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UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABAFACULDADE DE GESTO E NEGCIOSCURSO DE CINCIAS CONTBEIS

A UTILIZAO DO ORAMENTO COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR NO MUNICPIO DE CERQUILHO/SP.

KARINE DO CARMO

Piracicaba, SP.43

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2013.

KARINE DO CARMO

A UTILIZAO DO ORAMENTO COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR NO MUNICPIO DE CERQUILHO/SP

Monografia apresentada em cumprimento s exigncias curriculares do curso de Graduao em Cincias Contbeis da Faculdade de Gesto e Negcios da Universidade Metodista de Piracicaba, rea de concentrao em Contabilidade Gerencial.

Orientador (a): Prof(a). Fernando Cesar Taranto

Piracicaba, SP.2013

KARINE DO CARMO

A UTILIZAO DO ORAMENTO COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR DO MUNICPIO DE CERQUILHO/SP.

Monografia julgada adequada para aprovao na disciplina Monografia II do Curso de Cincias Contbeis da Faculdade de Gesto e Negcios da Universidade Metodista de Piracicaba.

___________________________________________________________Prof.(a). Ms. Miltes Angelita Machuca Martins.Coordenador (a) do Curso

Componentes da Banca:

___________________________________________________________Presidente: Prof.(a). Fernando Cesar Taranto

___________________________________________________________Prof. Ms. I

___________________________________________________________Prof. Ms.

Piracicaba, SP.2013

Dedico esta obra primeiramente a DEUS,que me deu a graa da vida. A minha me que tanto me apoiou durante toda a trajetria, no deixando que eu desistisse dos meus sonhos.

AGRADECIMENTOS

Agradeo a todas as minhas amigas de classe, que sempre me apoiaram nestes anos.Agradeo ao meu orientador Prof.(a). Fernando Cesar Taranto pela ateno, no decorrer da elaborao do presente trabalho.As entidades pronta colaborao no fornecimento de informaes para que o trabalho fosse concludo.

Aqui, no entanto ns no olhamos para trs por muito tempo, Ns continuamos seguindo em frente, abrindo novas portas e fazendo coisas novas, Porque somos curiosos... e a curiosidade continua nos conduzindo por novos caminhos. Siga em frente."(Walt Disney)

RESUMO

Em funo da necessidade informacional dos gestores para o processo de tomada de deciso, inmeros so os fatores que os influenciam no referido processo. Uma das principais ferramentas utilizveis para mensurao de desempenho o oramento. Neste enfoque o objetivo deste trabalho verificar qual o nvel de aderncia do planejamento oramentrio nas entidades do terceiro setor no municpio de Cerquilho/SP. Para realizao de tal estudo utilizou-se de material bibliogrfico relativo sistemtica do terceiro setor, oramento e a contabilidade gerencial. Na anlise do problema foi utilizada a pesquisa de levantamento ou survey. O estudo demonstrou se as entidades conhecem e utilizam o oramento e como so organizados os dados de oramento. As informaes contbeis so evidenciadas somente para fins de prestao de contas aos agentes financiadores (associados) e os demonstrativos das entidades pesquisadas tem-se limitado apenas a informar o que exigido por esses usurios. Destaca-se, tambm, a falta de informao perante as pessoas envolvidas na entidade referente ao oramento, notando-se que somente algumas entidades sabem e usam essa ferramenta de controle gerencial. O oramento, que relaciona a margem de despesas e receitas, interfere nas novas projees dos demonstrativos gerenciais. Sendo que a partir do oramento gestores identificam as polticas a serem adotadas nos perodos subsequentes. Porm apesar de utilizar tal funcionalidade do oramento, a entidade estudo de caso poderia explorar de forma a maximizar a variabilidade de receitas que propiciariam um melhor desempenho. Palavras-Chave: Entidade do Terceiro Setor, Oramento, Contabilidade gerencial.

SUMRIO1INTRODUO........................................................................................................92CONTABILIDADE GERENCIAL.......................................................................172.1 Definio de contabilidade gerencial..............................................................172.2 Contabilidade gerencial com estrutura de planejamento...........................18 2.3 Oramento como ferramenta de controle gerencial.....................................19

3ORAMENTO........................................................................................................213.1 Definio do oramento....................................................................................213.2 Papel do oramento nas entidades do terceiro setor.....................................233.3 Fases do processo oramentrio social............................................................24 3.4 Oramento nas empresas do 2 setor X entidades do 3 setor......................26

4TERCEIRO SETOR................................................................................................304.1 Histria do terceiro setor..................................................................................304.2 Conceito do terceiro setor.................................................................................344.3 Classificao das organizaes do terceiro setor............................................354.4 Fontes de recursos do terceiro setor................................................................384.5 Normas e demonstraes contbeis aplicados s entidades sem fins lucrativos.....................................................................................................................41

5PESQUISA DE LEVANTAMENTO...........................................................................445.1 Resultado da pesquisa.........................................................................................445.2 Analise dos resultados.........................................................................................50

6CONSIDERAES FINAIS.....................................................................................52REFERENCIAS......................................................................................................................54ANEXOS..................................................................................................................................58Anexo 1 Questionario

1. INTRODUO

Fernandes (2000) refere-se ao Terceiro Setor como um conceito, uma expresso de linguagem, que teve sua origem nos Estados Unidos da Amrica a partir da traduo literal dada ao conjunto de instituies de caridade ou sem-fins lucrativos. No que diz a respeito ao terceiro setor por ser um termo novo, o conceito passa por diferentes definies.Salvatore, (2004) apresenta que no existe ainda uma definio nica sobre o Terceiro Setor que seja utilizada por todos que pertencem e estudam o assunto. importante ressaltar que o Terceiro Setor, juntamente com os outros dois setores, o Primeiro e o Segundo Setores, constituem a sociedade contempornea. Por isso, se faz necessrio, antes de buscar-se uma definio para o Terceiro Setor, uma reflexo lgica de funcionamento e das caractersticas de cada um dos trs setores da sociedade contempornea.Segundo Falconer, (1999) o Brasil sediou, em junho de 1992, no Rio de Janeiro, a Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), que ficou conhecida como Rio 92 ou Eco 92. Foi nesta conferncia que a expresso Organizao No Governamental (ONG) passou a frequentar os meios de comunicao e, desde ento, o Brasil tem se mobilizado em campanhas a favor de temas, como a erradicao da fome e misria, a luta contra a corrupo e a reduo da violncia urbana, lideradas por organizaes no governamentais, em nome dos direitos da cidadania.A movimentao social em ajudar o prximo vem crescendo e tomando espao cada dia mais, desde os primrdios, e a atuao da igreja pode ser mencionada como mentora, pois nos tempos antigos criava meios de servios sociais e cuidava dos que precisavam, e mediante as tantas iniciativas e mobilizaes a populao se disps a auxiliar os mais necessitados.Para AS/GESET RELATRIO SETORIAL, (2001) alm da introduo de novas instituies atuando em setores que at ento tinham a atuao de atores tradicionais, outro fator que colaborou para essa mudana de relacionamento entre a Igreja e o Estado foi modernizao natural da prpria sociedade, fruto da industrializao e urbanizao da poca, fazendo com que aumentasse a complexidade dos problemas sociais. Dentro desse contexto, comeam a aparecer vrias entidades da sociedade civil, na maioria tambm atrelada ao Estado. Ainda nesse perodo, cresce o nmero de entidades atuando no Terceiro Setor, cuja representatividadej no era to definida, ou seja, no se tratava mais s de Igrejas e Estado, mas tambm, de entidades no governamentais, sem fins lucrativos e de finalidade pblica.Nesse contexto e em parceria com o governo as organizaes da sociedade civil que pode-se denominar assim como Terceiro Setor, conquistaram um espao na sociedade fazendo com que as demais pessoas tambm pudessem ajudar nessa causa filantrpica.Pode-se dizer que o terceiro setor contem traos do primeiro setor que o estado e traos do segundo setor empresas privadas, podendo ser definido melhor em: 1OPrimeiro Setor: corresponde emanao da vontade popular, pelo voto, que confere opoderao governo; sendo que os recursos financeiros do dinheiro pblico so para fins pblicos.(REBRATES, 2010). 2O Segundo Setor: corresponde livre iniciativa, que opera o mercado, define a agenda econmica usando olucrocomo instrumento; em face dos recursos financeiros do segundo setor o dinheiro priv