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    Monografia

    "UMA VISO GERAL SOBRE IMPERMEABILIZAO NA CONSTUO CIVIL"

    Autora: Yara de Kssia Arantes Orientador: Prof. Dalmo Lcio M. Figueredo

    Dezembro/2007

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    YARA DE KSSIA ARANTES

    "UMA VISO GERAL SOBRE IMPERMEABILIZAO NA CONSTRUO CIVIL"

    Monografia apresentada ao Curso de Especializao em Construo Civil da Escola de Engenharia UFMG

    nfase: Avaliaes e Percias Orientador: Prof. Dalmo Lcio M. de Figueredo

    Belo Horizonte Escola de Engenharia da UFMG

    2007

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    A minha famlia pelo imenso amor e por sempre acreditar em meus sonhos. Ao Fbio pelo apoio e carinho.

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    AGRADECIMENTOS Agradeo primeiramente a Deus pelas bnos sempre derramadas sobre mim. Aos meus pais que puderam me presentear com meus estudos. Serei sempre grata a vocs. Ao meu irmo pelo amor incondicional e ao meu amor Fbio, por sempre estar ao meu lado. Amo vocs.

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    RESUMO

    No constante trabalho de resistir as infiltraes, ou seja, de proteger-se contra as

    intempries: vento, neve, sol e chuva procurado solues a fim de proteger a vida

    til das construes. A gua a grande responsvel por 85% dos problemas das

    edificaes, assim a proteo das estruturas contra infiltraes de gua condio

    mnima e necessria a qualquer edificao.

    A utilizao de sistemas impermeabilizantes tem como funo principal proteger a

    edificao, permitindo um aumento da vida til da construo, garantindo a

    salubridade dos ambientes e melhorando a qualidade de vida dos usurios.

    Assim, ser feita uma pesquisa geral sobre os sistemas impermeabilizantes, seus

    processos, a importncia dos projetos, os tipos, as causas mais comuns e por fim a

    aplicao dos diversos tipos de impermeabilizao.

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    SUMRIO

    1. INTRODUO ............................................................................................. 7 2. HISTRIA ................................................................................................... 8 3. CONCEITOS................................................................................................ 9

    3.1 O envelope do edifcio .......................................................................... 9 3.2 O sistema de impermeabilizao .......................................................... 12 3.3 Conceito de performance .......................................................................14

    4. PROJETO O INCIO DE TUDO .................................................................16 5. GARANTIA: APLICADORES + FORNECEDORES .................................... 20 6. SELEO DO FORNECEDOR .................................................................. 21 7. O CONTRATO ............................................................................................ 22 8. TERMINOLOGIA E NORMAS TCNICAS.................................................. 24 9. PROCESSOS ............................................................................................. 25

    9.1 Processos preliminares........................................................................ 25 9.2 Processos de impermeabilizao.........................................................26

    9.2.1 Quanto flexibilidade..................................................................26 9.2.2 Quanto ao tipo do material..........................................................26

    9.2.2.1 Os asfaltos podem ser.......................................................26 9.2.2.2 Sintticos............................................................................27 9.2.2.3 Cimentcios.........................................................................27 9.2.2.4 Resinas...............................................................................27

    10. PROCESSOS COMPLEMENTARES...........................................................29 10.1 Protees de transio..........................................................................29 10.2 Protees mecnicas.............................................................................29 10.3 Protees tcnicas.................................................................................30

    11. MATERIAIS E SISTEMAS IMPERMEABILIZANTES.....................................31 11.1 Materiais impermeabilizantes................................................................31

    12. ANLISE DE DESEMPENHO........................................................................36 12.1 Ensaios de desempenho........................................................................36 12.2 Ensaios de caracterizao......................................................................38

    13. DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS..........................................................42 13.1 Sistemas..................................................................................................42 13.2 Dimensionamento....................................................................................42 13.3 Conhecendo os sistemas.........................................................................43 13.4 Preparao da base................................................................................48 13.5 Proteo de impermeabilizao..............................................................50

    14. CONHECENDO O PROJETO..........................................................................52 14.1 Condies especiais................................................................................52 14.1.1 Tipo de estrutura e estgio de clculo..................................................52 14.1.2 Condies externas s estruturas.........................................................54 14.1.3 Detalhes construtivos............................................................................59

    15. AS PRINCIPAIS CONSEQUENCIAS DA UMIDADE.........................................61 16.CONCLUSO.....................................................................................................66 17. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS..................................................................67

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    1. INTRODUO

    O objetivo deste trabalho dar uma viso geral sobre Impermeabilizao na

    construo civil, devido sua grande importncia frente aos inmeros problemas

    provocados pela gua na edificao.

    Tendo em vista que a impermeabilizao o envelope do edifcio, ser descrito

    neste trabalho os tipos, as causas e as solues adotadas para cada problema.

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    2. HISTRIA

    Desde muito tempo procuram-se solues a fim de proteger a vida til das

    construes, no constante trabalho de resistir as infiltraes, ou seja, de proteger-se

    contra as intempries: vento, neve, sol e chuva.

    A gua a grande responsvel por 85% dos problemas das edificaes, segundo

    levantamentos realizados junto a setores ligados construo civil. Em cada um dos

    estados fsicos da gua (gasoso/lquido/slido) ela tem um grau de agressividade. No

    Brasil no se encontra gua no estado slido (neve), mas em compensao tem-se

    na forma gasosa, que muito perigosa devido a capacidade de penetrao, que

    muito maior que no estado lquido. Apesar de sua importncia vital, ela o agente

    canalizador ou provocador da corroso, causando deteriorao e envelhecimento da

    obra. A impermeabilizao a atividade da engenharia que visa a proteo das

    obras e edificaes e, ainda, visa manter a gua onde se deseja, afim de evitar as

    agresses e a deteriorao.

    Podemos dizer que os primeiros materiais usados pelo homem foram os

    betuminosos, ou seja, os asfaltos e alcatres; produto tradicional usado nos banhos

    romanos e proteo das estacas de madeira na antiguidade. Isto deve-se a suas

    inmeras caractersticas: aglomerante, hidrfugo, quimicamente inerte e apresenta

    sensibilidade temperatura(o que facilita sua aplicao). Alm disso, melhora a

    estanqueidade das construes (fissuras e trincas). A partir da primeira metade do

    sculo XIX, houve um grande avano na rea da impermeabilizao atravs da

    Revoluo Industrial. Antes as construes eram pequenas e com coberturas muito

    inclinadas para o melhor escoamento da gua. Com a industrializao, comeou-se

    a construir grandes vos horizontais (lajes planas) havendo assim vazamentos

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    freqentes. Mas desde esta poca o betume j era conhecido, com isso lanou-se o

    asfalto sobre as lajes planas (fbricas da Inglaterra).

    Comearam a surgir os primeiros problemas provocados pelas trincas devido aos

    efeitos trmicos, pois no calor a estrutura expande, e no frio ela retrai, causando

    assim fissuras e trincas. Surgiram ento os primeiros estruturantes, baseados em

    produtos da indstria txtil, que era grande necessidade de solues de

    impermeabilizao. Foi a primeira noo de um processo que aliava

    impermeabilizante e estruturante.

    Com o grande desenvolvimento da indstria dos polmeros sintticos, a partir do

    incio do sculo XX, surgiram novos materiais, cujas caractersticas de

    impermeabilidade, elasticidade, extensibilidade, etc., possibilitaram o

    desenvolvimento do sistemas de impermeabilizao de desempenho comparvel ao

    feltro asfltico, apresentando, em geral, maior facilidade de execuo.

    No Brasil as primeiras impermeabilizaes utilizavam leo de baleia na mistura das

    argamassas para o assentamento de tijolos e revestimentos das paredes das obras

    que necessitavam desta proteo.

    A impermeabilizao entendida como item da construo que necessitava de

    normalizao, ganhou no Brasil, especial impulso com as obras do Metr da cidade

    de So Paulo, que se iniciaram em 1968. A partir das reunies para se cr