motor scania dc 16

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Descricao de funcionamento 16 litros ind e mar

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  • 1. Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 Edio 2 br N de pea 1 588 775 Industrial & Marine Engines 01:05-01 Descrio de funcionamento - motor de 16 litros Motores industriais e martimos

2. 2 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 01:05-01 ndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pgina Generalidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Gases de combusto e escape . . . . . . . . . . . . . . . . .3 xido de nitrognio, NOx . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Hidrocarboneto, HC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Partculas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Concluso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 Bloco de cilindros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 Camisas de cilindro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 Pistes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Anis de pisto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10 Bielas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 rvore de manivelas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12 Amortecedor de vibraes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13 Mecanismo da vlvula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14 Ventilao do crter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15 Transmisso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17 Acionamento por engrenagem . . . . . . . . . . . . . . . .17 Acionamento por correia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18 Sistema de lubrificao. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19 Generalidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19 Fluxo de leo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20 Esquema da circulao de leo no sistema de lubrificao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22 Radiador de leo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22 Filtro de leo centrfugo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 Filtro de leo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 Turbocompressor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24 Resfriamento do ar de admisso. . . . . . . . . . . . . . . . .25 3. 01:05-01 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 3 Generalidades Gases de combusto e escape Quando o Diesel queimado, formam-se gases de escape no motor Diesel. Os constituintes nos gases de escape regulados por lei so: xido de nitrognio, que venenoso e contribui para o nevoeiro fotoqumico e para o oznio ao nvel do solo e tambm para a eutrofizao e acidificao. Hidrocarboneto, que proporciona aos gases de escape do motor Diesel o seu cheiro caracterstico e contribui para o nevoeiro fotoqumico e para o oznio ao nvel do solo, um nome de grupo para muitas substncias qumicas diferentes, sendo algumas perigosas. Partculas, que so consideradas nocivas para a sade. Monxido de carbono, que um gs venenoso. O contedo do monxido de carbono bem pequeno em gases de escape do motor Diesel, porque h um grande excesso de ar em um motor Diesel. O maior constituinte dos gases de escape formado durante a combusto o dixido de carbono, que regulado por lei. O dixido de carbono no diretamente perigoso, mas ele contribui para o efeito de estufa se no usar combustvel renovvel. 4. 4 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 01:05-01 xido de nitrognio, NOx A atmosfera contm: 80% de nitrognio (N) e 20% de oxignio (O) Quando o ar exposto a temperaturas altas, o nitrognio e o oxignio no ar reagem, formando xidos de nitrognio. A fim de reduzir a descarga de xidos de nitrognio, possvel: Abaixar a temperatura de combusto. Reduzir a quantidade de oxignio durante a combusto. A temperatura de combusto pode ser abaixada mediante: Resfriamento do ar de admisso. Injeo de gua ou adiao de vapor de gua. Recirculao de gases de escape. Tempo de injeo atrasado. A quantidade de oxignio na cmara de combusto pode ser reduzida mediante: Recirculao de gases de escape. Rotao de ar reduzida na cmara de combusto. Uma presso alta de injeo produz gotas de combustvel menores, o que proporciona uma concentrao de oxignio maior em volta de cada gota, o que por sua vez leva produo elevada de xidos de nitrognio. Existem mtodos para reduzir seriamente os xidos de nitrognio mediante o ps-tratamento dos gases de escape, mas esses mtodos so muito caros e, muitas vezes, bem complicados. A maioria dos mtodos para reduzir os xidos de nitrognio tambm reduz a eficincia do motor, o que leva ao consumo elevado de combustvel, que por sua vez leva produo elevada de dixido de carbono. 5. 01:05-01 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 5 Hidrocarboneto, HC Os hidrocarbonetos so resduos de combustvel e so o resultado de uma combusto incompleta. Os hidrocarbonetos tambm tm substncias que proporcionam aos gases de escape do motor Diesel o seu cheiro caracterstico. A descarga de hidrocarbonetos pode ser reduzida mediante: Temperatura elevada na cmara de combusto. Rotao de ar elevada na cmara de combusto. Maior quantidade de orifcios no bico injetor. Volume reduzido da cmara de presso no bico injetor. Presso de injeo elevada. Ps-tratamento cataltico. Partculas As partculas contm fuligem e hidrocarbonetos do combustvel, leo de lubrificao, cido sulfrico e cinza. As partculas produzem fumaa e so formadas no caso de combusto incompleta, do leo na cmara de combusto e do enxofre no combustvel. A descarga de partculas pode ser reduzida por: Mais ar na cmara de combusto. Rotao de ar elevada na cmara de combusto. Presso de injeo mais alta, menores orifcios no bico injetor, que por sua vez significam temperaturas mais altas na cmara de combusto. Volume reduzido da cmara de presso no bico injetor. Quantidade menor de leo na cmara de combusto. Teor de enxofre mais baixo no combustvel. Com um filtro de partculas. 1. Agulha do bico injetor 2. Orifcio do bico injetor 3. Volume da cmara de presso 4. Assento da agulha 5. Combustvel 6. 6 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 01:05-01 Concluso As medidas a serem tomadas para reduzir a produo de um constituinte nos gases de escape podem causar, simultaneamente, um aumento de um outro constituinte. A tendncia hoje : Atrasar o sincronismo da injeo para abaixar a temperatura de combusto, o que reduz a produo de xidos de nitrognio. A desvantagem que a eficincia do motor reduzida, o que leva ao consumo elevado de combustvel. Reduz a quantidade de oxignio na combusto, o que reduz a produo de xidos de nitrognio. Aumenta a presso de injeo, o que reduz a produo de partculas. A relao entre os xidos de nitrognio, NOX e hidrocarbonetos, HC A = Sincronismo da injeo cedo B = Sincronismo da injeo tarde A relao entre os xidos de nitrognio, NOX e o consumo de combustvel 1. = Sincronismo da injeo cedo 2. = Sincronismo da injeo tarde A = Motor com um turbocompressor B = Motor com um turbocompressor e um radiador de ar 7. 01:05-01 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 7 115262 Bloco de cilindros O bloco de cilindros de uma s pea fundida. Ele tem 8 dimetros de cilindro. H um cabeote do cilindro separado para cada cilindro. Uma junta de ao fornece vedao entre o bloco de cilindros/camisa de cilindro e o cabeote do cilindro. As vedaes so ligadas nos canais de leo e lquido de arrefecimento. Camisas de cilindro As camisas de cilindro so substituveis e so do tipo molhadas, i.e. elas ficam envolvidas em lquido de arrefecimento. Uma junta de ao com vedaes de borracha vulcanizada fornece vedao entre a camisa de cilindro e o cabeote do cilindro. Uma junta individual por cilindro. A camisa de cilindro projeta-se um pouco acima da superfcie do bloco de cilindros e pressiona a junta contra o cabeote, fornecendo assim uma vedao. As vedaes de borracha vulcanizada vedam os canais de lquido de arrefecimento e leo de lubrificao. O interior da camisa de cilindro usinado pela afiao de plat. Esse tipo de usinagem fornece um padro fino de canaletas que assegura que o leo necessrio para a lubrificao entre os anis de pisto e a camisa permanea na parede da camisa. O modelo do padro de grande importncia para assegurar um consumo baixo de leo no motor. 8. 8 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 01:05-01 1. Vedao para lquido de arrefecimento 2. Ponto de apoio para camisa A temperatura na cmara de combusto e em volta dela extremamente alta. A camisa tem uma fixao baixa que possibilita a refrigerao at o cabeote do cilindro. Isso reduz a temperatura dos anis de pisto, aumentando assim a vida til dos anis de pisto e da camisa do cilindro. A fixao baixa da camisa reduz o risco de a camisa afundar, visto que a temperatura mais baixa reduz a tenso no material. Dois anis de vedao, um no bloco e um na camisa, vedam a jaqueta do lquido de arrefecimento. A superfcie da camisa em contato com a prateleira da camisa retm o leo de lubrificao. No espao entre a prateleira da camisa e o anel de vedao no bloco existe um orifcio de alvio que faz a descarga no lado do bloco de cilindros sob as tampas laterais. Um vazamento em qualquer uma das superfcies de vedao far com que o leo ou lquido de arrefecimento escape do orifcio de alvio. 1 1 2 1. Vedao para lquido de arrefecimento 2. Ponto de apoio para camisa 9. 01:05-01 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 9 Pistes Os pistes neste motor so chamados de pistes bipartidos. Eles so divididos em duas partes e tm uma saia de alumnio e uma coroa de ao. Veja a ilustrao. Uma das vantagens dos pistes bipartidos que eles aguentam cargas mais altas que os pistes convencionais feitos totalmente de alumnio. Como a coroa do pisto feita de ao, ela resiste temperaturas e presses mais altas na cmara de combusto. Isso possibilita a extrao de mais potncia dos motores com pistes bipartidos. 10. 10 Scania CV AB, Sweden, 2002-09:2 01:05-01 A cmara de combusto em forma de copo na coroa do pisto tem uma protuberncia no centro. O modelo dessa protuberncia garante que o combustvel injetado no f