Módulo 6.0 - esgoto

Download Módulo 6.0 - esgoto

Post on 31-Oct-2015

84 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<ul><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 1 </p><p>INSTALAO PREDIAL DE ESGOTO SANITRIO </p><p> Conforme Macintyre (2010) as instalaes prediais de esgoto sanitrio procuram seguir fundamentalmente a Norma da ABNT 8160: 1999, que fixa as condies tcnicas exigveis para o projeto e a execuo das referidas instalaes. Em termos gerais, esta Norma visa satisfazer as condies mnimas necessrias de higiene, conforto, economia e segurana. A seguir iremos expor os principais tpicos desta Norma e apresentar alguns subsdios oferecidos pela literatura vigente para maior compreenso sobre este assunto. </p><p>Terminologia adotada pela NBR 8160: 1999 </p><p>Altura de feche hdrico (h) a profundidade da camada lquida, medida entre o nvel de sada e o ponto mais baixo da parede ou colo inferior do desconector, que separa os comprimentos ou ramos de entrada e sada desses dispositivos. Figura 01 guas residurias So os lquidos residuais ou efluentes de esgotos, que compreendem as guas residurias domsticas, as guas residurias industriais e as guas de infiltrao. guas residurias domsticas ou despejos domsticos So os despejos lquidos das habitaes, prdios ou estabelecimentos comerciais, indstrias, hospitais, hotis e outros edifcios. Podem ser divididas em guas imundas ou negras e guas servidas. guas imundas so guas residurias contendo dejetos (matria fecal), elevada quantidade de matria orgnica instvel, putrescvel, com grande quantidade de microrganismos e eventualmente vermes, parasitas e seus ovos. guas servidas so as resultantes de operaes de lavagem e limpeza de cozinhas, banheiros e tanques. guas de infiltrao so representadas pela parcela das guas do subsolo que penetra nas canalizaes de esgotos na falta de estanqueidade das juntas das mesmas. de ordem de 0,0002 a 0,0008 l/s por metro de coletor. guas residurias industriais podem ser: orgnicas, txicas ou agressivas e inertes. </p><p>Figura 01: altura do feche hdrico. Fonte: http://www.rau-tu.unicamp.br/~luharris/DTarq/DTarq_M10.htm </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 2 </p><p>Aparelho sanitrio - aparelho ligado instalao predial, para possibilitar o uso da gua para fins higinicos e/ou o recebimento de resduos slidos e guas servidas. Barrilete de ventilao tubulao horizontal com sada para a atmosfera em um ponto, destinada a receber dois ou mais tubos ventiladores. Bujo - pea de inspeo ou visita, adaptvel extremidade de canalizao ou conexo metlica. chamado de plug se colocado internamente ao tubo, e de cap, se externamente ao tubo. Figura 07 Caixa coletora (CC) a caixa onde se renem os efluentes lquidos, cuja disposio exija elevao mecnica. Figura 02 </p><p>Figura 02: Componentes da rede de esgoto predial. Fonte: Acervo da autora. </p><p>Caixa detentora (CD) a caixa destinada a reter substncias prejudiciais ao bom funcionamento dos coletores sanitrios. o caso da caixa detentora de cabelos, de gesso em salas ortopedia, e em muitas instalaes industriais. tambm chamada de caixa retentora. </p><p>Caixa de derivao ou de juno Recebe efluentes de dois ou trs coletores e permite que escoem em um nico coletor. Pode receber, por exemplo, o efluente tratado de duas ou trs fossas spticas para lana-los em valas de infiltrao. Caixa diluidora a caixa destinada a reduzir a concentrao de acidez ou alcalinidade dos dejetos, pela adio de gua. Usa-se em laboratrios em instalaes industriais. </p><p>Caixa de distribuio Estas caixas aplicam-se colocao de fossas spticas em baterias. A caixa de distribuio divide-se o despejo primrio entre duas ou trs </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 3 </p><p>fossas, e a caixa rene o efluente tratado das fossas. So usadas tambm na distribuio, pelas valas de infiltrao, de efluentes tratados de uma fossa. Figura 01 </p><p>Figura 01: Valas de infiltrao Fonte: acervo da autora. </p><p>Caixa interceptora - decantadora Como o nome indica intercepta e provoca a deposio de substncias em suspenso nos esgotos que no contenham matria fecal. </p><p>Caixa de inspeo (CI) - caixa destinada a permitir a inspeo, limpeza, desobstruo, juno, mudana de declividade e/ou direo das tubulaes. Figura 01 e 03. </p><p>Caixa de passagem (CP) Caixa destinada a permitir a juno de tubulao do subsistema de esgoto sanitrio. Caixa de reteno de gordura - caixa destinada a reter, na sua parte superior, as gorduras, graxas e leos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente, evitando que estes componentes escoem livremente pela rede, obstruindo a mesma. </p><p>Caixa separadora de leos - a caixa destinada a reter leos ou graxas, impedindo que tenham acesso aos coletores prediais. muito comum em oficinas mecnicas, laja jatos, posto de gasolinas entre outros. Caixa sifonada - caixa provida de desconector, destinada a receber efluentes da instalao secundria de esgoto. Calha o trecho do coletor situado no interior de uma caixa de inspeo ou poo de visita. uma meia cana entre macios de concreto magro, de enchimento, chamados de almofadas. </p><p>Coletor predial trecho de tubulao compreendido entre a ltima insero de Sub-coletor, ramal de esgoto ou descarga, ou caixa de inspeo geral e o coletor pblico ou sistema particular. Figura 03 Coletor pblico trecho da rede que recebe contribuio de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo do seu comprimento. Salientamos que est canalizao pertencente ao sistema pblico de esgoto sanitrio. Figura 01 </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 4 </p><p>Coletor de esgoto a canalizao que, funcionando como conduto livre, recebe contribuies de esgoto em qualquer ponto ao longo do seu comprimento. Figura 01. Coletor tronco um coletor de esgotos que recebe, alm dos esgotos provenientes dos coletores prediais, a contribuio de vrios coletores de esgotos. </p><p>Figura 03: coletor tronco Fonte: acervo da autora </p><p>Coluna de ventilao tubo ventilador vertical que se prolonga atravs de um ou mais andares e cuja extremidade superior aberta atmosfera ou ligada a tubo ventilador primrio ou de barrilete de ventilao. Figura 04 e 05 </p><p>Figura 04: Ramal de ligao Fonte: NBR 8160: 1999 </p><p>Contribuinte o agente produtor de esgoto. Canalizao primria - tubulao a que os gases, provenientes do coletor pblico ou de equipamentos de tratamento, tm acesso. Figura 03 </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 5 </p><p>Canalizao secundria - tubulao em que no h presena de gases, provenientes da rede pblica ou de equipamentos de tratamento. Figura 04 </p><p>Figura 05: componentes da rede de esgoto predial. Fonte: Acervo da autora </p><p>Desconector - dispositivo provido de feche hdrico destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto. Exemplo: sifes sanitrios, ralos sifonados e caixa sifonadas. Figura 05 Despejos - so refugos lquidos dos prdios, excludas as guas pluviais. Dimetro nominal simples nmero que serve como designao para projeto e para classificar, em dimenses, os elementos das tubulaes, e que corresponde, aproximadamente, ao dimetro interno da tubulao em milmetros. </p><p>Figura 06: dimetro nominal Fonte: Manual Tcnico da Tigre. </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 6 </p><p>Emissrio Conduto final de um sistema pblico de esgotos sanitrios, destinados ao afastamento do efluente da rede para o ponto de lanamento da descarga, sem receber contribuies no caminho. Equipamento de tratamento (fossa sptica) unidades destinadas a reter corpos slidos e outros poluentes contidos no esgoto sanitrio com o encaminhamento do lquido depurado a um destino final, de modo a no prejudicar o meio ambiente. Tambm so conhecidos pela funo de sedimentao e digesto, objetivando tratar o esgoto sanitrio domstico; Esgoto industrial despejo lquido resultante dos processos industriais. Esgoto sanitrio despejo proveniente do uso da gua para fins higinicos. Dispositivos de inspeo (PI) dispositivos para inspeo e limpeza e desobstruo das tubulaes. Pode apresentar-se como uma conexo, sob forma de tubo (tubo operculado), curva ou juno com visita ou tampa. Feche hdrico camada lquida, de nvel constante que em um desconector veda a passagem dos gases. Figura 07 </p><p>Figura 07: feche hdrico Fonte: acervo pessoal </p><p>Pea de inspeo - peas existentes na instalao sanitria de esgoto residencial, com a finalidade de realizar periodicamente inspees, limpezas e desobstrues nas tubulaes. Ex.: caixa de inspeo, desconectores, tubo operculado, etc.; Poo de visita (PV) uma caixa de inspeo com mais de um metro de profundidade. Permite o acesso s canalizaes e realizao de operaes de limpeza e desobstruo. Facilita a juno de coletores, as mudanas de declividade, de cota, de material ou de seo das canalizaes. Em instalaes prediais, a maior distncia entre poos de visita ou caixas de inspeo de 25 m. Ralo seco Recipiente sem proteo hdrica, dotada de grelha na parte superior destinado a receber guas de lavagem de piso ou de chuveiro. tambm conhecida como ralo comum. Figura 08 </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 7 </p><p>Figura 08: ralo seco articulado Tigre Fonte: Manual Tcnico da Tigre. </p><p>Ralo sifonado - Recipiente dotado de desconector, com grelha na parte superior, destinado a receber guas de lavagem de pisos ou de chuveiro. Faz parte da instalao de esgoto primrio. Figura 09 </p><p>Figura 09: ralo sifonado. Fonte: Acervo pessoal </p><p>Ramal de descarga - tubulao ligada aos aparelhos sanitrios, com a finalidade de receber os efluentes diretamente dos aparelhos sanitrios. Figura 10 Ramal de esgoto - tubulao primria que recebe os efluentes dos ramais de descarga diretamente ou a partir de um desconector. Figura 10 Ramal de ventilao tubo ventilador que interliga o desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitrios a uma coluna de ventilao ou a um tubo ventilador primrio. Figura 10 Refluxo ou retrossifonagem o retorno da gua pela tubulao contra o sentido de fluxo normal, causado por subpresses momentneas. Sifo desconector destinado a receber efluentes do sistema predial de esgoto sanitrio. parte das instalaes de esgotos primrios. Dever ter o dimetro mnimo de 75 mm, fecho hdrico com altura de 5 cm e ser munido de bujes na parte inferior, para necessria limpeza. Figura 05 e 11. Sub-coletor - canalizao que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou de ramais de esgoto. Figura 05 </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 8 </p><p>Figura 10: sistema sanitrio Fonte: Manual Tcnico da Tigre. </p><p>Figura 10: tipos de sifo Fonte: acervo pessoal </p><p>Tampo conjunto de peas de ferro fundido para cobertura de caixa de inspeo ou poo de visita. Consta de caixilho fixo e de uma tampa. Existem dois tipos: o pesado, usado nas caixas das ruas, e o mdio, usado nos passeios. Tubo de queda - tubulao vertical, que se desenvolve ao longo do(s) pavimento(s), destinada a receber os efluentes de sub-coletores, ramais de esgoto e ramais de descarga. Figura 10 Sumidouro - unidade de recepo de efluentes lquidos, provenientes de equipamento de tratamento, com a finalidade de permitir sua infiltrao no solo; Unidade Hunter de Contribuio - fator probabilstico que representa a frequncia de uso associada vazo de cada uma das diferentes peas de um conjunto de aparelhos heterogneos em funcionamento simultneo no instante de contribuio mxima. </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 9 </p><p>Simbologia grfica </p><p>De acordo com a Norma vigente e a antiga Norma 8160:1083:</p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 10 </p><p>Princpios gerais das instalaes sanitrias </p><p>Conforme a Norma supracitada as instalaes prediais de esgoto sanitrio devem ser projetadas e construdas de modo que obedeam aos princpios gerais estabelecidos que so: </p><p> No permitir que os efluentes dos esgotos sanitrios contaminem a gua potvel, tanto no interior das edificaes como nos ambientes externos. </p><p> Permitir rpido escoamento dos resduos e a fcil desobstruo nas tubulaes, usando inclinaes adequadas e, se possvel, o escoamento atravs da gravidade; </p><p> Impedir vazamentos e depsito de material no interior das canalizaes; </p><p> Bloquear a entrada de gases, insetos e pequenos animais, no interior das edificaes; </p><p> Possibilitar um fcil inspecionamento da rede; </p><p> Impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilao; </p><p> Permitir a fixao dos aparelhos sanitrios somente por dispositivos que facilitem a sua remoo para eventual manuteno; </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 11 </p><p> Dispor a rede de esgoto de forma que seja possvel a ligao com a rede pblica, quando est no existir durante a construo; </p><p> A rede de esgoto deve ser utilizada para coletar apenas esgoto; </p><p> O sistema predial de esgoto sanitrio deve ser separado do sistema predial de guas pluviais, ou seja, em nenhuma hiptese deve haver ligao entre os dois sistemas; </p><p> A disposio final do efluente do coletor predial de um sistema de esgoto sanitrio deve ser feita em uma rede pblica de coleta de esgoto sanitrio quando ela existir ou em sistema particular de tratamento, quando no houver rede pblica; </p><p> Deve ser evitada a passagem das tubulaes de esgoto em paredes, rebaixos, forro falsos etc de ambientes de permanncia prologada. Caso no seja possvel, devem ser adotadas medidas no sentido de atenuar a transmisso de rudo para os referidos ambientes. </p><p>Dados para projeto </p><p>Localizao dos aparelhos sanitrios: Os aparelhos devem ser distribudos, observando-se os aspectos funcionais, econmicos, estticos e as normas de acessibilidade. </p><p>Desconectores: </p><p> Todos os aparelhos sanitrios devem ser protegidos por desconectores; Os desconectores podem atender a um aparelho ou um conjunto de aparelhos </p><p>de uma mesma unidade autnoma; As caixas sifonadas que coletam despejos de mictrios devem ter tampas </p><p>cegas e no podem receber contribuies de outros aparelhos sanitrios, mesmo providos de desconector prprio; </p><p> Os despejos provenientes de mquinas de lavar roupas ou tanques situados em pavimentos sobrepostos podem ser descarregados em tubos de queda exclusivos, com caixa sifonada especial instalada no seu final. </p><p> Deve ser assegurada a manuteno do fecho hdrico dos desconectores mediante as solicitaes impostas pelo ambiente (evaporao, tiragem trmica e ao do vento, variaes de presso no ambiente) e pelo uso propriamente dito (suco e sobre-presso). </p></li><li><p>INSTALAES HIDROSSANITRIA 2012 </p><p>PROFESSORA SANDRA ALBINO | IFRN 12 </p><p>Tabela 1 Distncia mxima de um desconector ao tubo de ventilao Dimetro nominal (DN) do ramal de descarga (mm) </p><p>Distncia mxima (m) </p><p>40 1,00 50 1,20 75 1,80 100 2,40 </p><p>Ramais de descarga: </p><p> Lavatrios, banheiras, ralos de chuveiros, bids e tanque de lavagem de roupa so ligados a ralos sifonados ou caixas sifonadas; </p><p> Pias de cozinha, pias auxiliar ou pias de copa so ligadas caixa de gordura ou aos tubos de gordura; </p><p> Bacias sanitrias e mictrios so ligados caixa de inspeo ou a uma tubulao primria. </p><p> Apresentar as seguintes declividades: 2% para tubulaes com dimetro nominal igual ou inferior a 75%; 1% para tubulaes com dimetro nominal igual ou superior a...</p></li></ul>