modernismo brasileiro 2ª fase -1930 a 1945 poesia

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  • Modernismo brasileiro 2 fase -1930 a 1945 POESIA
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  • CARACTERSTICAS Utilizao das conquistas do Modernismo 1 fase: versos livres e brancos, pontuao subjetiva, coloquialismo, entre outras. Maior liberdade esttica: soneto e versos metrificados j no so proibidos. Profundidade temtica: 2 Guerra, totalitarismo, ditadura, nazifascismo, problemas sociais e polticos, entre outros Corrente espiritualista
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  • Autores da poesia de 30: Carlos Drummond de Andrade Murilo Mendes Jorge de Lima Ceclia Meireles Vinicius de Morais
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  • Murilo Mendes. Murilo Mendes Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Talvez o principal representante da poesia surrealista no Brasil. Murilo Mendes autor de uma obra que est longe de poder receber uma classificao taxativa. Ela o resultado das mltiplas experincias pelas quais o autor passou: o cristianismo, o surrealismo, a poesia social, o neobarroquismo e o experimentalismo lingustico. Obras de Murilo Mendes: Bumba-meu poeta (1930) Historia do Brasil (1932) Tempo e eternidade (1935) Contemplao de Ouro Preto (1940) entre outras.
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  • O menino experimental - trecho Murilo Mendes O menino experimental come as ndegas da av e atira os ossos ao cachorro. * O menino experimental futuro inquisidor devora o livro e soletra o serrote. * O menino experimental no anda nas nuvens. Sabe escolher seus objetos. Adora a corda, o revlver, a tesoura, o martelo, o serrote, a torqus. Dana com eles. Conversa-os. * O menino experimental ateia fogo ao santurio para testar a competncia dos bombeiros. * O menino experimental, declarando superado o manual de 1962, corrige o professor de fenomenologia. * O menino experimental confessa-se ateu e -toa. * O menino experimental desmamado no primeiro dia. Despreza Rmulo e Remo. Acha a loba uma galinha. No tempo do oco pr-natal gritava: Champagne, mame! Depressa! * O menino experimental decreta a alienao de Aristteles. Expulsa-o da sua zona, s com a roupa do corpo e amordaado. * O menino experimental repele as propostas da prima de dezoito anos chamando-a de bisav. * O menino experimental escondendo os pincis do pintor e trancando-o no vaso sanitrio, obriga-o a fundar a pop art, nica sada do impasse. * O menino experimental ensina a Vamp a amar. Dorme com o radar debaixo da cama. * O menino experimental, dos animais s admite o tigre e o piloto do bombardeio. Deixa o co mesmo feroz e o piloto civil s pulgas. * O menino experimental benze o relmpago. (...)
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  • Cano do Exlio Murilo Mendes Minha terra tem macieiras da Califrnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra so pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exrcito so monistas, cubistas, os filsofos so polacos vendendo a prestaes. A gente no pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em famlia tm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores so mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil ris a dzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabi com certido de idade!
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  • FORMIDVEL Murilo Mendes FORMIDVEL FORMADVEL FORMADOVE FORMADOVO FORMADOVEL FORMIDBLIU FORMIDCTIL FORMITCTIL FORMIDANA FORMADANA FORMIDEDO FORMIDENDO FORMIDADO FORMIDOIDO FORMIDODO FORMIDONDO FORMOFILO FORMOFOBO FORMIAUDVEL FORMIVVEL FORMIGVEL FORMIDVEL
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  • Jorge de Lima Jorge Mateus de Lima (Unio dos Palmares, 23 de abril de 1893 Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) Foi poltico, mdico, poeta, romancista, bigrafo, ensasta, tradutor e pintor brasileiro. Inicialmente autor de versos alexandrinos, posteriormente transformou-se em um modernista.Unio dos Palmares23 de abril1893Rio de Janeiro15 de novembro1953polticomdicopoetaromancistabigrafoensastatradutor pintorbrasileiro Os textos de Jorge de Lima abrigam uma colossal possibilidade de leituras (a convivncia entre a tradio e o novo, o vulgar e o sublime, o regional e o universal) refletem um artista em constante mutao, que experimentou estilos diversos como o parnasiano, o o regional o barroco, o religioso. Na sua multiplicidade, Jorge de Lima pertence a todas as pocas, mesmo se reportando a um tema ou uma situao especfica, ao tocar em injustias sociais que mudaram pouco desde o incio da civilizao e quando escreve sobre as grandes dvidas de todos ns, "da misria humana, da tentativa de superao de nossas amarras e de nossas limitaes.", explica o poeta e jornalista Claufe Rodrigues, leitor voraz de Jorge de Lima.parnasianoo regionalbarrocoreligioso
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  • Jorge de Lima - obras XIV Alexandrinos (1914) O Mundo do Menino Impossvel (1925) Poemas (1927) Novos Poemas (1929) O acendedor de lampies (1932) Tempo e Eternidade (1935) A Tnica Inconstil (1938) Anunciao e encontro de Mira-Celi (1943) Poemas Negros (1947) Livro de Sonetos (1949) Obra Potica (1950) Inveno de Orfeu (1952)
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  • Mulher proletria Jorge de Lima Mulher proletria Mulher proletria nica fbrica que o operrio tem, (fabrica filhos) tu na tua superproduo de mquina humana forneces anjos para o Senhor Jesus, forneces braos para o senhor burgus. Mulher proletria, o operrio, teu proprietrio h de ver, h de ver: a tua produo, a tua superproduo, ao contrrio das mquinas burguesas salvar o teu proprietrio. Fonte: http://www.luso- poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=817#ixzz2xHEVJPkUhttp://www.luso- poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=817#ixzz2xHEVJPkU
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  • Essa negra Ful - Jorge de Lima Ora, se deu que chegou (isso j faz muito tempo) no bangu dum meu av uma negra bonitinha, chamada negra Ful. Essa negra Ful! Essa negra Ful! Ful! Ful! (Era a fala da Sinh) Vai forrar a minha cama pentear os meus cabelos, vem ajudar a tirar a minha roupa, Ful! Essa negra Ful! Essa negrinha Ful! ficou logo pra mucama pra vigiar a Sinh, pra engomar pro Sinh! Essa negra Ful! Essa negra Ful! Ful! Ful! (Era a fala da Sinh) vem me ajudar, Ful, vem abanar o meu corpo que eu estou suada, Ful! vem coar minha coceira, vem me catar cafun, vem balanar minha rede, vem me contar uma histria, que eu estou com sono, Ful! Essa negra Ful! "Era um dia uma princesa que vivia num castelo que possua um vestido com os peixinhos do mar. Entrou na perna dum pato saiu na perna dum pinto o Rei-Sinh me mandou que vos contasse mais cinco". Essa negra Ful!
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  • Essa negra Ful Jorge de Lima Essa negra Ful! Essa negra Ful! Ful! Ful! Vai botar para dormir esses meninos, Ful! "minha me me penteou minha madrasta me enterrou pelos figos da figueira que o Sabi beliscou". Essa negra Ful! Ful! Ful! (Era a fala da Sinh Chamando a negra Ful!) Cad meu frasco de cheiro Que teu Sinh me mandou? Ah! Foi voc que roubou! Ah! Foi voc que roubou! Essa negra Ful! Essa negra Ful! O Sinh foi ver a negra levar couro do feitor. A negra tirou a roupa, O Sinh disse: Ful! (A vista se escureceu que nem a negra Ful). Essa negra Ful! Essa negra Ful! Ful! Ful! Cad meu leno de rendas, Cad meu cinto, meu broche, Cad o meu tero de ouro que teu Sinh me mandou? Ah! foi voc que roubou! Ah! foi voc que roubou! Essa negra Ful! Essa negra Ful! O Sinh foi aoitar sozinho a negra Ful. A negra tirou a saia e tirou o cabeo, de dentro dee pulou nuinha a negra Ful. Essa negra Ful! Essa negra Ful! Ful! Ful! Cad, cad teu Sinh que Nosso Senhor me mandou? Ah! Foi voc que roubou, foi voc, negra ful? Essa negra Ful!
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  • Carlos Drummond de Andrade Nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma famlia de fazendeiros em decadncia, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesutas no Colgio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinao mental". De novo em Belo Horizonte, comeou a carreira de escritor como colaborador do Dirio de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro. Ante a insistncia familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmcia na cidade de Ouro Preto em 1925. Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flvio, que viveu apenas meia hora (e a quem dedicado o poema "O que viveu meia hora", presente em Poesia completa, Ed. Nova Aguilar, 2002), e Maria Julieta Drummond de Andrade. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veculo de afirmao do modernismo em Minas. Ingressou no servio pblico e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educao, at 1945. Passou depois a trabalhar no Servio do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manh e, a partir do incio de 1969, no Jornal do Brasil. Alvo de admirao irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias aps a morte de sua filha nica, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.
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  • Temticas recorrentes Une o confessional ao Universal A infncia Medo e a perplexidade As incertezas A revolta e a nusea A guerra Indignao e problemtica social O impasse Os amigos poemas em homenagem a autores e amigos O ser gauche ( esquerdo, estranho )
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  • Poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrs de mulheres. A tarde talvez fosse azul, no houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu corao. Porm