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  • Mestrado em Contabilidade e Finanas

    Modelo de Avaliao de Risco

    no Sector Bancrio Portugus

    Ctia Isabel Ferreira Pires

    Dissertao para obteno do Grau de Mestre em

    Contabilidade e Finanas

    Orientador: Mestre Adalmiro lvaro Malheiro de Castro Andrade Pereira

    Porto, 2012

  • Mestrado em Contabilidade e Finanas

    Modelo de Avaliao de Risco

    no Sector Bancrio Portugus

    Ctia Isabel Ferreira Pires

    Orientador: Mestre Adalmiro lvaro Malheiro de Castro Andrade Pereira

    Porto, 2012

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus ii

    Resumo

    A globalizao dos sistemas financeiros, ao longo dos anos, tem estimulado uma crescente

    necessidade de superviso bancria nas instituies financeiras.

    O Comit de Superviso Bancria de Basileia tem tido um papel crucial nesta rea,

    estabelecendo princpios por via dos seus acordos entre as vrias entidades nacionais de

    regulao e superviso das maiores economias mundiais.

    Em 1988, foi criado o Acordo de Basileia (Basileia I) pelo Comit de Superviso Bancria

    de forma a harmonizar os padres de superviso bancria. Este acordo estabeleceu

    mnimos de solvabilidade para o sistema bancrio internacional no sentido de reforar a

    sua solidez e estabilidade.

    Com o desenvolvimento de novas potncias econmicas e novas necessidades

    regulamentares, em Junho de 2004, foi publicado o novo Acordo de Capital o Basileia II.

    Este acordo pretendia tornar os requisitos de capital mais sensveis ao risco, promover a

    atuao das autoridades de superviso e a disciplina de mercado (atravs do seu Pilar II) e

    encorajar a capacidade de cada instituio mensurar e gerir o seu risco.

    Em Setembro de 2010, o Acordo de Basileia III, com adoo prevista at 2019, veio

    reforar estas medidas com a criao de um quadro regulamentar e de superviso mais

    slido, por parte das instituies de crdito.

    Surge, assim neste contexto, o Modelo de Avaliao de Risco (MAR) para o sector

    bancrio. Em Portugal, o MAR tem como objetivo avaliar o perfil de risco das instituies

    de crdito, sujeitas superviso do Banco de Portugal, assim como apresentar o perfil de

    risco e a solidez da situao financeira de cada instituio de crdito.

    Este trabalho pretende avaliar o surgimento e a caracterizao deste modelo e identificar as

    variveis a ter em conta nos modelos de avaliao de risco a nvel qualitativo e

    quantitativo.

    Palavras-chave: risco, Basileia, modelo de avaliao, superviso, regulao.

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus iii

    Abstract

    The globalization of financial markets over the years, has spurred a growing need for

    banking supervision in financial institutions.

    The Committee on Banking Supervision has played a crucial role in this area, by

    establishing principles by agreements between the various national regulation and

    supervision of the major economies.

    In 1988, it has been created the Basel Accord (Basel I) by the Committee on Banking

    Supervision in order to harmonize the standards of banking supervision. This agreement

    established minimum solvency ratio for the international banking system to strengthen the

    soundness and stability.

    Considering the development of new economic powers and new regulatory requirements,

    in June 2004, it was published the new Basel Capital Accord - Basel II. This agreement

    intended to turn capital requirements more risk sensitive and promote the performance of

    supervisors and market discipline (through its Pillar II) and encourage in each institution

    the ability to measure and manage their risk.

    In September 2010, the Basel III, which should be implemented until 2019, reinforced

    these measures by creating a regulatory and supervisory framework more robust, by credit

    institutions.

    Thus arises in this context, the Model Risk Assessment (MAR) for the banking sector. In

    Portugal, the MAR aims to assess the risk profile of credit institutions subject to

    supervision by Portugal Central Bank, as well as presenting the risk profile and sound

    financial situation of each credit institution.

    This study aims to assess the emergence and characterization of this model and identify the

    variables to take into account in risk assessment models qualitatively and quantitatively.

    Keywords: risk, Basel, model evaluation, supervision, regulation.

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus iv

    Agradecimentos

    Agradeo a todos aqueles que contriburam para a realizao deste trabalho e que tornaram

    possvel a concluso de mais esta etapa da minha vida acadmica.

    Em primeiro lugar ao meu orientador, professor Adalmiro Pereira, pela sua

    disponibilidade, apoio e pacincia demonstrados para me guiar ao longo desta dissertao.

    Aos meus pais, Antnio e Conceio, e minha irm Andreia, que em muito contriburam

    para a minha formao acadmica e pessoal. Obrigada pelo vosso esforo em me

    proporcionar sempre as melhores ferramentas e condies de trabalho e sem o vosso apoio

    a concluso desta dissertao no teria sido possvel.

    minha restante famlia e amigos o meu agradecimento especial pela fora e incentivo

    demonstrados.

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus v

    Abreviaturas

    ALM: Asset Liability Management

    BIS: Bank for International Settlements

    CRM: Compreensive Risk Measure

    EAD: Exposio no momento do incumprimento

    EUA: Estados Unidos da Amrica

    LCR: Liquidity Coverage Ratio

    M: Maturidade

    MAR: Modelo de Avaliao de Risco

    NSFR: Net Stable Funding Ratio

    OTC: Over-the- Counter

    PD: Probabilidade de Incumprimento

    ROA: Rendibilidade do Ativo

    ROE: Rendibilidade dos Capitais Prprios

    ROP: Resultado Operacional

    ROS: Rendibilidade das Vendas

    SBCS: Credit Scoring para pequenas empresas

    TIR: Taxa Interna de Rendibilidade

    VAR: Value-at-Risk

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus

    CTIA PIRES 1

    ndice

    RESUMO ..ii

    ABSTRACT .....iii

    AGRADECIMENTOS .....iv

    ABREVIATURAS ....v

    NDICE .....1

    NDICE DE ANEXOS ......3

    NDICE DE APNDICES ........4

    NDICE DE QUADROS .......5

    INTRODUO .....6

    PARTE I REVISO DA LITERATURA ..8

    CAPITULO I A EVOLUO DO ACORDO BASILEIA ......8

    1.1.BASILEIA I ....8

    1.2.BASILEIA II .....12

    1.3.BASILEIA III ....17

    1.4.DESAFIOS DE IMPLEMENTAO ..20

    CAPTULO II O RISCO ...23

    2.1. CONCEITO E GESTO DO RISCO ..23

    2.2. CATEGORIAS DE RISCOS ...24

    CAPTULO III METODOLOGIAS DE CLASSIFICAO DE RISCO DE

    CRDITO ..28

    3.1. RATING ....28

    3.1.1. MTODOS DE CLCULO ......31

    3.2. SCORING .....34

    3.2.1. MTODOS DE CLCULO DO CREDIT SCORING ...38

    3.2.2. DISTINO ENTRE RATING E SCORING ....41

    PARTE II ESTUDO DE UM CASO ....42

    CAPTULO IV MODELO DE ESTUDO ....42

    4.1. MTODO MONTE CARLO .......42

    4.2. VARIVEIS DE ESTUDO .....43

    4.3. DESVIO-PADRO .....49

    4.4. TRATAMENTO EM SPSS ANLISE DE FATORES ...50

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus

    CTIA PIRES 2

    4.5. TRATAMENTO EM SPSS REGRESSO LINEAR ..51

    CONCLUSO .53

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ....55

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus

    CTIA PIRES 3

    ndice de Anexos

    Anexo A: Evoluo do Acordo Basileia

    Anexo B: Comparao Acordo Basileia I e II

    Anexo C: Processo de gesto de risco

    Anexo D: Composio do Risco Poltico

    Anexo E: Atribuio de um rating

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus

    CTIA PIRES 4

    ndice de Apndices Apndice A: Tratamento em SPSS anlise de fatores

    Apndice B: Tratamento em SPSS regresso linear

  • Modelo de Avaliao de Risco no Sector Bancrio Portugus

    CTIA PIRES 5

    ndice de Quadros

    Quadro 1.1: Elementos Banco ABC ............14

    Quadro 1.2: Clculo dos fundos prprios de base elegveis ........15

    Quadro 1.3: Clculo dos fundos prprios complementares elegveis .........15

    Quadro 1.4: Dedues aos fundos prprios de base e complementares elegveis ......15

    Quadro 1.5:Fundos prprios suplementares elegveis .........15

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