minist©rio do meio ambiente instituto chico mendes de ...   do plano de manejo da reserva...

Download Minist©rio do Meio Ambiente Instituto Chico Mendes de ...   do Plano de Manejo da Reserva Extrativista

Post on 04-Oct-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Pgina 1 de 21

    Ministrio do Meio Ambiente

    Instituto Chico Mendes de Conservao

    da Biodiversidade

    RESEX de CURURUPU/MA

    MINISTRIO DO MEIO AMBIENTE MMA

    FUNDO BRASILEIRO PARA A BIODIVERSIDADE - FUNBIO

    PROGRAMA REAS PROTEGIDAS DA AMAZNIA ARPA

    TERMO DE REFERNCIA N 2014.0514.00029-0

    OBJETIVO: Contratao de servios de consultoria (pessoa jurdica) para elaborao

    do Plano de Manejo da Reserva Extrativista Federal de Cururupu/MA

    UNIDADE UNIDADE GESTORA: Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade-ICMBio.

  • Pgina 2 de 21

    TERMO DE REFERNCIA PARA CONTRATAO DE SERVIOS PARA ELABORAO

    DO PLANO DE MANEJO DA RESERVA EXTRATIVISTA FEDERAL DE CURURUPU/MA

    1. ANTECEDENTES

    As Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustentvel so unidades de conservao

    genuinamente brasileiras e, dentre as demais categorias previstas no Sistema Brasileiro de Unidades de

    Conservao da Natureza (SNUC, Lei Federal N. 9.985 de 2000), apresentam uma srie de

    particularidades e diferenciais.

    Como caractersticas gerais, essas duas categorias representam reas de domnio pblico com uso

    concedido s populaes tradicionais extrativistas, so geridas por um Conselho Deliberativo, permitem

    o uso sustentvel dos recursos naturais e a implementao de estruturas voltadas para a melhoria da

    qualidade de vida das comunidades. Nos Planos de Manejo das unidades so definidas as normas de uso,

    o zoneamento das reas e os programas de sustentabilidade ambiental e socioeconmica, entre outros

    aspectos. Nestas categorias tambm permitida a visitao pblica e a realizao de pesquisas

    cientficas.

    A criao destas unidades motivada por demanda de populaes tradicionais e seus objetivos vo alm

    da conservao da biodiversidade e do prprio uso sustentvel. Envolvem o reconhecimento das

    comunidades tradicionais, de seus territrios e da importncia do conhecimento e das prticas locais

    para a conservao ambiental. As Reservas Extrativistas (RESEX) e Reservas de Desenvolvimento

    Sustentvel (RDS) representam tambm a busca por um modelo diferenciado de desenvolvimento, de

    economia, de incluso social e melhoria de qualidade de vida das populaes locais, alm da valorizao

    do patrimnio cultural desses grupos.

    As primeiras RESEX foram criadas no ano de 1990 nos estados do Acre, Amap e Rondnia. A partir

    de ento, o modelo expandiu-se da Amaznia para outros biomas e outros tipos de ecossistemas

    brasileiros. Apenas dois anos depois da instituio das primeiras RESEX florestais Amaznicas, foram

    criadas a primeira unidade costeiro-marinha e quatro unidades voltadas para o extrativismo nas Matas de

    Babau. Em 2006 a proposta expandiu-se tambm para o cerrado propriamente dito, com a criao de

    duas unidades no Estado de Gois.

  • Pgina 3 de 21

    Desde a criao das primeiras RESEX at os dias atuais, houve mudanas significativas nas formas

    como as comunidades tradicionais se organizam e se apropriam dos seus territrios, na visibilidade

    poltica e insero social adquirida por estes grupos, nas polticas pblicas e nos procedimentos

    administrativos de criao e gesto destas reas. Estes fatores, somados s singularidades das categorias,

    representaram e ainda representam grandes desafios de gesto, que exigem constantes adaptaes e a

    elaborao de novas ferramentas administrativas.

    As particularidades dos processos de gesto destas categorias demandam o estabelecimento de

    procedimentos que garantam a participao qualificada da populao local e o uso de metodologias que

    permitam gerar uma integrao dos conhecimentos tradicionais com os tcnico-cientficos. Neste

    sentido, grande ateno foi dada na construo dos procedimentos para elaborao dos Planos de

    Manejo como instrumentos de gesto das RESEX e RDS, a partir da instituio do SNUC.

    Para ajudar na construo e implantao dos processos de gesto das Resex, a partir de sua parceria com

    doadores e organizaes da sociedade civil, o Governo Federal, por meio do Decreto n 4.326 de 08 de

    agosto de 2002, criou o Programa reas Protegidas da Amaznia (ARPA). O Programa ARPA rene o

    estado da arte em biologia da conservao e integrao participativa de comunidades, para proteger, em

    uma nica dcada, amostras representativas da biodiversidade amaznica numa escala indita,

    garantindo a integridade de suas paisagens e recursos genticos pelo tempo que vir. O Governo Federal

    implementa o Programa ARPA por meio de uma parceria tcnico-financeira com governos estaduais e

    municipais, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e os seguintes doadores:

    Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), por meio do Banco Mundial;

    Fundo Amaznia, por meio do BNDES

    KfW; e

    WWF-Brasil.

    Com o Programa ARPA, o Governo Federal pretende consolidar o Sistema Nacional de Unidades de

    Conservao (SNUC), institudo pela Lei n 9.985, de 18 de julho de 2000, e tem a meta de proteger

    pelo menos 50 milhes de hectares de florestas na Amaznia por meio da implementao de reas

    protegidas j existentes e da criao e implementao de novas unidades. Para a Fase II do programa

    ARPA (2010-2015) objetiva-se:

    Apoiar a criao de 13,5 milhes de ha de novas UCs de proteo integral e uso sustentvel.

  • Pgina 4 de 21

    Consolidar de 32 milhes de ha de UCs apoiadas na primeira fase, incluindo 6,5 milhes de ha

    de UCs ainda no apoiadas pelo Programa. Sero consolidados 23 milhes de ha em grau I e 9 milhes

    de ha em grau II.

    Capitalizar o Fundo de reas Protegidas (FAP) em US$ 70 milhes (correspondente a soma do

    que foi capitalizado na Fase I (US$ 24,28 milhes) com o que ser capitalizado na Fase II).

    A elaborao dos Planos de Manejo das RESEX e RDS Federais representa um dos grandes desafios na

    gesto destas categorias de unidades de conservao, uma vez que este instrumento essencial para a

    efetivao das atividades extrativistas de forma sustentvel e para garantir a conservao ambiental e a

    melhoria da qualidade de vida das populaes.

    2. OBJETIVO DA CONTRATAO

    Contratar servios de consultoria especializada para elaborao do Plano de Manejo Participativo da

    Reserva Extrativista de Cururupu/MA, de acordo com a IN ICMBio 01/2007, anexada a este Termo de

    Referncia, com nfase na caracterizao da UC, definio de diretrizes, zoneamento e programas a

    serem implantados na Unidade, com o objetivo de gesto e ordenamento do uso sustentvel dos recursos

    naturais e proteo dos meios de vida e cultura das populaes tradicionais.

    3. CARACTERIZAO DA UNIDADE DE CONSERVAO E REGIO

    3.1. Reserva Extrativista de Cururupu

    A Reserva Extrativista de Cururupu (RESEX Cururupu) foi criada por Decreto Federal em 02 de junho

    de 2004, com rea de 185.046 hectares em zona costeiro-marinha de acordo com seu Memorial

    Descritivo.

    A Reserva Extrativista de Cururupu est localizada no Estado do Maranho na poro ocidental do

    litoral denominado de Reentrncias Maranhenses. Ao longo da linha de costa da RESEX formam-se trs

    baas marinhas: a Baa de Lenis, a Baa do Capim e a Baa de Cabelo-de-Velha, conforme a Carta

    Nutica n. 400 da Marinha do Brasil.

    Separados por estas trs baas esto presentes os quatro arquiplagos de ilhas, que abrangem as

    comunidades que habitam o interior da UC, as chamadas Ilhas Povoadas:

    - Arquiplago Sul: Ilha de Manguna;

  • Pgina 5 de 21

    - Arquiplago Centro Sul: Ilhas de Caacueira, Peru e So Lucas;

    - Arquiplago Centro Norte: Ilhas de Guajerutua, Valha-Me-Deus, Porto Alegre, e

    - Arquiplago Norte: Ilhas de Lenis, Bate-Vento, Porto do Meio, Mirinzal, Retiro e Iguar.

    Assim, no interior da UC h uma populao de aproximadamente mil e trezentas famlias residentes,

    divididas nestas 13 ilhas, as quais possuem servios da Administrao Pblica do Municpio de

    Cururupu, como Escolas de Ensino Fundamental, Postos de Sade e Casas de Fora. Sendo a pesca

    artesanal a principal atividade econmica, envolvendo cerca de 90% das famlias residentes na UC.

    Tratando-se de uma rea que apresenta uma diversidade de ambientes costeiro-marinho, como os

    extensos manguezais. Estes so considerados vitais para a proteo da costa, para a manuteno da

    produtividade pesqueira e ainda, com um inestimvel valor paisagstico, aspectos estes que justificam

    uma ateno especial e de grande importncia para a sustentabilidade do ecossistema e da populao

    tradicional que compem a paisagem do litoral de Cururupu.

    Observa-se que toda a rea insular dentro dos limites da UC pertence ao municpio de Cururupu, no

    entanto, alm das Ilhas Povoadas, h ilhas que possuem apenas Ranchos de Pesca como as ilhas de

    Ponta-Seca e Marinheiro no Arquiplago Centro Norte, e Beirado e Urumar no Arquiplago Norte,

    alm de outras de menor expresso. Nestes locais no h nenhuma instalao e/ou benfeitorias por parte

    da Administrao Pblica do Municpio de Cururupu.

    A demarcao da poro da UC voltada ao continente (interior) foi baseada no limite do curso dgua

    que tange as bordas externas dos manguezais em rea continental, de maneira que sua rea fosse toda

    separada do continente, tornando a totalidade de seu territrio sob o domnio das mars. J seu limite

    marinho (externo) foi delimitado atravs da distncia de duas milhas nuticas a partir da costa atravs de

    uma linha imaginria que unisse o Farol de Manguna, a leste, ao Farol de So Joo, a oeste. Para o

    limite oeste considerou-se a divisa com os municp

Recommended

View more >