MICHEL PONTE

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<ul><li><p>Ditadura, </p><p>Represso e </p><p>Conservadorismo</p></li><li><p>D615 Ditadura, represso e conservadorismo / Fernando Ponte de Sousa e Michel Goulart da Silva (organizadores). Florianpolis: UFSC, 2011. </p><p> 303 p. 14,8 x 21 cm.</p><p> Vrios colaboradores.</p><p> ISBN 978-85-61682-57-6</p><p> 1. Ditadura. I Sousa. Fernando Ponte de. II Silva, Michel Goulart da</p><p> CDD 320</p><p>Copyright 2011 Fernando Ponte de Sousa e Michel Goulart da Silva</p><p>CapaTiago Roberto da Silva</p><p>RevisoMariana Silveira dos Santos Rosa</p><p>Editorao eletrnica Flvia Torrezan, Tiago Roberto da Silva</p><p>BibliotecriaLuiza Helena Goulart da Silva</p><p>Todos os direitos reservados a</p><p>Editoria Em Debate Campus Universitrio da UFSC Trindade</p><p>Centro de Filosofia e Cincias Humanas Bloco anexo, sala 301 </p><p>Telefone: (48) 3338-8357Florianpolis SC</p><p>www.editoriaemdebate.ufsc.br www.lastro.ufsc.br</p><p>Impresso no Brasil</p><p>2011</p></li><li><p>Fernando Ponte de SousaMichel Goulart da Silva</p><p>(Organizadores)</p><p>Ditadura, </p><p>represso e </p><p>conservadorismo</p><p>Florianpolis</p><p>2011</p></li><li><p>SUMRIO</p><p>Apresentao ............................................................................................ 7</p><p>1. Franquismo y masonera ...........................................................11 Yvn Pozuelo Andrs</p><p>2. A ANL e o anticomunismo da imprensa baiana ...........37 Cristiano Cruz Alves</p><p>3. Aspectos do antissemitismo no </p><p> discurso integralista de Gustavo Barroso ..................67 Luiz Mrio Ferreira Costa </p><p>4. A parceria entre Estado e empresariado na represso ao operariado em Recife </p><p> de 1940 a 1950 ........................................................................................87 Arleanda de Lima Ricardo</p><p>5. Dentro da estrutura repressiva: o sistema de segurana interna imaginrio anticomunista e represso poltica em Minas Gerais no </p><p> comeo da dcada de 1970 .....................................................107 Luiz Fernando Figueiredo Ramos</p></li><li><p>6. La representacin del desplazamiento </p><p> forzado por la violencia en Colombia ........................151 William Ortiz Jimnez</p><p>7. Os militares brasileiros e </p><p> a grande mentira ......................................................................185 Michel Goulart da Silva</p><p>8. Ditadura, memria e consenso: a Campanha </p><p> da Mulher pela Democracia (CAMDE) ...........................209 Janaina Martins Cordeiro</p><p>9. Crtica punio eterna como memria </p><p> histrica ...........................................................................................249 Fernando Ponte de Sousa</p><p>10. Neofascismo, Internet e Histria do </p><p> Tempo Presente .............................................................................267 Fbio Chang de Almeida</p></li><li><p>Apresentao</p><p>Este volume rene textos que discutem e problematizam algumas prticas e representaes conservadoras produzi-das ao longo do sculo XX e nas primeiras dcadas do sculo XXI. Como possvel verificar pelos textos aqui reunidos, em alguns casos, esse conservadorismo engendrou aes repressi-vas, visando conter as aes polticas de movimentos populares ou de grupos de esquerda, redundando em fenmenos ditato-riais, como no Brasil, a partir do golpe civil-militar de 1964. Por outro lado, tambm so discutidas em alguns dos textos deste volume as representaes produzidas a partir de fenmenos conservadores, principalmente traumas ou disputas simblicas provocados por ditaduras, que se materializam nas disputas por memrias, na escrita histrica desse processo ou nos resqucios que permanecem da ditadura.</p><p>Os fenmenos conservadores, neste volume, so entendi-dos como aqueles que esto ligados a uma pretenso de rejeitar o novo e o apelo mudana, encarados como riscos ordem instituda. Essa delimitao, ainda que fluida e com pouca preci-so, aponta para o entendimento de que os fenmenos conserva-dores so plurais e multiformes, caracterizando-se por prticas que muitas vezes engendram ideias e representaes fortemente enraizadas nas diferentes sociedades.</p><p>O conservadorismo tambm pode ser entendido como um projeto de sociabilidade antagnica ao projeto da modernidade construda a partir da Ilustrao. Os eventos tidos como mar-cos do nascimento da Modernidade, como as revolues econ-micas e sociais do sculo XVIII, desde seu incio enfrentaram algum tipo de oposio ou de resistncia. O conservadorismo </p></li><li><p>constituiu-se nessas situaes como um conjunto de manifesta-es que defendiam a permanncia total ou parcial das estruturas da sociedade ento existente ou que, embora vendo a necessida-de de melhoria da sociedade, se opunham radicalizao dessas transformaes ou a formas violentas de conquist-las. </p><p>Os estudos aqui reunidos tratam de diferentes facetas do conservadorismo, entendendo-o como fenmeno contraditrio e plural e cujas manifestaes no seguem um esquema definido ou uma lgica estabelecida, mas que, partindo das contradies de cada realidade particular, produzem processos particulares. No Brasil contemporneo, por exemplo, produzem-se ideologias e discursos que engendram percepes acerca do passado, visando tanto justificar o autoritarismo do presente como apagar a repres-so do passado, alm de anistiar os crimes dos agentes estatais.</p><p>Contudo, essas particularidades dos fenmenos conserva-dores no levam a pensar esses fenmenos como isolados, na medida em que, seja como imaginrio social, seja como rela-o poltica, esses fenmenos podem se misturar e se intercalar, produzindo mobilizaes ou fenmenos ideolgicos completa-mente novos, a cada conjuntura ou situao nacional especfica. Trata-se, portanto, de um fenmeno vivo, que influencia nossas ideias, nosso cotidiano e inclusive nossas perspectivas de futu-ro, exigindo nossa resistncia ou mesmo a ofensiva de projetos radicais de transformao da sociedade.</p><p>Os organizadores agradecem principalmente os autores pe-la disposio em colaborar com esta coletnea, deixando nossa disposio textos valiosos que expressam fundamentais esforos de pesquisa na compreenso dos temas tratados. Por outro lado, colaborando com este esforo editorial, os autores possibilita-ram a reunio num nico volume de reflexes das mais variadas acerca dos fenmenos de represso e de conservadorismo que </p></li><li><p>marcaram o ltimo sculo, constituindo, assim, um valioso ma-terial de estudos para os pesquisadores dessas temticas.</p><p>Tambm agradecemos a colaborao e o empenho da equipe que compe a Editoria Em Debate, devidamente credi-tados ao longo do volume, sem a qual no teria sido possvel publicar este livro.</p><p>Fernando Ponte de Sousa</p><p>Michel Goulart da Silva</p><p>Florianpolis, 24 de outubro de 2011.</p></li><li><p>1Franquismo y Masonera</p><p>Yvn Pozuelo Andrs*</p><p>La represin franquista se abati tras los pasos victoriosos de las tropas rebeldes, durante la Guerra Civil espaola (1936-1939), sobre la poblacin civil sospechosa de connivencia frente populista. La represin, la persecucin y la humillacin de sus adversarios pasaron a institucionalizarse como maquinaria im-prescindible de la permanencia en el poder del General Franco y de sus seguidores durante el franquismo (1939-1975). Aplicado a la Masonera, sta fue, por un lado, aniquilada como organizacin durante la contienda y, por el otro, los masones supervivientes fueron reprimidos, perseguidos y humillados durante la era de Franco. La historiografa espaola sobre el fenmeno masnico ha sacado a la luz, en estos ltimos veinticinco aos, las causas, las consecuencias y los matices propios de esa realidad. En la actualidad existe un valioso material historiogrfico que permite conocer y comprender la obsesin antimasnica del Franquismo cuya llama, hoy en da muy dbil, an pervive.1 El Centro de </p><p>* Doctor en Historia. Profesor de francs en el IES Universidad Laboral de Gijn, coeditor de la revista digital REHMLAC.1 Autores como Csar Vidal, ngel Palomino, Vasco de Osma y la prensa digital como www.libertaddigital.com formaron y forman dicha llama.</p></li><li><p>12 vn Pozuelo Andrsvn Pozuelo Andrs</p><p>Estudios Histricos de la Masonera Espaola (CEHME)2 con sede en Zaragoza public en las actas de sus congresos todo ese material. Los historiadores pertenecientes a dicha institucin in-vestigaron, entre otros muchos aspectos, lo relacionado con la Masonera y el Franquismo desde una perspectiva regional. Asi-mismo, se publicaron obras ms generales sobre la cuestin.3Esta comunicacin se determin tras preguntarnos quines construy-eron las fronteras que distanciaron a dichos fenmenos, y cmo. Estas preguntas se plantearon, por un lado, al binomio Mason-era y Franquismo y, por el otro, al de masones y franquistas. Para ello, antes de entrar de lleno en esas consideraciones, se exponen las lneas generales del encono entre estos dos sectores a partir de la Guerra Civil espaola (1936-1939). A modo de ilustracin, se enfoca la realidad antimasnica franquista de posguerra a travs de la regin de Asturias y del diario falangista de Gijn, Voluntad.4</p><p>Guerra Civil Espaola (1936-1939) y depuracin masnica</p><p>En el momento del Golpe de Estado, 17-18 de julio de 1936, el masn y republicano Santiago Casares Quiroga era el jefe del Gobierno frente populista, coalicin de partidos republicanos de </p><p>2 Fundado y dirigido hasta 2009 por el profesor Jos Antonio Ferrer Benimeli es ahora presidido por el profesor Jos Miguel Delgado Idarreta.3 No se trata aqu de citarlas a todas sino de enumerar una sucinta bibliografa, la ms reciente, que permita al lector iniciarse en esa historia, encontrando el complemento bibliogrfico al final de cada obra. As pues, vanse a Lpez (2010), Arribas (2009), Villalba (2005, p. 125-245), que aunque trate sobre todo de Andaluca explica muy bien el calibre de la represin franquista ya que dicha regin conglomer a la inmensa mayora de los talleres y masones espaoles de la II Repblica. Y los clsicos de Benimeli (1982, 1993), Ruiz (1992).4 Estas notas y sus conclusiones se asientan sobre mi Tesis Doctoral (ANDRS, 2004, indita).</p></li><li><p>Franquismo y Masonera 13</p><p>izquierdas y de organizaciones del movimiento obrero elegida en las urnas del Sufragio Universal en febrero de ese mismo ao. No se crey lo que estaba pasando, pese a conocerse los diferen-tes planes golpistas, planeados, incluso antes de las elecciones de febrero, cuando el gobierno estaba dominado por el principal partido de la derecha parlamentaria, Confederacin Espaola de Derechas Autnomas (CEDA), y a las advertencias proceden-tes de diferentes sectores polticos y mediticos (RODRGUEZ, 2006, p. 161-162). El Golpe de Estado estaba en boca de todos los que pertenecan a la Intelligentsia espaola. La II Repblica haba experimentado el Golpe de Estado militar de Sanjurjo de 1932 con final feliz para el rgimen. Pero 1936 no era 1932. 1932 distaba de un ao al advenimiento entusiasta de la Repblica. En cambio, en 1936, el rgimen haba sido gobernado, entre 1933 y 1936, por sectores al filo del anti republicanismo que lograron sofocar una Revolucin en 1934 reprimiendo a miles de perso-nas (Ruiz, 2008). La amnista a favor de los represaliados del 34 constituy el principal argumento para la constitucin del Frente Popular en Espaa y de su victoria electoral en febrero de 1936. Igualmente fundamentales, en ese corto periodo de tiempo, el encumbramiento al Poder de los autoritarios Hitler y Salazar, respectivamente en Alemania y en el vecino Portugal. Lderes de regmenes lanzados en una dinmica violenta que dio en sus primeros pasos, sus frutos, como arma infalible anticomunista.</p><p>En su casa, Casares Quiroga, tena colgado un retrato de Kerensky que le recordaba que no debiera sucederle lo del diri-gente ruso, es decir, ser derrotado por los comunistas.5 Mueca de trapo a la cabeza de un gobierno atacado por unos jefes mi-litares decididos, Casares Quiroga dimiti el 18 de julio. Otro masn lider la defensa de la Repblica en los primeros das, Diego Martnez Barrio. Como solucin, l y otros lderes repu-</p><p>5 Est sacado del testimonio del socialista y masn Juan-Simen Vidarte (1978, p. 152).</p></li><li><p>14 vn Pozuelo Andrsvn Pozuelo Andrs</p><p>blicanos, que en bastantes casos compartan afiliacin hiramista, no encontraron mejor remedio para abortar el Golpe de Estado que el negociar con los jefes de los sublevados prometindoles ms orden y un sitio en el Gobierno. Al mismo tiempo negaron el reparto de armas a las organizaciones obreras, las nicas, en ese momento, conscientes de la realidad, hasta que el gobierno se convenci de que no tena mejor socorro. Esta postura refleja que desde los masones, con curtido peso simbolista, no se ha-ba imaginado que los discursos pro golpistas, antirrepublicanos y por extensin antimasnicos iban a pasar de la fraseologa apo-calptica a su aplicacin. Por su lado, la Masonera no difundi ningn comunicado en contra del Golpe de Estado hasta com-probar la ferocidad, tres meses ms tarde, con la que se persigui a sus miembros. Persecucin que no slo se focaliz en lo pol-tico sino tambin en lo masnico como as se difundieron en los discursos y rdenes desde el bando rebelde (MORALES, 1992). En ellos, se presentaban a los masones como unos de los princi-pales enemigos, llevando a cabo, en correlacin, la destruccin con saa de sus locales (VILLALABA, 2005). En la transforma-cin del Golpe de Estado en contienda, los sublevados pasaron de la destruccin en las primeras semanas a la conservacin de algunos templos, organizando visitas abiertas a la poblacin con el objetivo de ridiculizar a la Orden. En esa situacin de clara re-presin, los dirigentes masnicos recalcaron una vez ms que la masonera no haca poltica y que respetara siempre el gobierno del Estado. Las Constituciones de Anderson en mano deja claro que la masonera debe respetar al gobierno de la nacin sea cual sea su naturaleza -aado- incluso dictatorial. No contaba con la opinin ni la naturaleza de ciertos gobiernos. Sin embargo, a la vista, en las primeras semanas del conflicto, de la realidad extre-madamente represiva, las Obediencias tomaron posicin a favor del bando del Frente Popular. En ese bando, coincidan varias </p></li><li><p>Franquismo y Masonera 15</p><p>importantes personalidades de la Orden como Diego Martnez Barrios, Jos Giral, Augusto Barcia, ngel Rizo Bayona etc.</p><p>Los franquistas mataron y persiguieron a los anarquistas, socialistas, comunistas, trotskistas, republicanos y a sus sim-patizantes y vice-versa en menor medida. Empero, ser masn agravaba lo anterior. Ser masn agrav las condenas en los Tri-bunales de Guerra. La animadversin incrustada en el odio ms profundo en contra de la Institucin masnica y de sus miembros fue refrendada con la constitucin, al ao de finalizada la Guerra Civil, en marzo de 1940, del Tribunal Especial para la Re-presin contra la Masonera y el Comunismo.6 Dicho rgano estuvo en funcionamiento hasta 1964. Esta longevidad prueba el arraigado antimasonismo exacerbado del Franquismo, en un pas por entonces sin masonera espaola desde 1939. Miles de conde-nas, miles de persecucione...</p></li></ul>