Monografia - Correta

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<p>0</p> <p>UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI URCA CENTRO DE CINCIAS BIOLGICAS E DA SADE - CCBS CAMPUS AVANADA DE IGUATU CAI CURSO DE GRADUAO EM ENFERMAGEM</p> <p>A PERCEPO DO CUIDADOR ACERCA DO TRANSTRONO AFETIVO BIPOLAR</p> <p>MEIRILNDIA DA SILVA DOMINGOS</p> <p>IGUATU-CE 2010</p> <p>1</p> <p>MEI I</p> <p>I</p> <p>SI V</p> <p>MI</p> <p>S</p> <p>PE</p> <p>EP S</p> <p>I E IV</p> <p>E IP</p> <p>Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Graduao em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri URCA, Campus Avanado de Iguatu como requisito parcial para a disciplina Monografia I.Orientadora: Costa.</p> <p>Prof Especialista</p> <p>Milena Silva</p> <p>I</p> <p>E</p> <p>2</p> <p>MEI I</p> <p>I</p> <p>SI V</p> <p>OMI</p> <p>OS</p> <p>PE</p> <p>EP O O I OR ERCA O RANS ORNO AFE IVO IPOLAR</p> <p>Projeto de Monografia apresentado ao Curso de Graduao em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri URCA do Campus Avanado de Iguatu como requisito para aprovao na disciplina monografia I.</p> <p>Data da aprovao: 24/11/2010</p> <p>Banca Examinadora:</p> <p>_____________________________________ Prof. Esp. Milena Silva Costa Orientador _____________________________________ Prof. Ms. Adriana Alves da Silva Examinador I ________________________________________ Prof. Esp.Ylnia de Moura Souza Examinador II</p> <p>3</p> <p>DEDICATRIA</p> <p>Aos meus pais, Jose Jucinval Domingose Maira de Lourdes da Silva Domingos que alm de me incentivarem, nunca mediram esforos para me ajudar na vida acadmica, ao meu namorado, Luis do de Lima,um ser iluminado que sempre esteve ao meu lado nos momentos mais importante da minha vida.</p> <p>4</p> <p>AGRADECIMENTOS</p> <p>Primeiramente agradeo a Deus, por sempre est presente em minha vida, e por ter me concedido a graado dom da vida e me amparar em todos os momentos. Aos meus pais, seres iluminados a quem devo tudo , os quais me educaram com toda dignidade apesar das dificuldades, me fizeram vencer todos o s obstculos e alcanar sempre os meus objetivos, pessoas impares que tm amor incondicional, e no medem esforos para ajudar-me a ser uma vitoriosa, bem como a minha irm, Meiriane da Silva Domingos por me auxiliar nessa jornada. A Maria Aparecida Pereira de Albuquerque, pessoa a qual esteve presente nas principais fases da minha vida, que contribuiu de forma decisiva para minha formao e torceu sempre por meu crescimento pessoal. Ao meu namorado Luis o qual tenho imenso amor e gratido por est ao meu lado nas horas mais difceis e me apoiar em todas as decises. Aos meus grandes amigos que me acompanharam de perto ao longo da trajetria acadmica, compartilhando alegria s, tristezas, algumas brigas, mas principalmente boas risadas, Dominique Arajo de Freitas, Aline Sampaio de Sousa, e em especial Hogna Dayany de Carvalho Monte e Irenylle Alves Patrcio por me ajudarem na realizao dos trabalhos cientficos ao longo da vida acadmica. Agradeo a cada um de vocs pela amizade e pelo ombro amigo no s momentos difceis,pessoas estas que estaro para sempre em minha vida. A minha orientadora, a Professora Especialista Milena Silva Costa, por ter contribudo paraa construo e desenvolvimento desse projeto, com toda sua experincia, competncia, sabedoria, pacincia e por todo apoio e dedicao. Aos professores e colegas da Graduao que contriburam com toda sua experincia, repassando seu conhecimento.</p> <p>5</p> <p>No h ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Paulo Freire</p> <p>LISTA DE ABREVIATURAS E/OU SIGLAS</p> <p>6</p> <p>AFDM: am: Bras: CAPS: CAPSi: CE: CCBS: CID: Cuid: Clin: DSM: ed: Enf: ENSP: Esc ESF: Fls: gov: IBGE: MS: NAPS: n: OMS: Org: Paul: p: Prof: PSF: PMD: Rev: SC:</p> <p>Associao de Familiares de Doentes Mentais. Americana. Brasileira. Centro de Ateno Psicossocial. Centro de Assistncia Psicossocial Infantil. Cear. Centro de Cincias Biolgicas e da Sade. Classificao Internacional de Doenas. Cuidado. Clnica. Manual de Diagnstico e Estatstico de TranstornosMentais. Edio. Enfermagem. Escola Nacional de Sade Pblica. Escola. Estratgia Sade da Famlia. Folhas. Governo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Ministrio da Sade. Ncleos de Ateno Psicossocial. Nmero. Organizao Mundial da Sade. Organizao. Paulista. Pgina. Professora. Programa Sade da Famlia. Psicose Manaco-Depressiva. Revista. Santa Catarina.</p> <p>CAPS ad: Centro de Assistncia Psicossocial lcool e Drogas .</p> <p>7</p> <p>SDE: SP: Sr: Sr(a): Suppl: TAB: UBASF: URCA : USP: v:</p> <p>Secretaria de Desenvolvimento Econmico. So Paulo. Senhor. Senhor ou Senhora. Suplemento. Transtorno Afetivo Bipolar. Unidade Bsica de Sade da Famlia. Universidade Regional do Cariri . Universidade de So Paulo . Volume.</p> <p>8</p> <p>SUMRIOINTRODUO ................................ ................................ ................................ .. 9 OBJETIVOS ................................ ................................ ................................ ...... 3</p> <p>2.1 Objetivo Geral................................ ................................ ................................ . 13 2.2 Objetivos Especficos ................................ ................................ ..................... 133 REFERENCIAL TERICO ................................ ................................ ................ 4</p> <p>3.1 Histria do Transtorno Afetivo Bipolar ................................ ............................ 15 3.2 Contextualizando o Tra nstorno Afetivo Bipolar (TAB) ................................ .... 17 3.3 Aspectos Clnicos do TAB ................................ ................................ .............. 20 3.4 Diagnstico do TAB ................................ ................................ ........................ 21 3.5 Tratamento do TAB ................................ ................................ ........................ 22 3.6 Medicamentos Utilizados no Tratamento do TAB................................ ........... 24 3.7 Reforma Psiquitrica e o TAB ................................ ................................ ........ 26 3.8 Estratgia Sade da Famlia (ESF) e Centro de Ateno Psicossocial (CAPS) na Ateno ao TAB ................................ ................................ ................. 30 3.9 O Papel da Famlia naAteno ao paciente com TAB ................................ .... 34 3.10 Assistncia Prestada ao Cuidador do Paciente com TAB ............................ 384 METODOLOGIA ................................ ................................ ............................... 4</p> <p>4.1 Tipo de Estudo ................................ ................................ ............................... 41 4.2 Cenrio da Pesquisa ................................ ................................ ...................... 41 4.3 Sujeito do Estudo ................................ ................................ ........................... 42 4.4 Instrumento de Coleta de Dados ................................ ................................ .... 43 4.5 Anlise de Dados ................................ ................................ ........................... 43 4.6 Aspectos ticos e Legais da Pesquisa ................................ ........................... 44CRONOGRAMA................................ ................................ ................................ ... 45 REFERNCIAS ................................ ................................ ................................ .... 46 APNDICES ................................ ................................ ................................ ........ 5 ANEXOS.................................................................................................................58</p> <p>9</p> <p>1 INTRODUO</p> <p>O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) um transtorno do humor de longa durao, que pode vir acompanhado com sintomas psicticos potencialmente graves e episdicos. uma condio mdica contnua, ou seja, para toda a vida, com episdios recorrentes que trazem grande impacto na vida do paciente reduzindo seu funcionamento e sua qualidade de vida (MORENO; MORENO; LAFER, 1999). Aproximadamente 450 milhes de pessoas sofrem de transtornos mentais propiciados por uma complexa relao entre os fatores genticos e ambientais. Os transtornos mentais e comportamentais esto entre os cincos na lista de causas de morbidade em todo o mundo e responsvel por cerca de 5 a 15% das admisses em hospitais (MIASSO, 2006). Os transtornos de humor so os mais prevalentes, sendo o TAB, uma doena crnica e grave que afeta cerca de 1,3% da populao e apresenta grandes taxas de morbidade. O curso dos transtornos de humor considerado flutuante, possuindo, uma caracterstica de intervalos mais longos entre os episdios iniciais, com intervalos menores posteriores, medida que a doena progride.Os fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos de humor incluem a vulnerabilidade gentica e os estressores psicossociais globais, que podem deflagrar conjuntamente a ocorrncia de episdios completos (VIEIRA E SOARES, 2007). considervel que os transtornos mentais j sofreram e sofrem at hoje preconceitos da sociedade, que estabelece um conceito de normalidade e acaba com isso, excludo do convvio social toda e qua lquer pessoa que no se enquadra m nesses termos. O TAB est associado a elevadas taxas de morbidade, em relao ao seu curso, prejuzo funcional e custo. Estima -se que o tratamento inadequado seja o responsvel pelos ndices nos custos do transtorno. Contudo, as taxas de mortalidade do TAB so de duas a trs vezes maiores que o da popula o que no apresentam a doena.(MORENO; MORENO; LAFER, 1999). A maioria dos transtornos tende a ser recorrentes e o incio dos episdios individuais frequen temente relacionado com eventos ou situaes estressantes, essa recorrncia consideradaa forma mais grave do transtorno do humor. Estima-se queo nmero de episdios ao longo da vida de aproximadamente nove, sendoque</p> <p>10</p> <p>84% dos pacientes apresentam mais de cinco episdios, 69% mais de sete e 42%, mais de 11 episdios. Portanto, o paciente com TAB perde mais tempo doente e com menos perodos de remisso relativa que em outra s formas de transtorno do humor por conta da alta taxa de recorrncia de episdios na doena bipolar, p odendo permanecer doente por perodos considerveis durante a vida (SOARES, 1999). As limitaes que o TAB impe aos seus pacientes acabam restringindo os mesmos ao tentar realizar algumas atividades, fazendo com que os pacientes se sintam excludos. Moreno, Moreno e Lafer (1999), falam ainda que h uma classificao para o TAB em I e II, sendo que o TAB I geralmente acomete homens e mulheres na mesma proporo, contudo no TAB II a prevalncia seja maior em mulheres. J existem diferenas entre os sexos na apresentao do primeiro episdio, em que os sintomas manacos so mais freqentes em homens e os depressivos, em mulheres. Porm no h diferena, na prevalncia entre grupos raciais. O TAB tem incio precoce, com aparecimento dos sintomas entre os 1 5 e 19 anos e entre 20 e 24 anos. Ressaltam ainda os autores que o primeiro episdio acontece na maioria dos casos (provavelmente em 90%) antes dos 30 anos de idade. Mas os primeiros sinais podem ser detectados por volta dos 16 anos e evidncias da s ndrome completa aparecem por volta dos 19 anos. O primeiro tratamento no acontece antes dos 22 anos, e a primeira internao se d em mdia aos 26 anos. Vrios episdios depressivos tendem a ocorrer antes do aparecimento do primeiro episdio de mania. Se diagnosticado de incio tardio por volta dos 60 anos, o transtorno tende a seguir com caractersticas menos tpicas. O TAB est categorizado nas duas principais classificaes das doenas mentais disponveis no Manual de Diagnstico e Estatstico de Doen as Mentais (DSM IV) e no CID-10 onde o mesmo refere o TAB como F31 (FARIAS; BUCHALLA, 2005). Segundo Portela (2001), a famlia constituda por um sistema interpessoal composta por pessoas que interagem por diversos motivos, como, unies de afeto e amizade. compreendida como uma relao social ativa que durante o seu processo de crescimento, assume distintas posies em funo de crenas, valores e normas. Contudo, a famlia o primeiro e principal ambiente de crescimento e desenvolvimento, no qual o ser humano tem o alicerce para a formao de sua personalidade assim como de seus modelos de relacionamentos.</p> <p>11</p> <p>Portanto a relao entre a famlia e o portador de transt orno mental um processo de extrema importncia nas relaes de convvio familiar, bem como com diferentes pessoas, sendo assim a famlia ocupa papel principal para que acontea esse processo. Distrbios no convvio podem atuar como fator desencadeante da doena mental e ao mesmo tempo a presena do doente no seio familiar pode induzir um comportamento patolgico. Frequentemente, as dificuldades encontradas pelas famlias so conseqncias da vivncia de situaes estressoras para ambos, ou seja, tanto para o familiar/cuidador que atua diretamente no seu cuidado como para o doente mental. O cuidador aquele que defende a funo principal e quem sabe at singular da famlia na deciso do aparecimento da doena m ental em um dos seus familiares (SOUZA et al, 2001). Os autores supracitados falam ainda que, quando h uma pessoa portadora de transtorno mental na famlia, certamente ocorrem alteraes, tanto na sua rotina como nos planos de vida, o dia a dia com o doente mental uma tarefa rdua, onde seus familiares apresentam algum tipo de sobrecarga, quer seja ela financeira, na rotina, emocional e na doena fsica. A partir da problemtica encontrada surgiram os seguintes questionamentos: Quais os significados da doena mental para a famlia? Quais as vivncias do cuidador frente aos cuidados dispensados ao adulto com TAB? Como acontece a assistncia ofertada na ateno sade desses cuidadores? . O presente estudo tem como justificativa,trabalhar o tema famlia e doena mental decorrente do interesse de compreender como se d a vida cotidiana do familiar de portadores de transtorno mental, sua convivncia com a doena e/ou doente mental e identificar as representaes por eles construdas a respeito do fenmeno sade doena menta l, face s transformaes paradigmticas que esto a orientar este campo da sade mental. A motivao de realizar um trabalho acadmico com esse tema foi o fato de conviver diretamente com uma pessoa portadora de TAB , e tambm por ser um tema interessante e ao mesmo tempo com poucos estudos realizados.Pretende-se investigar e socializar o conhecimento de como esses familiares se sentem no papel de cuidador de uma pessoa portadora desse transtorno. O estudo torna-se relevante por se propor apresentara importncia da participao da famlia no processo de reabilitao do portador de TAB,e facilitar a</p> <p>12</p> <p>compreenso do cuidador na realizao de suas atividades frente a essa clientela. O mesmo tem como finalidade mostrar a atuao do profissional da sade no acompanhamento do paciente/famlia na viso do cuidador. Espera-se comos resultados desse estudo facilitar a procura de novas alternativas que propiciem um melhor cuidado para esses familiares que atuam diretamente no cuidado dos pacientes com transtornos mentais, e tambm proporcionar uma assistncia humanizada nocampo da sade mental que seja voltada para os mesmos, alm de disseminar novos conhecimentos sobre a temtica e estimula...</p>