coordenao EditorialSolange Cardoso de Abreu dAlmeida

    (RP/16897)

    RedaoJoo Oliveira Ramos Neto

    Produo Editorialoliverartelucas

    Produo e DistribuioConvico Editora

    Tel.: (21) 2157-5567Rua Jos Higino, 416 Prdio 16

    Sala 2 1o AndarTijuca Rio de Janeiro, RJ

    CEP 20510-412literatura@conviccaoeditora.com.br

    ISSN 19848706

    LITERATURA BATISTAAno XVII N 66

  • 2 REALIZAO

    Sumrio

    Estudos da EBD

    Sees

    EBD 1 O plano de Deus em ao: O nascimento de Jesus 4

    EBD 2 Jesus inicia o seu ministrio 7

    EBD 3 Experincias com Jesus: escolhas, milagres, ensinos 10

    EBD 4 O ministrio dinmico de Jesus 13

    EBD 5 Jesus prepara os discpulos para o servio 16

    EBD 6 Ferramentas para um trabalho aprovado 19

    EBD 7 Interrupes no caminho para Jerusalm 22

    EBD 8 Parbolas que ajudam a entender 25

    EBD 9 Caminhada produtiva 28

    EBD 10 Jesus chega a Jerusalm 31

    EBD 11 O ministrio de Jesus aproxima-se do fim 34

    EBD 12 O plano de Deus consumado 37

    EBD 13 A igreja assume a sua funo neste mundo 40

    3 Vitaminas para o esprito

    43 Hino do trimestre

    44 Conversa com o educador

    46 Sade e equilbrio

    48 Para saber mais

    50 Novas oportunidades

    54 Espao light

    56 Poesia

    QuEm ESCREvEu Ana maria Suman Gomes, formada em Administrao de Empresas, Mestrado em Teologia, pelo STBSB, Ps-graduao em Novas Tecnologias na Educao (NOTEC), pela Fundao Getlio Vargas (RJ), iniciou muito cedo as atividades como professora na EBD. Antes de com-pletar 18 anos, j lecionava classe de adolescentes. Passou por diferentes estgios nesta atividade e coordenou o Minis-trio de Educao da Primeira Igreja Batista do Rio de Janei-ro, onde membro desde 1961. Atuou tambm com a orga-nizao Mensageiras do Rei. Atualmente, ensina uma classe de adultos na PIBRJ e colabora com o ministrio radiofnico da Escola Bblica do Ar.

  • REALIZAO 3

    vitaminas para o esprito

    A orao o meio de comunicao mais im-portante entre Deus e o homem. um canal de comunicao, sustentado e abenoado pelo Senhor. Mediante nossa submisso e, tambm, pela orao, Deus nos concede direo e sbios conselhos para o viver.

    A Palavra de Deus garante que nossas ora-es sero ouvidas e atendidas, conforme a perfeita e soberana vontade de Deus. Os re-quisitos fundamentais para que nossas oraes sejam atendidas so a aceitao da vontade do Senhor, a f e o nome de Jesus. Esta uma com-binao trplice e perfeita. Fazer a vontade do Senhor requer rendio, obedincia, conscien-tizao e prontido.

    A verdadeira f, como base e fundamento, prope e espera. No impe nem determina. Imposio e determinao significam que o re-lativo controla e conduz o absoluto e atende ou no a orao (aquele a quem ora, Deus).

    Carecemos completamente do Senhor, es-pecialmente quando esperamos pelas respos-tas s nossas oraes. Quando o Senhor disser sim s nossas peties, vamos precisar que, juntamente com a bno, ele nos conceda sa-bedoria e temor para administrarmos a ddiva. Quando ele disser no, vamos carecer de sabe-doria para administrarmos a nossa incompre-enso e insatisfao. Quando o Senhor disser espera, nesse caso teremos que receber sabe-

    doria do alto para aguardarmos pacientemen-te no Senhor. Pacincia e impacincia tm que ser bem administradas. Tarefa difcil, mas no impossvel. A graa de Jesus nos ser suficiente em tal tempo de espera. Seja qual for a resposta do nosso Deus s nossas oraes, feitas pela f, em nome de Jesus, segundo a vontade divina, vamos carecer sempre de sabedoria para nos conduzir de maneira aprovada diante do Pai.

    A graa divina, a f e a sabedoria nos con-duziro, com tranquilidade e perseverana, firmeza necessria para a caminhada. No h outra maneira mais eficaz e feliz de realizar a nossa vontade, seno quando fazemos a von-tade do nosso Deus. Venha o teu reino (Lc. 11.2).

    Fazer a vontade prpria o caminho mais curto para a infelicidade. Fica a pergunta de posse de qualquer das respostas: sim, no e espere que o Senhor lher der, voc continu-ar feliz? No perca o seu tempo orando sem f. No perca seu tempo orando segundo a sua prpria vontade. No perca seu tempo orando a outros destinatrios que no seja a Deus Pai, em nome de Jesus, Deus Filho!

    Se deseja orar, ore sempre. Deus pode e quer ouvi-lo sempre. Ento ore, com f, querendo fazer a vontade de Deus, crendo de todo co-rao, em nome do Filho amado, Jesus! isso que ensina a Bblia. Graas a Deus por isso.

    Seja feita a tua vontade

    Ilson FerreiraPr. da PIB de Coelho Neto, RJ.

  • 4 REALIZAO

    EBD 1

    O evangelista Lucas registrou o resultado da pesquisa que fez sobre a vida de Jesus, a par-tir de sua convico de que os acontecimentos que envolviam o anncio, nascimento, vida e morte de Jesus eram o cumprimento do plano de Deus para a salvao da humanidade. Lucas enxerga a salvao presente em Cristo, dispo-nvel para agora e hoje. Morris, renomado comentarista, diz que Lucas usou 14 vezes a palavra agora referindo-se ao tema salvao e 11 vezes hoje. Em Lucas, conclui Morris, o tempo da salvao chegou.1

    Joo Batista: O precursor do Salvador

    (Lc 1.1-25, 57-66)

    Zacarias e Isabel, casal idoso e sem filhos, eram de linhagem sacerdotal. Viviam no in-terior e Zacarias revezava com muitos outros sacerdotes o trabalho no templo, servindo em 1MORRIS, Leon L. Lucas Introduo e comentrio. So Paulo: Vida Nova, 2008, p. 34.

    turnos. Lucas destaca que ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor (Lc 1.6 ). Disso podemos entender o quanto sofriam por no terem filhos o que, naquele tempo, era interpretado como sendo o desfa-vorecimento do Senhor.

    Naquele ano, memorvel ano, Zacarias foi sorteado para oferecer o incenso no templo. Os comentaristas informam que um sacerdo-te somente poderia oferecer incenso uma ni-ca vez em toda a vida. Que grande privilgio Zacarias recebeu! Podemos imaginar como se preparou para aquele importante momen-to: ensaiou os passos, reviu o procedimento cuidadosamente, j que seria responsvel por representar o povo na adorao.

    A prtica de oferecer incenso era muito co-nhecida do povo de Israel. Havia diferentes significados e usos. No podemos nos esque-cer que o incenso foi um dos presentes levados pelos sbios do Oriente a Jesus. Aqui, no relato do oferecimento pelo sacerdote diante do altar

    Texto bblico Lucas 1 e 2 Texto ureo Lucas 2.52

    DIA A DIA COm A BBLIA

    O plano de Deus em ao: O nascimento de Jesus

    Segunda Tera Quarta Quinta Sexta Sbado DomingoLucas 1.1-25

    Lucas 1.26-38

    Lucas 1.39.56

    Lucas 1.57-80

    Lucas 2.1-20

    Lucas 2.21-38

    Lucas 2.39-52

  • REALIZAO 5

    associado s oraes do povo (Sl 141.2; Ap 5.8; 8.3,4), sinaliza para o conceito de que a fragrn-cia do incenso era smbolo das oraes dos fiis.2

    Tudo indica que Zacarias tenha apresenta-do a Deus o desejo do seu corao, pois Lucas nos diz que, enquanto o povo orava l fora, o anjo do Senhor se colocou de p, direita do altar onde seria oferecido o incenso e disse: No temas, Zacarias, porque a tua orao foi ouvida e Isabel, tua mulher, te dar luz um filho, e lhe por