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  • N 108, quarta-feira, 9 de junho de 201070 ISSN 1677-7042

    Este documento pode ser verificado no endereo eletrnico http://www.in.gov.br/autenticidade.html ,pelo cdigo 00012010060900070

    Documento assinado digitalmente conforme MP no- 2.200-2 de 24/08/2001, que institui aInfraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira - ICP-Brasil.

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    Ministrio do Meio Ambiente.

    INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTEE DOS RECURSOS NATURAIS RENOVVEIS

    INSTRUO NORMATIVA No- 6, DE 8 DE JUNHO DE 2010

    O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DOMEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOV-VEIS - IBAMA, no uso da atribuio que lhe confere o item VIII, doart. 22, do anexo I ao Decreto n. 6.099, de 26 de abril de 2007, queaprova a Estrutura Regimental do IBAMA;

    Considerando a Lei n 8.723, de 28 de outubro de 1993, quedispe sobre a reduo de emisso de poluentes por veculos au-tomotores, como parte integrante da Poltica Nacional de Meio Am-biente;

    Considerando as prescries do Programa de Controle daPoluio do Ar por Veculos Automotores - PROCONVE institudopelo Conselho Nacional de Meio Ambiente atravs da ResoluoCONAMA n. 18, de 6 de maio de 1986, e demais resolues com-plementares;

    Considerando exigncias estabelecidas pelo Conselho Na-cional de Meio Ambiente atravs da Resoluo CONAMA n 418, de25 de Novembro de 2009, que determinou ao Ibama regulamentar osprocedimentos para avaliao do estado de manuteno dos veculosem uso;

    onsiderando a necessidade de contnua atualizao do PRO-CONVE bem como a complementao de seus procedimentos deexecuo resolve:

    Art.1 Estabelecer os requisitos tcnicos para regulamentaros procedimentos para avaliao do estado de manuteno dos ve-culos em uso.

    Pargrafo nico. Os requisitos citados no caput deste artigoencontram-se nos Anexos da presente Instruo Normativa.

    Art. 2 Fazem parte da presente instruo normativa os se-guintes anexos:

    1. ANEXO I - DEFINIES.2. ANEXO II - PROCEDIMENTO DE INSPEO DE

    VECULOS DO CICLO DIESEL NO PROGRAMA I/M3. ANEXO III - PROCEDIMENTO DE INSPEO DE

    VECULOS DO CICLO OTTO, EXCETO MOTOCICLOS E AS-SEMELHADOS, NO PROGRAMA I/M

    4. ANEXO IV - PROCEDIMENTO DE INSPEO DEMOTOCICLOS E ASSEMELHADOS DO CICLO OTTO NO PRO-GRAMA I/M

    5. ANEXO V - PROCEDIMENTOS PARA A MEDIODE RUDO

    6. ANEXO VI - CARACTERSTICAS DOS CENTROS DEINSPEO

    7. ANEXO VII INFORMAES NECESSRIAS S INS-PEES A SEREM FORNECIDAS PELOS FABRICANTES DEVECULOS E MOTORES

    Art. 3 Durante a realizao da inspeo, a conduo doveculo e dos procedimentos de testes deve ser realizada por inspetorde emisses veiculares, qualificado e devidamente treinada.

    Art. 4 Os veculos equipados com motor de 2 tempos po-dem ser dispensados da inspeo, conforme estabelecido na definioda frota alvo do programa.

    Art. 5 Esta Instruo Normativa entre em vigor na data dasua publicao.

    ABELARDO BAYMA

    ANEXO I

    DEFINIES

    Alteraes no Sistema de Escapamento: alteraes visual-mente perceptveis no sistema de escapamento (estado avanado dedeteriorao, componentes soltos, furos, entradas falsas de ar etc.) queimpossibilitem ou afetem a medio dos gases de escapamento ouque comprometam o funcionamento do motor ou do sistema de con-trole de emisso.

    Alteraes nos Itens de Controle de Emisso: alteraes vi-sualmente perceptveis (ausncia, desconformidade com as especi-ficaes originais, inoperncia ou estado avanado de deteriorao)de componentes e sistemas de controle de emisso.

    Assistente tcnico: o funcionrio que auxilia o inspetor efaz a interface com o usurio, conduz o veculo, orienta e d ex-plicaes sobre os procedimentos e resultados. Ele no participa neminterfere no ensaio e no responde pelo resultado.

    Centros de Inspeo: locais construdos e equipados com afinalidade exclusiva de inspecionar a frota de veculos em circulaode modo seriado, quanto emisso de poluentes, rudo e segurana.

    CO: monxido de carbono contido nos gases de escapa-mento, medido em % em volume.

    COcorrigido: o valor medido de monxido de carbono ecorrigido quanto diluio dos gases amostrados, conforme a ex-presso:

    COcorrigido = Fdiluio COmedido

    Condies de acelerao intermediria: condies de utili-zao do motor em carga parcial, cuja potncia especfica em kW/t(quilowatts por tonelada) deve ser avaliada atravs da medio davelocidade e acelerao do veculo, inclinao da pista e de coe-ficientes tpicos de resistncia ao movimento de veculos, princi-palmente para atrito, aerodinmica e inrcia.

    Condies normais de operao: so as condies de ope-rao do veculo em trfego normal, sob carga e velocidade com-patveis com as especificaes originais do veculo, combustvel co-mercial e quando os componentes do sistema de propulso e dosistema de controle de emisso de poluentes apresentam funciona-mento regular e aceitvel em relao aos padres de projeto e deproduo do veculo.

    dB (A): unidade do nvel de presso sonora em decibis,ponderada pela curva de resposta em freqncia A, para quantificaode nvel de rudo

    Descontaminao do leo de crter: procedimento utilizadopara que o excesso de gases contaminantes do leo do crter sejamrecirculados atravs do sistema de recirculao dos gases do crter equeimados na cmara de combusto pelo motor antes das medies.

    Diagnose de bordo: avaliao realizada permanentemente pe-lo sistema de gerenciamento do motor, atravs do monitoramento desinais emitidos por sensores especficos, tendo capacidade para cor-rigir desvios de funcionamento, integrar todo o sistema e identificar omau funcionamento de componentes, bem como proteg-los contrariscos decorrentes dos defeitos encontrados, emitir alarmes preven-tivos para a manuteno e fixar condies padro para o funcio-namento do motor em situaes de emergncia.

    Dispositivos de informao sobre o funcionamento do motor:so os instrumentos e indicadores do painel do veculo que forneceminformaes sobre as condies de seu funcionamento.

    Fator de diluio dos gases de escapamento: a porcentagemvolumtrica de diluio da amostra de gases de escapamento devida entrada de ar no sistema, dada pelas expresses:

    Fdiluio = 15/(CO + CO2)medidos - para veculos movidos aetanol ou gasolina.

    Fdiluio = 12/(CO + CO2)medidos - para veculos movidos aG N V.

    Fumaa azul: produtos de combusto de cor azulada, visveisa olho nu, compostos por partculas de carbono, leo lubrificante ecombustvel parcialmente queimado, excetuando-se o vapor degua.

    Funcionamento irregular do motor: condio de operaocaracterizada por uma ntida instabilidade da rotao de marcha lenta,ou da RPMmxima livre do motor Diesel ou quando o motor do veculos opera mediante o acionamento do afogador ou do acelerador, bemcomo quando apresenta rudos anormais.

    Gs de escapamento: substncias emitidas para a atmosferaprovenientes de qualquer abertura do sistema de escapamento.

    Gases do crter: substncias emitidas para a atmosfera, pro-venientes de qualquer parte dos sistemas de lubrificao ou ventilaodo crter do motor.

    HCcorrigido: o valor medido de HC e corrigido quanto diluio dos gases amostrados, conforme a expresso:

    HCcorrigido = Fdiluio HCmedidoHidrocarbonetos: total de substncias orgnicas, incluindo

    fraes de combustvel no queimado e subprodutos resultantes dacombusto, presentes no gs de escapamento e que so detectadospelo detector de infravermelho para HC, expresso como normal he-xano, em partes por milho em volume - ppm.

    Inspetor de emisses veiculares: o tcnico que realiza oensaio, faz a entrada de dados no sistema, instala os equipamentos,acelera o veculo, expede o relatrio e registra e cola o selo noveculo.

    Item de controle de emisso: componente ou sistema de-senvolvido especificamente para o controle de emisso de poluentese/ou rudo. Considera-se como tal os sensores necessrios ao ge-renciamento eletrnico do motor, o conversor cataltico (catalisador),filtros de partculas (DPF), os dispositivos limitadores de fumaa(LDA), os sistemas de recirculao de gases do crter (PCV) e doescapamento (EGR), o sistema de controle de emisses evaporativase outros, definidos a critrio do rgo responsvel pelo gerenciamentodo Programa I/M.

    Itens de ao indesejvel: so quaisquer peas, componentes,dispositivos, sistemas, softwares, lubrificantes, aditivos, combustveise procedimentos operacionais em desacordo com a homologao doveculo, que reduzam ou possam reduzir a eficcia do controle daemisso de rudo e de poluentes atmosfricos de veculos automo-tores, ou produzam variaes acima dos padres ou descontnuasdestas emisses em condies que possam ser esperadas durante a suaoperao em uso normal.

    LIM (Lmpada indicadora de mau funcionamento): o meiovisvel que informa ao condutor do veculo um mau funcionamentodo sistema de controle de emisses

  • N 108, quarta-feira, 9 de junho de 2010 71ISSN 1677-7042

    Este documento pode ser verificado no endereo eletrnico http://www.in.gov.br/autenticidade.html ,pelo cdigo 00012010060900071

    Documento assinado digitalmente conforme MP no- 2.200-2 de 24/08/2001, que institui aInfraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira - ICP-Brasil.

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    Marcha Lenta: regime de trabalho em que a velocidade an-gular do motor especificada pelo fabricante deve ser mantida durantea operao do motor sem carga e com os controles do sistema dealimentao de combustvel, acelerador e afogador, na posio derepouso.

    Medidor de Nvel de Som: equipamento destinado a efetuarmedio da presso sonora provocada por uma fonte de rudo e quefornece medidas objetivas e reprodutveis do nvel do som, nor-malmente expressa em decibis (dB).

    Motociclo: qualquer tipo de veculo automotor de duas ro-das, includos os ciclomotores, motonetas e motocicletas.

    Motor de dois tempos: motor cujo ciclo de funcionamentocompreende duas fases (combusto-exausto e admisso-compres-so);

    Motor de quatro tempos: motor cujo ciclo de funcionamentocompreende quatro fases distintas (admisso, compresso, com

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