Ministério da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econômico 1 Ministério da Fazenda Secretaria de Acompanhamento Econômico Novembro de 2006.

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 1 Ministrio da Fazenda Secretaria de Acompanhamento Econmico Novembro de 2006 </li> <li> Slide 2 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 2 A Regulao do Mercado de Sade Suplementar Estmulo eficincia do Mercado </li> <li> Slide 3 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 3 A Secretaria de Acompanhamento Econmico Faz parte do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrncia (SBDC) juntamente com a SDE/MJ e o CADE/MJ Atuao do SBDC: Controle de concentraes (fuses e aquisies) controle ex- ante Represso a condutas anticompetitivas controle ex-post Advocacia da concorrncia nos setores regulados </li> <li> Slide 4 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 4 Ministrio da Fazenda Competncia na rea de Sade Suplementar Lei N 9.961 de 28 de janeiro de 2000. Art. 4 Compete ANS:... XVII - autorizar reajustes e revises das contraprestaes pecunirias dos planos privados de assistncia sade, ouvido o Ministrio da Fazenda; (Redao dada pela MP n 2.177- 44, de 24 de agosto de 2001). </li> <li> Slide 5 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 5 Caractersticas Gerais do setor Incerteza com relao incidncia da doena e eficcia do tratamento (Arrow, 1963) Inovao tecnolgica mdica custos crescentes dos servios mdicos Mudana no relacionamento entre operadores de seguro sade e prestadores de servios mdicos O problema da sinistralidade das carteiras Alto nvel de contestao judicial e problema da assuno dos erros mdicos pela operadora de sade (Goldberg, 2006) Falhas de mercados associadas principalmente por problemas de assimetria de informao (risco moral e seleo adversa) </li> <li> Slide 6 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 6 Falhas de Mercado Risco moral (informao assimtrica ex post) Entre paciente e segurador: sobre-utilizao pelo paciente. Entre provedor e segurador: sobre-oferta pelo provedor. Para minimizar o problema: alinhamento das estruturas de incentivos (ex: co-pagamento com paciente; penalidades/prmios para provedor). Seleo adversa (informao assimtrica ex ante) Consumidor de baixo risco pode sair do pool para no arcar com risco mdio (subsdio cruzado entre grupos de riscos diferentes). Cream skimming: segurador segmenta o mercado. Pode reduzir o bem-estar social para o agentes de baixo risco, incentivando segurador a distorcer os contratos para atrair indivduos saudveis (ex: discriminao pela qualidade dos servios). Para minimizar o problema: adequado ajustamento de risco, segundo (i) variveis demogrficas; (ii) condies de sade; (iii) despesas mdicas passadas como proxy de futuras e; (iv) despesas mdicas realizadas (Cutler e Zeckuharuser, 2000). </li> <li> Slide 7 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 7 Regulao Atual Regras para precificao de risco ltima faixa etria superior em, no mximo, 6 vezes a primeira Padronizao de coberturas mnimas Plano referncia de oferta obrigatria por parte das operadoras Controle de variveis contbeis Nota tcnica atuarial de provises (solvncia) Controle de reajustes de planos individuais Baseado no reajuste dos planos coletivos Prazos mximos para carncia Urgncia (24 horas); parto (300 dias); demais casos (180 dias) e doenas e leses pr-existentes (24 meses) </li> <li> Slide 8 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 8 Trade-offs da regulao Maior sade financeira das empresas X Tendncia concentrao horizontal Estabilizao dos preos X Desacelerao do crescimento da oferta de planos individuais Maior transparncia quanto cobertura para o usurio X Patamar mais elevado de preos para planos similares ao de referncia Promoo da concorrncia XAumento da seleo adversa </li> <li> Slide 9 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 9 Sugestes para lidar com alguns dos problemas apresentados Estudos SEAE 2005/2006 </li> <li> Slide 10 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 10 Precificao do Risco e Seleo Adversa </li> <li> Slide 11 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 11 Precificao do risco e seleo adversa - Diagnstico Estudo feito para a SEAE 1 identificou: 1 - Grande heterogeneidade entre os gastos da primeira faixa etria (0 a 18 anos) subsdio intra-faixa etria (Sabesprev, 2003 2 ) 1 Maia et alii (2006) Estudo sobre a regulao do setor brasileiro de planos de sade. Projeto viabilizado pelo Acordo de Cooperao Tcnica entre o Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento PNUD e o governo brasileiro. 2 Fundao Sabesp de Seguridade Social: plano de autogesto com cerca de 66 mil usurios em 2003; in Maia et alii (2006) </li> <li> Slide 12 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 12 2 - Presena de seleo adversa entre 1998 e 2003: expulso dos grupos etrios intermedirios e maior demanda de grupos etrios de maior risco. Precificao do risco e seleo adversa - Diagnstico </li> <li> Slide 13 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 13 3 Gastos diferenciados por sexo Precificao do risco e seleo adversa - Diagnstico </li> <li> Slide 14 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 14 Percentual de pessoas entre 35 e 60 anos com planos de sade. 20052050 10,4%25,9% 4 - Agravamento da seleo de risco no futuro Precificao do risco e seleo adversa - Diagnstico Fonte de dados bsicos: PNAD-2003 e IBGE (2004) 1 1 Projeo da Populao do Brasil por sexo e idade para o perodo de 1980-2050 Reviso 2004. </li> <li> Slide 15 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 15 Precificao do risco e seleo adversa - Diagnstico Fonte: Van de Ven et al, 2003. Caractersticas do ajustamento de risco em pases selecionados Fonte: Van de Ven et alii, 2003. </li> <li> Slide 16 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 16 Seleo adversa e precificao de risco - Propostas Possvel reviso da estrutura de faixas etrias principalmente na primeira faixa (0 a 18 anos) Aprimoramento das regras para apreamento entre faixas etrias. Estudar a possibilidade de implementar apreamento diferenciado por sexo. Estudo de mecanismos de incentivo para a entrada e a permanncia de risco bom no pool. Precificao do risco e seleo adversa - Discusso </li> <li> Slide 17 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 17 Materiais Mdicos </li> <li> Slide 18 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 18 Materiais mdicos - Diagnstico Presena de risco moral (problema de agente-principal bem credencial) Barreiras regulatrias entrada Incorporao tecnolgica desenfreada Falta de informao sobre a relao custo-efetividade dos materiais mdicos Estrutura de incentivos que favorece a sobre-utilizao e a ineficincia econmica. </li> <li> Slide 19 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 19 Materiais mdicos - Discusso Estudar a reviso regulatria, visando minimizar as barreiras entrada. RDC ANVISA 185/2001: Desvincular o registro ao distribuidor (registro do produto) RDC ANVISA 350/2005: Simplificar procedimentos para importao (risco de discricionariedade) Aumentar a agilidade no processo de certificao e registro de produtos atravs da utilizao de empresas certificadoras (Ex: Inmetro ou autorizadas Exemplo: Inglaterra) </li> <li> Slide 20 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 20 Materiais mdicos - Discusso Verificar a viabilidade de que sejam definidos e divulgados protocolos de procedimentos clnicos e cirrgicos pelo Ministrio da Sade em parceria com as operadoras e a ANS. Estudar a possibilidade de que sejam realizadas anlises e divulgao para o mercado de estudos de custo-efetividade dos materiais mdicos que entram no pas. (Health Technology Assessment HTA). Possvel parceria com a agncia canadense que j faz isso. </li> <li> Slide 21 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 21 Custos Jurdicos </li> <li> Slide 22 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 22 Custos Jurdicos - Diagnstico Alto nvel de contestao judicial. Problemas jurdicos se concentram nas questes de reajuste e de coberturas assistenciais. Decises judiciais privilegiam a funo social do contrato e no levam em conta que o sistema de mutualismo. A incerteza jurdica aumenta o preo dos planos e gera ineficincia econmica. Gera ineficincia regulatria reduz os incentivos busca de novos arranjos regulatrios (path dependence). </li> <li> Slide 23 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 23 Custos Jurdicos - Discusso Trabalho mais ativo da ANS de advocacia regulatria e tcnica junto a juzes, Procons, Tribunais de Justia e Ministrios Pblicos. Anlise de uma possvel participao maior da ANS no processo judicial, oferecendo subsdios tcnicos para as decises dos juzes. Estudar a possibilidade de incluir os protocolos mdicos validados pelo Ministrio da Sade como suporte deciso judicial. </li> <li> Slide 24 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 24 Portabilidade de Carncias </li> <li> Slide 25 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 25 Portabilidade Diagnstico Falta de contestabilidade ps-contrato barreira sada do plano devido a carncia Portabilidade sem restries pode gerar arbitragem: cumprimento da carncia em plano com baixa cobertura apenas para exercer a portabilidade para planos de categoria superior. </li> <li> Slide 26 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 26 Portabilidade - Discusso Estudar a implementao da portabilidade, observando os seguintes aspectos: i.Plano de adeso voluntria: liberalizao gradual do reajuste x aceitao de beneficirios de outros planos sem exigncia da carncia. ii.A portabilidade obrigatria somente entre planos classificados na mesma categoria. iii.Classificao dos planos com base em uma banda de preos e/ou com base em critrios objetivos (facilidade de acesso rede + qualidade da rede) </li> <li> Slide 27 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 27 Portabilidade - Discusso iv.Direito a portabilidade s aps prazo determinado de permanncia no plano. v.Direito portabilidade fica suspenso durante determinado perodo aps a troca de operadora. vi.Ao sair de um plano o usurio tem prazo mximo para usar a portabilidade (evitar arbitragem intertemporal). </li> <li> Slide 28 </li> <li> Ministrio da Fazenda - Secretaria de Acompanhamento Econmico 28 OBRIGADO! MARCELO BARBOSA SAINTIVE Secretrio de Acompanhamento Econmico marcelo.saintive@fazenda.gov.br </li> </ul>

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