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    Ministrio da Sade: Caderno Reivindicativo da

    Federao Nacional dos Sindicatos da Funo Pblica A QUESTES GERAIS I - Poltica de Sade Tendo em conta toda a legislao enquadradora da poltica de sade, produzida pelo anterior Governo, somos de opinio que as linhas estratgicas tm que ser completamente invertidas. absolutamente necessrio que sejam revogados os seguintes diplomas:

    Lei 27/2002 (alterao Lei de Bases da Sade); Decretos-lei que criaram os Hospitais SA; Decreto-lei 188/2003 (Gesto dos Hospitais SPA); Decreto-lei 60/2003 (Centros de Sade); Decreto-lei 185/2003 (Parcerias Pblico-Privadas);

    Ao invs imperiosa a necessidade que existe de defender e aprofundar o Servio Nacional de Sade, o qual tem de ter carcter pblico, no s no financiamento e na fiscalizao, como tambm, o que no menos importante, na prestao dos cuidados de sade. Somente com uma oferta pblica de cuidados completa e universal, possvel garantir o direito constitucional sade a todos os cidados. Ao serem tomadas estas medidas terminar o mercado da sade, pelo que tambm a Entidade Reguladora da Sade perder a sua razo de existncia e dever ser extinta.

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    No entanto, e se assim no for entendido, por se considerar que esta continuar a ter razo de ser, deve ser dotada de maior autonomia, com o seu Presidente a ser eleito pela Assembleia da Republica, o qual dever ser simultaneamente o Provedor do Doente e ser criado o seu Conselho Consultivo, o qual dever ter uma composio representativa de todos os interesses que concorrem na rea da sade, desde os utentes, aos trabalhadores, passando pelos prestadores pblicos, privados e sociais, sem esquecer a indispensvel participao do poder local. Neste quadro a Federao Nacional dos Sindicatos da Funo Pblica considera essencial o seguinte: 1) Fim do processo de privatizaes dos servios e dos vnculos

    laborais O processo de privatizao das instituies do Servio Nacional de

    Sade e dos vnculos dos trabalhadores deve acabar. O Hospital Fernando da Fonseca, os Hospitais Sociedades

    Annimas/Entidades Publicas Empresariais, o Infarmed, o INEM, entre outros, devem regressar, de imediato, ao regime de gesto pblica administrativa e os seus trabalhadores devem ser integrados na funo pblica, com o respectivo vnculo pblico de nomeao em lugar do quadro.

    2) Implementao de regras de gesto pblica flexveis Ao invs do que vem sendo praticado, e como temos vindo a propor, o

    que deve ser feito, em nosso entender, o que propusemos aquando do nosso parecer sobre o projecto do novo Estatuto Jurdico do Hospital.

    Quanto lei de gesto hospitalar, dever-se-o adoptar as seguintes

    medidas:

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    tornar imperativa, em todos os hospitais cuja dimenso o justifique, a diviso em centros de responsabilidade e de custos, prevista no artigo 9 do decreto-lei 19/88 de 21 de Janeiro.

    em cada centro de responsabilidade e, sempre que a sua dimenso o justifique, cada um dos centros de custos, deve ser gerido por um Administrador Hospitalar, (trata-se to somente de dar cabal aplicao ao nmero 3 do citado preceito).

    A gesto dos hospitais deve ser dividida em dois nveis - a econmico-administrativa e a tcnica.

    a gesto tcnica deve sobrepor-se, naquilo que diz respeito a opes estruturais para a instituio, nomeadamente em matria de investimentos, gesto econmico-administrativa.

    Os rgos de participao da comunidade devem ser reforados, nomeadamente na componente de representao do poder autrquico e dos utentes, no ignorando que devem ter tambm a participao de todos os grupos profissionais da instituio.

    Deve existir um gestor que seja nomeado pelo Ministro da Sade, ou pelo Conselho de Administrao da ARS respectiva, consoante o nvel do hospital, por proposta do poder local, atravs da Assembleia Municipal.

    Os rgos de gesto tcnica devem ser eleitos pelo conjunto dos profissionais do hospital.

    Os rgos de participao devem aprovar o relatrio e o plano de actividades do hospital e as suas grandes opes estratgicas.

    Estas so algumas das medidas, outras haver, que podem ser adoptadas, que contribuiro para resolver os problemas com que os hospitais actualmente se defrontam, no mbito inequvoco do Servio Nacional de Sade, sem fugir aos seus objectivos e enquadramento jurdico-constitucional, e no quadro de uma Administrao Pblica aberta, participada e descentralizada, que deve ter como primordial e nico objectivo o servir os seus clientes, isto , o utente.

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    3) Centros de Sade Especificamente para esta rea e estando genericamente de acordo com

    aquilo que consignava o D. Lei 157/99, de 10/5, pensamos que este deve ser repristinado (tal como j foi aprovado em Conselho de Ministros). Essa repristinao deve ser feita introduzindo-lhe alguns ajustamentos nomeadamente no sentido de os Administrativos passarem a ter acento na Direco dos Centros de Sade e no de existir uma rea de actuao social autnoma, dirigida por um Tcnico Superior de Servio Social.

    No queremos, no entanto, deixar de sublinhar aqui que entendemos

    que os Centros de Sade, e as suas unidades organizativas (unidades de sade familiares) devem ter gesto pblica e no ser atribuda, de nenhuma forma, a outras entidades, sejam elas quais forem.

    4) Alargamento dos horrios dos Centros de Sade O alargamento dos horrios de funcionamento dos Centros de Sade no pode ser conseguido custa, e dando cabo, da sade dos seus trabalhadores. Os ritmos de trabalho a que os trabalhadores dos Centros de Sade vm sendo sujeitos desde h longos anos e em particular desde o incio do processo de alargamento dos seus horrios de funcionamento, com o sistemtico recurso a horas extraordinrias, que muitas vezes nem sequer so pagas, incomportvel, intolervel e desumano. Do mesmo modo este alargamento do perodo de funcionamento dos Centros de Sade, no pode ser feito com o recurso a trabalho precrio, uma vez que se trata de funes de carcter permanente. As Administraes Regionais de Sade, desde a sua criao em 1979, nunca admitiram, de forma estruturada, novo pessoal.

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    Como tal encontram-se hoje minguadas em meios humanos, sendo que o seu pessoal est cansado e saturado de, por um lado ser o bode expiatrio do seu deficiente funcionamento e, por outro, de tentar tapar os buracos do sistema. Esta situao no pode ser mantida por mais tempo! absolutamente necessrio que seja implementada uma poltica de

    contratao de pessoal para os Centros de Sade que abranja todos os profissionais, mas que no deixe de fora o pessoal administrativo e o pessoal auxiliar, bem como uma poltica de formao profissional que prepare os profissionais para as novas tecnologias e os novos desafios do Servio Nacional de Sade.

    5) Regime Remuneratrio Experimental Este regime, institudo pelo Decreto-Lei 117/98, de 5/5 deve ser alargado a todos os profissionais, em condies a negociar. A recente publicao do Decreto-Lei 29/2005, de 10 de Fevereiro, no veio resolver o problema porquanto continua a no ser aplicado a todos. 6) Plano de recuperao de listas de espera (actualmente

    SIGIC) Em nosso entender esta uma matria essencial para a credibilizao dos servios pblicos, mas que no pode ser conseguida custa da contratualizao com os privados. Fazer isto era beneficiar o infractor e dar o prmio pretendido a quem deliberadamente criou as listas de espera. Efectivamente sabido de todos que o factor que mais determina a existncia de listas de espera a grande promiscuidade entre pblico e privado.

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    necessrio garantir que os blocos operatrios e os meios

    complementares de diagnstico funcionem, pelo menos, durante 12 horas dirias.

    Para isto necessrio que haja maior dotao de pessoal e que, na altura

    de arranque do processo, haja os indispensveis incentivos financeiros para todo o pessoal e no s para Mdicos, Enfermeiros e Tcnicos.

    Por outro lado no podemos deixar de referir aqui que a legislao que regula o pagamento aos profissionais integrados nos sucessivos programas de recuperao das listas de espera no foi objecto de negociao com esta Federao, situao em que, inevitavelmente, teria tido o nosso desacordo, em virtude de no incluir no seu mbito o restante pessoal que, directa ou indirectamente tem a ver com a recuperao das listas de espera, isto : Tcnicos Superiores de Sade, Tcnico Profissionais, Administrativos e Auxiliares. 7) Poltica do Medicamento Este um aspecto essencial de qualquer poltica de sade, quanto mais no seja porque uma das rubricas mais pesadas em termos oramentais. No entanto, as sucessivas subordinaes aos interesses da indstria farmacutica e/ou da ANF, tm levado a que as polticas adequadas no tenham sido implementadas. Assim, neste aspecto defendemos as seguintes medidas: a) A criao de um Formulrio Nacional de Medicamentos Para alm da reviso indispensvel do Formulrio Nacional Hospitalar

    de Medicamentos (FNHM) necessrio criar o Formulrio Nacional de Medicamentos de Ambulatrio.

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    b) Prescrio por Princpio Activo ou DCI absolutamente essencial que, tal como acontece nos hospitais

    pblicos, onde a prescrio feita por Princpio Activo, tambm no ambulatrio e nos Centros de Sade a prescrio se faa por Princpio Activo.

    c) Farmcias Pblicas Deve ser criada uma rede de farmcias pblicas por forma a permitir que

    um utente, quando sai do Centro de Sade possa sair logo com os medicamentos necessrios, pelo menos, para os primeiros dias de tratamento.

    De igual modo as farmcias hospitalares devem poder fazer essa

    dispensa para os doentes das consultas externas dos hospitais e que tm alta do internamento.

    Com estas medidas poupar-se-iam muitos milhes de contos ao errio pblico. Naturalmente que ser necessrio aumentar a capacidade de formao d

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