Monografia MODELO

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<p>Estrutura da monografia</p> <p>A) Elementos pr-textuais da monografia</p> <p>Os elementos pr-textuais de um trabalho acadmico ou de graduao so: capa, folha de rosto, sumrio e resumo. Neste tipo de trabalho a incluso de epgrafe, dedicatria e agradecimentos no obrigatria.</p> <p>1.</p> <p>Capa</p> <p> obrigatria. Apresenta dados da instituio, do curso, do aluno e de seu orientador.</p> <p>2.</p> <p>Folha de rosto</p> <p> tambm obrigatria. Repete-se alguns dados contidos na capa, acrescenta-se, entretanto, outras informaes.</p> <p>3.</p> <p>Dedicatria(s)</p> <p>No se trata de uma parte obrigatria. Geralmente utilizado para homenagear ou indicar a pessoa a quem dedica seu trabalho.</p> <p>4.</p> <p>Agradecimento(s)</p> <p>Tambm no se trata de uma parte obrigatria. Esse espao dedicado s pessoas ou instituies que contriburam para a confeco do trabalho.</p> <p>5.</p> <p>Resumo</p> <p> obrigatrio. Trata-se de um pequeno texto, onde se indicam concisamente os objetivos, o mtodo, os resultados e a concluso da monografia. O resumo em lngua portuguesa vem, obrigatoriamente, seguido de resumo em lngua estrangeira, geralmente inglesa. conhecido como abstract.</p> <p>6.</p> <p>Sumrio</p> <p>Elemento obrigatrio.</p> <p>Faz-se necessrio ressaltar que sempre o sumrio vir no incio da monografia e o ndice, se for o caso, no final. Portanto, lembrem-se no existe ndice no incio do trabalho, somente no final, se for o caso, pois no se trata de um elemento obrigatrio.</p> <p>Constam do sumrio todas as divises internas do trabalho e a indicao das pginas.</p> <p>Leia mais sobre monografia</p> <p>B) Elementos textuais da monografia</p> <p> o trabalho propriamente dito, composto pela introduo, desenvolvimento e concluso.</p> <p>1.</p> <p>Introduo</p> <p>Incio do texto da monografia, o aluno apresenta seu processo de aproximao com o temtica, justifica e demonstra a relevncia do tema. Apresenta tambm a delimitao do objeto de pesquisa, desde a escolha da temtica at a definio do tema; os objetivos e outros elementos que julgar importante e pertinente para a melhor compreenso do texto.</p> <p>2.</p> <p>Desenvolvimento</p> <p>Parte principal da monografia. Deve conter ordenamente todo o assunto tratado. Pode ser dividido em vrioscaptulos, quantos forem necessrios para exposio clara, objetiva e inteligvel do assunto. Geralmente, reservado para a discusso metodolgica uma seo exclusiva, ou seja o autor do trabalho expe detalhadamente como conseguiu alcanar os resultados de sua pesquisa e quais foram os autores e conceitos que ele se apoiou para tal feito.</p> <p>3.</p> <p>Concluso</p> <p>ltima parte do texto. Aqui so apresentados os resultados da pesquisa em consonncia com os objetivos e hipteses levantadas no incio do trabalho. Tambm utilizado para expor e enfatizar sua contribuio para anlise do tema proposto. Em suma, quais foram os achados do trabalho para melhor discusso do tema proposto?</p> <p>Leia mais sobre as pginas textuais da monografia</p> <p>C)Elementos ps-textuais da monografia</p> <p>So considerados elementos ps textuais as referncias bibliogrficas, a bibliografia e os apndices e anexos da monografia.</p> <p>Referncias</p> <p>Elemento obrigatrio e fundamental. Nesse item so apresentados todas as obras consultadas e citadas no texto, de modo, que seja permitido a qualquer leitor encontrar a citao na obra pertinente. importante ressaltar a diferena entre referncias bibliogrficas e bibliografia. A primeira inclui todas as obras citadas no texto de forma direta e indireta, enquanto a segunda lista os autores consultados, lidos e fichados para o desenvolvimento do trabalho, cujas idias no foram citadas, nem direta, nem indiretamente, no texto.</p> <p>As referncias so organizadas em ordem alfabtica. A forma de apresentao a ser utilizada regulada pela Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT), mais especificamente pela NBR 6.023/2000.</p> <p>Alm de alguns aspectos grficos especficos, a apresentao de obras escritas considera trs aspectos importantes: autor, ttulo da obra e imprenta (local:editora e data).</p> <p>As obras so apresentadas por ordem alfabtica das palavras de entrada (em caixa alta) normalmente os nomes de autores, pessoas fsicas ou jurdicas. Deve ser utilizado o grifo (negrito, itlico ou sublinha) no ttulo da obra.</p> <p>Leia mais sobre as pginas ps-textuais da monografia</p> <p>Monografia: Alienacao Fiduciaria de Bem Imovel</p> <p>Autor: Willian Leme Instituio: FMU - FACULDADE METROP UNIDAS Tema: Alienacao Fiduciaria de Bem Imovel Data de incluso: 26/08/2009 Monografia: Alienao Fiduciria de Bens Imveis Centro Universitrio das Faculdades Metropolitanas Unidas 2008</p> <p>Sumrio 1 Introduo 2.0 Noo de Propriedade 3.0 Propriedade Resolvel 4.0 Origem Histrica 4.1 Conceito de Alienao 4.2 Natureza Jurdica 5.0 Elementos da Alienao Fiduciria 5.1 Sujeitos 5.2 Objeto 5.3 Forma 6.0 Direitos e Obrigaes 7.0 Execuo do Contrato 8.0 Cesso de Direitos 8.1 Do Fiduciante 8.2 Do Fiducirio 9.0 Ao de Reintegrao de Posse 10.0 Consideraes Finais 11.0 Smulas 12.0 Bibliografia 13.0 Anexo I Lei. 9.514, de 20 de novembro de 1997</p> <p>1.Introduo</p> <p>Para se falar sobre a alienao fiduciria, deve-se entender o porque de seu surgimento e o que favoreceu com isso. Atualmente o Brasil passa por srios problemas de financiamento para a populao obter o to desejado sonho, que como muitos falam a casa prpria, ser dono de um patrimnio cujo investimento alto, porm slido e concreto, onde alm de usufruir, gozar e desfrutar, pode ser usado para abrigar famlias, filhos, parentes e at mesmo para dar em garantia na compra de outros bens. Porm no Brasil para ter seu sonho realizado no nada fcil. Dentre as dificuldades podemos destacar a falta de investidores para investir em moradias para venda, no qual tem-se um grande investimento e a incerteza do lucro certo, ou ainda a garantia do recebimento. De outro lado estamos diante de uma classe onde em sua maioria no ganha mais do que 3 salrios mnimos, no possuindo crdito com instituies financeiras, financiadoras, ou construtoras, pois alm de no ter crdito no possuem garantias que possam abrir as portas e pagar valores para aquisio de seu patrimnio, tendo que renunciar outros bens, outros prazeres para s assim conseguir poupar e ter a possibilidade de comprar o prprio imvel. Diante da grande necessidade de moradias para a populao, foi criado o Sistema de Financiamento Imobilirio (SFI), que teve como uma de suas maiores novidades a criao da alienao fiduciria em garantia de coisa imvel. Atravs do SFI as operaes de financiamento se tornaram mais geis e rpidas; a recuperao do crdito, em caso de descumprimento obrigacional, por parte dos tomadores de emprstimo e, portanto devedores das obrigaes principais. A lei dispe sobre o Sistema de Financiamento Imobilirio e, especialmente sobre a alienao fiduciria de bem imvel. Com isso muitos investidores, principalmente grande empresas do ramo de construo civil continuam a fomentar o mercado, dando empregos para trabalhadores da rea de construo civil, fazendo com que tenham um giro de capital mais rpido e seguro, pois se trata de garantias, e ainda empresas destinadas a securitizar estes crditos no mbito do mercado e, alm disso, a possibilidade de cesso de seu crdito ou cesso de seu dbito. A alienao fiduciria de bens imveis, conforme prevista pela lei em estudo, transfere ao credor a propriedade resolvel do bem, e lhe garante, por meio de um procedimento extrajudicial, a recuperao rpida e simplificada de seu crdito sem que para isso seja necessria sequer, a participao do Poder Judicirio. Com a finalidade de mostrar de forma fcil e clara, que surgiu este trabalho, demonstrando os mecanismos, estruturas e funcionamento da alienao fiduciria de bens imveis.</p> <p>2. Noo de Propriedade Conforme acentua Maria Helena Diniz: A propriedade o direito que a pessoa fsica</p> <p>ou jurdica tem, dentro dos limites normativos, de usar, gozar e dispor de um bem, corpreo ou incorpreo, bem como de reivindicar de quem injustamente o detenha. (1) Maria Helena Diniz define os elementos constitutivos da seguinte forma: Jus utendi. O Direito de usar da coisa o de tirar dela todos os servios que pode prestar, dentro das restries legais, sem que haja modificao em sua substancia. Jus Fruendi. O Direito de gozar da coisa exterioriza-se na percepo dos seus frutos e na utilizao de seus produtos. , portanto, o direito de explor-lo economicamente. Jus Disponendi (Abutendi): O direito de dispor da coisa o poder de alien-la a ttulo oneroso ou gratuito, abrangendo o poder de consumi-la e o de grav-la de nus reais ou de submet-la ao servio de outrem. Rei-vindicatio. O Direito de reivindicar a coisa o poder quem tem o proprietrio de mover ao para obter o bem de quem injusta ou ilegitimamente o possua ou o detenha, em razo do seu direito de seqela.(2)</p> <p>3. Propriedade Resolvel Propriedade Resolvel: Assim se entende a propriedade, quando os direitos que a constituem esto subordinados a uma revogao ou se instituem por um prazo de durao temporria. Portanto, esse tipo de propriedade passvel de revogao, independentemente da contada do proprietrio.(3) Propriedade Resolvel ou revogvel aquela que no prprio titulo de sua constituio encerra o principio que a tem de extinguir, realizada a condio resolutria, ou vindo o termo extintivo, seja por forca da declarao de vontade, seja por determinao da Lei (Clovis Bevilqua, Cdigo Civil dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 3 v., p 177). A propriedade resolvel instituda mediante uma clausula resolutria, que pode conter uma condio. Verificado o acontecimento pertinente a esta, a propriedade resolvel, no h unanimidade; para uns, uma espcie de propriedade de natureza especialssima, opinio esposada por Washington de Barros Monteiro e Orlando Gomes. Para outros, uma propriedade comum, condicionada por modalidade de ato jurdico. Importante frisar que a clausula resolutria opera ex tunc, havendo, portanto, retroatividade em seus efeitos, e sendo considerada como se jamais existisse.(4) Art. 1.359. Resolvida a propriedade pelo implemento da condio ou pelo advento do termo, entendem-se tambm resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendncia, e o proprietrio, em cujo favor se opera a resoluo, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha. Art. 1.360. Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente, o possuidor, que a tiver adquirido por ttulo anterior sua resoluo ser considerado proprietrio perfeito, restando pessoa, em cujo benefcio houve a resoluo, ao contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a prpria coisa ou o seu valor.</p> <p>4.0 Origem Histrica A Alienao fiduciria vindo do latin onde fidcia tem o significado de confiana, teve o surgimento do direito romano, onde compreendiam dois tipos de fidcia: fidcia cum amico e fidcia creditore. Podemos destacar na alienao de fiduciria que temos duas partes: o fiducirio que o credor ou o financiador e de outro lado temos o fiduciante que o devedor ou aquele que deve cumprir com a obrigao para que tenha a plena propriedade de sue bem. Na fidcia cum amigo o fiduciante transferia seu bem a um amigo de forma temporria, no tendo aqui um contrato propriamente dito, mas sim se tratava da confiana, era transferido por motivos de viagem, afastamento por guerras, ou fatos polticos, podendo ainda ter essa transferncia para fraudar credores, pois se tratava de um contrato oculto, onde perante terceiros o proprietrio era o amigo acarretando aos credores insolvncia do devedor. Na fidcia creditore existe um pacto de fidcia, um negcio bilateral onde o devedor denominado como fiduciante, transfere ao credor denominado como fiducirio temporariamente a propriedade de seu bem com a ressalva de recuper-la mais adiante, quando cumprisse com sua obrigao e quitasse sua dvida, trata-se aqui da garantia. Melhim Namem Challub, exarando seu entendimento no mesmo sentido do sustentado por Jos de Mello Junqueira, afirma que a alienao fiduciria em garantia , sim, espcie de negcio fiducirio, e encerra a transmisso da propriedade para um fim econmico. Sustenta tal entendimento com os seguintes argumentos: A doutrina majoritria no sentido de conceber a alienao fiduciria como espcie do gnero negcio fiducirio, basicamente por dois motivos: a) porque o fiducirio deve agir sempre com lealdade, no sentido de devolver a propriedade assim que implementar a condio resolutiva, at porque como observa Orlando Gomes, o fiducirio no age como proprietrio, mas sim como titular de uma garantia, enquanto no se der a satisfao do crdito; b) porque a transmisso da propriedade ocorre em dois momentos: primeiro como garantia ao fiducirio, e depois, cumprindo o fiduciante a sua obrigao, o bem retorna automaticamente ao seu domnio, independentemente de interpelao.(5)</p> <p>4.1 Conceito de Alienao A Lei Federal n. 9.514/97, define alienao fiduciria de imvel como o negcio jurdico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferncia ao credor, ou fiducirio, da propriedade resolvel de coisa imvel. Primeiramente vamos destacar que feito um negcio jurdico entre duas partes, onde temos o devedor - fiduciante transfere determinado bem ao credor-fiducirio, onde o fiducirio tem a posso indireta do bem e o devedor possui a posse direta do bem, tratase de um contrato bilateral acessrio que se extingue com o cumprimento da obrigao</p> <p>do fiduciante (devedor) em pagar a divida e a obrigao do fiducirio (credor) de devolver o bem aps a quitao da divida pelo fiduciante. Por sua vez, Mrio Pazutti Mezzari ao conceituar o instituto da alienao fiduciria em garantia, o tem como o contrato pelo qual o devedor ou fiduciante, como garantia de uma divida, pactua a transferncia da propriedade fiduciria do bem, resolvendo-se o direito do adquirente com a soluo da divida garantia.(6)</p> <p>4.2 Natureza Jurdica A alienao fiduciria um direito acessrio formado por um contrato que possui os seguintes elementos: contrato acessrio, de garantia, tpico, formal, bilateral ou sinalagmtico e comutativo. Sendo este contrato o ttulo aquisitivo da propriedade fiduciria. a) Contrato Acessrio: pois um contrato dependente da ao principal, visa to somente assegurar a garantia principal. b) um contrato tpico: ou seja, suas normas e regras esto disciplinadas em lei especfica. c) um contrato formal: ou seja, o contrato deve ser escrito, e alm do formalismo do ato h ainda o formalismo registrrio, j que ainda necessrio o registro publico para que o contrato tenha validade contra terceiros e para que seja constituda a propriedade fiduciria. d) um contrato bilateral ou sinalagmtico: pois gera obrigaes tanto para o fiduciante quanto para o fiducirio, um tem o dever de pagar a divida na data aprazada limitandose a obter apenas a posse direta e o outro tem o dever de entregar a coisa quando cumprida a obrigao e possui a posse indireta. e) um contrato comutativo: ou seja, antes de se efetuar o contrato ambas as partes j sabem as prestaes obrigacionais por ele geradas, so conhecidas propositura e finalidade do contrato. Para Mrio Pazzutti Mezzari, destacam-se as seguintes caractersticas: um contrato de garantia. Garante um crdito gerado...</p>