mulheres empreendedoras 11

Download Mulheres Empreendedoras 11

Post on 10-Mar-2016

383 views

Category:

Documents

23 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Revista Comunicacao Especial Mulheres Empreendedoras de Tapejara 2011

TRANSCRIPT

  • Altair Peruzzo - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    Rua 15 de Novembro, 03 - Subsolo - Tapejara RS (54) 3344.1785

    uniformes escolaresartigos esportivosuniformes para empresasconfeces em geralestamparia txtilbordados

    uniformes escolaresartigos esportivosuniformes para empresasconfeces em geralestamparia txtilbordados

    Entre em campo com essa marca!Entre em campo com essa marca!Entre em campo com essa marca!Entre em campo com essa marca!Entre em campo com essa marca!

    Altair Peruzzo

    Rua 15 de Novembro, 03 - Subsolo - Tapejara RS

    Altair Peruzzo - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    (54) 3344.1785 - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    (54) 3344.1785 - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    (54) 3344.1785 - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    Rua 15 de Novembro, 03 - Subsolo - Tapejara RS

    - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

    Rua 15 de Novembro, 03 - Subsolo - Tapejara RS

    - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com - Representante - 9996.0336 - atendimentoperuso@gmail.com

  • Mulheres...Com pacincia

    O mundo soube conquistar.Mulheres duras, fracas.Mulheres de todas raas

    Mulheres guerreirasMulheres sem fronteiras.Mulheres... Mulheres...

    Parabns a todas as Mulheres empreendedoras de Tapejara

  • 5Ed

    io

    Esp

    ecia

    l M

    aio

    2011

    MULHE

    RES EM

    PREEN

    DEDOR

    AS

  • 6Ed

    io

    Esp

    ecia

    l M

    aio

    2011

    MULHE

    RES EM

    PREEN

    DEDOR

    AS

    Expediente

    Publicao Especial:Revista ComunicaoEditora de Comunicao Norte Gacho Ltda.Av. 7 de Setembro, 1227 Centro - Tapejara - RSFone: (54) 9935.0946e-mail:srampazzo@netvisual.com.brDiretor e Editor Chefe: Sandro Rampazzo

    Departamento Comercial: (54) 3344.2760 (com Sandro)(54) 9996.0336 (com Altair)

    Diagramao e Arte:Tiaraju de AlmeidaImpresso: Gr ca TapejarenseCirculao: Tapejara, gua Santa, Coxilha, Charrua, Santa Ceclia do Sul, Vila Lngaro, Ibia, Sananduva, Passo Fundo.Os conceitos emiti dos nos arti gos assinados no re etem necessariamente a opi-nio da revista e so de inteira responsabilidade de seus autores.

  • 7Ed

    io

    Esp

    ecia

    l M

    aio

    2011

    MULHE

    RES EM

    PREEN

    DEDOR

    AS

    EDITORIAL

    Neste ano de 2011, a Revista Comunicao publica a sua primeira edio especial. Trata-se do resultado de uma pesquisa e reconstituio do resgate da trajetria scio-cultural das mulheres de Tapejara. Esta parte dos primrdios at recentemente, umas moldando tempos e espaos e outras recentemente, construindo suas marcas nos tempos e espaos. Protagonistas nos primeiros tempos, coninadas no anonimato, enfrentando tempos exigentes e espaos precrios. Mas com f e tenacidade superaram esses fatos, dando contorno poca e a lugares. Outras, aos poucos e recentemente, esto conseguindo romper o silncio imposto e emergir no cenrio sociocultural, tendo assim, a possibilidade de estarem construindo suas marcas.

    Tanto as protagonistas de ontem que moldaram um perodo, como as re-centes, que esto construindo sua marca para deixarem a sua moldura, ambas contribuem para o desenvolvimento scio-econmico educacional e cultural do Municpio de Tapejara, desde as suas origens, passando pela saga da imi-grao e colonizao; a constituio do Ncleo Itlia; do povoado da Sede Tei-xeira; lorescimento do Distrito de Teixeira; e desenvolvimento do Distrito de Tapejara que motivou e mobilizou a localidade em prol da conquista da eman-cipao poltica administrativa conseguida em 9 de agosto de 1955.

    Com essa iniciativa, desejamos que todas e todos possam compreender o signiicado e contribuio das empreendedoras no decurso do tempo e, assim, valorizar e reconhecer a trajetria da contribuio do saber e fazer das empre-endedoras ao desenvolvimento do Municpio de Tapejara.

    Preservar e divulgar os diversos saberes e fazeres, em especial as manifes-taes scio-histricas-culturais das razes, do povo, do territrio e do Gover-no o convite que fazemos a todas e todos.

    Lembramos aos leitores que as entrevistas e fala das pessoas citadas man-tiveram a escrita coloquial.

    Boa Leitura.

    Sandro RampazzoEditor - Chefe

  • 8Ed

    io

    Esp

    ecia

    l M

    aio

    2011

    MULHE

    RES EM

    PREEN

    DEDOR

    AS

    Nos primrdios do anonimato desa ando tempos difceisA Saga das Imigrantes e Descendentes, A Partida: O Comeo do Calvrio, A Viagem nas guas Re-

    voltas, O Desembarque e a Quarentena, Embarcadas em Vapores, Caminhando pelas Picadas e Pernoi-tando na Escurido do Mato, Assentadas em Lote de Pouca Terra e Acidentada, Renasce a Esperana: Recomea a Peregrinao, As Picadas Abertas, Construda a Morada e a Organizao do Lote, A Orga-nizao da Casa Nova. A Colonizao do Ncleo Itlia, Herdeiras e Herdeiras da Tradio Catlica, A Assinatura de Compra e Venda, Registro e Organizao do Lote. Sede Teixeira, De Dia Ocupada com os Afazeres da Casa e Noite Carregando Peso, Assumindo Risco de Vida no Local de Trabalho do Marido. Revoluo Federalista. Sede Teixeira para Vila Teixeira, Militncia em Favor de Posies Ca-tlicas, A Misso de Forjar o Carter e Transmitir Conhecimentos. Vila Tapejara, Primeiro Hospital. A Misso de Cuidado e Assistncia ao Povo, As Fundadoras, A Misso de Cuidados a Vida Desenvolvida no Hospital Santo Antnio, Empregadas e Aprendizes do Frigorico So Paulo S/A. O Movimento Pr-emancipao de Tapejara, Desencadeado o Processo Emancipatrio, A Militncia no Movimento de Emancipao, A Primeira Tentativa Arquivamento, A Luta pela Emancipao Continua, A Consulta Plebiscitria, Lei de Criao do Municpio de Tapejara, A Constituio do Poder Legislativo e Poder Executivo, Sesso Solene de Instalao do Municpio, Novos Desaios.

    Superando o anonimato e rompendo o silncioAvana o Desenvolvimento: Marcas no Tempo e Espaos, Rompendo o Silncio;

    A trajetria das empreendedorasASSOCIATIVISMO: Amlia Gajardo Sossella.

    COOPERATIVISMO: Coopervita - A Insero das Mulheres em uma Cooperativa de Pro- dutos Orgnicos.

    COMUNITRIA: Regina Campagna Spuldaro, Luiza Forti Costa, Jocelina Vieira Bristott, Dilva Madalozzo Sasset.

    COMRCIO: Regina Migliorini Bianchini, Edda Diniz Girardello Lindner, Ivone Rech de Quadros, Lair Loiva Schimitt Taube, Margarete Dallagasperina Sbeghen e Eliana Piroli.

    CULTURA: Marta Bruch.

    EDUCAO: Aurora Braganhollo da Silva, Serenita Doring Muxfeldt,

    Catharina Borba, Maria de Lourdes Basso, Therezinha Cauduro Pina e Loreci Maria Bia- si.INDSTRIA: Olga Menegaz Bortolotto, Terezinha Gollo Pietrobon, Iara Gardelin.

    SADE: Maria Petronilla Pellizoni, Augusta Zanatta, Catarina De Bastiani, Concheta Ma- ria Sebben, Guilhermina Alvina Sager Bauermann.SINDICALISMO: Anadir Danieli Marcon.

    SERVIOS: Irma Kafer Canali, Maria Menegaz Felini, Neli Olga Rintzel Miotto, Amlia Artusi, Rosa Muxfeldt e Enilde Melara Spagnol.

    O desa o de romper preconceitosO avano e limites das mulheres no mercado e empreendimentos, preconceitos a serem derrota-

    dos.

    I

    II

    III

    IV

  • 9Ed

    io

    Esp

    ecia

    l M

    aio

    2011

    MULHE

    RES EM

    PREEN

    DEDOR

    AS

    Resgatar a trajetria scio-cultural das mulheres em-preendedoras de Tapejara remonta num voltar no tem-po em buscar, identiicar e reconstituir as origens e a rota navegada, a trilha seguida, o caminho e o destino tomado pelas empreendedoras nos primrdios e recen-temente, pois constituem o alicerce e as bases para en-tender o presente e para se projetar o futuro.

    O ponto de partida do ensaio reconstituiu a via-crucis das imigrantes, a degradao, as tribulaes da viagem na travessia do Oceano Atlntico, a quarentena no Rio de Janeiro, outro tempo de sacricios; a chegada enfrentando o frio, a escassez de alimentos e a primeira morada e vida gerando ilhas e ilhos para dar conta nas terras no Rio Grande do Sul, novo calvrio.

    Entretanto, nova notcia chega aos ouvidos das imi-grantes e suas descendentes: novas colnias esto sur-gindo nas regies do Alto Uruguai e Norte do RS. A not-cia dava conta que muita movimentao de imigrantes e descendentes estava acontecendo por aquelas bandas. Nelas as terras estavam sendo negociadas por uma com-panhia e era sublinhado em bom tom que as terras eram frteis, de fcil acesso e os preos eram em conta.

    Entre as colnias, surgia neste tempo a Colnia do Rio do Peixe localizada no norte do Rio Grande do Sul, que tinha sua sede no ento Distrito de 7 de Setembro, per-tencente ao Municpio de Passo Fundo-RS, atualmente Municpio de Charrua. Entre os ncleos, estava se for-mando um povoado que era denominado de Italiano do Alto do Rio do Peixe em um dos pontos do seu territrio denominado na poca de Ncleo Itlia.

    Era para o Ncleo Itlia que as primeiras imigrantes e descendentes tiveram como destino. Ali as terras eram divididas em glebas e as glebas em lotes. Elas recomea-ram a colonizao, novo suplcio para organizar o lote e a terra para tirar o sustento da famlia e a construo da morada. Chos arados, sementes lanadas, logo pode-riam colher o que semearam. Alm de alimentos, trigo e milho dariam palha para tranar e fazer chapus, me-lhor proteo sob o sol forte e esprtulas para transpor-tar pequenas quantias de alimentos. Modos, os cereais iriam se transformar em po e farinha para a polenta. Das parreiras sairiam as uvas que, esmagadas com os ps, virariam vinho.

    Espraiada a notcia pelas primeiras colonizadoras pe-los quatro cantos do Rio Grande do Sul, principalmente nas velhas colnias, acabou por motivar e mobilizar mais gente a passar seus pequenos e improdutivos lotes e tomar o rumo e