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  • 1

    FUNDAO DE ENSINO EURPIDES SOARES DA ROCHA

    CENTRO UNIVERSITRIO EURPIDES DE MARLIA UNIVEM

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM DIREITO

    PAULO CEZAR FERNANDES

    MORAL, TICA E DIREITO EM KANT

    UMA FUNDAMENTAO PARA O DANO MORAL

    E DIREITOS HUMANOS

    Marlia

    2007

    PAULO CEZAR FERNANDES

  • 2

    MORAL, TICA E DIREITO EM KANT

    UMA FUNDAMENTAO PARA O DANO MORAL

    E DIREITOS HUMANOS

    Dissertao apresentada ao Programa de Mestrado, como requisito

    parcial para obteno do ttulo de Mestre em Direito rea de

    concentrao: Fundamentos Crticos da Dogmtica Jurdica.

    Orientador:

    Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior

    Marlia

    2007

  • 3

    AGRADECIMENTOS

    Ao professor Dr. Oswaldo Giacoia Junior, por haver aceitado a desafiadora incumbncia da minha

    orientao, e pela bondade no trato com minhas inumerveis limitaes, me apontando os riscos que

    enfrentaria pelo caminho nesta minha jornada inaugural junto da filosofia, sempre conciliando a boa

    vontade prpria dos grandes homens e a inconteste responsabilidade tutorial dos grandes filsofos.

    Ao professor Dr. Jayme Wanderley Gasparoto, que, na qualidade de coordenador do curso de mestrado,

    anuiu e incentivou esta pesquisa, e, como honrado professor, sempre zelou pela transmisso honesta dos

    ensinamentos metodolgicos precisos e fundamentais ao bom desenvolvimento de uma frutfera

    investigao cientfica.

    Ao professor Dr. Ubirajara Rancan de Azevedo Marques, que, na funo de coordenador do Grupo de

    Pesquisa Em Torno do Iluminismo CNPQ UNESP-Marlia, recebeu-me e me admitiu como

    membro, dividindo o seu apurado e precioso saber no s da filosofia de Immanuel Kant, mas tambm

    recomendando leitura dos clssicos da filosofia ocidental, sempre bondosa e respeitosamente

    incentivando meus estudos e dividindo suas inestimveis experincias musicais e filosficas.

    Ao professor Dr. Leonel Ribeiro dos Santos, da Universidade de Lisboa, pelas bondosas e esclarecedoras

    lies acerca do universo que envolve o pensamento de Kant, e pela seleo e envio de textos prprios e

    de outros comentadores da filosofia kantiana, que muito me auxiliaram no desenvolvimento da pesquisa,

    e, mui especialmente, pela sincera amizade.

    Aos meus amigos do escritrio, Fernanda Carvalho, Alan Serra Ribeiro e Rmulo Barreto Fernandes,

    pelo apoio fundamental, e aos amigos da Faculdade de Filosofia da UNESP, pela generosa interlocuo e

    ensinamentos.

    Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nivel Superior CAPES, pelo suporte imprescindvel

    na concesso de bolsa de estudos CAPES/PROSUP, no perodo de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2007.

  • 4

    DEDICATRIA

    minha preciosa mulher e querida amiga Dilnei, pelo apoio

    inestimvel e irrestrito. Aos meus filhos, pais e irmos,

    pelo suporte incondicional e resignada renncia

    ao tempo em favor deste trabalho

    e do meu crescimento

    espiritual.

  • 5

    APRESENTAO

    Este trabalho tem como objetivo precpuo apresentar os conceitos de Moral, tica e Direito,

    segundo a filosofia de Immanuel Kant, sendo que, a ttulo propedutico, no PREFCIO GUISA DE

    INTRODUO, procurei expor os principais conceitos da filosofia presentes em Kant, os quais entendo

    serem fundamentais para se tentar acompanhar suas idias e a fim de poder apresentar, de forma

    meramente introdutria, a filosofia, como uma metafsica crtica, desse que um dos mais importantes

    pensadores de toda a histria da humanidade, que figura entre os principais idealizadores do Estado

    contemporneo, e que tambm um inflexvel defensor da dignidade e do respeito devidos a todo Ser

    Humano, pelo inestimvel valor que este carrega em si mesmo e que suplanta qualquer outro que se possa

    atribuir ao Homem, dignidade essa cuja demonstrao o principal objetivo da filosofia de Kant, o qual

    procurei apresentar, sucintamente, no CAPTULO PRIMEIRO.

    A Lei Moral apresentada no CAPTULO SEGUNDO como a lei universal de uma Razo

    prtica, e atravs da qual Kant busca demonstrar que o Homem deve ter um lugar de destaque na natureza

    por ser dotado de uma capacidade racional que o diferenciaria dos demais membros, e que tem

    fundamento na idia da Liberdade, sendo esta ltima dada a conhecer pela prpria Lei Moral, a qual,

    atravs da representao do Imperativo Categrico, seria a nica que poderia dar a conhecer a prpria

    Liberdade, mediante Autonomia da Vontade frente s tendncias e inclinaes, idia essa de Kant que

    busquei apresentar no CAPTULO TERCEIRO, onde o filsofo deduz o conceito de Dever, cujo

    atendimento, faria do Homem, ainda segundo o filsofo, um ser que se destacaria dos demais, exatamente

    por deter em si mesmo uma dignidade.

    O CAPTULO QUARTO busca pelo desenvolvimento da idia de Kant atravs da qual o

    filsofo expe a distino entre Leis e Mximas, investigando a relao entre Lei Moral e Liberdade e

    deduzindo ser a Autonomia da Vontade o nico princpio prtico de todas as leis morais e dos deveres

    conformes a elas, demonstrando a Liberdade em sua configurao positiva, o que at ento no havia sido

    possvel, vez que a Liberdade tinha sido apresentada apenas como uma idia que se mostrava unicamente

    atravs de sua formulao negativa, que podia ser posta como o elemento principal do processo de

    conhecimento desenvolvido pela Razo terica, mas, cuja possibilidade prtica era ainda inusitada.

    A partir do CAPTULO QUINTO, procuro acompanhar o pensamento do filsofo que busca

    pelas possibilidades de realizao dessa mesma idia da Liberdade, agora no mais apenas em sua

    configurao meramente negativa, mas, sim, segundo a perspicincia que cada ente racional dela pode ter

    na representao interna de si mesmo, como um ser que pode ser livre, pois capaz de apresentar em si

    mesmo e na representao de seu mundo exterior, portanto, no seu universo de relao com o outro, essa

    mesma idia da Liberdade, e, para isso, Kant investiga os conceitos de bom e mau e de bem e mal e como

    eles se relacionam com a Vontade, que a faculdade da Razo capaz de fazer de uma regra desta a causa

    motora de uma ao, na busca de um motivo para uma Vontade Autnoma.

  • 6

    Com essa idia Kant sai em busca de um objeto para uma tal Vontade, que pudesse demonstrar

    a possibilidade de a Liberdade ser efetivada no mundo, apesar das limitaes e carncias do homem,

    sendo que, no CAPTULO SEXTO, busco apresentar a deduo de Kant acerca daquele motivo para uma

    Razo que pode ser prtica, ou seja, de uma causa motora para uma ao de moralidade, apresentando,

    para isso, o sentimento de respeito que conquistado pela Lei Moral mediante o tambm sentimento de

    humilhao que esta provoca em todo aquele que a descumpre.

    O CAPTULO STIMO procura acompanhar o raciocnio de Kant na sua investigao e

    exposio da Lei Moral na forma do Dever, em contraposio com a doutrina da felicidade, atravs do

    qual busco expor as concluses do filsofo que o levaram a refutar o Eudemonismo, ou doutrina da

    felicidade, como uma possibilidade prtica para uma Razo universal, assim como sua deduo acerca da

    legalidade e da moralidade nas aes, concluindo que unicamente o Dever, no a felicidade, pode ser

    fundamento de uma ao moral, portanto, de uma ao livre.

    Na busca pela determinao desse Dever de moralidade, a partir do CAPTULO OITAVO

    procuro investigar o que poderia servir, para Kant, como objeto de uma Razo prtica pura, pois, para

    uma ao com plena liberdade, somente pode ser admitido um bem que seja tambm absolutamente

    incondicionado, ou seja, totalmente independente de qualquer causa sensvel, ou, mesmo, qualquer

    sentimento de prazer ou desprazer, deduzindo Kant, para isso, o conceito de um Sumo Bem possvel para

    uma tal Razo.

    Por fim, no CAPTULO NONO, procurei reproduzir um pensamento do filsofo, o qual chamei

    por Pedagogia Moral, que foi desenvolvido por Kant no sentido de poder orientar toda Razo na busca

    pelo domnio das tendncias da sensibilidade atravs do atendimento do Dever, mediante aquisio de um

    interesse moral puro que culminaria com o alcance da prpria Liberdade, encerrando a PRIMEIRA

    PARTE deste trabalho.

    Na SEGUNDA PARTE, tendo por pressuposto que a Liberdade pode ser apresentada com todo

    seu fulgor atravs da deduo da Lei Moral e o atendimento do Imperativo Categrico, procuro

    demonstrar que tambm a tica e o Direito seguiro por ela iluminados, sendo apresentados os conceitos

    de tica e Direito no CAPTULO PRIMEIRO, e, fechando esta pesquisa, no CAPTULO SEGUNDO,

    investigo uma perspectiva para os Direitos Humanos segundo a filosofia Prtica de Kant, com

    fundamento no juzo determinante do Imperativo Categrico Moral e na prpria Liberdade.

  • 7

    FERNANDES, Paulo Cezar. Moral, tica e Direito em Kant: Uma Fundamentao para o Dano Moral

    e Direitos Humanos. 2007. 241 f. Dissertao (Mestrado em Direito) Fundao de Ensino Eurpides

    Soares da Rocha, Marlia, 2007.

    RESUMO:

    Os conceitos de Moral, tica e Direito, investigados na filosofia prtica de Immanuel Kant, so aqui

    apresentados como conceitos por ele deduzidos a partir de duas idias cardinais: Liberdade e Lei moral.

    A primeira mostrada, inicialmente, como no impedimento, e seria realizada por todo ente racional na

    busca do conhecimento objetivo, e, a segunda, como a legislao que pode mostrar a prpria Liberdade

    em sua realizao prtica. Tais idias permitiriam ao filsofo a deduo do Dever na for

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