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Ps-Graduao lato sensu Polticas e Gesto em Segurana Pblica

ARLEI BALBINO DOS SANTOS

PREVENO E CONTROLE DO CRIME NO GRANDE RIO: POLTICA DE SEGURANA PBLICA INTEGRADA.

Rio de Janeiro Fevereiro de 2008

PREVENO E CONTROLE DO CRIME NO GRANDE RIO: POLTICA DE SEGURANA PBLICA INTEGRADA.

Monografia apresentada Universidade Estcio de S como requisito parcial para obteno do grau de especialista em Polticas e Gesto em Segurana Pblica. Orientadora: Profa. Dra. Cristiane Brasileiro

Rio de Janeiro Fevereiro 2008

DEDICATRIA

Dedico esta obra a minha esposa e filhas, que tanto apoio e compreenso tiveram pelo meu afastamento do lar durante a realizao do Curso de Polticas e Gesto em Segurana Pblica e a perenizao esboadas. dessas humildes idias aqui

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, que tiveram a grande sabedoria e sutileza de se privarem de inmeras coisas materiais, durante minha formao, polarizando o possvel para minha educao, o que jamais esquecerei.

A quebra de hbitos, pr-requisito para mudanas e renovao, necessita de algo mais que uma simples deciso de fazer: exige motivao, coragem e vontade. Robert H. Waterman

RESUMO Este estudo enfoca, indicadores de avaliao do trabalho policial militar no contexto operacional e tem por mximo propsito contribuir com a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro e com a poltica de segurana pblica integrada, propondo-se a analisar os mecanismos institucionais de controle da oferta de paz social sociedade fluminense, para refletir tambm sobre a possibilidade da utilizao de novos indicadores mais adequados a construo da polcia moderna, competente e cidad. Os participantes deste estudo foram o Chefe do Estado-Maior Geral (EMG), o Chefe da Assessoria de Planejamento Oramento e Modernizao (APOM), a Diretora Presidenta do Intituto de Segurana Pblica (ISP), os oficiais superiores comandantes das Unidades Operacionais (UOp) e oficiais e praas das Unidades Operacionais (UOp) alvos do estudo a seguir: 1 BPM (Estcio-Centro-Rio), 17 BPM (Ilha do Governador), 7 BPM (Alcntara), 12 BPM (Niteri), 10 BPM (Barra do Pira), 28 BPM (Volta Redonda), 20BPM (Mesquita), 24 BPM (Queimados), bem como uma comunidade de moradores de cada rea de atuao das unidades policiais citadas, num universo de 380 policiais militares e 800 civis. possvel hoje uma avaliao do desempenho do trabalho policial com base em resultados estatsticos das atividades operacionais, baseadas no estudo das oportunidades e mecanismos que afetam escolhas racionais dos indivduos criminosos, no entanto ainda h uma imensa dificuldade de aferio da percepo social dos servios que prestamos sociedade. Acreditamos que os participantes do estudo sintetizam uma viso crtica possibilitando uma amostragem comprometida com os ideais democrticos. Apresenta ao final sugestes para modificar os atuais indicadores e prope a utilizao de novos indicadores.

ABSTRACT This study focus in, indicators of evolution of the military police work in the operational context and it has the ultimate propose to contribute with the military police of Rio de Janeiro and with the politics of the integrated public security, proposing to analyze the institutional mechanism of controlling the offer of social peace to the fluminense society, so as the reflect also upon the possibility of utilization of new indicators, suitable to the construction of citizen, competent and modern. The participants of this study were General State Chief, the Modernization Planning and Budget Chief, The Public Security of the Institute Directory and the officers e privates of Operational units targets of the following studies: 1 BPM (Estcio-Centro-Rio), 17 BPM (Ilha do Governador), 7 BPM (Alcntara), 12 BPM (Niteri), 10 BPM (Barra do Pira), 28 BPM (Volta Redonda), 20BPM (Mesquita), 24 BPM (Queimados), as well as a community of people living in the action area of the police units mentioned, in a universe of 380 military policemen and 800 civilians. Its possible today one evaluation of the performance of police work based on the results of the operational activity, based on studies of opportunities and mechanism that affect rational choices of the criminal citizen, however theres still a tremendous difficult of checking the social perception of the services that we do for the society. We believe that the people who participate in the study have a critical vision of showing commitment with the democratic ideals. It shows final suggestion to change the indicators and propose the use of new indicators.

SUMRIO

Pgina CAPTULO I - O PROBLEMA Introduo Objetivos do Estudo Justificativa Questes Investigadas II - FUNDAMENTAO TERICA Distintas abordagens tericas sobre a criminalidade A criminologia clssica, as escolas positivistas e a nfase no indivduo passivo Teorias sociolgicas, relativismo cultural e o foco na sociedade A fora da cultura e do aprendizado nas escolas culturalistas A escola marxista, a criminologia crtica e o Estado criminoso. Abordagem ecolgica da sociologia emprica e o foco no indivduo ativo Nova perspectiva para o controle do crime Queda de violncia muda txis em NY. Nmero de homicdios chegou a 2.245 em 1990 Campanha permanente de posse de armas Realidade social e polticas pblicas no Brasil Os agravantes estruturais do crime no caso brasileiro Construindo a polcia moderna - O Ethos Policial 7 1

III - METODOLOGIA Participantes da Pesquisa Instrumentao Coleta e Tratamento dos Dados IV APRESENTAO DOS RESULTADOS V PREVENO E CONTROLE DO CRIME VI CONCLUSO E PROPOSTAS DE AO REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

36

38 72 75 79

ANEXO LEI N 3329 DE 28 DE DEZEMBRO DE 1999 RESOLUO DOS CONSELHOS COMUNITRIOS DE SEGURANA RESOLUO DO FRUM PERMANENTE DOS CCS

Pgina 88 95 97

ROTEIRO PARA ENTREVISTAS QUESTIONRIO PARA POLICIAIS MILITARES QUESTIONRIO PARA CIVIS

99 101 103

1

CAPTULO I O PROBLEMA Introduo O tema violncia e criminalidade acompanha o homem desde a sua origem. Entretanto, nos dias de hoje, percebe-se que vem ocupando um espao cada vez maior no debate poltico, na mdia, no meio acadmico e nas conversas domsticas. A partir dos anos 60, o trabalho policial alcanou um grau de visibilidade pblica que nunca gozara anteriormente. As circunstncias em que a polcia passou a receber direo dos holofotes envolvem uma grande variedade de tendncias de mudana social. Duas dessas tendncias podem ser consideradas como tendo sido de importncia decisiva: o movimento dos direitos civis e a chamada luta contra a pobreza, que levou a Organizao das Naes Unidas a colocar o tema na agenda poltica de prioridades do milnio. Dentro do contexto das ocupaes que lidam com pessoas, somente a polcia, durante todo o sculo XX, no levantou questes sobre a natureza de seu mandato, no tendo se mobilizado, de uma maneira sustentada, em direo a uma auto-anlise e uma autocrtica de sua atuao, tambm no tentou estabelecer, em suas operaes, um programa de estudos e pesquisas, isto , a polcia foi a nica corporao que, por conta prpria, no desenvolveu um programa de pesquisas e estudos. Outras ocupaes, como mdicos, sacerdotes, professores, advogados, enfermeiros, assistentes sociais, vendedores, e militares fizeram, em algum momento deste sculo, uma avaliao sobre sua profisso, focalizando questes relacionadas qualificao, prticas e seus papis na sociedade. O monoplio do uso da fora do Estado e nele inclui-se o controle do crime e em especial o violento, a asceno do crime violento passa a manifestar-se como um problema social, que evolui para pblico e atinge todas as sociedades. Modifica o comportamento das pessoas, reflete-se na arquitetura e urbanizao das cidades ( NAHON, 2001), bem como no desempenho de atividades econmicas. Tendo o crime potencializado seus efeitos nas sociedades ps-modernas, onde o capiltalismo global se estabeleceu dominante, a competividade tem a guerra como norma, a todo tempo tendo um que vencer o outro, esmagando-o para tomar o seu lugar. Transformaes sociais evidenciaram a gradativa passagem da sociedade panptica (Foucault, 1996), consolidada no sculo XIX atravs da internalizao das

2 normas de controle social pelos indivduos, e sobretudo na constncia da vigilncia, controle e punio das pessoas, principalmente dos operrios das fbricas que eram refns desse modelo e que de certa forma induzia a mortificao de suas personalidades. Instituies totais, como ficou conhecido o modelo panptico em face da arquitetura das construes que obrigava o indivduo a se ver no outro sendo controlado, vigiado e punido assim como a si prprio, forado reflexo e expiao de sua culpa, tendo sido empregado tal mtodo nos presdios, quartis, igrejas, etc. Como tal modelo foi gradativamente sendo humanizado, pelas idias iluministas, solidrias e fraternas, valores morais e ticos passam a ser questionados, momento em que as instncias informais de controle social, como famlia, escola, igreja, e outras mais, passam a ter valor maximizado em oposio ao ambiente externo para o que Beck (1992) denomina sociedade de risco. Segundo Beato (1998, p.4) A emergncia do crime como um problema pblico est relacionado ao consenso geral da incapacidade dos cidados em tratar do assunto e da atribuio de sua propriedade ao Estado. delegada ao poder estatal a autoridade de buscar solues para a criminalidade atravs do poder legislativo e seus agentes do sistema criminal. Uma vez problema de governo, o crime deve ser controlado pela poltica pblica, logo no necessita obrigatoriamente identificar as causas e pode, apenas, Pautar-se por metas claras, factveis e definidas a serem alcanadas. Por instrumentos de medidas confiveis para avaliao desses objetivos e pelos meios disponveis para sua realizao de forma democrtica (Silva, 1997, p.68). Diversos bices comprometem a elaborao de polticas para controle do problema pblico do crime, tais como: a heterogeneidade dos fatos sociais envolvidos e a escassez de informaes q

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