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  • REPBLICA DE MOAMBIQUE

    MINISTRIO DA SADE

    PROGRAMA NACIONAL DE CIRURGIA

    PROGRAMA NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA

    AR

    TRO

    SE

    REPBLICA DE MOAMBIQUEMINISTRIO DA SADE

    PROGRAMA NACIONAL DE CIRURGIAPROGRAMA NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA

    MONOGRAFIAS12

  • ARTROSE

    Dr. Jos Gonalves Langa(MD) FCS (ECSA)

    Mdico especialista em Ortopedia e Traumatologia e Consultor HospitalarDirector do Departamento de Ortopedia e do P.N.O.T.

    Professor Auxiliar e Regente da Cadeira de Ortopedia e Traumatologia daFaculdade de Medicina da U.E.M.

  • Ttulo: Artrose

    Autor: Dr. Jos Gonalves Langa

    Ilustraes de: Clinical Symposia, New Jersey: Ciba-Geigy Corporation, vol.

    47, no. 2, 1995.

    Editor: Consejo Interhospitalario de Cooperacin-cic

    Nmero de registo: 4229/RLINLD/2004

    Produo grfica: Elogrfico

    Financiador: Cooperacin Espaola

    Tiragem: 700 exemplares

    Maputo, Moambique

    REPBLICA DE MOAMBIQUE

    MINISTRIO DA SADE

    PROGRAMA NACIONAL DE CIRURGIAPROGRAMA NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA

    MONOGRAFIAS

    Ano 3. N 11. Maio 2003Programa Nacional de Cirurgia

    Programa Nacional de Traumatologia

  • SUMRIO

    1. Introduo ...................................................................................................... 4

    2. Fisiopatologia ................................................................................................. 5

    3. Diagnstico .................................................................................................... 8

    4. Quadro clnico ................................................................................................ 8

    5. Tcnicas de diagnstico ............................................................................... 10

    6. Tratamento conservador .............................................................................. 12

    7. Indicaes cirrgicas.................................................................................... 15

  • 5ARTROSE

    INTRODUO

    A ARTROSE define-se como sendo a alterao da cartilagem articular produzidapor um desequilbrio entre as cargas aplicadas mesma e a sua capacidadepara as absorver, atenuar e dispersar. Se diminuirmos suficientemente a cargade uma articulao, o processo pode deter-se em alguns casos.

    A artrose uma das perturbaes do sistema musculoesqueltico mais co-mum no seio da populao. A sua etiologia desconhecida mas h duas formasgeralmente reconhecidas. A artrose primria ou idioptica e artrose secundria.

    Na artrose idioptica ou primria a causa comum multifactorial e devido interaces da cartilagem, osso e sinovial. Por outro lado na artrose secundria,a causa est relacionada com uma inflamao crnica (por ex. artrite reumatide),mau alinhamento da articulao, traumatismo prvio, meniscectomia, alteraesvasculares, etc. O resultado final conciste na perda da cartilagem, que pode serfocal (primria) ou circunferencial (secundria a inflamao).

    A artrose pode afectar uma nica articulao (anca, joelho) ou mltiplas arti-culaes simultaneamente(interfalangeana distal, com ou sem interfalangeanaproximal) algumas vezes referida como sendo uma artrose nodal generalizada.

    A viso da artrose como um processo fatal com inevitvel progresso de de-teriorao articular, simplesmente incorrecta em muitos casos. Um erro fre-quente o de se fazer diagnsticos radiolgicos em vez de clnicos.

    90% de pessoas com mais de 40 anos tm evidncias radiolgicas de artrosee somente 30% deles que apresentam sintomas.

    FISIOPATOLOGIA

    A artrose uma doena degenerativa que frequentemente tem uma componenteinflamatria associada. Ela consiste numa sequncia retrogressiva de alteraescelulares e da matriz do que resulta a perda da estrutura da cartilagem articular eda funo acompanhada de uma tentativa de reparao da cartilagem e remode-lao ssea. Devido a estas reaces de reparao e remodelao, a artroseno uma sequncia uniformemente progressiva de alteraes degenerativas, eo rtmo de degenerao articular varia de indivduo para indivduo e entre asarticulaes. Em muitas articulaes, a degenerao progride lentamente duran-te muitos anos, embora possa estabilizar ou mesmo melhorar espontaneamentecom pelo menos uma recuperao parcial da superfcie articular e uma diminui-o dos sintomas.

  • 6ARTROSE

    A artrose normalmente envolve todos os tecidos que constituem a articulaosinovial cartilagem articular, osso subcondral e metafisrio, membrana sinovial,ligamentos, cpsula articular e os msculos que actuam a volta da articulao.Contudo, as alteraes primrias consistem na perda da cartilagem articular, re-modelao do osso subcondral, e formao de ostefitos.

    Alteraes cartilaginosas o sinal precoce mais visvel de artrose a fibrilhaoou ruptura dos planos mais superficiais da cartilagem articular. medida que adoena progride mais a superfcie articular se torna rugosa e irregular e a fibrilhaoestende-se em profundidade dentro da cartilagem at atingir o osso subcondral. medida que as fissuras da cartilagem se aprofundam as pontas superficiais dacartilagem em fibrilhas soltam-se transformando-se em fragmentos livres no es-pao articular e diminuindo a espessura da cartilagem. Ao mesmo tempo a de-gradao enzimtica da matriz pode tambm diminuir o volume da cartilagem.

    Alteraes sseas As alteraes do tecido sseo subcondral que acompa-nham a degenerao da cartilagem articular inclue o aumento da densidade doosso subcondral, formao de quistos como cavidades sseas contendo tecidomixide, fibroso ou cartilaginoso; e o aparecimento de cartilagem de regeneraoentre e na superfcie do tecido sseo subcondral. Geralmente, a densidade s-sea aumentada resultante da formao de novas camadas de tecido sseo nastrabculas existentes o primeiro sinal de doena degenerativa articular no ossosubcondral e metafisrio. Contudo, em algumas articulaes, as cavidadessubcondrais aparecem antes do aumento da densidade ssea.

    A remodelao ssea combinada com a perda da cartilagem articular altera aforma da articulao e pode levar ao encurtamento, deformao e instabilidadeda mesma.

    Ostefitos Em muitas articulaes sinoviais, o crescimento dos osteofitos acom-panha as alteraes na cartilagem articular e no osso subcondral e metafisrio.Estas proeminncias sseas, cartilaginosas e fibrosas geralmente desenvolvem-se volta da periferia das articulaes.

    Alteraes secundrias - A perda da cartilagem leva a alteraes secundriasna membrana sinovial, ligamentos e cpsula, e nos msculos que participam namobilizao da articulao afectada. A membrana sinovial ocasionalmente de-senvolve uma ligeira a moderada reaco inflamatria e pode conter fragmentosda cartilagem articular. Com o tempo, os ligamentos,a cpsula e os msculos

  • 7ARTROSE

    Figura 1Alteraes degenerativas precoces

    Figura 2 bEstado final das mesmas

    contraem-se. A diminuio do uso da articulao e a diminuio da amplitude demovimentos leva atrofia muscular. Estas alteraes secundrias muitas vezescontribuem para a rigidez articular e a fraqueza associadas com a artrose.

    esclerose

    fibrilhao superficialda cartilagem articular

    desrupo precoceda matriz molecular

    fissurassuperficiais

    diminuio doespao articular

    Figura 2 aAlteraes degenerativas avanadas

    libertao da cartilagemno espao articular

    fissura depenetrao paraosso subcondral

    degradaoenzimtica

    esclerosepronunciada doosso subcondral

    perda de cartilagem

    ostefito

    sinovitereactiva

    cartilagemsubcondral

    quistosubcondral esclerose

    subcondral

    superfcie articularexposta do osso

    subcondral

    perda da cartilagemarticular

    quistosubcondral

    fibrose capsular

  • 8ARTROSE

    DIAGNSTICO

    O diagnstico da artrose normalmente baseado na histria clnica e examefsico. As altreaes caratersticas na radiografia simples confirmam o diagnsti-co, mas a apresentao clnica da doena nem sempre est correlacionada comos sinais radiogrficos. Alguns doentes com evidncias radiogrficas de uma de-generao articular avanada tem sintomas mnimos, enquanto que outros comalteraes radiogrficas mnimas apresentam sintomas severos.

    Outros estudos imagiolgicos, incluindo TAC e RMN, podem ajudar a avaliar adoena articular degenerativa nos estgios precoces ou detectar alteraes subtsnos tecidos articulares, mas raramente so necessrios para se fazer o diagnstico.

    Na altura em que os sinais clnicos e alteraes radiolgicas de artrose semanifestam, j tero ocorrido significantes alteraes degenerativas, e em mui-tos doentes essas alteraes so irreversveis. O diagnstico precoce pode tor-nar possvel o desenvolvimento de melhores mtodos para prevenir a progressoda artrose. Mtodos que tem a possibilidade de detectar degenerao cartilagneana fase precoce inclue a medida dos nveis de proteoglicano cartilagneo e frag-mentos de colagnio no lquido sinovial, plasma srico ou na urina e mtodosdesenvolvidos da imagiologia da cartilagem, incluindo RMN.

    QUADRO CLNICOOs sintomas mais importantes da artrose esto obviamente relacionados com aperda ou destruio da cartilagem, sendo a dor e incapacidade por rigidez articu-lar os mais importantes. A dor pode ser agravada pela mudana de tempo e peloaumento de actividade. A medida que a degenerao progride, os doentes po-dem notar perda de mobilidade e sentir crepitaes e sensaes de priso etriturao em articulaes de mobilidade activa. O alargamento da articulaodevido a formao de osteofitos e deformao ocorre mais tarde no decurso dadoena.

    Joelho. A artrose no joelho pode causar dor com movimento, rigidez aps inacti-vidade, e limitao da mobilidade. Mais tarde pode ocorrer subluxao da articu-lao. Em muitos doentes a deformao em varos pode desenvolver-se medidaque a doena degenerativa progride.Mo. A artrose na mo ocorre de longe mais f

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