não se turbe o vosso - .na casa de meu pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria

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    No Se Turbe o VossoCorao

    No. 1741Sermo pregado na manh de domingo, dia 23 de setembro de 1883.

    Por Charles Haddon Spurgeon.No Tabernculo Metropolitano, Newington, Londres.

    No se turbe o vosso corao; credes em Deus, crede tambm emmim. Na casa de meu Pai h muitas moradas; se no fosse assim,eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vospreparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo,para que onde eu estiver estejais vs tambm. Mesmo vs sabeispara onde vou, e conheceis o caminho. Joo 14:1-4

    Devemos nos alegrar pelo povo de Deus, cujas vidas esto gravadas noAntigo e Novo Testamento, que eram homens de paixes assim comons. Tenho conhecido vrios pobres pecadores que tiram esperanasenquanto observam os pecados e problemas daqueles que foram salvospela Graa. E tenho conhecido que muitos dos herdeiros do Cuencontraram consolao enquanto observaram quantos seresimperfeitos como ns prevaleceram com Deus em orao e seentregaram nos tempos de angstia. Estou muito contente que osApstolos no eram homens perfeitos eles teriam entendido tudo oque Jesus disse de uma s vez e ns teramos perdido as explanaesinstrutivas do Senhor. Eles teriam vivido acima de qualquerperturbao e ento o Mestre no teria dito estas palavras de ouro:No se turbe o vosso corao.

    , entretanto, muito evidente a partir do nosso texto que no davontade do Senhor que algum de Seus servos tenha um coraoatribulado. Ele no tem prazer algum na dvida ou inquietude de Seupovo. Quando Ele viu isso por causa do que disse a eles, a tristezaencheu os coraes dos Apstolos, Ele suplicou-lhes em grande amor erogou para que se consolassem. Como uma me consola seu filho, Eleclamou: No se turbe o vosso corao. Jesus diz o mesmo para voc,meu amigo, se voc um de Seus angustiados. Ele no quer lhe vertriste. Console-se, console-se Meu povo; falem consolavelmente aJerusalm o seu mandamento mesmo na antiga dispensao, e estoubastante certo sobre essa clara revelao, que o Senhor quer ter Seupovo livre da angstia.

    O Esprito Santo no tem especialmente se encarregado do trabalho daconsolao a fim de efetivamente faz-lo? Tentativas deprimem os

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    coraes dos filhos de Deus, para as quais o mais terno ministrio falhaem consolar e ento mais doce para o consolador imperfeitolembrar-se do Consolador perfeito e confiar o caso do entristecidoesprito nas mos Divinas. Vendo que uma Pessoa da bendita Trindadese encarregou de ser o Consolador, podemos perceber quo importante que nossos coraes se encham de consolao. Alegre a religioonde nosso dever se alegrar! Bendito Evangelho pelo qual somosproibidos de turbar o nosso corao! No grandemente admirvel queo Senhor Jesus tenha pensado to cuidadosamente de Seus amigosnaquela ocasio?

    Grandes angstias pessoais podem muito bem ser uma desculpa se atristeza dos outros um pouco negligenciada. Jesus estava indo paraSua ltima agonia amarga e para a morte, e ainda derramou compaixoaos Seus seguidores. Se fosse voc ou eu, pediramos compaixo parans mesmos. Nosso clamor teria sido: Tenham pena de mim, meusamigos, para que a mo de Deus me alcance!. Mas, ao invs disso,nosso Senhor lana suas esmagadoras tristezas em terra e inclina Suaateno para o trabalho de sustentar Seus escolhidos sobre suas toinferiores tristezas. Ele sabia que seria extremamente doloroso at amorte. Ele sabia que Ele estaria em sofrimento agonizante no castigoda nossa paz. Mas antes dEle mergulhar no abismo, Ele tinha quesecar as lgrimas daqueles que Ele tanto amou, portanto, Ele dissemais carinhosamente: No se turbe o vosso corao.

    Enquanto eu admiro essa condescendente ternura de amor, ao mesmotempo no posso deixar de admirar a maravilhosa confiana do nossobendito Senhor, que, apesar de saber que seria posto em vergonhosamorte, no sentia medo, mas ordena que Seus discpulos confiem nEleimplicitamente. A mais negra escurido da terrvel meia-noite estavapor cerc-Lo, porm, como Suas palavras foram corajosas: Credetambm em Mim. Ele sabia que naquela alarmante hora, Ele tinhavindo do Pai e que Ele estava no Pai e o Pai nEle e Ele tambm diz:Credes em Deus, crede tambm em mim. A postura calma de seuMestre deve ter pesado no firmamento da f dos Seus servos. Enquantovemos aqui Sua confiana como Homem, tambm sentimos que issono um discurso que qualquer homem teria proferido, mesmo tendosido um bom homem nenhuma criatura teria se comparado a Deus.

    Que Jesus um bom Homem, poucos questionam. Que Ele Deus, logo provado por essas palavras. Teria Jesus ordenado que confiemos nobrao da carne? No est escrito: Maldito o homem que confia nohomem, e faz a carne o seu brao? Porm o Santo Jesus diz: Credesem Deus, tambm crede em mim. Essa associao de Si mesmo comDeus, como um objeto de confiana humana em tempos de tribulao,denota a conscincia de Seu poder Divino e Divindade e esse ummistrio que nas dificuldades a f tem prazer ver o nosso SenhorJesus, a f do Homem em Si mesmo e a fidelidade de Deus para comos outros.

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    Ento, venham queridos amigos, acheguem-se ao texto e deixem oEsprito Santo de Deus ser com vocs! Eu lerei novamente o texto bemdevagar. Orem para que vocs possam sentir as palavras ainda maispoderosamente do que os Apstolos a sentiram, pois eles ainda notinham recebido o Consolador, e ento eles se deixaram levar por toda aVerdade de Deus e nisto ns os superamos em como eles estavamnaquela noite vamos, portanto, esperanosamente orar para que nsconheamos a Glria das palavras do Senhor, e ouvi-las falar nossaalma atravs do Esprito Santo. No se turbe o vosso corao; credesem Deus, crede tambm em mim. Na casa de meu Pai h muitasmoradas; se no fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei paramim mesmo, para que onde eu estiver estejais vs tambm. Mesmo vssabeis para onde vou, e conheceis o caminho.

    Estas palavras so em si mesmas, melhores que qualquer sermo. Oque pode ser nosso discurso alm de uma dissoluo do essencialesprito da consolao contido nas Palavras do Senhor Jesus? Vamos,em primeiro lugar, provar das guas amargas do corao atribulado, edepois, vamos beber intensamente a doce gua da Divina consolao!

    I. Primeiramente, portanto, VAMOS BEBER DAS GUAS AMARGAS.Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso corao se encheu de tristeza.Eu no vou restringir a consolao a nenhuma forma de aflio, pois hum blsamo para cada ferida. Mas ainda assim, seria bom averiguar oque era o problema particular dos discpulos? Pode ser que seja algoque alguns de ns estejamos passando agora, ou ento estejamosmergulhados. E era isto Jesus estava para morrer o Senhor deles, aquem eles sinceramente amavam, estava para partir por umavergonhosa e dolorosa morte. Qual terno corao poderia suportar empensar naquilo? Porm Ele os tinha avisado que assim seria e elescomearam a lembrar-se das Suas antigas Palavras que Ele disse que oFilho do Homem seria trado pelas mos dos mpios e seria flagelado ata morte.

    Eles estavam agora por passar por toda a amargura de v-Lo acusado,condenado e crucificado. Em pouco tempo Ele seria apreendido,obrigado, carregado at a casa do Sumo Sacerdote, corrido para Pilatos,ento para Herodes, de volta para Pilatos, estripado, flagelado,zombado, insultado. Eles viram-No ser conduzido pelas ruas deJerusalm carregando Sua cruz. Eles viram-No pendurado no madeiroentre dois ladres e ouviram-No clamar: Deus meu, Deus meu, porqueMe desamparaste? Quo amargo isto? Na medida em que elesamavam seu Senhor, eles devem ter se entristecido profundamente porEle e eles careciam que Ele dissesse: No se turbe o vosso corao.

    Hoje, aqueles que amam o Senhor Jesus tm de observar a repetioespiritual de Seu vergonhoso tratamento nas mos dos homens, ainda

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    hoje, pois Ele crucificado novamente por aqueles que creditam SuaCruz como uma pedra de tropeo e pregam sua loucura. Ai de mim!Como Cristo ainda incompreendido, deturpado, desprezado, zombadoe rejeitado pelos homens! Eles no podem alcan-lo, realmente, deonde Ele se assenta, entronizado nos Cus dos cus! Mas, medida quepodem, eles O matam de novo e de novo. Um esprito maligno manifesto para o Evangelho uma vez que era Cristo em Pessoa. Algunscom amaldioadas blasfmias e no poucos com ardilosos assaltossobre essa parte das Escrituras, e nisso, eles tem feito seu melhor aoferir o calcanhar do Filho da mulher. uma grande tristeza ver grandeparte da humanidade passar pela Cruz com os olhos desviados, comose a morte do Salvador fosse nada nada, pelo menos, para eles. medida que voc sente zelo pelo Crucificado e por Sua verdadesalvadora, isto absinto e fel nessa era de descrena. Jesus Cristo estpregado entre os dois ladres da superstio e descrena, enquanto queem volta dEle ainda reunidos a feroz oposio de rudes e educados, deignorante e sbios.

    Alm disso, os Apstolos tinham uma perspectiva de esperana que seuSenhor estaria longe deles. Eles no entenderam, primeiramente, Suaspalavras: Um pouco, e no me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis,Porquanto vou para Pai. Agora foram esclarecidos que estavam para serdeixados como ovelha sem pastor, por seu Mestre e Lder que seriaretirado deles. Isto era, para eles, fonte de pavor e desnimo, por issodisseram uns aos outros: O que faremos ns sem Ele? Ns somos umpequeno rebanho; como nos defenderemos quando Ele se for, e o loboestiver rondando? Quando os escribas e fariseus se reunirem sobre ns,como responderemos a eles? Como a causa do nosso Senhor e seu reinopodem estar seguros em mos trmulas como as nossas? Ai doEvangelho da salvao quando Jesus no estiver conosco!.

    Isso foi um sofrimento amargo e algo parecido com esse sentimentofrequentemente pa

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