Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ... Encaminhe-se à Secretaria Executiva do Ministério…

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<ul><li><p>C:\DOCUME~1\ALTAIR~1.ALM\CONFIG~1\Temp\NT - 150 - UNB - jornada de trabalho tcnico-administrativo.toc.doc </p><p>Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto Secretaria de Gesto Pblica </p><p>Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais de Pessoal Coordenao-Geral de Elaborao, Orientao e Consolidao das Normas </p><p>NOTA TCNICA N 150 /2012/CGNOR/DENOP/SEGEP/MP </p><p>Assunto: Flexibilizao da jornada de trabalho dos servidores tcnico-administrativo em </p><p>educao da XXXX </p><p>SUMRIO EXECUTIVO </p><p>1. Por intermdio do Documento epigrafado, o Secretrio Executivo do Ministrio da </p><p>Educao solicita anlise acerca dos aspectos legais da Resoluo do Conselho de Administrao </p><p>da XXXXXXX, que autorizou a flexibilizao da jornada de trabalho dos servidores tcnico</p><p>administrativos em educao, possibilitando que seja adotada carga horria de seis a oito horas </p><p>dirias e de trinta a quarenta horas semanais. </p><p>ANLISE </p><p>2. O Conselho de Administrao da Universidade de Braslia apoiando-se no art. </p><p>19 da Lei n 8.112, de 1990, no Decreto n 1.590, de 1995, e em pressupostos, tais como o </p><p>objetivo e as finalidades estatutrias da XXXXX, bem como sua funo social e a busca </p><p>incessante pelo aumento da qualidade do ensino pblico ofertado pela Instituio comunidade, </p><p>que exige a adoo de gesto universitria e administrativa mais moderna e eficiente, inserindo-</p><p>se nesse contexto a ampliao dos horrios de atendimento ao pblico usurio, com reflexos no </p><p>regime de trabalho dos servidores, vista do funcionamento da instituio em perodo superior a </p><p>doze (12) horas dirias ininterruptas; e que os cursos e as demais atividades administrativas de </p><p>apoio a oferta de educao funcionam e esto disponveis ao pblico usurio nos trs turnos, </p><p>diariamente autorizou a flexibilizao da jornada de trabalho dos servidores tcnico-</p><p>administrativos em educao, podendo ser adotada carga horria de seis a oito horas dirias e de </p><p>trinta a quarenta horas semanais, bem como instituiu o sistema de banco de horas. </p></li><li><p> 2</p><p>3. Inicialmente deve-se destacar que a Lei n 8.112, de 1990, em seu art. 19, </p><p>estabelece que os servidores cumpriro jornada de trabalho fixada em razo das atribuies </p><p>pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a durao mxima do trabalho semanal de quarenta </p><p>horas e observados os limites mnimo e mximo de seis horas e oito horas dirias, </p><p>respectivamente </p><p>4. Por seu turno, regulamentando esse dispositivo legal, o Decreto n 1.590, de 10 de </p><p>agosto de 1995, estabelece que: </p><p>Art. 1 A jornada de trabalho dos servidores da Administrao Pblica Federal direta, das autarquias e das fundaes pblicas federais, ser de oito horas dirias e: I - carga horria de quarenta horas semanais, exceto nos casos previstos em lei especfica, para os ocupantes de cargos de provimento efetivo; (...) </p><p>5. Assim, em regra, os plano de cargos, sejam gerais e especiais, ou mesmo </p><p>carreiras, estabelecem de forma expressa a jornada de trabalho do servidores a eles submetidos. </p><p>Saliente-se, ainda que a jornada aplicada tambm, em regra, de 40 horas semanais. Por </p><p>oportuno, nos casos de silncio da lei aplica-se a determinao contida no art. 1 do Decreto n </p><p>1.590, de 1995, acima transcrito. </p><p>6. Desse modo, a jornada de trabalho dos servidores pblicos federais, salvo </p><p>disposies legais em contrrio, de 40 horas semanais, sendo realizada em turnos dirios de 8 </p><p>horas, conforme estabelece o Decreto n 1.590, de 1995, e as legislaes que regulamentam os </p><p>plano de cargos, sejam gerais e especiais, ou carreiras do Poder Executivo Federal. </p><p>7. No caso especifico dos tcnico-administrativos em educao, inicialmente o </p><p>Decreto no 94.664, de 23 de julho de 1987, estabelecia o regime de trabalho de 40 horas </p><p>semanais. Posteriormente, a Lei n 11.091, de 12 de janeiro de 2005, que dispe sobre a </p><p>estruturao do Plano de Carreira dos Cargos Tcnico-Administrativos em Educao, no mbito </p><p>das Instituies Federais de Ensino vinculadas ao Ministrio da Educao, foi silente quanto </p><p>jornada de trabalho destes profissionais. </p></li><li><p> 3</p><p>8. Ento, considerando o silncio da lei, imperiosa a aplicao da determinao </p><p>contida no art. 1 do Decreto n 1.590, de 1995, ou seja, os servidores tcnico-administrativos em </p><p>educao devero cumprir jornada de trabalho de 40 horas semanais, referentes a uma carga </p><p>horria diria de 8 horas. </p><p>9. Quanto possibilidade de flexibilizao de jornada, o Decreto n 1.590, de 1995, </p><p>facultou ao dirigente mximo dos rgos ou das entidades autorizar os servidores a cumprir </p><p>jornada de trabalho de seis horas dirias e carga horria de trinta horas semanais, devendo-se, </p><p>neste caso, dispensar o intervalo para refeies, nas seguintes situaes: os servios prestados </p><p>devem exigir atividades continuadas de regime de turno ou escala, em perodo igual ou superior a </p><p>doze horas ininterruptas, em funo de atendimento ao pblico ou trabalho no turno noturno. </p><p>Destaque-se que a alterao deve se dar no interesse da Administrao Pblica, consubstanciado </p><p>na faculdade atribuda pela lei ao dirigente mximo do rgo ou da entidade para autorizar o </p><p>cumprimento da jornada especial. 1 </p><p>10. Lembre-se tambm que os dirigentes mximos dos rgos ou entidades que </p><p>autorizarem a flexibilizao da jornada de trabalho nas situaes postas, devero determinar a </p><p>afixao, nas suas dependncias, em local visvel e de grande circulao de usurios dos servios, </p><p>de quadro, permanentemente atualizado, com a escala nominal dos servidores que trabalharem </p><p>neste regime, constando dias e horrios dos seus expedientes. </p><p>11. Frise-se, ainda, que a Advocacia-Geral da Unio, ao abordar da aplicao do art. 3 </p><p>do Decreto n 1.590, de 1995, por intermdio do PARECER N 08/2011/MCA/CGU/AGU, no </p><p>ensina que: </p><p>14. A exceo prevista no art. 3, portanto, deve ser aplicada apenas em casos bem especficos. necessrio atentar para a ilegalidade de eventual estabelecimento de jornada prevista no artigo 3 do Decreto 1.590/95 como regra geral, indistintamente a todos os servidores de um rgo e sem ateno aos requisitos exigidos2. (...) </p><p> 1 PARECER N 08/2011/MCA/CGU/AGU, de 27/10/2011. 2 NO mesmo sentido, confira-se o Acrdo 1677/2005 Plenrio do Tribunal de Contas da Unio, publicado no DOU de 27 de outubro de 2005, (...) </p></li><li><p> 4</p><p>12. Passada a anlise da legislao de regncia da matria, da leitura da Resoluo do </p><p>Conselho de Administrao da XXXX, depreende-se que houve delegao de competncia para </p><p>que a Direo ou chefias imediatas realizassem, de acordo com o seu entendimento, quanto </p><p>aplicabilidade do Decreto n 1.580, de 1995, no que tange flexibilizao da jornada dos </p><p>servidores tcnico-administrativos em educao, sendo, segundo a citada Resoluo, esta </p><p>flexibilizao indevida apenas aos seguintes servidores: </p><p> Que atuem em regime de planto; </p><p> Ocupantes de cargos com jornada semanais de trabalho estabelecia em lei </p><p>especfica; e </p><p> Ocupante de Cargo de Direo (CD) ou Funo Gratificada (FG). </p><p>13. Desse modo, considerando as legislaes antes abordadas, entende-se que houve </p><p>um desvirtuamento, pela Universidade de Braslia, da prerrogativa conferida pelo Decreto n </p><p>1.590, de 1995, de flexibilizao da jornada de trabalho dos servidores tcnico-administrativos </p><p>em educao, uma vez que a regra passou a ser a flexibilizao. </p><p>14. Ademais, o contedo da Resoluo em questo no demonstra, a priori, nenhum </p><p>critrio objetivo ou controle que possibilite ao gestor ou rgos de controle enquadrar/monitorar </p><p>as atividades desenvolvidas no mbito da instituio de ensino nas hipteses estabelecidas na art. </p><p>3 do Decreto n 1.590, de 1995, a no ser a discricionariedade da Direo ou Chefia das </p><p>unidades administrativas. </p><p>15. Por fim, a instituio do banco de horas pela UNB configura-se ato administrativo </p><p>completamente desprovido de amparo legal, porquanto o instituto em questo foi declarado ilegal </p><p>por este rgo Central do SIPEC, por intermdio da Nota Tcnica n </p><p>667/2009/COGES/DENOP/SRH-MP, nestes termos: </p><p>V DO BANCO DE HORAS </p><p>62. O servidor pblico, por fora do art. 117 da Lei n 8.112, de 1990, tem obrigao de cumprir a carga horria estabelecida para o seu cargo, sendo que, em situaes excepcionais e transitrias, poder ser convocado para prestar servios extraordinrios, conforme estabelece o art. 74 da Lei n 8.112, de 1990. </p></li><li><p> 5</p><p>63. Assim, fora dessas circunstncias, ilegal e at mesmo desumano a submisso do servidor a regime de trabalho que supere a sua carga horria diria, que poder em muitos casos ser-lhe degradante. </p><p>64. Nas situaes em que o servidor no cumpra a carga horria diria do seu cargo, a Lei n 8.112, de 1990, em seu art. 44, abaixo transcrito, determina o desconto da parcela da remunerao diria, proporcional aos atrasos, s ausncias justificadas, exceto em certos casos estabelecidos em lei, e s sadas antecipadas. Ao servidor facultado compensar as horas no trabalhadas at o ms subseqente ao da ocorrncia, conforme estabelecido pela chefia imediata. </p><p>Art. 44. O servidor perder: </p><p>I - a remunerao do dia em que faltar ao servio, sem motivo justificado; (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97) </p><p>II - a parcela de remunerao diria, proporcional aos atrasos, ausncias justificadas, ressalvadas as concesses de que trata o art. 97, e sadas antecipadas, salvo na hiptese de compensao de horrio, at o ms subseqente ao da ocorrncia, a ser estabelecida pela chefia imediata. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97) </p><p>Pargrafo nico. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de fora maior podero ser compensadas a critrio da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exerccio. (Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.97) </p><p>65. Desse modo, no h previso legal para que os rgos e entidades integrantes do SIPEC adotem o banco de horas, vez que sua utilizao afronta os arts. 19 e 73 da Lei n Lei n 8.112, de 1990. </p><p>16. Por fim, na linha de raciocnio de que os servidores tcnico-administrativos das </p><p>instituies de ensino tm que cumprir jornada diria de 8 horas e semanal de 40 horas, cite-se a </p><p>recente deciso do Tribunal de Contas da Unio, proferida por intermdio do Acrdo n </p><p>8.616/2011 TCU 2 Cmara, nestes termos: </p><p>1.6. Dar cincia Ufersa de que a jornada de trabalho no perodo de recesso acadmico deve ser de oito horas dirias e carga horria de quarenta horas semanais, conforme estabelece o art. 1, inciso I, do Decreto n 1590/1995, alterado pelo Decreto 4836/2003; </p><p>CONCLUSO </p><p>17. Isto posto, entende-se que a Resoluo do Conselho de Administrao da XXXXX </p><p>distorceu a faculdade conferida pelo art. 3 do Decreto n 1.590, de 1995, j que a flexibilizao </p><p>de jornada, que um instituto de exceo, foi tratado como regra na referida instituio de </p></li><li><p> 6</p><p>ensino, bem como estabeleceu o instituto do banco de horas, cujo entendimento deste rgo </p><p>central do SIPEC pela sua ilegalidade. </p><p>18. Com estas informaes, sugere-se a restituio dos autos ao Ministrio da </p><p>Educao, com cpia Auditoria de Recursos Humanos desta SEGEP/MP e Controladoria-</p><p>Geral da Unio, rgo Central de Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, para </p><p>adoo das providncias que julgue necessrias. </p><p> considerao superior. </p><p> Braslia, 31 de MAIO de 2012. </p><p>TEOMAIR CORREIA DE OLIVEIRA Chefe da Diviso de Provimento, Vacncia e Benefcios da Seguridade Social. </p><p> De acordo. considerao superior. </p><p>Braslia, 31 de MAIO de 2012. </p><p>ANA CRISTINA S TELES DVILA Coordenadora-Geral de Elaborao, Orientao e Consolidao das Normas. </p><p> De acordo. considerao superior. </p><p>Braslia, 31 de MAIO de 2012. </p><p>ROGRIO XAVIER ROCHA Diretor do Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais de Pessoal Substituto </p><p> Aprovo. Encaminhe-se Secretaria Executiva do Ministrio da Educao, com </p><p>cpia a Auditoria de Recursos Humanos desta SEGEP/MP e a Controladoria-Geral da Unio, </p><p>rgo Central de Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, na forma proposta. </p><p> Braslia, 31 de MAIO de 2012. </p><p>MARILENE FERRARI LUCAS ALVES FILHA Secretria de Gesto Pblica Substituta </p></li></ul>

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