Modelo Para Monografia

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<ul><li><p>UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTNIO CARLOS UNIPAC FACULDADE DE CINCIAS JURDICAS E SOCIAIS FADI </p><p>CURSO DE GRADUAO EM DIREITO </p><p>TACIANA MRCIA DE ARAJO HALFELD </p><p>RESPONSABILIDADE CIVIL MDICA </p><p>BARBACENA 2011 </p></li><li><p>TACIANA MRCIA DE ARAJO HALFELD </p><p>RESPONSABILIDADE CIVIL MDICA </p><p>Monografia apresentada ao Curso de Direito da Universidade Presidente Antnio Carlos UNIPAC, como requisito parcial para obteno do ttulo de Bacharel em Direito. </p><p>Orientadora: Prof. Me. Dbora Maria Gomes Messias Amaral </p><p>BARBACENA 2011 </p></li><li><p>Taciana Mrcia de Arajo Halfeld </p><p>Responsabilidade Civil Mdica </p><p>Monografia apresentada Universidade Presidente Antnio Carlos UNIPAC, como requisito parcial para obteno do grau de Bacharel em Direito. </p><p>BANCA EXAMINADORA </p><p>Prof. Me. Delma Gomes Messias Universidade Presidente Antnio Carlos UNIPAC </p><p>Prof. Me. Dbora Maria Gomes Messias Amaral Universidade Presidente Antnio Carlos UNIPAC </p><p>Prof. Me. Ana Cristina Silva Iatarola Universidade Presidente Antnio Carlos UNIPAC </p><p>Aprovada em:__/__/__ </p></li><li><p>Porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convvio criou nunca a ausncia poder destruir. A meus pais Mrcio e Vnia. </p></li><li><p>AGRADECIMENTOS </p><p>Muitas pessoas contriburam para a realizao desse trabalho. Nomear a todos seria impossvel, sob pena de ser injusta com um esquecimento imperdovel. </p><p>A minha orientadora, Dbora Amaral, sempre presente, estimulante e tolerante, obrigada. </p><p>Ao Pedro, que alm do apoio, me concedeu ajuda preciosa na elaborao do trabalho, ajudando a pensar o problema e orientando em dvidas importantes. </p><p>A todos muito obrigada. </p></li><li><p>RESUMO </p><p>Este trabalho examina e discute a respeito da responsabilidade mdica frente ao erro mdico sofrido por um paciente, buscando definir, porm sem esgotar, a responsabilidade dos mdicos, casas de sade, hospitais e similares, procurando mostrar que a vtima merece e tem direito devida reparao. Chama a ateno, ainda, para a viso do doente sobre o erro mdico, no tocante ao modismo das aes indenizatrias, um verdadeiro tormento para os mdicos, tendo em vista que os mesmos so humanos, passiveis de erros, tentando separar o que erro mdico e o que no se pode entender como tal. Busca-se uma concluso a partir da anlise do ordenamento jurdico, procurando demonstrar que um erro pode gerar danos irremediveis e que o mdico no est adstrito cura do doente, mas a proceder de acordo com as regras e os mtodos da profisso, e que, portanto, caberia a eles comprovarem se agiram ou no com culpa durante todo o tratamento. </p><p>PALAVRAS-CHAVE: Responsabilidade Civil Responsabilidade mdica Erro mdico Culpa Deveres do Mdico </p></li><li><p>ABSTRACT </p><p>This monografh reviews and discusses about the responsibility related to medical error suffered by a patient, trying of define, but without exhausting the subject, the responsibility of doctors, healthcare homes, hospitals and similar trying to demonstrate that the victim deserves and has the rigth due to repair. Draws attention also to the patients vision about the medical error, with respect to the fad of compensation claims, a real torment for physicians in order that they are human, susceptible to errors trying to separate what is medical error and what can not be inderstood as such. Search to a cnclusion from the analysis of the legal sistem, seeking to demonstrate that na error can cause irreparable damage and that the doctor is not attached to the healing of the sick, but to proceed in accordance with the rules and methods of the professin, forcing them to prove IF they acted with negligence or not during the entire treatment. </p><p>KEY WORDS: Civil Liability Medical Liability Medical Error Negligence Duties of The Physician </p></li><li><p>LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS </p><p>CC Cdigo Civil CDC Cdigo de Defesa do Consumidor CEM Cdigo de tica Mdica CPC Cdigo de Processo Civil CPP Cdigo de Processo Penal CRFB Constituio da Repblica Federativa do Brasil </p></li><li><p>SUMRIO </p><p>1 INTRODUO ...............................................................................................................10 </p><p>2 RESPONSABILIDADE..................................................................................................12 2.1 Responsabilidade e o Conceito de Ato Ilcito ............................................................................ 13 </p><p>2.2 Responsabilidade e a Obrigao ................................................................................................ 15 </p><p>2.3 Responsabilidade Civil e Penal................................................................................................... 16 </p><p>2.4 Responsabilidade Contratual e Extracontratual ...................................................................... 19 </p><p>3 RESPONSABILIDADE CIVIL .....................................................................................21 3.1 Os Elementos da Responsabilidade Civil .................................................................................. 23 </p><p>3.2 Os Princpios da Responsabilidade Civil e as Formas de Tutela Jurdica e suas Implicaes Mdicas................................................................................................................................................. 25 </p><p>4 RESPONSABILIDADE CIVIL MDICA....................................................................28 4.1 Evoluo Histrica....................................................................................................................... 28 </p><p>4.2 Conceituao de Responsabilidade Civil Mdica ..................................................................... 29 </p><p>4.3 Natureza da Responsabilidade Mdica...................................................................................... 29 </p><p>4.4 Responsabilidade Pessoal dos Mdicos: obrigao de meio ou de resultado? ....................... 30 </p><p>4.4.1 Obrigao de meio: ....................................................................................................... 30 </p><p>4.4.2 Obrigao de resultado.................................................................................................. 34 </p><p>4.5 A M-f Processual nas Aes Indenizatrias por Responsabilidade Civil do Mdico............... 36 </p><p>4.6 Dos Deveres do Mdico ............................................................................................................... 37 </p><p>4.7 Excludentes da Responsabilidade Mdica................................................................................. 39 </p><p>4.7.1 Iatrogenia....................................................................................................................... 40 </p><p>4.7.2 Fato de terceiro.............................................................................................................. 41 </p><p>4.7.3 Erro escusvel ............................................................................................................... 42 </p><p>4.7.4 Intercorrncia mdica .................................................................................................... 42 </p><p>4.7.5 Culpa exclusiva da vtima ............................................................................................. 42 </p><p>4.7.6 Caso fortuito e fora maior............................................................................................ 43 </p><p>5 RESPONSABILIDADE CIVIL DOS HOSPITAIS, CLNICAS, CASAS DE SADE E SIMILARES ........................................................................................................................45 </p></li><li><p>5.1 Responsabilidade dos hospitais pblicos ................................................................................... 49 </p><p>6 TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE ..................................................................50 </p><p>7 CONCLUSO .................................................................................................................52 </p><p>REFERNCIAS: ....................................................................................................................54 </p></li><li><p>10 </p><p>1 INTRODUO </p><p> crescente em nossa sociedade e no mundo jurdico o tema responsabilidade civil, e nesta expanso da responsabilidade civil, o direito no deixou de lado nenhuma das profisses. </p><p>Dentre as diversas classes de profissionais, destaca-se a dos profissionais liberais, onde se optou por falar da responsabilidade mdica, matria de inmeras obras, que hoje bastante debatida nos tribunais. Infelizmente, o aumento de aes envolvendo erro mdico cresce a cada ano, seja pelo modismo das aes indenizatrias, seja pelo aumento do nmero de erros mdicos frente ao descaso dos diversos profissionais da rea e do Estado. </p><p>Desde o incio da vida em sociedade, o homem passou a assimilar tcnicas de cura e diagnsticos dos males que atormentavam a sua vida, tendo a humanidade passado a ver os mdicos como verdadeiros deuses e entidades divinas. Atualmente, a figura do mdico como ser munido de poderes divinos passou a ser exterminada na medida em que a populao passou a ter conscincia de seus direitos, lutando por eles a todo o momento, inclusive judicialmente. </p><p>As discusses sobre a responsabilidade mdica so frequentes e controvertidas, porem o entendimento de que existe uma relao de consumo entre o mdico e o paciente, e que a responsabilidade pessoal daquele em face deste subjetiva, salvo nos casos em que se tratar de uma obrigao de resultado, onde ele quem dever provar se estava ou no amparado por alguma das causas das excludentes da responsabilidade. </p><p>Ser debatido no decorrer deste trabalho, que a identificao de um erro mdico pode ser muito difcil, sobretudo pela solidariedade profissional a qualquer custo entre a classe mdica, sendo abordada, ainda, a responsabilidade a ser imputada aos estabelecimentos de sade como fornecedores de servios, que, apesar das diversas controvrsias, ser objetiva, podendo em algumas situaes ser solidria. </p><p>Frise-se, que nem todo mal resultado sinnimo de erro mdico, pois os mdicos, assim como qualquer outro profissional, so passveis de erros, e nem sempre os hospitais, casas de sade e similares oferecem boas condies de trabalho aos mdicos, que esto obrigados a atuar. Mesmo assim, no se pode negar que existe a m prtica mdica e que os </p></li><li><p>11 </p><p>pacientes, ou familiares destes, devem ser justamente reparados quando da ocorrncia de um evento danoso. </p><p>Ento, foi em funo destas questes, geradoras de discusses judiciais, que se definiu pelo tema sobre o qual se expe, buscando no encerrar as discusses, mas encontrar respostas com embasamento jurdico e doutrinrio para as questes aqui discutidas, conforme ser exposto a seguir. </p></li><li><p>12 </p><p>2 RESPONSABILIDADE </p><p>Ulpiano j havia afirmado que dentre os preceitos fundamentais que orientam o Direito se encontra o do neminem laedere, que quer dizer no lesar ningum, surgindo como princpio jurdico basilar dispondo que aquele que lesar direito de outrem deve repar-lo, como uma forma de garantia da justia, no sentido em que se restitudo o lesado ao status quo ante, estar-se-ia reparando o dano causado. E a partir da que surge a responsabilidade como dever jurdico derivado, decorrente da violao de um dever originrio que nada mais do que a obrigao, concretizada num dever de dar, fazer ou no-fazer (Gagliano; Pamplona Filho, 2011). </p><p>Segundo Gonalves (2011, p. 41) o vocbulo responsabilidade origina-se do latim res-pondere que encerra a idia de segurana ou garantia da restituio ou compensao do bem sacrificado. </p><p>PIRSON, Roger. e VILLE, Albert de. Trait de la Responsabilit Civile Extracontractuelle, Bruxelles: E. Bruylant, 1935. T. l, p. 5, apud STOCO, Rui. Tratado de Responsabilidade Civil: doutrina e jurisprudncia. So Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007, p. 112, conceituam a responsabilidade sob o prisma de sua correspondncia a uma obrigao imposta pelas normas, visando a que as pessoas respondam pelas consequncias prejudiciais de suas aes ou omisses. </p><p>Assim que desde os primrdios da humanidade, quando o ser humano viu a necessidade de regulamentar as suas relaes com seus semelhantes, estabelecendo de normas de conduta social cogentes, a idia de responsabilidade pelas leses causadas est presente, sem descurar do fato de que o Estado ainda no existia razo pela qual a vingana privada era a soluo admitida para a reparao das leses causadas. Confira: </p><p>Nos tempos primitivos, diante da leso de um direito prevalecia o princpio da vingana privada. A prpria vtima ou seus familiares reagiam contra o responsvel. Quando surgiu a chamada pena de talio, olho por olho, dente por dente, houve um progresso. Se, anteriormente, no havia qualquer critrio convencionado, a retribuio do mal pelo mesmo mal estabelecia a medida da reparao. Esse critrio, que surgiu espontaneamente no meio social, chegou a ser consagrado por vrias legislaes, inclusive pela Lei das XII Tbuas. A grande evoluo na matria ocorreu com a composio voluntria, em que a vtima entrava em acordo com o infrator, a fim de obter uma compensao pelo dano sofrido. O resgate (poena), que a vtima recebia, consistia em uma parcela em dinheiro ou na entrega de um objeto. </p></li><li><p>13 </p><p>Tal critrio foi institucionalizado posteriormente e recebeu a denominao de composio tarifada. A Lei das XII Tbuas estabeleceu o quantum ou valor do resgate. Com a Lex Aquilia, inspirada na doutrina do pretor Aquiles, ocorreu um importante avano quanto composio. Alem de definir mais objetivamente os atos ilcitos, substituiu as penas fixas: o resgate deveria ser no valor real da coisa. (Nader, 2007, p. 345) </p><p>Neste momento, a responsabilidade passa a trazer para o seu mbito a noo de culpa, substituindo a idia de pena para a de reparao do dano efetivamente sofrido. Tal concepo foi encartada pelo Cdigo Napolenico e influenciou o Cdigo Civil de 1.916. </p><p>Com a evoluo tecnolgica e cultural, a concepo segundo a qual a responsabilidade civil somente existiria diante da comprovao do animus do agente foi cedendo espao em decorrncia da impossibilidade de comprovar, em determinadas situaes, o elemento subjetivo, evitando que estes acontecimentos ficassem irreparveis. </p><p>Mas certo que a responsabilidade traz a noo de uma conduta anterior ilcita, causando um dano a algum, violando uma norma jurdica preexistente (legal ou contratual), impondo ao seu autor o dever de suportar as conseqncias de seu ato. Traduzindo para o campo do Direito Privado, poderia se dizer que responsabilidade civil consiste no dever de reparar o dano provocado mediante uma prestao pecuniria, se no for possvel a reparao in natura, pela violao de um interesse (direito) eminentemente particular (Gagliano; Pamplona Filho, 2011). </p><p>Em outras palavras, responsabilidade o dever de reparar o dano decorrente de fato do qual autor, direto ou indireto. </p><p>2.1 Responsabilidade e o Conceito de Ato Ilcito </p><p>No artigo 1.382 do Cdigo Napoleo (Cdigo Civil francs), ficou consagrado que qualquer fato oriundo daquele que provoca um dano a outrem obriga aquele do que foi a causa do que ocorreu a reparar este dano (Stoco, 2007). </p><p>Desse estatuto, recebemos a idia fundamental de que a responsabilidade encontra-se sustentada na culpa. </p></li><li><p>14 </p><p>Aponta-se que o ato ilcito uma das fontes das obrigaes. Ele d origem exatamente obrigao de reparar o dano que n...</p></li></ul>