MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL sspp. ?· Receita Federal do Brasil do Porto de…

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<p>MINISTRIO DA FAZENDA </p> <p>SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL </p> <p>SUPERINTENDNCIAS REGIONAIS </p> <p>8 REGIO FISCAL </p> <p>ALFNDEGA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PORTO DE SANTOS </p> <p>PORTARIA N 200, DE 13 DE ABRIL DE 2011 </p> <p>DOU de 14/04/2011 (n 72, Seo 1, pg. 61) </p> <p>Determina que os procedimentos de autorizao pela Autoridade Aduaneira para o ingresso, a permanncia e a movimentao de pessoas e veculos, nos locais e recintos alfandegados, ou a bordo de embarcaes de viagem internacional, em toda a rea sob a jurisdio da Alfndega da Receita Federal do Brasil do Porto de Santos, sejam feitos por meio de sistemas eletrnicos. </p> <p>O INSPETOR-CHEFE DA ALFNDEGA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DO PORTO DE SANTOS, no uso de suas atribuies regimentais, previstas no inciso XVI do art. 220 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, aprovado pela Portaria MF n 587, de 21 de dezembro de 2010, considerando o art. 237 e o art. 37, XVII, da Constituio Federal; e tendo em vista o disposto no inciso II do art. 36 da Lei n 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, nos arts. 3, 4, 5 e 24 do Decreto 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, nos arts. 34 a 39 da Lei n 12.350, de 20 de dezembro de 2010, regulamentada pela Portaria RFB n 2.438, de 21 de dezembro de 2010; bem como a Resoluo 2, estabelecendo o ISPS-Code, na forma do Captulo XI-2, anexo Conveno Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar, concluda em Londres no ano de 1974, no mbito da Organizao Martima Internacional, que foi promulgada no Brasil atravs do Decreto n 87.186, de 18 de maio de 1982; resolve: </p> <p>Art. 1 - Determinar que a autorizao de acesso aos locais ou recintos alfandegados seja efetuada por meio de sistemas eletrnicos de controle, em conformidade com o art. 17 da Portaria RFB n 2.438, de 21 de dezembro de 2010, com identificao das pessoas e veculos atravs de crachs eletrnicos autorizados pela Alfndega, aqui denominando simplesmente "crach autorizado". </p> <p> 1 - obrigatria a confirmao, por parte da administradora do local/recinto alfandegado, da veracidade dos dados eletrnicos gravados nos crachs, mediante consulta no banco de dados do sistema gerenciador da emisso dessas mdias. </p> <p> 2 - No caso de qualquer divergncia sobre um dado impresso graficamente no crach, dever prevalecer o dado do registro eletrnico, o que significa que a aparncia visual no a forma adequada de identificao segura, e esse argumento no eximir a empresa de sua responsabilidade na ocorrncia de uso indevido dessa identidade. </p> <p> 3 - O banco de dados de crach autorizado dever estar disponvel para acesso ininterrupto, e qualquer irregularidade no seu funcionamento, mesmo que por razes de ordem tcnica, que impossibilite o atendimento ao disposto no 1, dever ser imediatamente comunicada Equipe de Vigilncia e Busca Aduaneira - Eqvib desta Alfndega, a quem compete autorizar a adoo dos procedimentos de contingncia que o caso requeira. </p> <p> 4 - A autorizao da Alfndega da Receita Federal do Brasil do Porto de Santos para a instalao e utilizao de banco de dados de crach, depende de anlise da Eqvib, em processo protocolizado pela empresa administradora do sistema gerenciador desse banco, condicionada ao atendimento de todos os requisitos e funcionalidades estabelecidos nesta Portaria, sem prejuzo ao disposto no art. 8. </p> <p> 5 - A autorizao de que trata o 4 ser concedida a ttulo precrio, podendo ser revogada a qualquer momento, mediante despacho fundamentado em razo da constatao de fato que comprometa a segurana aduaneira. </p> <p>Art. 2 - As autorizaes de acesso concedidas com base nesta Portaria no elidem os controles a cargo da empresa responsvel pela administrao e pela segurana dos locais/recintos alfandegados, e, tampouco, se sobrepem s prerrogativas dos comandantes das embarcaes atracadas ou aos protocolos de segurana constantes do Plano de Segurana </p> <p>do Terminal, aprovado pela Comisso Estadual de Segurana dos Portos (Cesportos), para cumprimento do Cdigo Internacional de Proteo de Navios e Instalaes Porturias (ISPS-Code). </p> <p>Art. 3 - O ingresso, permanncia e movimentao de pessoas e veculos, tanto nos locais/recintos alfandegados, como nas cercanias ou a bordo de embarcaes fundeadas ou atracadas, na barra ou no Porto de Santos, esto sujeitos ao controle da Secretaria da Receita Federal do Brasil, que, neste ato, determina a obrigatoriedade de utilizao de crachs autorizados, cujos dados, tanto de identificao, como da existncia de autorizao da autoridade aduaneira e prazo de vigncia dessa autorizao, devem ser confirmados, pela administradora desses locais, em banco de dados autorizado pela Alfndega de Santos. </p> <p> 1 - A autorizao de acesso referida no caput deve ser solicitada pelo menos com 48 (quarenta e oito) horas de antecedncia ao primeiro evento, na forma desta Portaria; ter carter precrio e validade por prazo indeterminado ou definido, e passvel de suspenso ou cancelamento a qualquer tempo; ser considerada como uma forma genrica de permisso de acesso, e no significa a liberao para a entrada de pessoas e veculos, mesmo que identificados por crach autorizado, em qualquer local/recinto alfandegado, ou a qualquer tempo, sem que haja alguma "motivao" registrada no sistema referido no art. 1. </p> <p> 2 - A motivao referida no pargrafo anterior, seja para a autorizao de entrada de usurio de crach autorizado ou no, de responsabilidade da empresa administradora do local/recinto alfandegado, e estar sujeita a auditoria pela autoridade aduaneira a qualquer tempo ou quando da avaliao prevista no art. 30 da Portaria RFB 2.438, de 2010. </p> <p>Art. 4 - A Autoridade Aduaneira exerce sua atribuio legal de controle sobre o acesso aos locais/recintos alfandegados, inclusive fiscalizando rotineiramente o cumprimento das determinaes desta Portaria, mediante atividades exercidas pela Diviso de Vigilncia e Controle Aduaneiro - Divig, que devero ser aprimoradas pela utilizao de um novo sistema informatizado, a ser definido e implantado pela Alfndega da Secretaria da Receita Federal do Brasil do Porto de Santos, que receber a denominao de "Sistema de Identificao e Controle de Acesso - SICA", e obedecer s diretrizes e regulamentao desta Portaria. </p> <p>Pargrafo nico - O Sica ser uma ferramenta para o tratamento eletrnico das informaes advindas dos diferentes sistemas para controle de acesso de qualquer local/recinto alfandegado, j desenvolvidos e gerenciados pelas prprias empresas administradoras dessas reas, que sero considerados como "subsistemas" do Sica, e devero estar disponveis nas instalaes da Central de Operaes e Vigilncia Aduaneira - COV, localizada nas dependncias da Alfndega da Secretaria da Receita Federal do Brasil do Porto de Santos, conforme estabelece o 2 do art. 17 da Portaria RFB 2.438, de 2010. </p> <p>Art. 5 - Na permisso de acesso com prvia e tcita autorizao pela autoridade aduaneira, para pessoa fsica ou veculo entrar, permanecer ou passar em local/recinto alfandegado, obrigatrio o porte de crach de identificao e registro da motivao, acreditada pela administradora do local/recinto alfandegado, no seu sistema eletrnico de controle, em tempo real e disponvel para consulta na COV da Alfndega. </p> <p> 1 - Define-se como "motivao" qualquer fato relacionado execuo de atividade profissional lcita, necessria e oportuna, que justifique o acesso, passagem ou permanncia em rea alfandegada. </p> <p> 2 - O disposto no caput tambm se aplica ao visitante ou trabalhador eventual, ainda que no possua crach eletrnico personalizado, mas portando crach especfico definido pela administradora do local/recinto alfandegado, e registrando a motivao no sistema prprio dessa empresa. </p> <p> 3 - Os registros das motivaes de que trata o caput devero ser efetuados no sistema de controle de acesso da administradora do local/recinto alfandegado, simultaneamente ocorrncia dos respectivos movimentos, conforme previsto no art. 2 do Ato Declaratrio Executivo Conjunto Coana/Cotec n 2, de 26 de setembro de 2003. </p> <p> 4 - Quando a motivao de acesso for a prestao de servio ou o fornecimento de bordo a navio, faz-se necessria a anuncia do agente martimo ou do responsvel pela embarcao, que dever ser de forma eletrnica no sistema prprio de controle de acesso da administradora do local/recinto alfandegado por onde ocorrer a entrada. </p> <p> 5 - No constitui motivao vlida a visita comercial para oferecimento de materiais ou servios diretamente ao comandante do navio. </p> <p>Art. 6 - No permitido o ingresso de pessoas ou veculos, tanto nos locais/recintos alfandegados com acesso ao cais, como a bordo de embarcaes atracadas ou fundeadas na barra, que no seja atravs de portes da Codesp ou de empresa administradora de terminal privado e com sistema eletrnico de controle, exceto no caso das pessoas indicadas nos incisos I, II e III do art. 17, quando no houver essa possibilidade e, exclusivamente, para o desempenho de suas funes. </p> <p> 1 - No permitido o ingresso em embarcaes no atracadas, exceto quando autorizado pela autoridade aduaneira, em situaes caracterizadas como emergncia ou urgncia, caso fortuito ou motivo de fora maior, que no possam aguardar a atracao, e sem prejuzo do exerccio de controle de outros rgos intervenientes. </p> <p> 2 - Fica dispensada a autorizao prevista no 1, desde que observado o disposto no 3 do art. 5, para o ingresso em embarcaes no atracadas, quando da ocorrncia das seguintes situaes emergenciais: </p> <p>I - perigo ou ocorrncia de dano ambiental; </p> <p>II - problemas de sade; </p> <p>III - quebra de equipamentos essenciais para a operao do navio; e </p> <p>IV - acidentes de trabalho. </p> <p> 3 - No se enquadra no disposto no 1 o ingresso das pessoas indicadas nos incisos I, II e III do art. 17. </p> <p> 4 - Observado o disposto no caput, a Codesp poder determinar locais especficos de embarque e desembarque de pessoas e cargas em pequenas embarcaes de transporte ou de prestao de servio aos navios, que tambm esto sujeitas ao mesmo controle de acesso estabelecido nesta Portaria. </p> <p>I - Banco de Dados de Crach Autorizado </p> <p>Art. 7 - O local/recinto alfandegado dever dispor de sistema de controle de acesso, conforme determina o art. 17 da Portaria RFB n 2.438, de 21 de dezembro de 2010, utilizando crachs autorizados pela Alfndega na forma desta Portaria, independentemente da emissora dessa mdia, validado mediante consulta ao banco de dados especfico, para a confirmao do registro eletrnico conforme disposto nos 1 e 2 do art. 1, que deve ser efetuada pela administradora da rea, para cada evento em seus portes de entrada/sada. </p> <p>Art. 8 - O banco de dados que suporta os registros de identificao das pessoas e veculos, e constitui o arquivo eletrnico para viabilizar a emisso de crach autorizado pela Alfndega, que o comprovante de autorizao de acesso do usurio em rea sob controle aduaneiro, ainda que funcionando com base no 4 do art. 1, poder sofrer auditoria na forma prevista na Instruo Normativa SRF n 682, de 4 de outubro de 2006. </p> <p>II - Pedido de Autorizao de Acesso </p> <p>Art. 9 - Qualquer pessoa jurdica, que exera atividade regular e frequente nos locais/recintos alfandegados sob jurisdio desta Alfndega, inclusive, as prprias empresas administradoras dessas reas, dever efetuar seu cadastro em um banco de dados de crach autorizado pela Alfndega da Receita Federal do Brasil do Porto de Santos, para fins de obteno de autorizao de acesso pela autoridade aduaneira, que a dar sob a forma de permisso de emisso de crach autorizado de identificao de pessoas e veculos a ela vinculados. </p> <p>Pargrafo nico - Considera-se frequente, para fins de obrigatoriedade de cadastro da empresa, o acesso com motivao em seu nome, efetuado por qualquer pessoa a ela vinculada, mais de cinco vezes consecutivas ou no em um ms, ou doze vezes em um ano, contadas independentemente do local/recinto em que tenha ocorrido, isto , os acessos efetuados em diferentes reas sero contados de forma cumulativa. </p> <p>Art. 10 - O pedido para autorizao de acesso deve ser formulado de forma eletrnica, atravs de um dos sistemas gerenciadores de bancos de dados autorizados pela Alfndega, e equipara-se a um documento formal que viabiliza a movimentao e permanncia de pessoas e veculos nas reas alfandegadas sob jurisdio desta Alfndega, e a sua concesso de carter precrio e discricionrio da autoridade aduaneira, podendo, portanto, ser negado, cancelado ou suspenso a qualquer tempo, mediante deciso fundamentada. </p> <p> 1 - O pedido dever ser formulado por meio da rede mundial de computadores no sistema escolhido pela empresa, preenchendo os dados que identificar a empresa peticionria e o(s) seu(s) responsvel(eis) perante o banco de dados por ela elegidos, devendo ser impressa essa petio inicial, conforme modelo no Anexo I desta Portaria, e assinada pelo representante legal com poderes de comprometimento dessa pessoa jurdica. </p> <p> 2 - Preenchido os dados conforme o 1, o mesmo sistema gerar um termo Termo de Responsabilidade para cada um dos responsveis perante o banco de dados, conforme modelo no Anexo II, que devero ser impressos para apresentao na Eqvib. </p> <p> 3 - A petio inicial de autorizao de acesso, prevista no 1, dever ser apresentada, juntamente com os demais documentos exigveis anexados, para protocolizao junto Eqvib. </p> <p> 3 - Os documentos que devem instruir o pedido de autorizao de acesso, dentre outros que comprovem a situao ou motivo de pedir, conforme cada caso, so: </p> <p>I - a petio e os termos referidos no 1; </p> <p>II - o contrato social ou estatuto referente constituio da pessoa jurdica e s eventuais alteraes, devidamente registrados no rgo competente, de forma a comprovar que o signatrio do pedido tenha poderes de representao da empresa; </p> <p>III - o(s) documento(s) de identificao com foto do(s) indicado(s) para atuar como responsvel perante o banco de dados; </p> <p>IV - o comprovante de atividade da empresa que justifique a necessidade de ingresso na rea porturia. </p> <p> 3 - O pedido cuja a documentao no tenha sido apresentada para protocolo no prazo de quinze dias corridos ser automaticamente cancelado pelo sistema. </p> <p> 4 - A Eqvib poder exigir outros documentos no listados no 2, quando entender serem necessrios para melhor anlise do pedido, ocasio em que registrar esse fato no sistema, no qual a parte dever efetuar consulta para cincia dessa exigncia. </p> <p>Art. 11 - O servidor desta Alfndega responsvel pela anlise do pedido poder limitar o quantitativo de pessoas ou veculos, definir o prazo de validade da autorizao, ou especificar os locais de acesso permitido, considerando as caractersticas do peticionrio, a atividade a ser exercida, a regularidade perante a RFB e outros rgos de governo envolvidos e, ainda, o histrico registrado em qualquer banco de dados de crach autorizado, principalmente, quanto a existncia de ocorrncias informadas pelos contratadores de servio, administradoras de local/recinto alfandegado, ou o conhecimento de fatos apurados pela fiscalizao aduaneira. </p> <p>Art. 12 - Aos rgos pblicos aos quais as pessoas fsicas indicadas nos incisos I e II do art. 17,...</p>