Modelo de Monografia AVM

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MODELO DE MONOGRAFIA PARA TCC

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<p> UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PS-GRADUAO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE NORMA GERAL ANTIELISIVA </p> <p>Por: Glenda Nunes Orientador Prof. Dr. Fernando Arduini Prof. Ms. Marco A.Larosa Niteri2008 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PS-GRADUAO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE </p> <p> NORMA GERAL ANTIELISIVA ApresentaodemonografiaUniversidade CandidoMendescomorequisitoparcialpara obtenodograudeespecialistaemDireito ProcessualCivil. Por: . Glenda Nunes 3 AGRADECIMENTOS Agradeoaminhafamliaeaosmeus amigospelosincentivosparaa realizao deste trabalho. AgradeoaDeuspormedarforas, sadeeluzparacumprirmaisuma etapa da minha vida. 4 DEDICATRIA minhafamlia,peloapoioe compreenso recebidos. 5 RESUMO Otemadapresentemonografiajurdicaaanlisedopargrafonicodo artigo 116 do Cdigo Tributrio Nacional, introduzido pela Lei Complementar n 104 do ano de 2001. O objetivo principal a anlise da natureza jurdica da norma geral antielisiva. As pesquisasdos tipos descritivas, exploratrias, e explicativas sero usadas paraapresentaodotrabalhomonogrfico.Analisam-se,aprincpio,as formas de economia de tributos.Abordam-se os temas relativos sonegao fiscal,fraudefiscal,elisoeevasofiscal.Asimulao,afraudeleieas doutrinas daprevalncia da substncia sobre a forma e da inteno negocial soanalisadassegundoasintenespossveisdedesconsideraodosatos dissimuladospelocontribuinte,previstasnanormageralantielisiva.Os princpiosconstitucionaissoabordadosporseremcorolriosprincipaisda anlise sobre a norma.Essencialmente, os princpios da legalidade-tipicidade fechada,capacidadecontributiva,princpiodaunidadedaordemjurdica, princpiodaproporcionalidadeeoprincpiodatransparnciasoanalisados.Porfim,trata-sedascorrentesdopensamentointerpretativo,sobrevindasda edio da norma em estudo.So exploradas as trs linhas de idias quanto interpretao da norma.Aquela que considera a norma como uma letra morta nocenriolegal.Aqueconsideraanormacomoinconstitucional.Euma terceiraemqueosdoutrinadoresadotamlinhasdepensamentomenos extremistas e que partem para interpretar a norma, admitindo diversidades de princpiosedevalorescomaconsecuodoequilbrioentrealiberdade, justiaeseguranajurdica.Adota-se,naconcluso,oposicionamentoda terceiracorrentequeprivilegiaanooderazoabilidadeedoprincpioda proporcionalidade. 6 METODOLOGIA Ametodologiautilizadaparaconfecodestetrabalhopautou-sena pesquisabibliogrfica,principalmenteemlivrosdosmaisdestacados doutrinadoresbrasileiros,nabuscadejurisprudnciaemsitesoficiaisde tribunais,noestudodalegislaoptriae,ainda,naexperinciaprofissional adquirida em prtica forense. Aorganizaodessapesquisaadotouapesquisadeforma metdica e didtica,comoobjetivodeatingirodesenvolvimentodotemaemdestaque. Este estudo no pretende trazer contribuies inovadoras matria, mas, sim, apresentarapesquisanadoutrina,aaplicaoprticaeasdiscusses relacionadas norma antielisiva. 7 SUMRIO INTRODUO08 CAPTULO IFormas de Economia de Tributos13 CAPTULO II Tipos e Conceitos relativos norma geral antielisiva27 CAPTULO III O artigo 116, pargrafo primeiro do CTN analisado sobas perspectivas constitucionale de aplicao dos princpios42 CAPTULO IV ALei Complementar N 104/2001 que instituiu o pargrafo nico no artigo 116 do CTN e, no ordenamento jurdicobrasileiro, a norma geral antieliso54 CONCLUSO80 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA85 NDICE88 FOLHA DE AVALIAO90 </p> <p> 8 INTRODUO Otemaselecionadoparaestudodegrandeinteresseparaa sociedadecontemporneabrasileiraportergrandeinfluncianasrealizaes dasreceitaspblicaseconseqenteobtenodasfinalidadesestatais,como tambm, na vida econmica das pessoas fsicas e das pessoas jurdicas. InseridonoramodoDireitoFinanceiroedoDireitoTributrio,constitui um enfoque bastante interessante e til nas relaes jurdicas nascidas nestes ramodoDireito.Mesmo porque, por edio de Lei Complementar, o assunto tem tomado conta das discusses doutrinrias no cenrio jurdico nacional. ODireitoFinanceiroaqueleaoqualoEstadorecorrecomofimde obter resultados no exerccio de sua atividade financeira. Torna legtima a sua atuaoecompulsriooseuacatamentopeloparticular.Garante,ainda,as atividadesdoparticular,contraeventuaisabusosquepossamocorrerno exerccio da atividade estatal.O Direito Financeiro ramo do direito pblico quesededicaaoconjuntodepreceitosjurdicosdasfinanasdoEstadoa seremseguidosesrelaesjurdicasadvindasdaatividadefinanceira estabelecidaentreoestadoeoparticular.Estudaadespesapblica,receita pblica originria, oramento pblico e o crdito pblico.1 ConformeRubensGomesdeSouza,oDireitoTributrio,porsuavez, rege as relaes jurdicas estabelecidas entre o Estado e o particular advindas da atividade financeira estatal naobteno das receitas correspondentes aos 1 ROSA JNIOR, Luiz Emygdio F. da. Direito Financeiro &amp; Direito Tributrio. 17.ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p.143. 9 tributos.Enquadra-se, tambm, no campo do Direito Pblico. A receita pblica podeserobtida,ainda,atravsdasatividadespatrimoniaisdoparticular.O Estado,nestecaso,desempenhasuasoberanianareadaatividade financeira,obrigandoaoparticularaproverumareceitalegal,dodireito pblico. a rea dominada pelo Direito Tributrio.2 Nocontinenteeuropeu,noinciodosculoXX,jseencontravaem ampla propagao a discusso sobre a aplicao das normas antielisivas.Em todos os cantos da terra muito j se discutiu sobre os aspectos que envolvem o assuntooraemtelae,principalmente,sobreaaplicaodasnormas antielisivasnocenriotributrio.Inmerasteoriasedispositivosforam formuladas.Encontra-se,ainda,emgrandesquestionamentosoassunto elisoemvriospases,principalmentenaquelesemquenoseencontroua frmulaidealparaoequilbriodosinteressespblicoseprivados,nombito tributrio.NoBrasil,atualasuadiscusso,sendoesteumdosmotivos relevantesparaaabordagemdetaltema.AediodaLeiComplementarn 104 de 10 de janeiro de 2001 que introduziu o pargrafo nico do artigo 116 do Cdigo Tributrio Nacional e a posterior edio da Medida Provisria n 66 de 29 de agosto de 2002, que no ser includa no presente estudo por no terem sidoasnormasantielisivasnelacontidasconvertidasemlei,configurano cenrio jurdico tributrio nacional uma nova realidade. Cria situaes bastante diferentesdasjexistentesnasnormasdeprocedimentosatuaisemerece tratamentoespecial,principalmente,porqueinicianodireitotributrionacional 2SOUZA,RubensGomesde.Compndiodalegislaotributria.3.ed.RiodeJaneiro:Ed. Financeiras, 1964. p.25. 10 um exame criterioso sobre uma forma que leve harmonia entre convvio dos interesses pblicos e privados na rea fiscal. Idiasquevigoramnomundotminfluenciadonaconstruodos conceitos de eliso dentro do direito brasileiro com relao ao posicionamento dealgunsdoutrinadoresquesevalemdessesconceitosimportados.H,no entanto,outrosdoutrinadoresnacionais que no adotam, como modelos, as idias internacionais. O homem tem sempre o desejo de ganhar mais e para tal est sempre embuscadefrmulasquepossautilizarcomofimdeevitarpagamentosde tributos. A Empresa, com fins lucrativos, exercita uma eterna busca, tambm, no sentido de diminuir sua carga tributria, com fins de aumentar sua margem lucrativa.OEstado,porsuavez,procurasempreformasdeauferirmais receitas e, conseqentemente, tenta trazer para os seus cofres os pagamentos de tributos.Tem-se,de um lado, o Estado perseguindo o aumento cada vez mais de sua receita tributrio e, do outro, o contribuinte querendo suavizar sua despesa tributria.3Est a estabelecido o impasse e, conseqentemente, um focodeinmerasdiscussesdoutrinrias.Oplanejamentotributrioque conduzelisofiscaleasmedidasantielisivasadotadaspeloEstado constituemobjetodegrandeinteresseeutilidade,exatamenteporse defrontarem,compreceitosconstitucionais,comoosprincpiosdalegalidade, datipicidade,dacapacidadecontributiva, da isonomia, e infra-constitucionais especficoseporteremgrandeimportncianaanlisedeaspectossociais, jurdicos,econmicos,polticoseculturaisdocenriofiscaldeumanao. 11 Durante o desenvolvimento do estudo, espera-se atingir a uma orientao mais precisaaoestabelecimentodadelimitaonautilizaodoplanejamento tributrio e das normas antielisivas. Olegisladorbuscaimplementarnodireitobrasileiroumanormageral antielisiva:opargrafonicodoartigo116doCdigoTributrioNacional,introduzido pela Lei Complementar n 104 de 2001.Com isso, tem em vistas diminuir a perda da arrecadao de tributos pelo Estado, que tem ocorrido de formaacentuadadevidoaoplanejamentotributrioelisoefetuadopelo contribuinte.Oobjetodopresenteestudovolta-se,exatamente,paraesta questoimportanteequetempromovidotantascontrovrsiasnopalco tributrio. Hnestetemaconsideraesqueprovocamconflitosdeopiniese interpretaesinteressantesquesobrevmdoschoquesdosinteressesde quemtributaoEstadoedequempagaotributooparticular.Estes choques tm como resultado imediatoacontribuio, bastante valiosa,para o campo da cincia tributria. Dentro do objetivo de se analisar a norma geral antielisiva, o trabalho foi dividido em quatro captulos. O primeiro captulo trata das formas de economia de tributos.Includas, nele,sotratadasasformasdeeconomiatributriaqueresultamematos ilcitos tanto do ponto de vista criminal como do administrativo.So abordados neste captulo a sonegao e a fraude fiscal, a eliso e a evaso fiscal 3 MARTINS, Ives Gandra da Silva. Curso de Direito Tributrio. 7.ed. So Paulo: Saraiva, 2000. 12 Osegundocaptulotratadostiposeconceitosrelativosnormageral antielisiva.Soestudadasasimulao,afraudeleieasdoutrinasda prevalncia da substncia sobre a forma e a da inteno negocial. Oterceirocaptulodedicadoaoestudodosprincpiosconstitucionais mais discutidos quanto a interpretao da norma geral antielisiva.So eles: o princpiodalegalidade-tipicidadefechada,oprincpiodacapacidade contributiva,oprincpiodaunidadedaordemjurdica,oprincpioda proporcionalidade e o princpio da transparncia. Oquartocaptulodestina-seanlise,soboenfoquedasidias interpretativas,quantonaturezajurdicaeaplicabilidadedanormageral antielisiva.Comoprimeirosubitemsodispostasasvriasvertentesdos ordenamentosinternacionais,poisdurantetodootratamentodotemaso freqentementemencionadasevistoqueexerceminflunciasno ordenamentotributriobrasileiro.Soabordadastrslinhasdistintasde pensamentos,nessequartocaptulo,formadasporgruposdistintosde doutrinadores.Dessesdoutrinadoressoexpostasidiaseposicionamentos quantoinclusodopargrafoniconoartigo116doCdigoTributrio Nacionalcomonormagerala servio do combate eliso fiscal. Norma esta, trazidaaocenrionacionalatravsdaLeiComplementarn104,editadano ano de 2001. 13 CAPTULO I FORMAS DE ECONOMIA DE TRIBUTOS Ocaptuloprimeirodesseestudopretendeesclarecerconceitose formasnecessriosaumamelhorcompreensodofocoprincipalquea normageralantielisivarepresentadapelopargrafonicodoartigo116do Cdigo Tributrio Nacional, em conseqncia, trata-se, a seguir, dos conceitos do fato gerador, da obrigao tributria e do planejamento tributrio. RicardoLoboTorres4definefatogeradorcomosendocircunstnciada vida representada por um fato, ato ou situao jurdica que, definida em lei, d nascimento obrigao tributria. O artigo 114 do CTN5 define fato gerador dizendo que o fato gerador da obrigao tributria a situao definida em lei como necessria e suficiente sua ocorrncia. Um fato jurdico ou diversos fatos jurdicos que estejam definidos em lei eque,portanto,sotidoscomofatosgeradores,fazemapareceraobrigao tributria.Comoexemplodeumfatotem-seamortedeumindivduoque poder gerar o imposto causa mortis. Oatojurdicotambmsetransformaemfatogeradorefaznascera obrigaotributria.Comoexemplo,tem-seacompraevendaquegerao Imposto de Transmisso de Bens Imveis ITBI. 4 TORRES, Ricardo Lobo. Direito Financeiro e Tributrio. 11.ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2004, p.239. 5 BRASIL. Cdigo Tributrio Nacional .PINTO, Antnio Luiz de Toledo, WINDT, Mrcia Cristina Vaz dos Santos, CSERES, Lvia. (colab.).So Paulo: Saraiva, 2004, p. 78. 14 Umasituaojurdica,comoapropriedadedebemimvelurbano, tambm,fatogeradoretemcomoconseqnciaaobrigaotributriade pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU. bom que se ressalte que o fato geradordeveestarcompletamente definidoemlei,vistoqueacriaodeumtributodeveobedeceraos princpiosconstitucionais,comooprincpiodosdireitosfundamentais,da capacidadecontributivae,tambm,obedecer,integralmente,aoprincipioda legalidade. O fato gerador descrito na norma e, nesse aspecto, ainda abstrato.Torna-se concreto quando os fatos que a norma descreve ocorrem no mundo real, ftico, ou, ainda, quando observado na experincia histrica. Aobrigaotributriatratadanoartigo113doCdigoTributrio Nacional e divide-se em principal e acessria. O pargrafo primeiro do artigo 113 do Cdigo Tributrio Nacional6 assim define obrigao tributria principal: A obrigao tributria principal surge com aocorrnciadofatogerador,temporobjetoopagamentodetributoou penalidadepecuniriaeextingue-sejuntamentecomocrditodela decorrente. Deumlado,tem-seocontribuinteouresponsveltributrioque,de algumaforma,fezaparecerumfatoquegerouumaobrigaodepagamento de tributo Fazenda Pblica. Esse fato deve estar previsto em lei. 6Ibidem., p.78. 15 Opargrafosegundodoartigo113doCdigoTributrioNacional7 enunciaaobrigaotributriaacessriaeaseguirtranscrito:Aobrigao acessriadecorredalegislaotributriaetemporobjetoasprestaes, positivasounegativas,nelaprevistasnointeressedaarrecadaoouda fiscalizao dos tributos. Opargrafoterceirodoartigo113doCdigoTributrioNacional8 esclarece que: A obrigao acessria, pelo simples fato da sua inobservncia, converte-se em obrigao principal relativamente penalidade pecuniria. Essasobrigaesacessrias consistemno dever-obrigao docontribuinteemdeclaraesecomunicaesconcernenteseexigidaspor cada tipo de tributo. ArespeitodoPlanejamentoTributrio,serotecidos,neste prembulo,poucoscomentrios,postoquenoscaptulosseguintesdesse estudo retornar-se-ao tpico com maiores detalhes. OPlanejamentoTributrioumestudoelaboradopelocontribuinteno sentidodecalculardeformapreventivaosatosenegciosjurdicosque pretende realizar a fim de obter economia fiscal.Assim agindo, o contribuinte (pessoafsica,empresa,associaoeoutros)reduzsuacargatributriaparavalor verdadeiramente devido na forma da lei. Paraqueessaeconomiasejalegal,necessrioelaborarpesquisa antesdeefetuarcadaoperao,poisapsasuaefetivaotem-secomo ocorrido o fato gerador e os seus efeitos, e nasce a obrigao tributria.9 7Ibidem., p.78. 8 Ibidem., p.78. 9FABRETTI,LudioCamargo.Normasantieliso.InstitutoBrasileirodePlanejamentoTributrio- IBPT, novembro.2004. Disponvel em: http://www.ibpt.com.br . Acesso em 20.out.2005. 16 1.1.Sonegao e fraude Crimes contra a ordem tributria Asonegao,conformeRicardoLoboTorres10ocorreapso aparecimento do fato gerador e sempre ilcita. Consiste na ocultao do fato geradordescritoemlei,comofimdenoarcarcomopagamentodotributo correspondente.Grandepartedadoutrinautiliza-sedotermoevasocomo sentido de sonegao e de ilcito fiscale foi introduzido no Brasil pela obra do jurista Sampaio Dria.ALei472911de14dejulhode1965definiaoscrimesdesonegao fiscal.ComaediodaLei8.13712de27denovembrode1990,oscrimes com carter penal contra a ordem tributria passaram a ser por ela definidos e estodivididosemcrimespraticadosporparticulares...</p>