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Download Ministrio da Sade Conselho Nacional do Ministrio ...  lcool e outras Drogas, Sade da Criana e Aleitamento Materno e Sade do Adolescente e do Jovem, ... direitos fundamentais da criana e do adolescente

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  • 0

    Ministrio da Sade

    Conselho Nacional do Ministrio Pblico CNMP

    ATENO PSICOSSOCIAL A CRIANAS E ADOLESCENTES NO SUS: TECENDO

    REDES PARA GARANTIR DIREITOS

    Srie F. Comunicao e Educao em Sade

    Braslia - 2013

  • 1

    2013 Ministrio da Sade.

    Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no

    seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra

    da rea tcnica. A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada, na ntegra, na Biblioteca Virtual em

    Sade do Ministrio da Sade: .

    Verso preliminar

    Elaborao, distribuio e informaes:

    MINISTRIO DA SADE

    Secretaria de Ateno Sade

    Departamento de Aes Programticas e Estratgicas

    Coordenao Nacional de Sade Mental, lcool e Outras Drogas

    SAF Sul, Quadra 2 Lote 5/6, Bloco II Sala 8 - Auditrio,

    Edifcio Premium

    CEP: 70070 - 600, Braslia-DF

    Site:

    E-mail: saudemental@saude.gov.br

    Coordenao

    Paulo Vicente Bonilha de Almeida

    Roberto Tykanori Kinoshita

    Tas Schilling Ferraz

    Thereza de Lamare Franco Netto

    Organizao

    Carlos Martheo Crosu Guanaes Gomes

    Isadora Simes de Souza

    June Correa Borges Scafuto

    Luciana Togni de Lima e Silva Surjus

    Rbia Cerqueira Persequini Lenza

    Taciane Pereira Maia

    Elaborao

    Daniel Adolpho Daltin Assis

    Isadora Simes de Souza

    June Scafuto

    Ktia Galbinski

    Karime da Fonseca Porto

    Llian Cherulli de Carvalho

    Luciana Togni de Lima e Silva Surjus

    Maria de Lourdes Magalhes

    Rbia Persequini Lenza

    Taciane Pereira Maia

  • 2

    Apoio

    Cleide Aparecida de Souza

    Raquel de Aguiar Alves

    Patricia Portela de Aguiar

    Estagiria

    Joyce Hellen Braga de Jesus

    Projeto Grfico e diagramao

    Ncleo de Comunicao Secretaria de Ateno Sade

    NucomSAS

    Ficha Catalogrfica

    ________________________________________________________________________________________________

    Brasil. Ministrio da Sade. Secretaria de Ateno Sade. Departamento de Aes Programticas Estratgicas.

    Ateno psicossocial a crianas e adolescentes no sus: tecendo redes para garantir direitos / Ministrio da Sade.

    Secretaria de Ateno Sade. Departamento de Aes Programticas Estratgicas. Braslia: Ministrio da Sade,

    2013.

    Srie F. Comunicao e Educao em Sade.

    Verso preliminar

    1. Polticas pblicas. 2. Infncia e Juventude. 3.Direitos. 4. Rede de Ateno Psicossocial.

  • 3

    Sumrio

    Apresentao..................................................................................................................5

    Introduo........................................................................................................................7

    1. Crianas e adolescentes: sujeitos de direitos..........................................................10

    2. Sade como um dos direitos fundamentais de crianas e adolescentes

    .................................................................................................................................13

    3. Ateno psicossocial de crianas e adolescentes.................................................17

    4. A Rede de Ateno Psicossocial RAPS................................................................20

    I - Ateno Bsica....................................................................................................21

    II - Ateno Psicossocial Estratgica.......................................................................24

    III Ateno residencial de carter transitrio.........................................................24

    IV Ateno de urgncia e emergncia..................................................................25

    V - Ateno Hospitalar.............................................................................................26

    5. Alguns temas relevantes..........................................................................................28

    5.1 O papel estratgico da Educao......................................................................28

    5.2 Uso e dependncia de drogas...........................................................................29

    5.3 Proteo Social integral, Ateno em Sade e Medidas

    Socioeducativas.......................................................................................................30

    5.3.1 Proteo Social Integral..................................................................................30

    5.3.2 Ateno em Sade..........................................................................................31

    5.3.3 Medidas Socioeducativas................................................................................33

    5.4 Ateno s crianas, adolescentes e suas famlias em situao de

    violncia...................................................................................................................34

    6. Um caso complexo de cuidado em Rede.................................................................36

    7. Referncias Bibliogrficas........................................................................................40

  • 4

    Apresentao

    Este documento foi elaborado para os profissionais que atuam no sistema de

    garantia de direitos de crianas e adolescentes promotores de justia, defensores

    pblicos e juzes, e gestores e profissionais de sade, especialmente os da Rede de

    Ateno Psicossocial (RAPS) do Sistema nico de Sade (SUS).

    Sua construo decorre do esforo conjunto entre as reas Tcnicas da Sade

    Mental, lcool e outras Drogas, Sade da Criana e Aleitamento Materno e Sade do

    Adolescente e do Jovem, da Secretaria de Ateno Sade do Ministrio da Sade (MS)

    e a Comisso de Aperfeioamento da Atuao do Ministrio Pblico na rea da Infncia e

    Juventude do Conselho Nacional do Ministrio Pblico (CNMP).

    Desde 2012 tcnicos do MS e promotores do CNMP vm se reunindo para a

    elaborao deste material com o objetivo de estabelecer linguagem e entendimentos

    comuns que possam fazer avanar o acesso e a qualificao das aes voltadas

    populao de crianas e adolescentes nos mbitos jurdicos e de ateno sade, com

    nfase na ateno psicossocial.

    Para tanto, so resgatados aqui os principais marcos no campo dos direitos

    humanos e da ateno psicossocial de crianas e adolescentes, bem como os principais

    temas e desafios para o desenvolvimento de aes efetivas na promoo, proteo e

    defesa de direitos.

    A submisso deste material Consulta Pblica visa ampliao do dilogo

    com outros tantos parceiros que se dedicam ao estudo, ao cuidado, e defesa de direitos

    de crianas e adolescentes, favorecendo uma construo participativa e legtima.

  • 5

    Brejo da Cruz

    Chico Buarque

    A novidade

    Que tem no Brejo da Cruz

    a crianada

    Se alimentar de luz

    Alucinados

    Meninos ficando azuis

    E desencarnando

    L no Brejo da Cruz

    Eletrizados

    Cruzam os cus do Brasil

    Na rodoviria

    Assumem formas mil

    Uns vendem fumo

    Tem uns que viram Jesus

    Muito sanfoneiro

    Cego tocando blues

    Uns tm saudade

    E danam maracatus

    Uns atiram pedra

    Outros passeiam nus

    Mas h milhes desses seres

    Que se disfaram to bem

    Que ningum pergunta

    De onde essa gente vem

    So jardineiros

    Guardas-noturnos, casais

    So passageiros

    Bombeiros e babs

    J nem se lembram

    Que existe um Brejo da Cruz

    Que eram crianas

    E que comiam luz

    So faxineiros

    Balanam nas construes

    So bilheteiras

    Baleiros e garons

    J nem se lembram

    Que existe um Brejo da Cruz

    Que eram crianas

    E que comiam luz

    http://letras.mus.br/chico-buarque/

  • 6

    Introduo

    A histria das polticas de defesa dos direitos de crianas e adolescentes tem como

    uma de suas marcas o controle do estado sobre esses indivduos e a construo de um

    modelo de assistncia centrado na institucionalizao, com o objetivo de garantir a

    proteo social.

    No Brasil, o movimento de defesa dos direitos de crianas e adolescentes surge na

    dcada de 20, culminando na primeira a legislao sobre o tema da assistncia e

    proteo a crianas e adolescentes que reconhecia a situao de pobreza como geradora

    de crianas abandonadas e jovens delinquentes. Esse modelo levou expanso de

    diversas instituies, de carter filantrpico, organizadas sob a primazia do controle e da

    proteo, muitas vezes em detrimento do atendimento das necessidades de crianas e

    adolescentes. Na lgica do isolamento dos desviantes, a privao de liberdade por

    intermdio da institucionalizao foi um dos meios empregados para segregar crianas e

    adolescentes pobres; autores de atos infracionais; com deficincias; transtornos mentais

    entre outros tidos como incapazes.

    Fundamentalmente, marcaram este campo, legislaes especficas em diferentes

    momentos histricos que produziram transformaes na compreenso jurdica e social da

    infncia e da adolescncia. Dentre eles, podemos citar o Cdigo Mello Mattos1, de 1927;

    O Cdigo de Menores2, de 1979 e o Estatuto da Criana e do Adolescente, de 1990, que

    a legislao atualmente vigente.

    O cdigo Mello Mattos tinha por finalidade o saneamento social. De acordo com

    COIMBRA E AYRES (2009) em funo de uma a

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